Natural de Belo Horizonte, Aécio Neves da Cunha nasceu em 10 de março de 1960. Formado em Economia pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC-Minas), começou sua carreira política como secretário pessoal do avô Tancredo Neves - presidente da República eleito em 1985 pelo Colégio Eleitoral, morto antes de tomar posse. Um ano depois da morte do avô, Aécio elegeu-se deputado federal constituinte.
Em 1990, já filiado ao PSDB, conquistou seu segundo mandato na Câmara. Dois anos depois, concorreu, sem sucesso, à eleição para a Prefeitura de Belo Horizonte. Em seu terceiro mandato como deputado federal, tornou-se líder da bancada do seu partido.
Em 2001, em uma articulação que contou com a ajuda do então ministro da Saúde José Serra, apresentou-se como candidato à presidência da Câmara à revelia do PFL (atual DEM), principal aliado do governo Fernando Henrique Cardoso. Eleito, tomou medidas, como a criação do Conselho de Ética, que ajudaram a pavimentar seu nome para a disputa do governo de Minas Gerais.
Eleito duas vezes no primeiro turno e com a maior taxa de aprovação entre governadores em 2009, foi cotado para disputar a vice-presidência na chapa de Serra em 2010, mas recusou o convite. No mesmo ano, foi eleito senador.
Aécio Neves
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| Aécio Neves | |
|---|---|
| Aécio Neves em 23 de outubro de 2014. | |
| Senador por Minas Gerais | |
| Período | 1º de fevereiro de 2011 até atualidade |
| Presidente Nacional do PSDB | |
| Período | 18 de maio de 2013 até atualidade |
| Antecessor(a) | Sérgio Guerra |
| 17.º Governador de Minas Gerais | |
| Período | 1º de janeiro de 2003 até 31 de março de 2010 |
| Vice-governador | Clésio Andrade (2003–2007) Antônio Anastasia (2007–2010) |
| Antecessor(a) | Itamar Franco |
| Sucessor(a) | Antônio Anastasia |
| Presidente da Câmara dos Deputados doBrasil | |
| Período | 14 de fevereiro de 2001 até 17 de dezembro de 2002 |
| Presidente | Fernando Henrique Cardoso |
| Antecessor(a) | Michel Temer |
| Sucessor(a) | João Paulo Cunha |
| Deputado federal por Minas Gerais | |
| Período | 1º de fevereiro de 1987 até 1º de janeiro de 2003 (4 mandatos consecutivos) |
| Vida | |
| Nome completo | Aécio Neves da Cunha |
| Nascimento | 10 de março de 1960 (55 anos) Belo Horizonte, MG |
| Nacionalidade | |
| Dados pessoais | |
| Cônjuge | Letícia Neves (2013–atualidade) Andréa Falcão (1991–1998) |
| Partido | PSDB |
| Religião | Católico |
| Profissão | Economista |
Aécio Neves da Cunha (Belo Horizonte, 10 de março de 1960) é um economista e político brasileiro, filiado ao Partido da Social Democracia Brasileira. Foi o décimo sétimo governador de Minas Gerais entre 1º de janeiro de 2003 a 31 de março de 2010. É senador da República pelo mesmo estado desde fevereiro de 2011.
Natural de Belo Horizonte, Aécio é graduado em economia pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais. É neto do ex-presidente Tancredo Neves, com quem adquiriu suas primeiras experiências políticas. Em 1987, iniciou o seu primeiro mandato como deputado federal pelo estado de Minas Gerais, exercendo o cargo até 2002, totalizando quatro mandatos. Presidiu a Câmara dos Deputados no biênio de 2001-2002, renunciando ao cargo em dezembro de 2002, para assumir o governo de Minas Gerais.1
Aécio foi eleito governador de Minas Gerais em 2002. Foi reeleito na eleição de 2006, tendo desta vez a maior votação já registrada no estado. Renunciou ao cargo em março de 2010 para concorrer ao senado federal, sendo substituído pelo seu vice, Antônio Anastasia. Nas eleições de 2010, foi eleito senador com a maior votação do Estado. Assumiu o cargo em 1º de fevereiro de 2011, e, em 2013 foi escolhido presidente nacional do PSDB.
Em 2014, foi candidato à Presidência da República por seu partido, tendo como principais adversários a candidata a reeleição, Dilma Rousseff, e Marina Silva. No primeiro turno da eleição, Aécio obteve 33,55% dos votos válidos, classificando-se para o segundo turno com Dilma, que obteve 41,59%. No segundo turno, conseguiu 48,36% dos votos, perdendo para Dilma Rousseff, que reelegeu-se na eleição mais disputada da história do país.
Índice
[esconder]Início de vida, educação e carreira[editar | editar código-fonte]
Aécio Neves da Cunha é filho do político Aécio Cunha e de Inês Maria. Aécio nasceu em uma família de políticos tradicionais mineiros. Seu avô materno, Tancredo Neves, foi personagem fundamental na redemocratização do país, governador de Minas Gerais e presidente do Brasil por via indireta (colégio eleitoral), tendo morrido antes de assumir o cargo.2 Do lado paterno, seu avô Tristão Ferreira da Cunha e seu pai, Aécio Cunha, foram deputados federais por Minas Gerais.3
Aécio se mudou para o Rio de Janeiro aos dez anos de idade, para acompanhar os pais. Teve a primeira experiência profissional no Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) do Ministério da Justiça do Rio de Janeiro.4
Em 1981, Tancredo convidou Aécio para participar de sua campanha eleitoral para o Governo de Minas Gerais. Aécio transferiu os cursos de administração que fazia no Rio de Janeiro e se mudou para a capital mineira, onde dividiu um apartamento com o seu avô materno e seu pai.5 6 Ele participou de reuniões e comícios em mais de trezentos municípios do Estado. Tancredo foi eleito governador e, em 1983, Aécio passou a ocupar o cargo de secretário particular do avô. Nos anos seguintes, participou do movimento "Diretas Já" e da campanha de Tancredo à presidência da República.
