A veracidade das histórias sobreviventes sobre o reinado de Nero é duvidosa, pois não sobreviveram fontes bibliográficas contemporâneas ao imperador. As primeiras histórias existentes mostram-se críticas demais ou são uma série de louvores.[151] Além disso, a credibilidade dos relatos fica também embaçada pela presença de acontecimentos fantásticos e inverossímeis, sendo muitas as contradições que podemos encontrar entre os diferentes autores.[152] Porém, estas fontes perdidas serviram de base para próximas gerações de historiadores.[153]
Alguns historiadores conhecidos, como Fábio Rústico, Clúvio Rufo e Plínio o Velho, escreveram condenando o reinado de Nero em relatos que se perderam.[154] Também foram escritas histórias sobre ele, de datas anteriores à sua ascensão ao trono, embora se desconheça o seu conteúdo.[155]
A maior parte do conhecido sobre Nero foi escrito por Tácito, Suetônio e Dião Cássio, todos da classe senatorial ou aristocrática. Tácito e Suetônio escreveram as suas obras mais de cinquenta anos depois da sua morte, enquanto Dião Cássio o fez 150 anos depois. Estes historiadores contradizem-se numa série de eventos da vida do imperador, como a morte de Cláudio, a morte de Agripinila e o Grande Incêndio de Roma de 64, embora emitam uma condenação comum ao imperador.
Por outro lado, fontes diferentes às citadas acrescentam uma visão limitada e variada sobre o imperador, embora poucas sejam favoráveis. Alguns de eles, porém, retratam-no como um imperador competente e popular entre o povo romano, especialmente no Oriente.
Com a chegada ao poder do imperador Constantino I no século IV e o seu édito de Milão, a influência cristã cresceu em Roma, o que finalmente contribuiu para reforçar a visão negativa de Nero como perseguidor dos cristãos.
Dião Cássio[editar | editar código-fonte]
Dião Cássio (155 - 229) foi filho de Cássio Aproniano, senador romano. Passou a maior parte da sua vida sob o serviço público. Foi senador durante o reinado de Cômodo e governador de Esmirna após a morte de Septímio Severo. Serviu como cônsul suffecto e como governador proconsular da África e Panônia.
Os Livros LJI-LJIII da sua obra, a História Romana, descrevem o reinado de Nero. Apenas sobreviveram uns poucos fragmentos destes livros, e os que sobreviveram foram abreviados e alterados por João Xifilino, um monge bizantino do século XI.
Dião Crisóstomo[editar | editar código-fonte]
Dião Crisóstomo (40 - 120), historiador e filósofo grego, relata na sua obra que o povo romano era feliz com o governo de Nero, e que consideravam que teria de reinar indefinidamente. A plebe ansiou a sua volta quando faleceu e perseguiu os impostores do imperador que buscavam usurpar o trono.[156]
Epiteto[editar | editar código-fonte]
Epiteto (55 - 135) foi o escravo do escrivão de Nero, Epafrodito. Realiza um par de comentários negativos sobre o caráter de Nero na sua obra, embora não analise o seu governo. Descreve Nero como um mimado, um iracundo e um infeliz.
Flávio Josefo[editar | editar código-fonte]
O historiador Flávio Josefo (37 - 100), apesar de descrever Nero como um tirano, também recolhe a existência de parcialidade nos relatos sobre o imperador. Josefo indica, sobre outros historiadores:
| Omitirei uma série de discursos que relataram a vida Nero; alguns deles devido a que, pelos seus favores pessoais, tergiversaram a verdade ao seu favor, e os de outros que, por vingança e por ódio, mentiram.[157] |
Marco Aneu Lucano[editar | editar código-fonte]
Embora mais poeta do que historiador, Lucano (39 - 65) é um dos historiadores cujos relatos se mostram mais favoráveis com Nero. Descreve a paz e a prosperidade que experimentou o Império sob o reinado de Nero, em contraste com as anteriores guerras e conflitos. Ironicamente, Lucano (também sobrinho de Sêneca, o antigo preceptor de Nero) participou na conspiração de Pisão e foi consequentemente executado.[158]
Filóstrato o Velho[editar | editar código-fonte]
Filóstrato o Ateniense (172 - 250) fala da vida de Nero em Apolônio de Tiana (Livros IV-V). Ainda que em geral fale mal de Nero, reconhece a sua popularidade no leste .
