segunda-feira, 20 de julho de 2015

NOVELAS

teledramaturgia  é a esfera artístico-cultural responsável pela produção de obras audiovisuais necessariamente de natureza dramática e romântica. Os dramaturgos dividem suas novelas em capítulos exibidos todos os dias, com exceção dos domingos. Normalmente elas duram, em média, oito meses.
No Brasil as novelas são transmitidas através do sinal aberto, em rede nacional de televisão, sendo, portanto, acessíveis a todos os telespectadores. Depois da exibição convencional e original, as que são consideradas, através de pesquisas de opinião, as de maior sucesso, são reprisadas depois de algum tempo, em estilo mais condensado e em outro horário.
Muitas produções brasileiras são negociadas com outros países, principalmente Portugal, para onde vai a maior parte da criação dos dramaturgos nacionais, bem como Chile, Espanha e Rússia, entre outros destinos internacionais. Geralmente este estilo artístico procede de países com identidade cultural ibérica, como México, Venezuela, Colômbia e Brasil, embora outras nações também apreciem esta produção. Os portugueses são igualmente renomados produtores de novelas, principalmente as realizadas pela TVI.
As novelas descendem diretamente do gênero folhetinesco, até hoje cultivado na região anglo-saxã. Os folhetins  eram escritos em periódicos, também divididos em capítulos, embora nem todos fossem publicados diariamente; alguns eram levados ao leitor semanalmente. De qualquer forma, eles ansiavam sempre pelos próximos lances do enredo em voga.
As novelas brasileiras também não nasceram no formato atual. A primeira delas, Sua Vida me Pertence, de Walter Forster, transmitida pela TV Tupi de São Paulo, foi exibida com apenas vinte capítulos de 15 minutos de duração, duas vezes por semana, no horário das 20 horas, ao vivo. Ela teve sua estreia em 21 de dezembro de 1951, e seu elenco era composto por atores do calibre de Vida Alves – a qual se tornaria famosa por protagonizar o primeiro beijo da televisão brasileira ao lado de Walter Forster nesta mesma obra -, Lia de Aguiar, Dionísio de Azevedo e Lima Duarte.
A primeira produção a ser transmitida diariamente foi 2-5499 Ocupado, exibida pela TV Excelsior, na cidade de São Paulo, às 19 horas e trinta minutos. Ela estreou em julho de 1963 e, a princípio, era levada ao público todas as segundas, quartas e sextas-feiras, mas a partir do dia 9 de setembro de 1963 ela passou a ser apresentada todos os dias. Pela primeira vez Tarcísio Meira e Glória Menezes formavam um casal romântico na ficção televisiva.
As produções atuais, embora em grande parte sejam destinadas ao entretenimento, uma vez que são nada mais, nada menos, que produtos da indústria cultural, também apresentam, ocasionalmente, debates sobre temas controvertidos ou a veiculação de campanhas ou problemáticas referentes à responsabilidade social. Em Explode Coração, por exemplo, escrita por Glória Perez e exibida em 1995, aborda-se a questão das crianças desaparecidas.
Outros temas foram enfocados pelas novelas brasileiras, como uso de drogas – O Clone, em 2001 -; o transplante de medula óssea – Laços de Família, de Manoel Carlos, em 2000 -; relações homossexuais – A Próxima Vítima, de Sílvio de Abreu, em 1995 -, e outros mais.
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  • Dramaturgia

    Novela

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    Uma novela 1 no português é uma narração em prosa de menor extensão do que o romance. Em comparação ao romance, pode-se dizer que a novela apresenta uma maior economia de recursos narrativos; em comparação ao conto, um maior desenvolvimento de enredo e personagens. A novela seria, então uma forma intermediária entre o conto e o romance, caracterizada, em geral, por uma narrativa de extensão média na qual toda a ação acompanha a trajetória de um único personagem (o romance, em geral, apresenta diversas tramas e linhas narrativas).

    A novela literária[editar | editar código-fonte]

    Os estudos de gênero da literatura em língua portuguesa classificam uma narrativa, grosso modo, em romance, novela ou conto. É comum dividirmos romance, novela e conto pelo número de páginas. Em média, a novela tem entre 50 e 100 páginas, ou seja 20 mil a 40 mil palavras. Entretanto, o romance tem diferenças importantes em relação à novela e convém notar a diferenciação dos termos em determinados países. Os equivalentes de novela em inglês e francês são novella e nouvelle, respectivamente, enquanto romance se diz novel eminglês e roman em francês.
    Para Carlos Reis (2003), enquanto no conto a ação manifesta-se como uma ação singular e concentrada, no romance há um paralelo de várias ações e, na novela, uma concatenação de ações individualizadas.
    Eikhenbaum, formalista russo, define a diferença entre um e outro em artigo de 1925. Para ele "o romance é sincrético, provém da história, do relato de viagem, enquanto novela é fundamental, provém do conto (Poe) e da anedota (Mark Twain). A novela baseia-se num conflito e tudo mais tende para a conclusão.”

    Primórdios da novela[editar | editar código-fonte]

    As origens da novela 2 enquanto gênero literário remontam aos primórdios do Renascimento, designadamente a Giovanni Boccaccio (1313-1375) e a sua grande obra, o Decameron, ou Decamerão, que rompe com a tradição literária medieval, nomeadamente pelo seu cariz realista. Trata-se de uma compilação de cem novelas contadas por dez pessoas, refugiadas numa casa de campo para escaparem aos horrores daPeste Negra, a qual é objeto de uma vívida descrição no preâmbulo da obra.
    Ao longo de dez dias (de onde decameron, do grego deca, dez), as sete moças e os três jovens, para ocuparem as longas horas de ócio do seu auto-imposto isolamento, combinam que todos os dias cada um conta uma história, geralmente subordinada a um tema designado por um deles. Refira-se ainda outra obra, escrita em francês, com o mesmo tipo de estruturação: o Heptameron, da autoria de Margarida de Navarra (1492-1549), rainha consorte de Henrique II de Navarra.
    Aqui, são dez viajantes que se abrigam de uma violenta tempestade numa abadia. Impossibilitados de comunicarem com o exterior, todos os dias cada um conta uma história, real ou inventada. Em jeito de epílogo, cada uma é concluída com comentários dos participantes, em ameno diálogo. Era intenção da autora que, à semelhança do Decameron, a obra compreendesse cem histórias, porém a morte impediu-a de realizar o seu intento, não indo além da segunda história do oitavo dia, num total de 72 relatos. Será também a morte prematura que poderá explicar uma certa pobreza de estilo, contrabalançada porém por uma grande perspicácia psicológica.

    Instituição da novela como estilo literário[editar | editar código-fonte]

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