Desde o estouro da Grande Recessão no Brasil em 2008, Marabá sofreu um processo de desindustrialização. O parque industrial da cidade que chegou a ter 11 grandes siderúrgicas funcionando com capacidade plena em janeiro de 2008, chegou a julho de 2009 com somente uma das empresas operando regularmente. Os principais mercados consumidores da gusa e do aço do município, os Estados Unidos, o Japão e a China, reduziram sua demanda e forçaram as empresas a dar férias coletivas aos funcionários.[48][49]
O maior rigor na aplicabilidade das legislações ambiental e trabalhista, coincidiu no momento de maior fragilidade do setor sidero-metalúrgico de Marabá.[115] O setor, que dependia de grandes quantidades de carvão vegetal para manter seus fornos funcionando,[116] contribuía para a grande taxa de desflorestamento na Amazônia,[48][117] além de ser conivente em relação ao trabalho escravo nas propriedades rurais produtoras de carvão, permanecendo com tais práticas mesmo após seguidas denúncias.[118] Grandes operações do IBAMA e do MTE foram realizadas entre 2008 e 2011 resultando no fechamento por irregularidades de 8 das 11 indústrias. Em dezembro de 2012 estavam em operação somente as sídero-metalúrgicas Sinobras e Sidepar.[119]
Comércio e serviços[editar | editar código-fonte]
O setor de comércio e serviços também tem sua parcela de contribuição. Marabá conta com aproximadamente cinco mil estabelecimentos divididos entre comércio formado por micros, pequenas, médias e grandes empresas e serviços hospitalares, financeiros, educacionais, de construção civil e de serviços públicos.[74]
É um setor muito forte e que vem apresentando bons índices de crescimento. Isto se deve à posição de Marabá como entreposto regional, com o município acabando naturalmente por sediar todos os principais organismos de representatividade do sul e sudeste do Pará (região do Carajás), dando, assim, ainda mais representatividade perante a região e o estado. O comércio é dinâmico graças exatamente a esta condição de entreposto comercial que Marabá desempenha em relação ao sul e sudeste do Pará.[120]
Em 2009, a receita orçamentária total do município era equivalente a 293 226 123,00 reais,[121]. Em 2010, o índice de consumo do município, que é o indicador que atribui, a cada município, a sua participação percentual no potencial total de consumo do país, era de 19 719,10 dólares estadunidenses.[122] Ainda segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, o número de unidades locais no município era de 2 852 empresas (IBGE/2009)[123] e número total de trabalhadores era de 34 609.[124]
Infraestrutura urbana[editar | editar código-fonte]
Marabá conta com uma relevante infraestrutura urbana, se comparado aos municípios da região do Carajás. O serviço de água e esgoto de Marabá é feito pela Cosanpa - Saneamento do Pará. A água consumida pelos habitantes de Marabá é proveniente dos rios Tocantins e Itacaiunas,[125] que passa por tratamento nas estações de tratamento de água do município.
A energia elétrica é fornecida pela empresa Celpa,[126] que possui quatro subestações, uma no bairro Folha 9, uma no bairro Jardim Vitória, uma no bairro Gabriel Pimenta (distrito da Morada Nova) e outra no distrito Industrial.[127] A subestação localizada no distrito da Morada Nova, é o centro distribuidor da rede Norte-Sul do sistema Eletrobrás, que fornece energia ao Sudeste do Brasil.