Plínio, o Velho[editar | editar código-fonte]
A história de Nero por Plínio, o Velho (24 - 79) não sobreviveu. Contudo, existem várias referências na sua grande obra Naturalis Historiæ, na que descreve o imperador como "inimigo da humanidade". Plínio é, portanto, um dos historiadores que pior opinião dá sobre Nero.[159]
Plínio, o Jovem[editar | editar código-fonte]
Plínio, o Jovem (62 - 113), assim como o seu tio Plínio o Velho, tem uma visão totalmente negativa de Nero :
| Viu alguém mais abjeto e covarde que Marco Régulo depois da morte de Domiciano, em cujo reinado cometera infâmias não menores que as realizadas sob Nero, embora menos conhecidas?[160] |
Plutarco[editar | editar código-fonte]
O historiador Plutarco (46 - 127) menciona indiretamente a Nero nos seus relatos sobre as vidas de Galba e Otão. Embora o descreva como um tirano, não tem uma opinião muito mais favorável dos seus sucessores.
Sêneca, o Jovem[editar | editar código-fonte]
Não é de estranhar que Sêneca, o Jovem (4 - 65), na sua condição de tutor e assessor do imperador, descreva Nero como um bom imperador.[161]
Suetônio[editar | editar código-fonte]
Suetônio (69 - 130) foi um historiador romano e membro do ordo equester, desempenhou os cargos de superintendente das bibliotecas públicas e responsável pelos arquivos. Quando foi despedido em 121 por Adriano, começou a escrever biografias de imperadores, recreando-se nos aspectos anecdóticos e sensacionalistas.
As partes da sua biografia sobre Nero que sobreviveram são abertamente hostis, e embora o governo de Nero possa racionalizar tal hostilidade, alguns historiadores modernos questionam a exatidão da sua obra. Por exemplo, a seguinte citação, que se tomou tradicionalmente como um sinal da loucura do imperador, poderia ser simplesmente propaganda.
| Castrou o jovem Esporo e tratou de fazer dele uma mulher, de fato casou-se com ele com todas as cerimônias habituais, incluindo um dote e um véu nupcial, levou-o para a sua casa e tratou-o como a sua esposa. Esporo arranjava-se como as melhores imperatrizes, passeava pela cidade em liteira e beijava Nero em público.[162] |
O povo romano chegou a dizer certa vez, que teriam melhor sorte se a esposa de Domício Ahenobarbo fosse assim.
Tácito[editar | editar código-fonte]
Os Annales de Públio Cornélio Tácito (56 - 117) oferecem-nos o relato mais abrangente e detalhado do governo de Nero, apesar de estar incompleto após 66 d.C., Tácito mostra-se crítico com Nero, porque, ao contrário do restante dos historiadores, não se fundamenta em rumores sensacionalistas ou pura propaganda. O historiador descreve o governo da dinastia júlio-claudiana como medíocre em geral. Apesar de tudo, considera que os escritos sobre o imperador são subjetivos.
| As biografias de Augusto, Tibério, Calígula e Nero foram falsificadas por meio do terror durante o seu reinado, e após a sua morte, foram escritas sob o ressentimento da tirania.[163] |
Cronologia de Nero[editar | editar código-fonte]
- 15 de dezembro de 37 d.C. - Nascimento de Nero em Anzio.
- 49 d.C. - Agripina a mãe de Nero, casa-se com o seu tio, o imperador Cláudio.
- 53 d.C. - Nero casa-se com a filha de Cláudio, Cláudia Octávia, sendo nomeado como sucessor junto com Britânico.