Aécio acompanhou Tancredo em visitas a países democráticos, estratégia política utilizada para reforçar a transição da democracia no Brasil. Eles estiveram comRonald Reagan, presidente dos Estados Unidos; François Mitterrand, presidente da França; Sandro Pertini, presidente da Itália; Bettino Craxi, primeiro-ministro da Itália; Rei Juan Carlos da Espanha e o Papa João Paulo II. Ele foi nomeado pelo presidente Tancredo como secretário de Assuntos Especiais da Presidência da República. Com a morte de Tancredo e a posse do vice-presidente José Sarney, Aécio e todos os ministros e assessores nomeados por Tancredo renunciaram, para que o novo presidente pudesse escolher livremente a composição de seu gabinete. Aécio então foi nomeado diretor da Caixa Econômica Federal.
Carreira legislativa[editar | editar código-fonte]
Deputado federal[editar | editar código-fonte]
Aécio representou Minas Gerais na Câmara dos Deputados por quatro mandatos. Ele foi eleito pela primeira vez nas eleições de 1986, quando concorreu para a Assembleia Nacional Constituinte pelo PMDB. Ele teve 236 mil votos, tornando-se o deputado federal mais votado de Minas Gerais até então.7 Ele foi reeleito em 1990,1994 e 1998.8
Durante a Constituinte ele foi vice-presidente da Comissão da Soberania e dos Direitos e Garantias do Homem e da Mulher e foi um dos autores da emenda que instituiu o direito de voto aos dezesseis anos.9 10 Em seu segundo mandato (1991-1995), votou a favor do impeachment do presidente Fernando Collor de Melo.11 Em 1992, ele concorreu à prefeitura de Belo Horizonte, mas foi derrotado, sendo esta sua primeira derrota eleitoral.12 Aécio seria derrotado novamente em 2014, desta vez nas eleições presidenciais.13 No seu terceiro mandato (1995-1999), foi eleito presidente do PSDB mineiro. Em 1997, tornou-se o líder do partido na Câmara.14
Entre seus trabalhos como parlamentar na Câmara, destaca-se a criação do "Pacote Ético", que acabou com a imunidade parlamentar para crimes comuns; o Conselho de Ética da Câmara e o Código de Ética e Decoro Parlamentar.15
Presidente da Câmara dos Deputados[editar | editar código-fonte]
Aécio ocupou o cargo de presidente da Câmara dos Deputados entre 14 de fevereiro de 2001 a 17 de dezembro de 2002. Ele concorreu ao cargo contra Aloizio Mercadante(PT-SP), Inocêncio Oliveira (PFL-PE), Valdemar Costa Neto (PL-SP) e Nelson Marquezelli (PTB-SP).16 Ele foi eleito com mais votos que a soma de todos os outros candidatos, tendo 283 votos, contra 117 de Inocêncio, 81 de Aloizio, 21 de Valdemar e 3 de Nelson.17 Como presidente da Câmara, assumiu interinamente a presidência da República em 26 de junho de 2001.18
Seu mandato ficou marcado por medidas que deram mais transparência às atividades da Câmara, como a disponibilização das votações dos projetos de lei na internet.19 Nesse período a Câmara promoveu o chamado Pacote Ético, um conjunto de medidas voltadas para moralizar a atuação parlamentar. Aécio coordenou a votação do fim da imunidade parlamentar para crimes comuns, a criação do Código de Ética e Decoro e da Comissão de Ética.20 Também disponibilizou a tramitação e as votações dos projetos de lei na internet para que o cidadão pudesse acompanhar a tramitação do processo legislativo.19 Com o objetivo de aproximar a Câmara da sociedade, Aécio também instituiu a Ouvidoria Parlamentar, responsável por encaminhar ao Tribunal de Contas da União, à Polícia Federal ou ao Ministério Público denúncias de irregularidades apontadas pela população.20
Senador[editar | editar código-fonte]
Em 31 de março de 2010, Aécio renunciou ao cargo de governador para poder concorrer ao Senado Federal.21 Foi eleito em 3 de outubro do mesmo ano com 7 565 377 votos (39,47%), juntamente com o ex-presidente Itamar Franco.22 Aécio foi o terceiro senador mais votado em 2010, sendo superado apenas por Aloísio Nunes e Marta Suplicy, eleitos por São Paulo. Foi o sexto proporcionalmente mais votado do país.23 Ele também conseguiu eleger o seu sucessor para o governo de Minas Gerais, Antônio Anastasia.24
Como parlamentar, tem defendido a elaboração de um novo pacto federativo; o fortalecimento da ação parlamentar, com a restrição ao uso das medidas provisórias; a redução de impostos; transformar o Bolsa Família em uma política de Estado;25 a ampliação dos direitos dos trabalhadores domésticos; o direcionamento de 10% da receita do governo federal para a área de saúde; a mudança no cálculo usado para pagamento dos royalties da mineração. Dentre sua iniciativas, está a articulação de um acordo suprapartidário para fortalecer o Poder Legislativo e alterar as normas para edição e tramitação de medidas provisórias (MPs) no Congresso Nacional.26
Aécio faz oposição ao governo de Dilma Rousseff, juntamente com nomes expressivos da política nacional, como Cássio Cunha Lima, Álvaro Dias, Aloysio Nunes Ferreira,Pedro Simon, Randolfe Rodrigues, Pedro Taques e outros. Em abril de 2011, apontou os "Caminhos da Oposição" e definiu três pilares no papel da oposição: ''coragem, responsabilidade e ética''.27 Em 21 de fevereiro de 2013, no mesmo dia em que o Partido dos Trabalhadores fez um ato comemorando os seus dez anos no governo federal, ele fez um discurso no Senado Federal enumerando os "13 fracassos" do partido durante os dez anos de gestão.28 29