Marabá conta com 30 agências bancárias, com operações de crédito na casa dos 288 112,00 mil reais (2008), e a poupança com 109 804,00 mil reais (2008),[128] além de dois centros de distribuição dos correios.[129]
Segurança[editar | editar código-fonte]
Devido ao forte crescimento econômico, que impulsiona grandes correntes migratórias, aliado à ineficácia estatal em gerir políticas públicas de qualidade, principalmente para a juventude, Marabá vem apresentando altos índices de violência.[130] A cidade foi considerada a 3ª com maiores taxas de homicídio do Brasil, segundo a pesquisa do Instituto Sangari, em 2011,[131] e a 2ª entre as cidades onde os jovens brasileiros estão mais expostos à criminalidade, segundo o Ministério da Justiça e o Fórum Brasileiro de Segurança Pública em 2010.[130]
De acordo com o relatório da Organização dos Estados Ibero-Americanos de 2007, o município ainda apresentava altos índices de violência no campo, tendo como principais fatores: a grilagem de terras, o desmatamento ilegal e a pressão do agronegócio por mais terras somados à fraca atuação do Estado são os principais ingredientes para que a violência prolifere na região.[132][133] O município ainda é um dos campeões de incidência de trabalho escravo, que somado aos indicadores de homicídios no campo coloca a cidade entre as líderes do ranking de violência no meio rural.[133]
Educação[editar | editar código-fonte]
Marabá conta com escolas em praticamente todas as regiões do município, contudo está longe de figurar entre os melhores indicadores. As escolas da rede estadual contam com infraestrutura precária, e em sua maioria encontram-se sucateadas. A rede municipal de ensino conta com escolas em melhores condições alcançando a meta do IDEB de 2015 para o município (4,1),[134] no entanto, na avaliação geral segundo o Ministério Público, o ensino ainda é de má qualidade.[135]
No que tange à educação profissional e superior, o município conta com duas universidades públicas, a Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará e a Universidade do Estado do Pará, e com o Instituto Federal do Pará, e ainda com mais cinco faculdades privadas. Há, ainda, vários centros de formação técnica como a Obra Kolping do Brasil e o SENAI.[136]
Saúde[editar | editar código-fonte]
Segundo dados do IBGE/2005, Marabá possui 58 estabelecimentos de saúde, sendo 30 deles públicos, entre hospitais, prontos socorros, postos de saúde e serviços odontológicos. Em 2006 a cidade possuía 198 leitos para internação em estabelecimentos de saúde, sendo 123 públicos e 75 privados.[137] Há também o Centro de Referência à Saúde da Mulher (CRISMU) e o Hospital da Guarnição de Marabá (HGuMba), subordinada à 23ª Bda Inf Sl, sendo um dos melhores hospitais da região.[138]
Contudo, os dados não refletem a qualidade da saúde no município. O Hospital Municipal de Marabá (HMM) é o responsável pelo atendimento ao público de Marabá e de toda a região, mas suas condições estruturais não permitem um ótimo atendimento devido à intensa demanda. Em 2007, foi inaugurado o Hospital Regional do Sudeste do Pará, com a intenção de desafogar o Hospital Municipal, entretanto, a demanda já havia crescido e o hospital não mais atendia o exigido.[26]
Comunicações[editar | editar código-fonte]
Marabá possui muitos meios de comunicação, destacando-se os jornais. Os mais tradicionais são o Correio do Tocantins, criado em janeiro de 1983, pelo jornalista Mascarenhas Carvalho da Luz,[139] e o Jornal Opinião Marabá, criado em 1995 pelo jornalista João Salame Neto e o publicitário Cláudio Feitosa Felipeto.[140] Há também outros jornais mais novos em circulação, com destaque aos jornais Gazeta de Carajás, e Folha de Carajás.[141] Muitos jornais de Marabá circulam também em Belém e no Sudeste do Pará. Circulam no município também os jornais O Liberal, Diário do Pará, Jornal Amazônia, entre outros. Há quatro rádios na cidade: Liberal FM, Diário FM, Rádio Clube AM e Rádio Itacaiunas AM.[142]