- 13 de outubro de 54 d.C. - Morte de Cláudio, possivelmente envenenado por Agripina Menor.
- 13 de outubro de 54 d.C. - Nero é nomeado Imperador.
- (ano de 55 d.C.) - Britânico, o filho de Cláudio, é assassinado por Nero.
- (ano de 59 d.C.) - Nero manda assassinar a sua mãe Agripina Menor.
- 9 de junho de 62d.C. - Nero manda assassinar a sua prima e primeira esposa Cláudia Octávia, casando-se pouco depois com Popeia Sabina
- 64 d.C. - Grande incêndio de Roma.
- 65 d.C. - Nero, em estado de embriaguez, dá um pontapé em Popeia Sabina, que estava grávida, falecendo por esta causa.
- 66 d.C - Nero casa-se com Estatília Messalina, após ordenar a morte de seu marido Marcus Julius Vestinus Atticus.
- 66 d.C. - Ordenou a persecução dos cristãos (acusados de responsáveis pelo incêndio).
- 66 d.C. - Primeira guerra judaico-romana.
- 9 de junho de 68 d.C. - Nero suicida-se.
Árvore genealógica[editar | editar código-fonte]
| Legenda | |||||||||
| descende | adoção | ||||||||
| casamento | 1, 2 | ordem das esposas | |||||||
| MAIÚSCULO | imperadores (ou ditador perpétuo, no caso de Júlio César) | ||||||||
Notas e referências
- ↑ A data do nascimento de Nero é citada por Suetônio em Vidas Dos Doce Césares, Vida de Nero 6 (do site LacusCurtius). A data da sua morte é incerta, talvez devido a Galba ter sido declarado imperador antes do falecimento de Nero. Estabelece-se em 9 de junho a data da morte do imperador partindo da obra de Jerônimo de EstridãoCrônicas. Pela sua vez, Dião Cássio e Flávio Josefo estabelecem a data em 11 de junho respectivamente nas suas obras História romana e A guerra dos judeus
- ↑ foi, de fato, o último imperador da dinastia júlio-claudiana
- ↑ O historiador Suetônio, na sua obra A vida dos doze césares, estabelece que Nero se suicidou 49; Sulpício Severo, baseando-se em fragmentos das obras de Tácito, põe em dúvida que Nero se suicidasse. A visão de Sulpício Severo, na sua obra Crônica, é compartilhada pelo historiador britânico T.D. Barnes nos seus trabalhos "The Fragments of Tacitus' Histories" e Classical Philology (1977), p.228
- ↑ Galba criticou a luxúria de Nero em audiências públicas e privadas durante a sua rebelião. Nos Annales de Tácito I.16; Kragelund, Patrick, "Nero's Luxuria, em Tácito e em Octavia, The Classical Quarterly, 2000, pp. 494-515
- ↑ As referências ao matricídio de Nero aparecem nos Oráculos Sibilinos, na obra de Geoffrey Chaucer Canterbury Tales, e em Hamlet 3.ii, de William Shakespeare
- ↑ Segundo Suetônio, na sua obra A vida dos doze césares, enquanto Roma era consumida pelo grande incêndio do 64, Nero estava compondo com a sua lira 38; Para uma explicação mais pormenorizada ver M.F. Gyles "Nero Fiddled while Rome Burned", The Classical Journal (1948), p. 211-217 [1]
- ↑ Os únicos que o fazem são Lucano Guerra Civil, Sêneca Da Clemência e Dião Crisóstomo Discursos, além das lógicas inscrições monetárias imperiais
- ↑ Tácito, Histórias I.4, I.5, I.13, II.8; Suetônio, A vida dos doze césares, Vida de Nero 57, Vida de Otão 7, Vida de Vitélio 11; Filóstrato, Vida de Apolônio de Tiana 5.41; Dião Crisóstomo, Discurso XXI, Da Beleza
