terça-feira, 2 de setembro de 2014

$$$UM DOS MAIS QUENTES DO VERAO 2014 NO ANGICO

MEUS AMIGOS DO MUNDO TODO SE ALGUM CHEGAR A VIM NO NORDESTE ENTENDERA MEU AFLITO CONTO DESABAFO HOJE AQUI EM MEU QUERIDO AMADO TAO TRANQUILO ANGICO TORTO ESA TAO QUENTE QUE PARECE DERRETER A QUALQUER INSTANTE  E ALGO ASSUSTADOR JA TO PASSANDO MAL COM TANTA QUENTURA   MEU DEUS .Eu angico e suas lendas tenho anos de estrada e so ve um ano assim tao quente aos meus 14 nos  era igual hoje a cigarra rebentava de cantar e os anus la for imploravam por ovos par beberem e gelar um pouco tava tao calor no ano que muito idoso morreu de diarreia e ja tamo em mais que uma data fértil me tristeza por que o ano ta quase no fim e ainda temos muita quentura calor e muita força pra suporta eu não sei se todo mundo e igual a mi ao sair no sol passo mal fico muito mal e isso e horrível e inda tem a faltá ade água que isso nos faz uma  tao grande que da medo  o nordeste e um dos lugares do brasil meio africa so calor e pouca chuva  e falta de água ,aqui em meio anos vivemos mais da agua do carro pipa e isso e muito ruim por que o racionamento e grande e nos vamos aos pucos os adapitando com tudo isso assim e nos povo nordestino lutar e sofredor e vitorioso

Asa Branca

Luiz Gonzaga

Quando olhei a terra ardendo
Qual a fogueira de São João
Eu perguntei a Deus do céu, ai
Por que tamanha judiação
Eu perguntei a Deus do céu, ai
Por que tamanha judiação
Que braseiro, que fornalha
Nem um pé de prantação
Por falta d'água perdi meu gado
Morreu de sede meu alazão
Por farta d'água perdi meu gado
Morreu de sede meu alazão
Inté mesmo a asa branca
Bateu asas do sertão
Então eu disse, adeus Rosinha
Guarda contigo meu coração
Então eu disse, adeus Rosinha
Guarda contigo meu coração
Hoje longe, muitas léguas
Numa triste solidão
Espero a chuva cair de novo
Pra mim voltar pro meu sertão
Espero a chuva cair de novo
Pra mim voltar pro meu sertão
Quando o verde dos teus olhos
Se espalhar na prantação
Eu te asseguro não chore não, viu
Que eu voltarei, viu
Meu coração
Eu te asseguro não chore não, viu
Que eu voltarei, viu
Meu coração

Olha Pro Céu

Luiz Gonzaga

Olha pro céu, meu amor
Vê como ele está lindo
Olha praquele balão multicor
Como no céu vai sumindo
Olha pro céu, meu amor
Vê como ele está lindo
Olha praquele balão multicor
Como no céu vai sumindo
Foi numa noite igual a esta
Que tu me deste o coração
O céu estava assim em festa
Pois era noite de São João
Havia balões no ar
Xote, baião no salão
E no terreiro o teu olhar
Que incendiou meu coração
Olha pro céu, meu amor
Vê como ele está lindo
Olha praquele balão multicor
Como no céu vai sumindo
Olha pro céu, meu amor
Vê como ele está lindo
Olha praquele balão multicor
Como no céu vai sumindo

Salmo dos Aflitos

Luiz Gonzaga

Menino de procissão
Cordeiro de um rebanho sem fim
Me lembro das graças que o povo
Pedia pros céus, era assim
As virgens todas proclamam
Tua graça em formosura
Sôis a dileta do povo
E a protetora das almas
Da provoação da Nossa Senhora da Serra da Raiz
Abrandai
Os corações dos igonorantes
Abrandai, abrandai
Abrandai, abrandai } bis
Crescido agora é que eu sei
Que há outros pra ouvir meu latim
Em nome dos céus, eu reclamo
As graças que devem pra mim
As graças que eu reclamo
Em nome dos irmãos aflitos
São já conhecidas de todos
E sem elas, o grande rebanho vai morrendo
Ou fingindo viver como Deus, é servido
Abrandal, o coração de todos poderosos
Abrandai, abrandai } bis