Em Marabá, há serviços de internet discada e banda larga (ADSL, via rádio, 3G, 4G e Fibra ótica) sendo oferecido por vários provedores.[143] A telefonia fixa é feita por operadoras como Embratel, TIM, Telefônica e Oi. As operadoras Vivo, TIM, Claro e Oi oferecem serviço telefônico móvel com portabilidade.[144] O DDD de Marabá é 94 e o CEP de toda a cidade é 68500-000.[83]
Transportes[editar | editar código-fonte]
Marabá tem uma razoável malha rodoferroviária que a liga a várias cidades do interior paraense e até a capital. Marabá é servida pelo Aeroporto João Correa da Rocha, que fica em Marabá, sendo um dos mais movimentados do Norte. Atualmente a frota de veículos em Marabá é de 47.898, sendo 14.008 automóveis, 2.862 caminhões, 355 caminhões-tratores, 4.808 caminhonetes, 20.060 motos, 345 ônibus e apenas 3 tratores agrícolas.[145] As rodovias Transamazônica, BR-222 e Paulo Fontelles passam pela área do município de Marabá, entretanto as três rodovias são muito requisitadas, causando muito trânsito e transtornos aos motoristas.[146]
- Transporte aeroviário
Marabá conta com um aeroporto comercial em seu território, o Aeroporto João Correa da Rocha, a 6,5 km da Avenida VP-8 (centro da cidade), no distrito urbano Cidade Nova, atendendo a toda região com voos diários para Belém, Brasília e outros destinos.[147] Além do Aeroporto João Correa, localiza-se a cerca de 320 km da cidade o Aeroporto de Carajás, localizado no município de Parauapebas, sudeste do Pará.[148][149]
- Rodovias e Vias públicas
Os principais acessos a outras cidades em Marabá são as BR-155, BR-230 e BR-153,[150] que a ligam a todo o Brasil, e também à rodovia estadual PA-150 (Rodovia Paulo Fontelles). Outro acesso de Marabá é feito pela rodovia BR-222, que liga a cidade a Região Nordeste do Brasil. A Avenida VP-8 interliga as rodovias da cidade e as regiões centrais à periferia.[151] Assim como outras vias importantes como a Avenida Antônio Vilhena a Avenida Nagib Mutran e a Avenida Antônio Maia que é a principal avenida do centro da cidade.[152]
- Transporte coletivo
Marabá possui cerca de 20 linhas de ônibus circulares que levam a praticamente todos os bairros da cidade. O valor da tarifa do ônibus circular é R$ 2,00.[153] Os principais problemas no transporte coletivo de Marabá são crônicos, a demora dos ônibus, a lotação e o sucateamento da frota, resultam em um grande número de usuários e o pequeno número de veículos circulantes na cidade.[154]
- Transporte ferroviário
Marabá é atravessada pela Estrada de Ferro Carajás, que liga a Serra dos Carajás ao Porto de Itaqui no Maranhão sendo utilizada para o transporte de passageiros e minérios (principalmente o minério de ferro). A Estação Ferroviária de Marabá fica próxima à BR-155.[155] Essa Ferrovia atualmente está concedida à Vale, e está em fase de duplicação.[156] O transporte de passageiros liga as cidades de Parauapebas à São Luís, sendo de grande importância para a cidade por se tratar de um transporte seguro e mais barato que a opção rodoviária.[157]
Cultura e lazer[editar | editar código-fonte]
Turismo[editar | editar código-fonte]
Uma das principais fontes de renda da cidade é o turismo. O município possui várias atrações turísticas, com destaque aos seus grandes rios que além das praias oferece a pesca esportiva e a prática de esportes aquáticos.
- Praia do Tucunaré
- Uma das melhores opções de lazer da cidade é um dos pontos turísticos mais visitados. Emergente da vazante do rio Tocantins, logo após o período das chuvas a praia ocupa uma extensão de aproximadamente 5 km², sendo que três quartos são de areia fina e um quarto de formação vegetal. Situada em frente ao núcleo da Marabá Pioneira, as areias da ilha começam a ser avistadas em meados de abril, mas é na alta estação, em julho, que a procura é maior, tornando-a a atração principal.