- ↑ para O Grande Incêndio e as perseguições cristãs ver F.W. Clayton, "Tacitus and Christian Persecution", The Classical Quarterly, pp. 81-85; B.W. Henderson, Life and Principate of the Emperor Nero , p. 437; em geral mostram-se contrários a Nero, cfr. Edward Champlin, Nero, Cambridge, MA : Harvard University Press, 2003, p. 36-52 (ISBN 0-674-01192-9)
- ↑ Suetônio, A vida dos doze césares, Vida de Nero 1
- ↑ a b c Suetônio, A vida dos doze césares, Vida de Nero 6
- ↑ a b c Suetônio, A vida dos doze césares, Vida de Nero 5
- ↑ a b Tácito, Annales XII.66; Dião Cássio, História Romana LJI.34; Suetônio, A vida dos doze césares, Vida de Cláudio 44; Flávio Josefo, Antiguidades dos Judeus XX.8.1
- ↑ Suetônio, A vida dos doze césares, Vida de Calígula 29
- ↑ Flávio Josefo, Antiguidades dos Judeus XIX.1.14, XIX.2.4
- ↑ Flávio Josefo, Antiguidades dos Judeus XIX.3.2
- ↑ a b Suetônio, A vida dos doze césares, Vida de Cláudio 26
- ↑ a b c Suetônio, A vida dos doze césares, Vida de Cláudio 27
- ↑ Tácito, Annales XII.25
- ↑ Tácito, Annales XII.26
- ↑ a b Tácito, Annales XII.41
- ↑ Tácito, Annales XII.58
- ↑ Dião Cássio e Suetônio alegam que Nero conhecia o assassinato. Dião Cássio História Romana LJI.35, Suetônio, A vida dos doze césares, Vida de Nero 33; Tácito e Flávio Josefo só mencionam Agripinila como a assassina, Tácito, Annales XII.65, Flávio Josefo, Antiguidades dos Judeus XX.8.1
- ↑ Augusto fora-o aos 35, Tibério aos 56, Calígula aos 25 e Cláudio aos 50
- ↑ Segundo Dião Cássio, "A princípio, Agripinila governou sobre todos os assuntos do Império", depois "Sêneca e Burro tomaram todo o poder nas suas mãos", mas "após a morte de Britânico, Sêneca e Burro foram deslocados" (55) Dião Cássio História Romana LJI.3-7
- ↑ a b Tácito, Annales XIII.5
- ↑ Tácito, Annales XIII.13
- ↑ Tácito, Annales XIII.12
- ↑ a b Tácito, Annales XIII.14
- ↑ a b Tácito, Annales XIII.15
- ↑ Tácito, Annales XIII.16
- ↑ Tácito, Annales XIII.16; Flávio Josefo, Antiguidades dos Judeus, XX.8.2; Suetônio, A vida dos doze césares, Vida de Nero 33; Dião Cássio, História Romana LJI.7
- ↑ Tácito, Annales XIII.18-21
- ↑ Tácito, Annales XIII.23
- ↑ Dião Cássio, História Romana LJI.10
- ↑ Dião Cássio, História Romana LJI.7
- ↑ a b Tácito, Annales XIII.46
- ↑ Tácito, Annales XIV.1
- ↑ Dawson, Alexis, "Whatever Happened to Lady Agrippina?", The Classical Journal, 1969, p. 254
- ↑ Suetônio, A vida dos doze césares, Vida de Otão 3
- ↑ Rogers, Robert, Heirs and Rivals to Nero, Transactions and Proceedings of the American Philological Association, Vol. 86. (1955), p. 202. Silana acusa Agripinila de tentar pôr Plauto no trono em 55, Tácito, Annales XIII.19; Tácito, Annales XIV.12; Plauto exilou-se em 60, Tácito, Annales XIV.22
- ↑ Tácito, Annales XIV.51
- ↑ Tácito, Annales XIV.52
- ↑ Tácito, Annales XIV.64
- ↑ Tácito, Annales XIV.48
- ↑ Tácito, Annales XIV.49
- ↑ Tácito, Annales XIV.65
- ↑ a b Tácito, Annales XIII.4
- ↑ Tácito, Annales XV.51
- ↑ Donato and Seefried (1989), p. 55.