Em 18 de junho de 2015, fez parte de uma comitiva de senadores brasileiros que esteve em Caracas, para visitar o preso político Leopoldo López e tomar ciência da real situação da Venezuela, mas o grupo foi hostilizado por manifestantes pró-governo e retornou ao Brasil sem conseguir cumprir seus compromissos.30 Os senadores atendiam ao apelo feito pelas venezuelanas Roza Orozco (mãe de Geraldine Moreno, manifestante assassinada por um integrante da Guarda Nacional Bolivariana),31 Mitzy Capriles eLilian Tintori (esposas dos presos políticos Antonio Ledezma e Leopoldo López) que estiveram diante da Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional do Senado Federal do Brasil em 7 de maio de 2015, ocasião em que denunciaram o regime do presidente Nicolás Maduro como uma ditadura.32 As três apelaram por ajuda do Brasil aos presos políticos de seu país.33 Em mensagem pessoal a Lilian Tintori, o vice-presidente venezuelano, Jorge Arreaza zombou da presença dos senadores brasileiros no país.34 O governo da Venezuela negou ter interferido na tentativa de visita e afirmou que o objetivo da comitiva brasileira era "desestabilizar a democracia venezuelana e gerar confusão e conflito entre países irmãos".35 36 No mesmo dia do incidente, a Câmara dos Deputados do Brasil aprovou uma moção de reprovação aos fatos ocorridos em Caracas, quando os senadores brasileiros foram recebidos com hostilidade.37 Declarou que o incidente em Caracas foi inadmissível e que a oposição exigiria um posicionamento duro do governo brasileiro sobre o ocorrido. Afirmou: "Nós vamos, do ponto de vista político, congressualmente fazer as retaliações necessárias".38
Campanhas para governador de Minas Gerais[editar | editar código-fonte]
Eleição para governador em 2002[editar | editar código-fonte]
Em junho de 2002, o governador Itamar Franco desistiu de concorrer à reeleição. Itamar não quis disputar a vaga de candidato do PMDB com Newton Cardoso.39 Os deputados federais e estaduais do PSDB escolheram Aécio para disputar o cargo de governador.40 Aécio, porém, preferia concorrer a uma vaga ao Senado.40 Aécio decidiu então candidatar-se ao cargo de governador de Minas Gerais. Itamar declarou apoio a Aécio em 18 de junho de 2002.41
A coligação de Aécio foi composta por nove partidos, e teve como candidato a vice-governador Clésio Andrade (PFL), presidente da Confederação Nacional do Transporte.42 Os principais concorrentes de Aécio foram o deputado federal Nilmário Miranda, do PT, e o ex-governador Newton Cardoso, do PMDB.43
Todas as pesquisas realizadas mostravam Aécio em primeiro lugar. Na reta final da campanha, as pesquisas dos principais institutos mostravam uma grande diferença entre Aécio e o segundo colocado. Aécio também tinha os menores índices de rejeição e nas projeções de segundo turno venceria todos os candidatos.43
Em 6 de outubro de 2002, Aécio foi eleito governador de Minas Gerais já no primeiro turno, sendo o primeiro governador a ser eleito em primeiro turno na história do estado.44 Ele teve 5 282 043 votos (57,68%), a maior votação da história do estado até então.44 45 O segundo colocado foi Nilmário, com 2 813 857 votos (30,73%), seguindo por Newton Cardoso com 612 732 votos (6,69%). Os outros candidatos tiveram cerca de 5% dos votos.45
Eleição para governador em 2006[editar | editar código-fonte]
Em 28 de março de 2006, Aécio anunciou sua candidatura à reeleição.46 Ele disse que levaria adiante um projeto nacional que visaria um maior "equilíbrio na federação", declarando que "esse movimento pelo equilíbrio da federação vai ficar muito forte, vai desaguar no Estado que estiver mais unido. Temos agora a unidade histórica de Minas, que vai tentar exercer um papel de liderança. Não sei onde isso vai desaguar, vamos ver quem estará mais forte".46
Desde o início da campanha, devido a sua alta popularidade, Aécio foi considerado um candidato "quase imbatível".47 A coligação de Aécio recebeu o nome de "Minas Não Pode Parar" e foi composta por dez partidos, e teve como candidato a vice-governador Antonio Anastasia, também do PSDB. Ele recebeu o apoio do ex-presidente Itamar Franco, de artistas como Fafá de Belém e músicos do Skank e do Jota Quest.47
Aécio visitou 53 municípios durante a campanha, mas não compareceu a debates.47 A sua vitória no primeiro turno já era dada como certa por muitos analistas políticos, mesmo antes dele atingir a faixa dos setenta por cento das intenções de votos.47 Ele manteve um bom relacionamento com as lideranças petistas, principalmente com o presidente Lula e com o prefeito de Belo Horizonte, Fernando Pimentel.48 Isso fez com que denúncias de corrupção fossem ignoradas durante a campanha. Apesar disso, o candidato petista declarou várias vezes que o déficit zero era uma "farsa".47
Na votação realizada em 1º de outubro, Aécio foi reeleito governador de Minas Gerais com 7 482 809 de votos (73,03%), seguido por Nilmário Miranda, que obteve 2 140 373 votos (22,03%).49 Ele alcançou a segunda maior votação percentual do país para o cargo, sendo superado apenas por Paulo Hartung.50 Na eleição presidencial, Aécio apoiou Geraldo Alckmin, que não foi eleito presidente e perdeu para Lula em Minas Gerais nos dois turnos.51 52
Governador de Minas Gerais[editar | editar código-fonte]
Em 1º de janeiro de 2003, Aécio tomou posse como governador de Minas Gerais, sucedendo Itamar Franco. Aécio Neves foi reeleito governador de Minas Gerais em 2006, e tomou posse em 1º de janeiro de 2007. Permaneceu no cargo até 31 de março de 2010, quando renunciou para se candidatar a uma vaga no senado.53 Foi sucedido pelo vice-governador Antônio Anastasia. Ao todo, ficou 7 anos, 2 meses e 30 dias no cargo, tornando-se o governador a permanecer mais tempo no Palácio da Liberdade.