Corrida de Mourão

Luiz Gonzaga

Meu sertão tem futebol,
tem samba tem farinhada
Leilão, reizado e Novena
Mai nada disso me agrada
Meu Fraco é Cavalo e Gado
Cantoria e Vaquejada!
Pra mim o maor Cinema
é quando eu vou chegando
No curral que vejo a pista
e ouço o gado berrado
Os Vaqueiros numerados
e a difusora bradando
De toda parte chegando
Rural, gipe e caminhão
Muita moça namorando
e o gado na exposição
Vaqueiro soltando aboio
de doer no coração
Eu sou ligeiro na pista
e no meio do carrasco
quem tiver boi mandingueiro
solte que eu desenrasco
dou queda que ele conta
as estrelas com o casco
outro diz o meu cavalo
é forte é gordo e zelado
Como feijão, milho e ovos
e todo dia é banhado
Mas só passa perna nele
caba que derruba gado
dois camaradas de fama
que um no outro acredita
vão os dois emparelhados
é mesmo pra fazer fita
quem pega passa pro outro
pra queda ser mais bonita
enxe as nuvens de poeira
e os vaqueiros bebendo
gado bolando no chão
se levantando e correndo
em cada salva de palma
a pista fica tremendo
Adeus quem fez vaquejada
Adeus quem vestiu gibão

Alvorada Nordestina

Luiz Gonzaga

Olha o céu mudou de cor
Lua se escondeu
Sensitiva flor murchou
Todo o campo se acendeu
Belo horizonte, atrás dos montes
O sol nasceu
Mais um dia raiou enfim
E a esperança vem renascer em mim
Ver meu campo florir
As aves cantando e agente a sorrir
Quando o céu mudar de cor
Lua se esconder
Quando o sol também se for
É sinal que vai chover
Volta a paz então
No meu sertão é só vive

Maria Cangaceira

Luiz Gonzaga

Maria, Maria
Bonita como a natureza
Bonita como canta a água
Na quebrada da correnteza } bis
Filha do velho José
Maria, beleza rara
Foi nascida e criada
Na Malhada Caiçara }bis
Quando fez dezoito anos
Ó destino treteiro
Casou com Zé de Neném
O remendo sapateiro
Cinco anos depois
Apareceu Lampião
Maria se apaixonou
E lhe entregou o coração } bis

Bodocongó

Luiz Gonzaga

Eu fui feliz, lá no Bodocongó,
Com meu barquinho, de um remo só,
Quando era lua, com meu bem, remava atoa,
Ai, ai, ai, que coisa boa,
Lá no meu Bodocongó.
Bodó, bodó, bodó, bodó, congó,
Meu canário verde, meu curió,
Bodó, bodó, bodó, congó, bodó, bodó, congó, bodó,
Bodocondó ai! ai! Campina Grande, eu vivo aqui tão só !
Bodocongó,
Eu vivo aqui tão só !...
Eu vivo aqui tão só !...
Bodocongó.