- ↑ a b Champlin, 2005, p.145
- ↑ Ancient History Sourcebook: Suetonius: De Vita Caesarum--Nero, c. 110 C.E.
- ↑ Cassius Dio Roman History: LXII, 28 - LXIII, 12-13
- ↑ a b Dictionary of Greek and Roman Biography and Mythology (em inglês). [S.l.]: C. C. Little and J. Brown; [etc., etc. ], 1849. p. 897. vol. 3.
- ↑ a b Tácito, Annales XIII.7
- ↑ Tácito, Annales XIII.8
- ↑ Tácito, Annales XIII.9
- ↑ Tácito, Annales XIII.10
- ↑ Tácito, Annales XIII.42
- ↑ a b Tácito, Annales XIII.55
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- ↑ a b Tácito, Annales XIV.36
- ↑ Tácito, Annales XV.1
- ↑ a b Tácito, Annales XV.4
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- ↑ a b c d e Tácito, Annales XV.38
- ↑ a b Dião Cássio História Romana LJII.23
- ↑ Suetônio, A vida dos doze césares, Vida de Nero 53; Gibbon, Edward, História da Decadência e Ruína do Império Romano Vol. I, Cap. VI
- ↑ a b Tácito, Annales XIII.25
- ↑ Aurélio Víctor compara o governo de Trajano com os cinco primeiros anos de reinado de Nero. Aurelius Vitor The Style of Life and the Manners of the Imperitors 5; O anônimo autor do Epitome de Caesaribus também compara os dois imperadores Autor incertoEpitome De Caesaribus 5
- ↑ Tácito, Annales XIII.28
- ↑ Suetônio, A vida dos doze césares, Vida de Nero 17
- ↑ Tácito, Annales XIII.26
- ↑ Tácito, Annales XIII.27
- ↑ Tácito, Annales XIV.45
- ↑ a b Tácito, Annales XIII.50
- ↑ a b c Tácito, Annales XIII.51
- ↑ a b c Tácito, Annales XIV.20
- ↑ a b Suetônio, A vida dos doze césares, Vida de Nero 12
- ↑ a b Tácito, Annales XIV.21
- ↑ a b Tácito, Annales XV.18
- ↑ Tácito, Annales XV.29
- ↑ a b c Tácito, Annales XV.43
- ↑ a b Tácito, Annales XV.45
- ↑ a b Tácito, Annales XV.42
- ↑ Flávio Josefo, A guerra dos judeus III.10.10
- ↑ Tácito, Annales XVI.3
- ↑ Suetônio A vida dos doze césares, Vida de Nero 18; Marco Aneu Lucano Farsália (Guerra Civil) (c. 65)[2]
- ↑ Tácito, Annnales XIV.29
- ↑ Tácito, Annales XIV.31
- ↑ Tácito, Annales XIV.31-38
- ↑ Tácito, Annales XIV.39
- ↑ Tácito, Annales XV.49
- ↑ Tácito, Annales XV.50
- ↑ Tácito, Annales XV.55
- ↑ Tácito, Annales XV.70
- ↑ Tácito, Annales XV.60-62
- ↑ Flávio Josefo, A guerra dos judeus II.13.7
- ↑ Flávio Josefo, A guerra dos judeus III.1.3
- ↑ Flávio Josefo, A guerra dos judeus VI.10.1
- ↑ Flávio Josefo, A guerra dos judeus VII.1.1
- ↑ Dião Cássio História Romana LJIII.22
- ↑ a b c d Dião Cássio História Romana LJIII.24
- ↑ a b c d Plutarco, Vidas Paralelas, Vida de Galba 5
- ↑ Dião Cássio História Romana LJIII.49
- ↑ a b c d e f Suetônio, A vida dos doze césares, Vida de Nero 49