Campanhas presidenciais[editar | editar código-fonte]
Eleição presidencial em 2010[editar | editar código-fonte]
Aécio esperava ser o candidato a presidência da República por seu partido na eleição presidencial em 2010. Segundo a revista Época, ele teria sido convidado em 2009 peloPMDB para ser o candidato de Lula à presidência do Brasil. O governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, teria feito força para que isso acontecesse. Aécio preferiu esperar e não se separar do seu partido, pois esperava contar com o apoio dele para se candidatar no lugar de José Serra.54
Aécio declarou que sua prioridade em 2010 seria eleger o vice-governador Antônio Anastasia como seu sucessor.55 Por diversas vezes, negou a possibilidade de formar uma chapa "puro-sangue" encabeçada por Serra.56 57 Em novembro de 2009, Aécio apresentou suas propostas caso fosse escolhido como o candidato do partido.56 Um mês depois, diante da hesitação do PSDB e de Serra em posicionar-se como candidato, Aécio declarou que se lançaria ao Senado Federal nas eleições de 2010.58 59
Aécio foi recebido com entusiasmo no lançamento da pré-campanha presidencial de Serra em Brasília.60 Durante a campanha eleitoral, ele compareceu a eventos e fez campanha para Serra.61
Eleição presidencial em 2014[editar | editar código-fonte]
Em dezembro de 2012, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso lançou Aécio como pré-candidato do PSDB à presidência em 2014.62 Como na eleição de 2010, José Serra e Aécio travaram uma disputa interna pelo apoio do partido pela candidatura à presidência.63 Com a desistência de Serra em dezembro de 2013, Aécio tornou-se o único pré-candidato do partido.64 Ele foi oficializado como candidato em 14 de junho, durante a Convenção Nacional do PSDB.65 Seu candidato a vice foi anunciado em 30 de junho, sendo escolhido Aloysio Nunes, senador por São Paulo.66
Aécio divulgou durante a campanha as seguintes propostas: recuperação da credibilidade financeira do país com a melhoria no ambiente de negócios e aumento da produtividade;67 reduzir o número de ministérios;68 aumento da eficiência e planejamento no setor público através de choque de gestão;69 a manutenção e melhoria de programas como Bolsa-Família e Mais Médicos;70 o combate pleno a corrupção e compromisso com a ética pública;71 educação de qualidade como direito básico de cidadania;72 segurança pública como responsabilidade nacional;73 mais autonomia para estados e municípios;74 retomada de pautas ligadas a preservação do meio ambiente e sustentabilidade;75 e reforma tributária.76 Também comprometeu-se a encaminhar ao Congresso Nacional uma proposta de reforma política com fim da reeleição, mandatos de cinco anos, fim do voto de legenda e instituição do voto distrital.77
Em 5 de outubro de 2014, Aécio foi para o segundo turno após obter 34,8 milhões de votos, cerca de 33,5%.13 78 No segundo turno, realizado em 26 de outubro, Aécio foi derrotado por Dilma Rousseff (PT). O tucano obteve 51 038 023 votos, cerca de 48,36% dos válidos, enquanto a petista conseguiu 54 501 118 votos, menos de 3,5 milhões de diferença. A eleição ficou marcada por ser a mais acirrada da história.79
Presidente Nacional do PSDB[editar | editar código-fonte]
Em 18 de maio de 2013, Aécio foi eleito presidente nacional do PSDB, substituindo o deputado federal Sérgio Guerra. A convenção que o elegeu, com 97,3% dos votos, foi uma das maiores da história do partido, com mais de quatro mil presentes.80 Como presidente do partido, ele foi o protagonista do programa partidário do PSDB exibido em setembro de 2013.81 Neste programa, Aécio falou sobre a inflação, problemas de infraestrutura e de obras inacabadas, e sobre as manifestações populares ocorridas em 2013.81
Em setembro de 2013 Aécio Neves e o Instituto Teotônio Vilela, organização de estudos e formação política do PSDB, lançaram o Portal Social do Brasil. O Portal contém informações de 81 projetos sociais nas áreas de juventude, infância, educação, saúde, pobreza, assistência social, emprego, habitação, segurança alimentar, prevenção e combate às drogas, mulheres, idosos e pessoas com deficiência implantados pelos governos estaduais e prefeituras administrados pelo PSDB.82 83
Vida pessoal[editar | editar código-fonte]
Aécio é casado com Letícia Weber.84 Ela nasceu em 1979 em Panambi, no Rio Grande do Sul, e foi modelo.85 Eles se conheceram em 1999, e se casaram em 9 de outubro de 2013 em uma cerimônia com poucos convidados, que foi feita no apartamento da mãe de Aécio no Rio de Janeiro.85 Em 17 de janeiro de 2014, Aécio anunciou que Letícia estava grávida.86 Os gêmeos Julia e Bernardo nasceram prematuramente em 8 de junho.87 Ele também foi casado com a advogada Andréa Falcão entre 1991 a 1998.88 Eles tiveram uma filhaː Gabriela Falcão Neves, nascida em 1991.89
Nas eleições de 2010, Aécio declarou ao Tribunal Superior Eleitoral ter um patrimônio de R$ 617 mil.90 Na sua prestação de contas para as eleições de 2014 declarou ter um patrimônio de R$ 2,4 milhões.91 Segundo Aécio, o aumento se deve pelo recebimento da herança de seu pai, falecido em 2010.91
Em abril de 2011, Aécio se recusou a fazer o teste do bafômetro e teve a carteira de habilitação apreendida em uma blitz da Lei Seca no Rio de Janeiro.92 A carteira de habilitação foi apreendida por estar vencida.92 Segundo os policiais, Aécio foi liberado por não apresentar sinais de embriaguez.92 Sua assessoria informou que o bafômetro não foi realizado e que ele não sabia que a carteira de habilitação estava vencida.93
Prêmios e honrarias[editar | editar código-fonte]
Aécio foi considerado pela revista Época como um dos 100 brasileiros mais influentes em 2007, 2008, 2009, 2010, 2011, 2012 e 2013.94 Como deputado federal e senador, foi eleito um dos "Cabeças do Congresso", lista produzida pelo Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap).95 96
Honrarias nacionais[editar | editar código-fonte]
| Fita | Honra | Data |
|---|---|---|
| Medalha Ulysses Guimarães | 29 de outubro de 201397 |
Honrarias internacionais[editar | editar código-fonte]
| Fita | País | Honra | Data |
|---|---|---|---|
| Comendador da Ordem Nacional da Legião de HonraNascido em 10 de março de 1960, em Belo Horizonte (MG), e economista pela PUC Minas, Aécio Neves da Cunha é filho de Inês Maria e do ex-deputado federal Aécio Ferreira da Cunha, neto do ex-presidente da República Tancredo Neves e do deputado federal Tristão da Cunha.