- Parque Zoobotânico de Marabá
- É uma grande área verde preservada que fica próxima à zona urbana da cidade. Ainda pouco visitado e conhecido, tem uma grande diversidade de fauna e flora.
- Praia do Geladinho
- Localizada no distrito urbano de São Félix, surge também com a queda do nível das águas do rio Tocantins. Sua localização contrasta com a visão da Ponte Mista de Marabá, que escoa o minério extraído da Serra dos Carajás.
- Igreja de São Félix de Valois
- Foi a primeira capela construída em Marabá, como pagamento de uma promessa feita por Francisco Acácio, na década de 1920. A primeira construção foi destruída pela cheia de 1926 e outra igreja foi erguida no mesmo local. Foi o primeiro patrimônio histórico do município, tombado em 5 de abril de 1993. Localiza-se na Praça São Félix, no centro.
- Palacete Augusto Dias
- Antiga sede do Poder Legislativo foi construída na década de 1930 para servir como sede da Prefeitura, da Câmara Municipal e do Fórum. Foi transformado em um museu.[158]
- Fundação Casa da Cultura e Museu Histórico-Antropológico
A Fundação Casa da Cultura de Marabá (FCCM) é uma instituição de ensino e pesquisa sediada no município. Mantida pela prefeitura de Marabá, tem, como principal atividade, a pesquisa e resgate histórico regional, sendo a maior e mais bem estruturada instituição do tipo no sudeste do Pará (região de Carajás). Além de ensino e pesquisa, desempenha funções de museu histórico, antropológico e natural. É uma das instituições mais respeitadas do norte e nordeste do Brasil no âmbito da pesquisa, resgate e preservação ambiental e histórica.[159]
Cultura e costumes[editar | editar código-fonte]
- Culinária
A culinária marabaense se distingue um pouco da culinária paraense, mas tem muitos elementos desta, principalmente pelo fato de que todo o estado tem influência indígena neste ponto. Porém, em Marabá, alguns pratos relevam-se em relação ao resto do Pará, tanto por fator cultural quanto por fator étnico. Um exemplo disso é que o povoamento teve participação ativa de nordestinos, mineiros, goianos, palestinos e libaneses,[160] que trouxeram para Marabá seus costumes e seus tipos de comida.
São as principais iguarias da culinária local e as que se integraram aos costumes: Marizabel, Suco natural de Guaraná da Amazônia, Tucunaré ao leite de Castanha do Pará, Cozidão de Bagre, Pão de queijo, Tacacá, Esfirra, Arroz-doce e Cuscuz.
Há ainda muitos doces típicos: Bolo cabeça de negro, biscoitos de castanhas, castanha cristalizada, creme de cupu, Mungunzá e torta de castanha. [161]
- Música e literatura
Devido à intensa migração ter trazido brasileiros de todas as partes para o município, a cultura local diferenciou-se da cultura tradicional paraense, inclusive na música. É possível observar a preferência pelos gêneros sertanejo, forró e reggae, distanciando-se um pouco do brega que é estilo musical predominante no Pará.[162]
A influência de outras culturas se deu também no campo da literatura.[163] As misturas decorrentes das migrações têm ocasionado a produção de uma literatura e de uma arte diferente e de qualidade, ou seja, uma significação positiva dos desdobramentos da migração como produtividade cultural enriquecida pelos cruzamentos. Os principais expoentes da literatura local são Ademir Braz[164] e Frederico Morbach.[165]
- Festas populares
Festas juninas
No mês de junho, Marabá busca preservar as tradições ao comemorar os festejos juninos. A Secretaria Municipal de Cultura abre inscrições para os grupos de bois-bumbá, quadrilhas roceiras e alegóricas, que fazem o espetáculo maior da festa caipira. Tradicionalmente a festa acontece na Praça São Félix de Valois, mas foi inovado em 1999, com apresentações em outros distritos da cidade, com desfiles dos participantes na Avenida Antônio Maia, em direção ao Arraial da Praça, onde se encontram montadas barracas de comidas típicas e bebidas, completando o sucesso da festa.[166]
Festejo de São Félix de Valois
São Félix de Valois (lê-se valoá)[nota 3] é o Padroeiro de Marabá. Todos os anos, uma festa é feita em sua homenagem. Durante dez dias, na praça da primeira igreja erguida na cidade acontecem quermesses com música ao vivo, comidas típicas, bingos, leilões entre outras opções.