- ↑ a b c Tácito, Histórias I.5
- ↑ a b c d e Tácito, Histórias I.2
- ↑ a b Tacito, Annales XV.40; Suetônio pela sua vez declara que o incêndio durou seis dias e sete noites, A vida dos doze césares, Vida de Nero
- ↑ Plínio, o Velho Naturalis Historiæ, XVII.1.5
- ↑ Suetônio, Vida de Nero 38; Dião Cássio, História Romana LJII.16
- ↑ a b c d e Tácito Annales XV.44
- ↑ Décimo Júnio Juvenal escreveu que Roma sofreu numerosos incêndios durante a sua vida, Sátiras 3.7, 3.195, 3.214
- ↑ Suetônio, A vida dos doze césares, Vida de Tito 8
- ↑ Suetônio, A vida dos doze césares, Vida de Nero 38; Dião Cássio História Romana LJII.16
- ↑ a b c Tácito, Annales XV.39
- ↑ Tácito, Annales XIV.14, XIV.16
- ↑ Filóstrato, Vida de Apolônio de Tiana 4.39; Suetônio, A vida dos doze césares, Vida de Vitélio 11
- ↑ a b Tácito, Annales XV.33
- ↑ Suetônio, A vida dos doze césares Vida de Nero 21
- ↑ Tácito, Annales XVI.4; Suetônio, A vida dos doze césares, Vida de Vitélio 11; Suetônio, A vida dos doze césares, Vida de Nero 10, 21
- ↑ Tácito, Annales XIV.15; Dião Cássio, História Romana LJI.19
- ↑ Filóstrato, Vida de Apolônio de Tiana 5.7
- ↑ a b c Suetônio, A vida dos doze césares, Vida de Nero 24
- ↑ Suetônio, A vida dos doze césares, Vida de Nero 25
- ↑ Suetônio A vida dos doze césares, Vida de Nero 23, 24
- ↑ Dião Cássio, História Romana LJIII.22
- ↑ Dião Cássio, História Romana LJIII.49
- ↑ Suetônio, A vida dos doze césares, Vida de Nero 48
- ↑ Dião Cássio, História Romana LJIII.29
- ↑ Dião Cássio, História Romana 63
- ↑ Suetônio, A vida dos doze césares, Vida de Nero 57
- ↑ a b c Tácito, Histórias I.4
- ↑ Filóstrato, Vida de Apolônio de Tiana 5.41
- ↑ Carta de Apolônio ao imperador Vespasiano, Filóstrato, Vida de Apolônio de Tiana 5.41
- ↑ M. T. Griffin, Nero (1984), p. 186; Edward Gibbon, História da Decadência e Ruína do Império Romano Vol. I, Cap. III
- ↑ Champlin (2003), p. 29.
- ↑ a b John Pollini, Revisão de Mutilaction and Transformation : Damnatio Memoriae and Roman Imperial Portraiture por Eric R. Varner, The Art Bulletin (September 2006).
- ↑ Champlin (2003), pp. 29–31.
- ↑ Tácito, Histórias I.6
- ↑ Plutarco, Vidas Paralelas, Vida de Galba 9
- ↑ Tácito, Histórias I.13
- ↑ a b Suetônio, A vida dos doze césares, Vida de Otão 7
- ↑ Suetônio, A vida dos doze césares, Vida de Vitélio 11
- ↑ Suetônio, A vida dos doze césares, Vida de Nero 57; Tácito Histórias II.8; Dião Cássio, História Romana LXVI.19
- ↑ a b Tácito, Histórias II.8
- ↑ Dião Cássio, História Romana LXVI.19
- ↑ Suetônio, A vida dos doze césares, Vida de Nero 57.