Eleito senador da República por Minas Gerais em 2010, foi governador do Estado de Minas Gerais por dois mandatos (2003 a 2010) e deputado federal por 16 anos, tendo presidido a Câmara dos Deputados. Aécio Neves foi eleito presidente nacional do PSDB em de maio de 2013.
Aécio Neves começou na vida pública em 1982, incentivado pelo avô Tancredo Neves, eleito governador de Minas Gerais no mesmo ano. Em 1984, ao lado de Tancredo, teve atuação ativa no Movimento das Diretas Já, que marcou a transição entre a ditadura militar e a retomada da democracia no país após 20 anos de autoritarismo.
Aécio foi eleito deputado federal por quatro mandatos consecutivos (1987-2002), foi líder do PSDB na Câmara de 1997 a 2000 e presidente da Câmara dos Deputados em 2001 e 2002. Sob a presidência de Aécio Neves, a Câmara dos Deputados aprovou mudanças históricas, que deram maior transparência e agilidade ao Legislativo, aproximando a sociedade do Parlamento brasileiro.
Destacaram-se a criação da Comissão de Legislação Participativa, que permitiu a maior participação da população na Câmara, e da Ouvidoria Parlamentar. A Câmara passou a realizar compras por meio do pregão eletrônico e foi aprovado o chamado “Pacote Ético”, que possibilitou a adoção de medidas que visavam moralizar a atividade parlamentar, como: a criação do Conselho de Ética, a implantação do Código de Ética e Decoro Parlamentar e o fim da imunidade parlamentar para crimes comuns.
Em 2002, Aécio foi eleito, em primeiro turno, governador de Minas Gerais, com 5.282.043 votos – o equivalente a 58% dos votos válidos – a maior votação da história do estado até então. Em 2006, reelegeu-se, também em primeiro turno, com 7.482.809 votos, 77,03% dos votos válidos, novamente um recorde. No Palácio da Liberdade, o governador Aécio Neves implantou o programa Choque de Gestão, que tem como principal proposta reduzir o tamanho do Estado para investir mais no cidadão e que virou referência para a administração pública no Brasil. A iniciativa também é reconhecida em âmbito internacional. Conseguiu equilibrar as finanças estaduais, priorizou ações de infraestrutura em centenas de municípios mineiros e criou condições para o desenvolvimento das regiões mais pobres do estado.
Em 2011, assumiu uma cadeira no Senado Federal, após ser eleito no ano anterior com 7.565.377 votos. Em abril do mesmo ano, fez seu primeiro discurso em plenário – “Caminhos da Oposição” – e definiu os pilares básicos da atuação oposicionista: coragem, responsabilidade e ética. É autor de propostas que fortalecem estados e municípios, como a que proíbe que o governo federal promova desonerações com recursos que não lhe pertencem, a que impede que o governo contingencie recursos da segurança pública destinados aos estados e a que zera o PIS/Cofins das empresas de saneamento. Também propôs novas regras para o Código Mineral, ainda sem aprovação pelo governo. Aécio é autor de dois projetos de lei que preveem avanços e melhorias ao programa Bolsa Família. Em 18 de maio de 2013, Aécio foi eleito presidente do PSDB – o maior partido de oposição do país – com 97,3% dos votos.
Aécio Neves é pai de três filhos Gabriela, Julia e Bernardo, e é casado com Letícia Weber.
A desconstrução de Aécio Neves - A verdade vence a mentira
O candidato tucano à Presidência da República, Aécio Neves, nunca foi um político talentoso. Porém, a vida o bafejou com a sorte, pois filho de uma oligarquia mineira tradicional, cujo ícone político é Tancredo Neves, homem que militou na política brasileira por mais de 50 anos e que participou efetivamente da redemocratização do Brasil, após 21 anos de ditadura militar.
Por seu turno, causava estranheza a muita gente, e hoje não mais, a total dissociação do tucano chamado por muitos de playboy, com a trajetória de Tancredo — o seu avô. O veterano político mineiro, que hoje faz parte da história, sempre esteve no lado da legalidade constitucional e institucional, bem como foi correligionário e homem de confiança de presidentes trabalhistas, a exemplo de Getúlio Vargas e João Goulart.
Tancredo Neves sofreu com a mão pesada da direita brasileira empresarial e militar, que, em 1964, conquistou o poder presidencial por intermédio de uma quartelada, que ocasionou dura repressão política e social, exemplificada em censura, perseguições, demissões, prisões, exílios, tortura e mortes.
O líder de Minas, apesar de ser politicamente moderado, um político de centro, nunca se acumpliciou com a ditadura, bem como jamais se aliou às causas da direita nacional, de alma colonizada e entreguista, que sempre conspirou contra os mandatários trabalhistas, a ter como norte os interesses dos Estados Unidos e dos países hegemônicos da Europa Ocidental.
Aécio Neves se tornou o herdeiro do espólio político de Tancredo Neves. Recebeu as chaves da política mineira e começou sua carreira, aos 25 anos, como um dos diretores da Caixa Econômica Federal (CEF). Um bom início para um jovem, sem experiência, mas que já vislumbrava um futuro político promissor, pois nascido em uma oligarquia, que já há algum tempo se tornou por demais conservadora.
