sábado, 18 de julho de 2015

AGRICULTURA

Agricultura antiga

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Question book.svg
Esta página ou secção não cita fontes confiáveis e independentes, o que compromete sua credibilidade (desde dezembro de 2010). Por favor, adicionereferências e insira-as corretamente no texto ou no rodapé. Conteúdo sem fontes poderá ser removido.
Encontre fontes: Google (notíciaslivros e acadêmico)
Horta em pequena propriedade rural em Avaré,São PauloBrasil.
agricultura antiga ou arcaica é aquela caracterizada pela utilização intensiva da força humana e animal nas plantações, é geralmente de subsistência e não usa métodos científicos de organização. Deve ser notado que esta é uma classificação grosseira, pois mesmo antes da Revolução Industrial já existiam vários graus de produtividade agrícola e vários métodos diferentes, uns mais e outros menos produtivos.
Os povos da América pré-colombiana, como os Astecas e os Maias, eram os praticantes da agricultura mais primitiva que se tem conhecimento. Não usavamarados, nem enxadas e muitos menos foices, apenas as mãos e um arado de mão primitivo. Por causa disto, a sua produtividade era bem baixa e, consequentemente, eram quase todos agricultores de subsistência.
Já na Inglaterra e na Holanda do século XVIII e no Império Romano dos séculos I e II, o quadro era significativamente diferente. Eram civilizações que estavam na fronteira entre a agricultura arcaica e a moderna, e utilizavam técnicas agrícolas consideradas hoje em dia modernas, como as técnicas mostradas nos manuais agrícolas de Marco Terêncio VarrãoMarco Pórcio Catão, o Censor e outros. Utilizavam pesticidas, rotação de culturas (na Inglaterra do século XVIII já praticavam rotação de culturas quádrupla), fertilizantes químicos e biológicos, além de colheitadeiras movidas a burro (no caso dos romanos).
Mas todas essas civilizações se utilizavam de algumas técnicas agrícolas consideradas rudimentares em relação às técnicas mais modernas, tais como o uso daenxada, da queimada e o do arado de tração animal, característicos desse tipo de agricultura. Embora ela geralmente não seja capaz de produzir regularmente grandes safras, ela é ainda muito difundida em diversas partes do mundo, especialmente entre os países subdesenvolvidos tropicais. Isso porque as tecnologias empregadas são simples e de baixo custo.
Alguns exemplos desse tipo de agricultura são hoje em dia: a roça de origem indígena (Brasil), a milpa (América Central) e a chitemenê (África).

Ver também[editar | editar código-fonte]