Cavalo Crioulo

Luiz Gonzaga

Sob a topada da pisada, galopada, percorrendo meio
mundo.
Vai baixeiro, vai ligeiro, vai formoso, vai fogoso, onde
chegar vai.
É uma força que se lança que avança sobre o peito
ventania.
Na pregada derrubada, nas festas de apartação, pro tudo
que for vai.
Cavalo crioulo é demais tudo faz.
Cavalo crioulo é demais tudo faz.
Pisa que chega e estremece estronda no chão. (ufa)
Faz um pisonhado danado no pé do mourão. (ufa)
E quando arreda ela sangra avança ele arranca carreira
poeira.
É uma cena guerreira, quem fica de longe só vê danação.
(ufa)
Mas se o trabalho é no campo rebate a boiada domina o
cercado.
E no mato fechado ele corre ele passa que nem
cerração.
Porque cavalo crioulo é demais tudo faz
Porque cavalo crioulo é demais tudo faz
Porque cavalo crioulo é demais tudo faz
Sob a topada da pisada, galopada, percorrendo meio
mundo.
Vai baixeiro, vai ligeiro, vai formoso, vai fogoso onde
chegar vai.
É uma força que se lança que avança sobre o peito
ventania.
Na pregada derrubada, nas festas de apartação pro tudo
que for vai
Cavalo crioulo é demais tudo faz (é é é é é é)
Cavalo crioulo é demais tudo faz (é é é é é é)
Cavalo crioulo é demais tudo faz (é é é é é é)
Cavalo crioulo é demais tudo faz (é é é é é é)
(Repete)

Açucena Cheirosa

Luiz Gonzaga

Quem quiser comprar,
eu vendo açucena cheirosa do meu jardim
Quem quiser comprar,
eu vendo açucena cheirosa do meu jardim
Vendo cravo, vendo lírio,
não vendo uma rosa que deram pra mim
Vendo cravo, vendo lírio,
não vendo uma rosa que deram pra mim
Até flor de laranjeira pro dia de Santo Antonio
Eu quero vender pras moça pra arranjar seus matrimônio
Há mais estrelas no céu nas noites de São João
Há festa nestes teus olhos
Há fogo no meu coração
Quem quiser comprar,
eu vendo açucena cheirosa do meu jardim
Vendo cravo, vendo lírio,
não vendo uma rosa que deram pra mim
Vendo cravo, vendo lírio,
não vendo uma rosa que deram pra mim
Até flor de laranjeira pro dia de Santo Antonio
Eu quero vender pras moça pra arranjar seus matrimônio
Há mais estrelas no céu nas noites de São João
Há festa nestes teus olhos
Há fogo no meu coração
Quem quiser comprar,
eu vendo açucena cheirosa do meu jardim
Quem quiser comprar,
eu vendo açucena cheirosa do meu jardim
Vendo cravo, vendo lírio,
não vendo uma rosa que deram pra mim
Vendo cravo, vendo lírio,
não vendo uma rosa que deram pra mim

Zé Budega

Luiz Gonzaga

Zé Budega
(Cecéu )
Eu vou dá um pulo
Na casa de Zé Budega
Prá'quele fio de uma égua
Me dá minha concertina
Que as meninas tão querendo se espalhar
No salão escorregar
Até ficar de perna fina
Vou reclamar
Com certeza absoluta
Prá'quele fila da ....
Ter mais respeito por mim
Devolver aquilo que é emprestado
Ficar desmoralizado
Ter vergonha no fucín
Há muito tempo
Que escuto a sanfoninha
Pelo som eu sei que é minha
Mas ele me volte coisa
Num me devolve
Não me dá satisfação
Taca o dedo no botão
Etc e coisa e loa
Mas desta vez
Ele vai morder o nó
Vai entrar no meu cipó
E de quatro comer capim
Devolver aquilo que é emprestado
Ficar desmoralizado
Ter vergonha no fucín
Onde é que tá?
Onde é que tá?
Onde é que tá?
Zé Budega onde é que ta?
Vai devolver
Aquilo que é emprestado
Ficar desmoralizado
Mande meu fole pra cá

Vovô do Baião

Luiz Gonzaga

Seu Januário,
Com bem noventa anos,
Tinha nos seus planos
Fazer uma operação.
Sua família 'tava toda reunida
Rezando pela vida
Do vovô do baião.
Vai, Januário,
Que nós "reza" por você.
Opera, Januário!
Você merece viver.
Humberto Macário,
Famoso cirurgião,
Fez aquela operação,
Que abalou o Cariri.
O povo do Crato
Ficou todo admirado
Quando viu Seu Januário
Inteirinho sair.
[ 'Tá, 'tá... Seu Januário 'tá aí?
Tá, 'tá... E olha ele aí? ] (2x)