O mineiro tem sangue tucano e seu programa de governo é voltado, sem sombra de dúvida, aos interesses das classes dominantes e dos grandes empresários nacionais e internacionais. Aécio Neves é o candidato da direita. Ponto! E o PT tem de mostrar esta realidade sem vacilar. Tem de ficar claro qual é o lado do político elitista do PSDB, o partido da burguesia e da pequena burguesia (classe média), que tem como meta implementar no Brasil uma política econômica e social neoliberal.
A mesma política que levou os países latino-americanos à bancarrota, além de causar desemprego em massa, pois a lógica perversa dos partidos direitistas é governar para poucos e, consequentemente, favorecer as consideradas "elites" com benefícios e privilégios, principalmente os governamentais. Afinal, sabemos que quando um governo tira da maioria a intenção é privilegiar uma casta social — a casta dos "bem-nascidos". E é exatamente que os ricos e a classe média, ridiculamente com a mentalidade dos ricos, querem para o Brasil, com a ascensão de Aécio Neves no papel de presidente da República.
O PT e sua candidata, Dilma Rousseff, tem de desconstruir o tucano Aécio Neves, assim como o fez com Marina Silva, que ao apregoar a "nova política" ficou desnuda, pois seu programa de governo não coadunava com essa tal de nova política, porque conservador ao dar ênfase aos interesses do mercado financeiro, além de contrário à política externa brasileira não alinhada aos Estados Unidos e à União Europeia, bem como perigosamente questionadora de obras de infraestrutura da grandeza das hidrelétricas de Belomonte e Jirau, da transposição do Rio São Francisco e do regime de partilha aprovado para o Pré-Sal pelo Congresso Nacional, que determina que 70% dos recursos sejam destinados à educação e 30% à saúde.
Com efeito, Marina Silva afirmou ainda que o Banco Central se tornaria independente, se ela fosse eleita. Como assim, cara-pálida? O Banco Central em um governo Marina se mudaria para a Praça dos Três Poderes? Então, o BC seria o quarto poder, apesar dessa suposta realidade não constar na Constituição de 1988?
E foi com essas indagações que Dilma Rousseff combateu, nos debates, essa proposta matreira, ladina, contrária aos interesses do Brasil, que tinha por finalidade entregar a política cambial e de juros aos bancos privados nacionais e internacionais. Não é à toa que uma das principais assessoras de Marina é a banqueira Neca Setúbal — herdeira do Banco Itaú.
Marina foi desconstruída e agora quem tem de ser também desconstruído e desmentido, porque mente sobre fatos e realidades para dar suas versões que não condizem com a verdade é o candidato tucano e de direita, Aécio Neves. Tal político conservador e do PSDB tem de ser mostrado no horário eleitoral e nos debates como ele realmente o é.
A resumir: um agente político dos interesses das "elites" brasileiras e de uma classe média colonizada e tutelada, que odeia o Brasil, bem como ficou inconformada com a ascensão social dos pobres, por motivos torpes, pois portadora de graves preconceitos, como o de classe, o racial e o de origem. A pequena burguesia, que não é classe, é mais reacionária do que os ricos — os seus patrões. O nome disso é ideologia.
Aécio Neves tem de ser demolido politicamente, porque mente quando se autoproclama como o candidato da "mudança". Agora a pergunta que teima em não se calar: Como pode um político do PSDB, de direita, pertencente realmente ao high society carioca e mineiro, cujo programa de governo é praticamente a mesma proposta de Marina Silva, considera-se um político que vai fazer mudanças?
Respondo: Só se a tal "mudança" for para pior. O seu futuro ministro da Fazenda, Armínio Fraga, já anunciou, há tempos, que vai ter de efetivar medidas amargas, impopulares, inclusive a mexer no salário mínimo, que nos governos petistas se tornou uma questão de estado e não meramente monetária. A política salarial do PT, que está paulatinamente a recuperar seu poder de compra, a fazer também, juntamente com o Bolsa Família, que o mercado interno brasileiro se fortaleça e, consequentemente, debele o desemprego e movimente a roda da economia.
Só quem não enxerga isso são as pessoas reacionárias e que não desejam o desenvolvimento do Brasil e o crescimento social dos indivíduos mais pobres. É o caso de Aécio Neves e seu programa de governo nefasto e prejudicial aos interesses do povo brasileiro. Por isto e por causa disto, Aécio Neves tem de ser desconstruído como o foi Marina Silva. Ponto! Não tem como Dilma Rousseff ter alguma dúvida, pois está em jogo um projeto de País nacionalista, dedicado ao povo e que propiciou, sobretudo, a melhoria na qualidade de vida do povo brasileiro. Só não percebe quem não quer, ou é de direita ou da extrema esquerda cega, e, inconsequente, que faz o jogo malévolo da direita.
Existe o mal e o bem, sim. O PT não é um partido de santos, mas, sim, de homens e mulheres. A agremiação trabalhista e socialista incorre em erros e acertos, mas, sem sombra de dúvida, combateu a corrupção como nunca foi feito neste País e gerou, espetacularmente, emprego e renda, ou seja, desenvolvimento social e igualdade de oportunidades, exemplificados no Pronatec, no Fies, no ProUni, no Enem, no Bolsa Família e no aquecimento da economia por meio de milhares de obras de infraestrutura e dos programas Minha Casa, Minha Vida e Luz para Todos. Aonde tem luz, há ideias; e aonde tem ideias tem desenvolvimento. Esta é a verdade. O resto é descompromisso das classes sociais abastadas e de sua porta-voz, a imprensa de mercado e corporativa.