A procissão que complementa as homenagens ao padroeiro acontece no dia 20 de novembro e percorre as ruas da Velha Marabá.[167]
Eventos[editar | editar código-fonte]
A cidade de Marabá sedia inúmeros eventos de relativa repercussão tais como:
- Ficam – Feira da Indústria, Comércio e Arte de Marabá
Durante o período da feira, que acontece no mês de setembro, há shows com atrações regionais e nacionais, ações promocionais em estandes de empresas e praça de alimentação oferecendo comidas típicas. Em 2010 cerca de 60 mil visitantes passaram pelo evento.[168]
- Feirarte – Feira de Arte e Artesanato de Marabá
A Feirarte eve início em novembro de 1997 e ocupou espaço no calendário de eventos da cidade. Tem como objetivo comercializar e divulgar os produtos artesanais e das artes do município e região, que fazem a grande atração da feira com exposição de quadros, esculturas, pinturas em tecido e porcelana, artesanato em palha, vime, couro, madeira, vidro, gesso, barro, bordados em crochê e tapeçaria.[169]
- Expoama
A Exposição Agropecuária de Marabá acontece no Parque de Exposições de Marabá e tem início sempre na primeira semana de julho. É um dos eventos mais prestigiados da cidade com atrações artísticas diversas nos festivais musicais, como cantores de rap e música sertaneja, bandas de axé, reggae, forró e de pop rock.[170]
A Expoama tem contornos e plataformas diversas, entre elas as de evento e exposição de negócios, festival de música e entretenimento, e a tradicional Festa do Peão de Boiadeiro.[171] Semanas antes de sua abertura, as maiores fazendas e estabelecimentos comerciais organizam equipes para uma cavalgada que se inicia logo ao raiar do dia e acaba sendo uma abertura simbólica do evento.[158]
Esportes[editar | editar código-fonte]
A prática de esportes é muito comum entre a população de Marabá. As principais modalidades praticadas são a corrida rústica e o futebol, mas há também prática de voleibol,[172] basquete, kart, de paraquedismo,[173] exploração de cavernas,[174] desportos aquáticos, entre outros.
Futebol[editar | editar código-fonte]
Em Marabá destacam-se as equipes de futebol Águia de Marabá, fundado em 22 de janeiro de 1982, e o Gavião Kyikatejê Futebol Clube, fundado também na década de 1980.[175] Em 2008 o Águia foi campeão da Taça Cidade de Belém, e em 2010, campeão da taça estado do Pará do Campeonato Paraense de Futebol, contudo ficou somente com o vice-campeonato nas duas edições. O time, atualmente na série D do campeonato brasileiro, já disputou a série C, ficando na edição de 2008 na 5ª colocação,[176] e na edição de 2010, também passou perto do acesso a série B.[177] O principal estádio da cidade é o Zinho Oliveira, onde o Águia de Marabá e o Gavião Kyikatejê, mandam seus jogos pelos campeonatos oficiais.[178][179]
Notas
- ↑ O significado literal da palavra Marabá é filho de índio com branco, ou seja, filho da mistura de raças.
- ↑ Primeira descrição oficial sobre a recém criada cidade de Marabá.
- ↑ O nome Valois é de origem francesa, portanto, ao ler-se em português, Valois, deve-se preservar a pronúncia original que é Valoá.
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