- ↑ Agostinho de Hipona, Cidade de Deus XX.19.3
- ↑ Tácito, Annales I.1; Flávio Josefo, Antiguidades dos judeus XX.8.3; Tácito, Vida de Cneu Júlio Agrícola 10; Tácito, Annales XIII.20
- ↑ Tácito, Annales XIII.20; Tácito, Anales s XIV.2
- ↑ Tácito, Annales XIII.20; Flávio Josefo Antiguidades dos judeusXIX.1.13
- ↑ Tácito, Annales XIII.20
- ↑ Tácito, Annales I.1; Flávio Josefo Antiguidades dos judeus XX.8.3
- ↑ Dião Crisóstomo, Discurso XXI, Da beleza
- ↑ Flávio Josefo Antiguidades dos judeus XX.8.3
- ↑ Marco Aneu Lucano, Farsália (Guerra Civil) (c. 65)
- ↑ Plínio, o Velho, Naturalis Historiæ VII.8.46
- ↑ Plínio, o Jovem, Cartas, I.5.1.
- ↑ Sêneca,Apocolocyntosis 4
- ↑ Suetônio, Vidas dos Doze Césares, Vida de Nero 28
- ↑ Tácito, Annales I.1
Bibliografia[editar | editar código-fonte]
Fontes secundárias[editar | editar código-fonte]
- Champlin, Edward. Nero (em inglês). [S.l.]: Harvard University Press, 2005. 346 p. ISBN 9780674018228
- Fenandeza Uriel, Pilar e Palop, Luis, Nero : A imagem deformada, (2000), Aldebarão Ediciones, Madrid, ISBN 978-84-95414-01-4.
- Kleiner, Fred S., The Arch of Nero in Rome : a study of the Roman honorary arch before and under Nero , (1985), Giorgio Bretschneider, Rome.
- Griffin, Miriam T. Nero : The End of a Dynasty . New Heavem, CT; Londom : Yale University Press, 1985 (hardcover, ISBN 0-300-03285-4); Londom; New York : Routledge, 1987, ISBN 0-7134-4465-7.
- Warmington, Briam Herbert. Nero : Reality and Legend (Ancient Culture and Society) , Londom, Chatto & Windus, 1969 (hardcover, ISBN 0-7011-1438-X); New York : W.W Norton & Company, 1970 (paperback, ISBN 0-393-00542-9); New York : Vintage, 1981 (paperback, ISBN 0-7011-1454-1).
Narrativa histórica[editar | editar código-fonte]
- Cláudio O Deus de Robert Graves. Segunda parte da biografia do imperador Cláudio. Na obra contam-se espisódios da vida do novo futuro imperador.
- Nero de Philip Vandenberg. Biografia muito completa do imperador Nero.
- SPQR : O Senador de Roma de Mika Waltari (Editorial Edhasa, Barcelona, 2007, ISBN 978-84-350-0631-6). Trata da vida de um senador romano à época de Nero.
- Quo Vadis de Henryk Sienkiewicz. O argumento desenvolve-se em pleno reinado de Nero.
Ligações externas[editar | editar código-fonte]
- O imperador Nero na Hispânia (em espanhol) em cervantesvirtual.com
- Nero, o mecenas assassino (em espanhol) em cervantesvirtual.com
- Os Doce Césares de Suetônio em formato de leitura dinâmica (btm) (em espanhol)
| Precedido por : Cláudio | Imperador romano 54–68 | Sucedido por : Galba |
| Precedido por : Marco Acílio Avíola e Marco Asínio Marcelo | Cônsul do Império Romano com Lúcio Antíscio Veto 55 | Sucedido por : Quinto Volúsio Saturnino e Públio Cornélio Léntulo Cipião |
| Precedido por : Quinto Volúsio Saturnino e Públio Cornélio Léntulo Cipião | Cônsul do Império Romano 57-58 com Lúcio Calpúrnio Pisão (57) Marco Valério Messala Corvino | Sucedido por : Caio Vipstano Aproniano e Caio Fonteio Capito |
| Precedido por : Caio Vipstano Aproniano e Caio Fonteio Capito | Cônsul do Império Romano com Coso Cornélio Léntulo 60 | Sucedido por : Públio Petrônio Turpiliano e Lúcio Cesênio Peto |
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