Então, dito isto, vamos à desconstrução de um político representante das elites, chamado Aécio Neves, conforme notícias veiculadas por diferentes meios de comunicação:
CENSURA
1- Censurou parte da imprensa mineira, que ousou denunciar esquemas de corrupção quando governador de MG;
2- Tentou censurar o Google, o Yahoo! e o Bing, pois moveu um processo para a retirada de links relacionados ao uso de drogas e ao desvio de verbas da Saúde;
3- Mandou demitir um diretor da Globo de Minas Gerais após três reportagens que desagradaram-lhes;
4- Não gosta de ser investigado. Em dez anos, ele e seu sucessor, Antônio Anastásia, só permitiram três CPI em Minas Gerais. Mais de setenta foram barradas na Assembleia Legislativa;
http://www1.folha.uol.com.br/poder/2014/03/1425228-justica-nega-pedido-de-aecio-para-bloquear-buscas-na-internet.shtml
http://www.midiaindependente.org/pt/red/2003/09/262572.shtml
CORRUPÇÃO QUANDO FOI GOVERNADOR DE MINAS GERAIS
5- Foi processado por desviar R$ 4,3 bilhões da Saúde;
6- Construiu cinco aeroportos em cidades com menos de 25 mil habitantes, no entorno de sua fazenda;
7- Um dos aeroportos custou R$ 14 milhões, e fica na fazenda de seu tio, no município de Cláudio;
8- Pagou R$ 56 mil ao ex-ministro do STF, Ayres Britto, para arquivar a investigação de ilegalidade, no aeroporto na fazenda de seu tio;
9- Quando governador desapropriou um terreno de seu tio-avô, no valor de R$ 1 milhão. Posteriormente, o Estado mineiro pagou a ele uma indenização superfaturada de R$ 20 milhões;
http://www.pragmatismopolitico.com.br/2013/05/aecio-neves-sera-julgado-por-desvio-de-r43-bilhoes-da-saude-2.html
http://www1.folha.uol.com.br/poder/2014/07/1488587-governo-de-minas-fez-aeroporto-em-terreno-de-tio-de-aecio.shtml
http://exame.abril.com.br/brasil/noticias/governo-de-aecio-fez-aeroporto-particular-de-r-14-milhoes
http://noticias.r7.com/minas-gerais/governo-de-minas-pode-pagar-r-34-milhoes-por-terreno-de-tio-avo-de-aecio-26072014
INFRINGINDO A LEI
10- Apesar de declarar apenas R$ 100 mil em bens, sua rádio tem uma frota de carros de luxo e de passeio no valor de mais de R$ 1 milhão;
11- Foi pego pela polícia dirigindo o carro de sua rádio, um Land Rover, no valor de R$ 192 mil. O pior: estava embriagado e se recusou a fazer o teste do bafômetro;
12- Troca de favores ou compra de votos. Quando governador contratou 98 mil servidores públicos sem concurso e de maneira ilegal;
13- Nepotismo. Com apenas 25 anos foi nomeado diretor da Caixa Econômica Federal (CEF) por seu primo, o então ministro da Fazenda Francisco Neves Dornelles;
http://www.viomundo.com.br/politica/a-estranha-frota-de-luxo-da-radio-de-aecio-neves.html
http://g1.globo.com/rio-de-janeiro/noticia/2011/04/aecio-neves-tem-habilitacao-apreendida-em-blitz-da-lei-seca-no-rio.html
http://noticias.r7.com/minas-gerais/stf-determina-dispensa-de-98-mil-servidores-da-educacao-em-minas-efetivados-sem-concurso-26032014
EDUCAÇÃO E SAÚDE
14- Durante seu governo, Minas Gerais passou a pagar o piso salarial mais baixo do Brasil a professores;
15- Aliás, o piso é mais baixo do que o permitido pela lei do piso salarial de professores, e, portanto, ilegal;
16- Diminuiu o salário-base dos médicos em Minas para apenas R$ 1.050 — o segundo mais baixo do Brasil;
17- Quando governador de Minas Gerais pagou com dinheiro do Estado uma dívida da Rede Globo de US$ 269 milhões referente à compra da Light;
http://www.viomundo.com.br/denuncias/professores-de-minas-publicam-contracheques-para-provar-que-estado-e-psdb.html
http://www.observatoriodaimprensa.com.br/news/view/o_governo_mineiro_e_a_globo
http://tijolaco.com.br/blog/?p=19821
ECONOMIA
18- Em 2013 quando Dilma anunciou redução de 20% na conta de luz, os tucanos de Minas se posicionaram contra. Pediram um aumento de 30%. Ao invés de a conta baixar, subiu 14,76% ( foi o que a Aneel aprovou);
19- Ele e seu sucessor, Anastásia, fizeram a dívida de Minas crescer 127% em 11 anos;
http://www.pautandominas.com.br/en/May2013/minas_gerais/494/CEMIG-aumenta-conta-de-luz-e-tenta-jogar-a-culpa-no-governo-federal.htm
http://www.blogdojoseprata.com.br/detalhe-noticia/minas-dos-tucanos-inseguranca-reajuste-da-luz-baixo-crescimento-lei-1002007-endividamento-origem-do-mensalao-
MENSALÃO DO PSDB É PROTEGIDO PELA IMPRENSA FAMILIAR
20- Um dos réus do mensalão do PSDB é seu assessor. O publicitário Eduardo Guedes, acusado de desviar R$ 3,5 milhões para a empresa de Marcos Valério;
21- Aécio é correligionário e aliado político do réu mais famoso e mentor do mensalão do PSDB, além de seu antecessor no governo de Minas Gerais, o ex-governador Eduardo Azeredo;
22- Seu primo, Rogério Lanza Tolentino, era o braço direito de Marcos Valério e foi condenado por lavagem de dinheiro em Minas;
23- Seu outro primo, Tancredo Aladin Rocha Tolentino, foi preso por vender sentenças judiciais. A Globo e a imprensa de mercado em geral se calaram;
24- Por falar em sentença, conseguiu um mandado de busca e apreensão para que a polícia invadisse o apartamento de uma jornalista. Computador, HD externo, CDS e celular foram apreendidos.
25- IMPORTANTE: inquérito aberto em 2005 para investigar contratos do governo tucano de Aécio Neves (2003/2006) com as agências de publicidade de Marcos Valério está parado nas gavetas do Ministério Público mineiro.