  • Agricultura moderna
  • Agricultura orgânica
  • Agroflorestas
  • Alimento
  • Biodiversidade
  • Domesticação
  • Ecologia
  • Encefalopatia espongiforme bovina
  • Lista de plantas domésticas
  • Pecuária
  • Permacultura
  • Plantas ornamentais
  • Segurança alimentar
  • Seleção artificial
  • Seleção naturalA expansão da agricultura até meados dos anos 1970 deu-se de forma horizontal, isto é, com a incorporação de novas áreas para aumentar sua produção. Em seguida, essa expansão ocorreu de forma vertical, isto é, houve um incremento de tecnologia para o aumento de sua produtividade. No Brasil, tal mudança ficou conhecida como “Modernização da Agricultura”.
    A partir de então, o caminho da agricultura tem sido o incremento tecnológico. Essa tecnologia engloba tanto a produção de insumos agrícolas (agrotóxicos, fertilizantes, etc.) quanto a mecanização agrícola e o uso da biotecnologia. Hoje em dia há uma enorme utilização dos Sistemas de Informação Geográfica (SIG), os quais os especialistas têm chamado de “agricultura de precisão”.
    Dentre os desafios para a agricultura, estão principalmente a questão ambiental e a segurança alimentar. Nesse contexto é que o debate entre biotecnologia, transgênicos e agricultura orgânica ganha força.
    A biotecnologia, há tempos, é uma realidade em todas as partes do planeta, pois consiste em desenvolver técnicas e tecnologias de melhoramento genético de organismos vegetais (até mesmo animais) para sua melhor adaptação a um tipo de clima, solo, relevo e etc., como também pretende desenvolver o melhoramento no manejo do solo, a fim de garantir uma melhor produtividade da lavoura.
    A biotecnologia começou a produzir sementes modificadas em laboratório, os chamados transgênicos. Causador de muita polêmica, o uso dessa tecnologia ainda vai ser alvo de debate por muito tempo. Isso porque, além da preservação da biodiversidade, os produtores teriam que se subordinar a uma única empresa que detém o monopólio da patente de transgênicos. Consequentemente, a segurança alimentar mundial estaria comprometida. Para os agricultores, preocupados apenas em comercializar seu produto, tem sido positivo o uso de transgênicos, pois eles permitem a redução dos custos de produção e uma melhor produtividade.
    A agricultura orgânica torna-se quase inviável em produção de larga escala. Apesar dos inúmeros benefícios à população, aos recursos naturais, ao controle dos ecossistemas, ela ainda não é viável para a segurança alimentar da população, pois seus custos são elevados e os resultados não são pragmáticos. Há que se considerar também que a estrutura fundiária é importante para a consolidação da agricultura orgânica. No caso do Brasil, um país dominado pelo latifúndio, sua expansão e consolidação fica muito mais difícil.
    A agricultura do futuro é incerta. Mas sabe-se que a tecnologia é que dominará o seu cenário: tanto a biotecnologia quanto a mecanização do campo.
  • Como a agricultura moderna mudou o mundo
    DE ONDE vem seu alimento? Do mercado ou da sua horta? Não muito tempo atrás, a maioria das pessoas vivia da agricultura de subsistência, isto é, plantava para o próprio consumo. Mas hoje, em algumas nações industrializadas, apenas 1 em cada 50 pessoas trabalha na lavoura. Como aconteceu essa mudança?
    Os avanços na agricultura começaram aos poucos e se intensificaram com o tempo. Cada um deles teve um grande impacto em milhões de famílias, e o processo ainda continua em todo o mundo. Uma análise de como o progresso na agricultura afetou as pessoas pode ser de ajuda para a compreensão do mundo atual.
    O início das mudanças
    Por incrível que pareça, um dos avanços que mais contribuíram para o fim da agricultura de subsistência na Europa foi o uso da coalheira, no século 12. Tratava-se de um tipo de coleira para cavalo que impedia o animal de sufocar enquanto trabalhava. Assim, o cavalo podia puxar com mais força, mais rapidez e por mais tempo do que o boi, animal usado até então. Isso aumentou a produção dos fazendeiros. Eles podiam usar arados de ferro em terras que antes eram impossíveis de ser cultivadas. Outro avanço foi o cultivo de plantas — como feijão, ervilha, trevo e alfafa — que enriquecem o solo com nitrogênio. Solos com mais nutrientes eram mais produtivos.
    Graças a esses avanços iniciais, alguns agricultores também conseguiam produzir para vender. Isso levou ao crescimento de cidades, onde as pessoas podiam comprar alimentos e exercer profissões variadas, como fabricantes e artesãos. Foi dentre ricos fabricantes, artesãos e fazendeiros que saíram os inventores das primeiras máquinas agrícolas.
    Por volta de 1700, Jethro Tull, um fazendeiro inglês, inventou uma semeadora puxada a cavalo. Isso substituiu a semeadura manual, que desperdiçava sementes. Em 1831, nos Estados Unidos, Cyrus McCormick inventou uma ceifadeira mecânica puxada a cavalo que podia colher cereais cinco vezes mais rápido do que um homem com uma foice. Também naquela época, comerciantes passaram a trazer para a Europa fertilizantes da costa andina, na América do Sul. O uso de maquinário e fertilizantes resultou num aumento impressionante da produção agrícola. Mas como isso afetou as pessoas?
    Por fornecer grandes quantidades de alimento barato para as cidades, o progresso na agricultura tornou possível a Revolução Industrial. Essa revolução ocorreu primeiro na Grã-Bretanha entre 1750 e 1850. Milhares de famílias tiveram de se mudar para cidades industriais a fim de trabalhar em minas de carvão, fundições de ferro, estaleiros e tecelagens. Os pequenos lavradores que não podiam custear os novos métodos agrícolas lucravam menos com sua produção e não conseguiam pagar o aluguel de suas terras. Tiveram de abandoná-las para morar em bairros pobres, superlotados e infestados de doenças. Em vez de trabalharem com sua família no campo, os homens agora tinham de buscar o sustento fora de casa. Até crianças trabalhavam por muitas horas em fábricas. Outros países logo passariam por mudanças similares.
