quinta-feira, 23 de julho de 2015

EDUCAÇÃO

A educação nas escolas de agora

Para tanto, a educação escolar brasileira necessita implementar um currículo que tenha como ponto de partida a realidade imediata e a cultura local e, como objetivo final, a construção, aquisição e ampliação de conhecimentos

Francisca Romana Giacometti, Administradores.com.br, 
Vivemos em um tempo marcado por avanços científicos e tecnológicos que nos obrigam a procurar propostas educacionais capazes de formar os alunos para a vida, o trabalho, o lazer, a conquista de seu espaço e a vivência plena de sua cultura. Na esfera da educação escolar pública, nos são impostos múltiplos desafios. Todavia, considerando-se a prioridade e a urgência, um deles se destaca e se impõe: oferecer educação escolar a todos e por meio de uma proposta educativa que responda com qualidade às exigências atuais.

Para tanto, a educação escolar brasileira necessita implementar um currículo que tenha como ponto de partida a realidade imediata e a cultura local e, como objetivo final, a construção, aquisição e ampliação de conhecimentos. A escola do futuro se faz com a escola do presente, e o agora agrega no seu contorno o passado, como história e memória de saberes, e o futuro, como projeto e desejo do que se quer aprender.
Afirmar que agora é a hora da escola é ter como premissa básica que o que se vive é o que se aprende. Ou seja, durante a vida escolar, é impossível ensaiar ou improvisar, uma vez que a relação entre os sujeitos e o objeto de conhecimento é vivida na dimensão real e concreta.

Na escola do presente, a relação professor-aluno tem papel fundamental no processo educativo, mas depende do clima estabelecido, da capacidade de ouvir e discutir o nível de compreensão dos educandos e da criação da ponte entre o conhecimento do aluno e o da escola. Portanto, a troca de experiências na busca da aquisição de novos conhecimentos e novos caminhos a serem seguidos é essencial.

Para enfrentar esse desafio, a escola precisa dar conta da realidade presente e estar atenta ao seu entorno, visto que trabalha com tempos de médio e longo prazo. Ela deve estar aberta ao mundo em que conhecimento, opiniões, manifestações artísticas e culturais circulam e se transformam com rapidez por meio de diferentes linguagens.

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Para construir alternativas de ação, planos e passos para a educação, avaliando continuamente o processo e os resultados, a escola do presente deve desenvolver um trabalho coletivo, com base na leitura dos limites e possibilidades do contexto escolar. É nesse cenário que são organizados os projetos pedagógicos, levando-se em conta a identidade da escola, porém vinculados com diretrizes mais amplas, definidas no campo social.

Educar é uma atuação mais abrangente do que ensinar e transmitir informações — compreende uma reflexão sobre os valores subentendidos no conhecimento adquirido. A escola, então, é o lugar em que se entrelaçam o ser, o conviver, o saber e o fazer, a produção intelectual e o conhecimento advindo do entorno social. É o espaço, portanto, onde se aprende a articular saberes para usá-los na resolução dos conflitos que se apresentam na realidade concreta.

A compreensão dos conceitos, procedimentos e atitudes demanda do educando um exercício de reflexão, colocando-o como sujeito ativo do processo. Desse modo, o fazer didático exige uma atuação diferenciada do docente, que permitirá que o aluno possa desenvolver, de forma autônoma, a compreensão de outras formas em que tais conteúdos se manifestam.

Francisca Romana - Diretora pedagógica do Agora Sistema de Ensino, pedagoga e mestra em educação e ex-secretária de Educação de Ribeirão Preto (SP) Educação escolar é o processo de educação realizado em um sistema escolar de ensino, podendo ser desenvolvido em institutos e demais instituições legitimadas para exercê-la. O surgimento da educação escolar relaciona-se ao surgimento das escolas e das políticas educacionais exercidas pelos estados e pelo Governo.
O conceito de educação escolar surge para distingui-la do processo de educação, uma vez que este não ocorre, necessariamente, institucionalizado. A distinção entre os termos surge da percepção de que a escola é espaço de transmissão de uma cultura específica, chamada de cultura escolar - possuindo uma arquiteturamobiliáriotempos, ritmos e práticas peculiares.
Já o material escolar, em 2014, teve aumento aproximado de 8%. Sendo que varia conforme fase:1

Portugal[editar | editar código-fonte]

Ensino em Portugal
Educação escolar
Em Portugal - de acordo com a Lei de Bases do Sistema Educativo - a educação escolar é uma das componentes do sistema educativo, para além da educação pré-escolar e daextra-escolar.2
A educação escolar compreende o ensino básico, o ensino secundário e o ensino superior, além de incluir atividades especiais e atividades de ocupação de tempos livres.2 Em termos de classificação internacional, compreende os níveis de educação de 1 a 6 da ISCED.
O ensino básico é universal, obrigatório e gratuito e tem a duração de nove anos de escolaridade. Divide-se em três ciclos. O 1º ciclo compreende os 1º, 2º, 3º e 4º anos. O 2º ciclo compreende os 5º e 6º anos. O 3º ciclo compreende os 7º, 8º e 9º anos. Ingressam no ensino básico as crianças que completem seis anos.2
O ensino secundário passou também a ser universal, gratuito e obrigatório a partir de 2009. Tem a duração de três anos e compreende os 10º, 11º e 12º anos. Os cursos do ensino secundário podem ser realizados em várias modalidades. Existem, nomeadamente cursos artístico-especializados, científico-humanísticos, de aprendizagem, de educação e formação, profissionais, tecnológicos e de hotelaria e turismo. O acesso ao ensino secundário é feito depois de completo com aproveitamento o ensino básico.2 3
O ensino superior compreende o ensino universitário e o ensino politécnico. Inclui três ciclos de estudos, cuja conclusão confere, respetivamente os graus de licenciado, de mestree de doutor. O grau de mestre pode ser conferido após a conclusão de um único ciclo integrado alargado equivalente aos dois primeiros ciclos de estudos. O acesso ao ensino superior é feito depois da habilitação com curso do ensino secundário, seguida de provas de capacidade para a sua frequência.4

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • BENCOSTTA, Marcus Levy (org.) Culturas escolares, saberes e práticas educativas: itinerários históricos. São Paulo: Cortez, 2007. Descreve as pesquisas recentes em relação à cultura escolar e à história da da educação.
  • SAVIANI, Dermeval; ALMEIDA, Jane Soares de; SOUZA, Rosa Fátima de & VALDEMARIN, Vera Teresa. O legado educacional do século XIX. Campinas: Autores Associados, 2006.
  • SOUZA, Rosa Fátima. Templos de Civilização: a implantação da Escola Primária Graduada no estado de São Paulo (1890-1910). São Paulo: Editora UNESP, 1998. Descreve a implantação dos primeirosGrupos Escolares no Brasil e as primeiras diretrizes que caracterizam as especificidades do saber e fazer escolar.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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