Marabaixo

Luiz Gonzaga

Aonde tu vais rapaz?
Neste caminho sozinho } bis
Eu vou fazer minha morada
Lá nos campos do laguinho } bis
As ruas do Macapá
Estão ficando um primor } bis
Tem hospitais, tem escolas
Pros fíos do trabalhadô
Mas as casas que são feitas
É só prá morar os doutô
Dia primeiro de junho } bis
Eu não respeito o senhor
Eu saio gritando vivas
Ao nosso governador
Me peguei com São José
Padroeiro de Macapá
Pra Janarí e Guaracy
Não saíssem de Macapá

Sertão de Aço

Luiz Gonzaga

Lá lá lá rá rá
Se você visse
Como é o meu sertão
Aí você diria
Que eu falo com razão
Lavoura lá
Dá só com o cheiro de chuva
Tem resistência
O milho e o feijão
Com uma chuva
Em cada mês
A coisa aumenta
Que a lavoura lá agüenta
Trinta dias de verão
Trá lá lálá ai...
Tem ano lá
Que o inverno é variado
Lucro e remessa
Num canto e outro não
O sertanejo ainda num desespera
Com coragem ainda espera
Pela safra de algodão
Havendo safra
Nem é bom falar
Meu Deus do céu
E com tanto samba que há
O sertanejo
Esquece logo o tempo ruim
Finca o pé na dança
Sem sentir cansaço
No outro dia
Cuida da obrigação
Digo por esta razão
Que meu sertão é de aço

Sanfoneiro Macho

Luiz Gonzaga

Sanfoneiro puxa o fole
Bota o fole pra roncar
Que o ronco desse fole
Faz a gente se animar
Andei mais de l'égua e meia
Pra poder aqui chegar
Onde tem forró eu vou
Eu faço tudo e chego lá
Eita! Sanfoneiro bom
Eita! Sanfoneiro macho
Ele toca em qualquer tom
Toca dos oito aos cento e vinte baixo

Cavalo Crioulo

Luiz Gonzaga

Sob a topada da pisada, galopada, percorrendo meio
mundo.
Vai baixeiro, vai ligeiro, vai formoso, vai fogoso, onde
chegar vai.
É uma força que se lança que avança sobre o peito
ventania.
Na pregada derrubada, nas festas de apartação, pro tudo
que for vai.
Cavalo crioulo é demais tudo faz.
Cavalo crioulo é demais tudo faz.
Pisa que chega e estremece estronda no chão. (ufa)
Faz um pisonhado danado no pé do mourão. (ufa)
E quando arreda ela sangra avança ele arranca carreira
poeira.
É uma cena guerreira, quem fica de longe só vê danação.
(ufa)
Mas se o trabalho é no campo rebate a boiada domina o
cercado.
E no mato fechado ele corre ele passa que nem
cerração.
Porque cavalo crioulo é demais tudo faz
Porque cavalo crioulo é demais tudo faz
Porque cavalo crioulo é demais tudo faz
Sob a topada da pisada, galopada, percorrendo meio
mundo.
Vai baixeiro, vai ligeiro, vai formoso, vai fogoso onde
chegar vai.
É uma força que se lança que avança sobre o peito
ventania.
Na pregada derrubada, nas festas de apartação pro tudo
que for vai
Cavalo crioulo é demais tudo faz (é é é é é é)
Cavalo crioulo é demais tudo faz (é é é é é é)
Cavalo crioulo é demais tudo faz (é é é é é é)
Cavalo crioulo é demais tudo faz (é é é é é é)
(Repete)

Carapeba

Luiz Gonzaga

Êi, lá vem esquema muié
Ê som, é gente, é vida, é pó
Êi, lá vem esquenta muié
Do meu sertão
Carapeba
Bandinha quente
Abrindo frente
Alegrando vai
Pife, pratos, tarol, zabumba
É tumba, tumba
E a folia sai
Bonifácio, Major do povo
Velhinho novo a comandar
Carapeba por onde passa
Faz som de graça pra se brincar

Nenhum comentário:

Postar um comentário