quinta-feira, 4 de maio de 2017

HOLMIA

O hólmio (de "Holmia", Estocolmo cidade natal do descobridor do elemento) é um elemento químico de símbolo Ho e de número atômico 67 (67 prótons e 67 elétrons) que apresenta massa atómica 164,9 u.

É um elemento da série metal de transição interna do grupo dos lantanídios, relativamente macio e maleável, sólido, de aspecto branco prateado, resistente à corrosão no ar seco, em condições ambientais de temperatura. É uma terra rara encontrada nos minerais monazita e gadolinita.

É usado como gerador de campos magnéticos, em reatores nucleares e na produção de lasers.

Foi descoberto pelos químicos suíços Marc Delafontaine e Jacques Louis Soret em 1878, quando observaram uma banda de absorção no espectro de um elemento até então desconhecido.

Índice  [esconder]
1 Características principais
2 Aplicações
3 História
4 Ocorrência
5 Isótopos
6 Precauções
7 Referências
8 Ligações externas
9 Referências
Características principais[editar | editar código-fonte]
O hólmio é um elemento metálico, trivalente, terra rara, que possui o mais elevado momento magnético (10.6µB) de todos os elementos naturais, e possui outras propriedades magnéticas incomuns. Quando combinado com ítrio forma compostos altamente magnéticos.

O hólmio é um metal macio, maleável, razoavelmente resistente à corrosão e estável no ar seco nas condições normais de pressão e temperatura. Entretanto, no ar úmido e temperaturas mais elevadas, oxida-se rapidamente formando um óxido. Na forma pura, o hólmio apresenta um aspecto metálico, prateado e brilhante.

Aplicações[editar | editar código-fonte]
Por causa de suas propriedades magnéticas incomuns, o hólmio foi usado para criar o mais forte campo magnético artificial gerado.
O hólmio absorve nêutrons de fissão nuclear, sendo usado para controlar e moderar as reações nucleares nos reatores nucleares
Como aditivo em ligas metálicas.
Seu momento magnético muito elevado é apropriado para a produção de lasers: Ho-YIG (cristal de ítrio e ferro) e Ho-YLF (fluoreto de ítrio e lantânio) usados em medicina e odontologia.
O óxido de hólmio, uma substância de cor amarela, foi preparado por O. Homberg e é utilizado para colorir vidros.
História[editar | editar código-fonte]
O hólmio (de "Holmia", forma latinizada de "Stockholm" , Estocolmo, capital da Suécia) foi descoberto pelos químicos suíços Marc Delafontaine e Jacques Louis Soret em 1878, quando observaram uma banda de absorção no espectro de um elemento até então desconhecido, que denominaram de elemento X. Mais tarde, em 1879, o químico sueco Per Teodor Cleve, independentemente, descobriu o elemento quando trabalhava com a terra "érbia" ( óxido de érbio ).

Usando o método desenvolvido por Carl Gustaf Mosander, Cleve removeu primeiramente todos os contaminantes da érbia. O resultado desse esforço foi o surgimento de dois materiais novos, um marrom e um verde. Nomeou de "hólmia" a substância marrom (em homenagem a cidade natal de Cleve, Estocolmo) e o verde de "thúlia". Mais tarde, foi verificado que a hólmia era, na realidade, o óxido de hólmio, e a thúlia o óxido de túlio.

Em 1911, O. Homberg obteve a hólmia (óxido de hólmio) com grau de pureza considerado satisfatório.

Em 1934, W. Klemm e H. Bommer obtiveram o hólmio metálico reduzindo o cloreto de hólmio anidro com vapor de potássio. O elemento tem sido isolado, também, através da redução de seus cloretos ou fluoretos anidro com cálcio metálico.

Ocorrência[editar | editar código-fonte]
Como as demais terras raras, o hólmio não é encontrado na natureza como elemento livre. Ocorre combinado com outros elementos nos minerais gadolinita, monazita e em outros minerais terras raras. É extraído comercialmente por troca iônica da areia monazítica (0,05% de hólmio), porém ainda é difícil de separá-lo de outras terras raras.

Sua abundância na crosta terrestre é estimada em 1,3 miligramas por quilograma.

Isótopos[editar | editar código-fonte]
Um único isótopo estável é conhecido, Ho-165, com abundância natural de 100%. Todos os demais, de Ho-161 a Ho-167 são radioisótopos sintéticos.

Precauções[editar | editar código-fonte]
O elemento, como as demais terras raras, parece apresentar um grau de toxicidade baixo. O hólmio não apresenta nenhum papel biológico conhecido nos humanos, porém, parece poder estimular o metabolismo.

Referências[editar | editar código-fonte]
Los Alamos National Laboratory – Holmium
Guide to the Elements – Revised Edition, Albert Stwertka, (Oxford University Press; 1998) ISBN 0-19-508083-1
It's Elemental – Holmium
Ligações externas[editar | editar código-fonte]
WebElements.com – Holmium ( também usado como uma referência)
EnvironmentalChemistry.com – Holmium (também usado como uma referência)
American Elements – Holmium (também usado como uma referência)
Referências[editar | editar código-fonte]
ROCHA-FILHO, Romeu C.; CHAGAS, Aécio Pereira. Sobre os nomes dos elementos químicos, inclusive dos transférmios. Quím. Nova, São Paulo, v. 22, n. 5, 1999 . Disponível em: <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-40421999000500022&lng=pt&nrm=iso>. Acesso em: 10 Set 2007.

[Esconder]Tabela periódica
H He
Li Be B C N O F Ne
Na Mg Al Si P S Cl Ar
K Ca Sc Ti V Cr Mn Fe Co Ni Cu Zn Ga Ge As Se Br Kr
Rb Sr Y Zr Nb Mo Tc Ru Rh Pd Ag Cd In Sn Sb Te I Xe
Cs Ba La Ce Pr Nd Pm Sm Eu Gd Tb Dy Ho Er Tm Yb Lu Hf Ta W Re Os Ir Pt Au Hg Tl Pb Bi Po At Rn
Fr Ra Ac Th Pa U Np Pu Am Cm Bk Cf Es Fm Md No Lr Rf Db Sg Bh Hs Mt Ds Rg Cn Nh Fl Mc Lv Ts Og

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