26- O Mensalão do PSDB completa este ano dez anos sem ser julgado. A imprensa de negócios privados e o Judiciário se calam, não ouvem e não enxergam, porque são mudos, surdos e cegos;
http://exame.abril.com.br/brasil/noticias/assessor-de-confianca-de-aecio-e-reu-do-mensalao-mineiro
http://tvuol.uol.com.br/video/eduardo-azeredo-participara-como-quiser-da-campanha-diz-aecio-neves-128-04020C183864D0815326
http://www.revistaforum.com.br/blog/2014/06/jornalista-tem-casa-invadida-pela-policia-rj-por-acao-de-aecioneves/
http://www.conjur.com.br/2012-fev-09/desembargador-mineiro-cobrava-180-mil-liminar-denuncia-mpf
SENADOR OMISSO
27- Nos quatro anos como senador, apresentou menos projetos que o deputado Tiririca, que por sinal recebeu notas altas do Diap — Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar;
28- Gastou 63% do dinheiro com passagens de avião pagas pelo Senado com viagens para o Rio de Janeiro, sua verdadeira terra, apesar de ser mineiro, onde o candidato do PSDB também mora e tem fama de playboy boêmio. Apenas 27% de suas passagens tinham como destino as Minas Gerais, Estado que o elegeu senador;
29- Aliás, o tucano torrou R$ 589 mil em passagens de avião para o Rio em pouco mais de três anos e meio como senador;
PETROBRAS COM O PT
30- A Petrobras sempre foi alvo da direita brasileira desde sua criação, em 1953, no governo do presidente trabalhista e estadista, Getúlio Vargas;
31- Em eleições, a burguesia e sua imprensa entreguista e de direita sempre colocaram a Petrobras no olho do furacão, como acontece agora nas eleições de 2014. É histórico a desfaçatez e o ódio contra a empresa;
32- Contudo, teve a descoberta do Pré-Sal, e a Petrobras ficou maior do que já era. A estatal atingiu, em março, recorde no refino;
33- A estatal faz captação em euros: 12 bilhões. Um recorde entre os países emergentes;
34- A Petrobras lança US$ 8.5 bilhões em bônus, mas a demanda supera os US$ 22 bilhões. Outro recorde;
35- A simbólica companhia anuncia a maior captação internacional de sua história: US$ 11 bilhões;
36- São realizados concursos para o brasileiro ingressar na Petrobras e os funcionários da empresa recebem cursos constantes de qualificação;
37- A Petrobras se torna uma das cinco petroleiras mais poderosas do mundo;
38- Petrobras coopera para recuperar e transformar a indústria naval brasileira, que se transformou também em uma das maiores do mundo. Com os tucanos, a indústria naval foi à falência;
PETROBRAS COM O PSDB
39- A maior plataforma de prospecção de petróleo do mundo, a P-36, naufraga. O prejuízo para o Brasil é gigantesco;
40- Os tucanos, à frente FHC, quiseram mudar o nome da Petrobras para Petrobrax. Segundo os "gênios", com o "novo" nome ficaria mais palatável para a gringada comprar o maior patrimônio público brasileiro;
41- Média de lucro da Petrobras na era FHC/PSDB: R$ 4,2 bilhões. Era PT: 25,6 bilhões;
42- Patrimônio Líquido na era FHC/PSDB: R$ 49 bilhões. Era PT: R$ 345 bilhões;
43- Receita na era FHC/PSDB: R$ 95 bilhões; Era PT: 281 bilhões;
44- Ativos na era FHC/PSDB: RS 136 bilhões; Era PT: R$ 677 bilhões;
45- Gás natural (era PT): recorde de distribuição de gás natural em 2013;
46- Petrobras – Valor de mercado na era FHC/PSDB: US$ 15,4 bilhões. Era PT: US$ 112 bilhões;
FUNDO MONETÁRIO INTERNACIONAL (FMI)
47- FHC — o Príncipe Neoliberal I — foi ao FMI três vezes, de joelhos, humilhado e com o pires nas mãos, porque quebrou o Brasil três vezes;
48- Lula pagou a dívida e os técnicos do FMI sumiram, inclusive, das imagens das televisões, porque agora eles estão a mandar, a se intrometer e a humilhar alguns países e povos europeus, além de outros por esse mundão afora.
Como se observa, o PT e a candidata, Dilma Rousseff, tem meios para desconstruir o tucano do PSDB, Aécio Neves, que forja uma imagem que não condiz, em momento algum, com sua realidade de político conservador, cúmplice e aliado dos interesses dos banqueiros, dos grandes empresários rurais e urbanos e dos governos dos países desenvolvidos e imperialistas.
Aécio Neves não representa mudança alguma. Ele significa o retrocesso político e econômico do povo brasileiro e um perigo para a sobrevivência de blocos econômicos e políticos, a exemplo dos Brics, da Unasul, do Mercosul e das relações Sul-Sul entre os países do hemisfério sul deste planeta. Aécio representa a volta da política mesquinha e perversa que bloqueia o acesso do povo a uma vida de melhor qualidade, com inclusão e justiça social.
Aécio é do PSDB e como tucano ele vai governar para as classes dominantes, as privilegiadas, pois, como todo elitista ou direitista, sua visão de mundo é provinciana, como se o mundo se resumisse ao seu umbigo. O que está em jogo é um projeto generoso de reconstrução do Brasil, que foi rompido violentamente no decorrer dos governos trabalhistas de Getúlio e de Jango e retomado nos mandatos de Lula e Dilma.
São os avanços sociais e econômicos conquistados pelo povo brasileiro que incomodam e causam inconformismos a quem tem dinheiro, estuda e se alimenta muito bem, no decorrer de gerações. São essas pessoas que não querem a independência, a autonomia do Brasil, bem como a emancipação definitiva do povo brasileiro. São os neoescravocratas! Aécio representa essa gente. O tucano e o PSDB simbolizam o atraso, o retrocesso e a recolonização do Brasil. Aécio tem de ser descontruído. Ele pode ser tudo, menos a mudança. A verdade vence a mentira. É isso aí.
Aécio é o alter ego de FHC. Poder-se-ia dizer que ele é o Neoliberal II |
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