    A ciência traz mais mudanças
    Por volta de 1850, alguns países já tinham condições de financiar pesquisas agrícolas. Essas pesquisas têm trazido mudanças até nossos dias. Por exemplo, geneticistas desenvolveram plantas que produzem mais ou que têm maior resistência a doenças. Pesquisadores também descobriram a mistura exata de nitratos e fosfatos necessários para certos tipos de planta e solo. As ervas daninhas haviam mantido os lavradores ocupados carpindo durante a época do cultivo. Mas muitos desses trabalhadores perderam o emprego quando cientistas desenvolveram herbicidas sofisticados que diminuíam o crescimento das ervas daninhas. Insetos, lagartas e carunchos também são velhos inimigos dos lavradores. No entanto, hoje existe uma grande variedade de produtos químicos para eliminar quase todas as pragas.*
    A vida dos pecuaristas também mudou. Um vaqueiro e seu ajudante podem cuidar de até 200 vacas com o auxílio de robôs e computadores na ordenha e na alimentação. Os fazendeiros também conseguem engordar bezerros e porcos bem mais rápido por criá-los em abrigos e não em campos abertos, controlando assim a temperatura e a dieta.
    O uso da ciência na agropecuária teve resultados muitas vezes espetaculares. A produção de alguns fazendeiros hoje é cem ou até mil vezes maior por trabalhador do que no período pré-industrial. Mas que impacto isso teve na vida dos agricultores?
    Um novo tipo de agricultor
    As máquinas mudaram o jeito de viver do agricultor em muitos lugares. Hoje, a maioria dos fazendeiros e seus empregados tem de saber operar maquinário sofisticado e fazer a manutenção dele. Seu trabalho tem se tornado cada vez mais solitário. Aquele espírito de camaradagem típico do semear, carpir e colher em grupos deixou de existir.
    Em muitos países, surgiu um novo tipo de agricultor: um homem de negócios com formação acadêmica, especializado na produção em massa de poucos produtos agrícolas ou de apenas um. Ele investe muito dinheiro em terras, instalações e maquinário. Mas está longe de ser independente. Grandes empresas de processamento de alimentos e redes de supermercado ditam o preço, a variedade, o tamanho e a cor dos produtos. Engenheiros agrônomos projetam para ele sistemas de produção, e empresas especializadas lhe fornecem os tipos certos de fertilizante, pesticida e semente híbrida necessários para as condições de sua fazenda. O agricultor moderno progrediu bastante em comparação com seus antepassados. Mas ele ainda enfrenta muitos desafios, e algumas pessoas estão preocupadas com os possíveis efeitos nocivos de certas técnicas de cultivo.
    Ainda em crise
    Em países ricos, muitos fazendeiros ainda se vêem obrigados a abandonar suas terras por causa da concorrência de grandes corporações agrícolas. Alguns deles só conseguem manter seu prezado modo de vida por passar a oferecer serviços na área de lazer, incluindo hotéis, pousadas, camping, campos de golfe e artesanato rural. Outros optam por oferecer produtos diferenciados: alimento orgânico, flores, avestruzes e alpacas.
    Em países mais pobres, onde até 80% da população talvez tire seu sustento da terra, muitos agricultores de subsistência também estão passando por mudanças drásticas. Algumas empresas internacionais que usam métodos agrícolas industriais compram as melhores terras para cultivar produtos de exportação. Em resultado disso, resta aos agricultores de subsistência — com pouco ou nenhum maquinário — trabalhar em terrenos pequenos ou improdutivos para sustentar a família.
    O grande êxodo rural que ocorre hoje em muitos países é o resultado de um processo que começou há séculos. A mudança do modo de vida agrícola para o urbano ainda beneficia alguns e prejudica outros. Os que são afetados raras vezes recebem ajuda do governo. Realmente, a humanidade precisa do Reino de Deus, que mudará nossa vida para muito melhor. — Isaías 9:6.
    [Nota(s) de rodapé]
    Despertai! não recomenda nenhuma técnica específica de cultivo.
    [Quadro/Fotos na página 23]
    DOIS EXTREMOS DA AGRICULTURA
    Eusebio, nos Andes, tem uma pequena plantação e 14 cabeças de gado. “Todas têm nome”, diz ele. “Gosto dessa vida. Cultivamos nossos legumes e verduras. Eu e minha esposa ajudamos os vizinhos a arar e colher, e eles também nos ajudam. Ninguém tem máquinas. Usamos touros para arar e em terrenos íngremes fazemos isso manualmente.
    “Certa vez, depois que uma doença matou quase todo o nosso gado, fiz um breve curso de veterinária. Nunca mais morreu nenhum animal por causa de doença, e agora posso ajudar meus vizinhos. Vendemos queijo no mercado. O lucro é pouco, mas nunca faltou comida para nossos seis filhos.”
    Richard cultiva sozinho mais de 500 hectares nas pradarias canadenses. Na época da semeadura e da colheita, ele conta com a ajuda de apenas um empregado.
    “Hoje em dia, a agricultura causa mais desgaste mental do que físico”, comenta Richard. “Eu tenho trator e colheitadeira com cabine e ar-condicionado, o que me protege da poeira e dos insetos. Tenho máquinas de 9 metros de largura, assim posso semear ou colher 65 hectares num único dia. De fato, eu dependo totalmente das máquinas, e é aí que entra o estresse. Às vezes, preciso pedir empréstimo para trocá-las. Se vou conseguir pagar o empréstimo ou não depende de coisas que estão além do meu controle: chuva, geada, preço de mercado e taxa de juros. Nesta região, o estresse relacionado à agricultura tem causado muitos problemas, como dificuldades no casamento e até mesmo suicídios.”

Nenhum comentário:

Postar um comentário