domingo, 26 de julho de 2015

MICROBIOS

Os micróbios são organismos vivos tão pequenos que só podem ser visto por meio de um equipamento com potentes lentes de aumento chamado microscópio. Eles também são conhecidos como microrganismos.
Micróbios

Os micróbios são amplamente distribuídos, podendo ser encontrados no solo, na água, nas pessoas, nos animais, nos alimentos e até ?utuando no ar.

Os micróbios podem ser divididos nos seguintes grupos: vírus, bactérias e fungos.

Por mais estranho que pareça, a maioria dos micróbios são inofensivos, sendo que alguns são até úteis.

Alguns micróbios, chamados de deteriorantes, podem estragar o alimento, que ?ca com cheiro e sabor desagradáveis. Outros micróbios quando presentes nos alimentos podem causar doenças, sendo chamados de prejudiciais à saúde ou patogênicos.

Há mais micróbios em uma mão suja do que pessoas em todo o planeta.

A maioria das DTA é provocada pelo grupo de micróbios conhecidos como bactérias.

Você sabia que os micróbios são úteis na preparação de iogurte, do pão, de queijos e até da cerveja?

É um grande engano acreditar que os micróbios sempre alteram o sabor e cheiro dos alimentos. Alguns micróbios patogênicos multiplicam-se nos alimentos sem modificá-los, ou seja, silenciosamente…

Fonte: www.anvisa.gov.brTodos são microorganismos: seres invisíveis a olho nu também chamados genericamente de micróbios ou germes. Os dois termos são do século 19, quando a tecnologia disponível ainda não permitia diferenciar um microorganismo de outro. A humanidade, aliás, passou a maior parte de sua história sem fazer idéia de que esses seres existiam. Apenas no século 17, quando foi aperfeiçoado o microscópio, a ciência pôde finalmente observar criaturas unicelulares em ação – mas só as maiorzinhas, hoje chamadas de protozoários. No final do século 20, quando se tornou possível examinar o material genético dos micróbios, descobriu-se que há maior variedade entre eles do que entre animais e plantas. Os microbiologistas confessam ser incalculável o número total de espécies somando bactérias, protozoários e vírus aos tipos também microscópicos de fungos e algas. Com essa diversidade toda, os microorganismos foram os únicos seres que se adaptaram a todos os lugares do planeta: estão no ar, no fundo do mar, no subsolo – e dentro de nós. “Existem mais células de bactérias no nosso corpo do que células humanas”, diz o microbiologista Jacyr Pasternak, do Hospital Albert Einstein, em São Paulo. Geralmente, esses parasitas se aproveitam dos nutrientes de nosso organismo sem causar problemas – e alguns até fazem bem, como certos lactobacilos que evitam infecções. Mas não faltam bactérias altamente perigosas. A Yersinia pestis, por exemplo, causou a famosa Peste Negra, que matou um terço da Europa entre 1347 e 1351, sem que se soubesse a causa da doença. Ela só pôde ser descoberta no final do século 19, quando o químico francês Louis Pasteur (1822-1895) demonstrou que as bactérias (qualquer microorganismo unicelular desprovido de núcleo), com sua grande capacidade de contágio, eram as verdadeiras responsáveis por várias doenças. Mas Pasteur também constatou que existiam microorganismos benéficos para a humanidade, ao observar que certos fungos microscópicos, as leveduras, eram responsáveis pela fermentação – ou seja, sem elas não haveria pão, queijo, vinho ou cerveja. Tão importante quanto o célebre cientista francês foi seu contemporâneo Robert Koch (1843-1910), médico alemão que demonstrou como bactérias específicas causavam doenças igualmente distintas. Em apenas duas décadas (entre 1880 e 1900), o trabalho de Pasteur e Koch lançou as bases de uma nova ciência: a microbiologia, que, ao longo do século do 20, não pararia de revelar criaturas cada vez mais pequeninas. Não demorou para descobrirem que até as bactérias eram infectadas por seres ainda menores: os vírus. Por fim, a microbiologia se expandiu além da medicina, revelando que algas do tamanho de bactérias produzem de 30% a 50% do oxigênio que respiramos. “Sem elas, a atmosfera, como a conhecemos, não existiria”, afirma o microbiologista Gabriel Padilla, da Universidade de São Paulo (USP).

Os donos do mundo

Microorganismos ocupam todo o planeta - da atmosfera ao interior do corpo humano
VÍRUS
Dez mil vezes menores que as bactérias, eles não passam de material genético com uma capa de proteína. Alguns cientistas nem os consideram seres vivos, porque não têm metabolismo próprio: usam as células dos organismos que invadem para se reproduzir. Só o vírus da AIDS matou 25 milhões de pessoas nos últimos 20 anos – enquanto o da gripe espanhola eliminou o mesmo número em apenas dois anos (1918-1919). Aliás, os vírus da gripe, como o Influenza da foto, são extremamente difíceis de controlar, por estarem constantemente em mutação
PROTOZOÁRIOS
São unicelulares como as bactérias, mas possuem (assim como as células de plantas e animais) organelas, que ajudam a processar nutrientes e gerar energia, como minúsculos pulmões, estômagos e outros órgãos). Existem protozoários visíveis, de até 2 milímetros. Outros são mil vezes menores. O maior assassino entre microorganismos é um protozoário: o Plasmodium falciparum (na foto, atacando um glóbulo vermelho). Ele causa a malária, que mata 2 milhões de pessoas por ano
BACTÉRIAS
Seres unicelulares que não possuem sequer um núcleo separado por membrana. Depois dos vírus, são as criaturas mais simples que existem, medindo entre 0,5 e cinco milésimos de milímetro. Foram a primeira forma de vida a surgir na Terra, há 3 bilhões de anos. Com tanto tempo de vida, tornaram-se bem resistentes e algumas são inimigas temíveis, como a Neisseria gonorrhoeae (foto), que, sexualmente transmissível, causa a gonorréia, por exemplo. Por outro lado, são as grandes faxineiras do planeta, decompondo plantas e animais mortos.
BACILOS
Esse é o nome dado às bactérias em forma de bastão – enquanto as esféricas são chamadas de cocos e as curvas, de vibriões. Os bacilos ficaram mais famosos por causarem doenças como a tuberculose – cujo agente, Mycobacterium tuberculosis, é mais conhecido como Bacilo de Koch. Recentemente, o Bacillus anthracis (foto), que transmite a letal infecção antraz, ganhou notoriedade como arma bacteriológica na mão de terroristas. Mesmo assim, a grande maioria dos bacilos, como dos outros tipos de bactéria, não é nociva
FUNGOS
A variedade é enorme. Alguns fungos, como os cogumelos, são bem desenvolvidos, mas os que interessam aqui são unicelulares e contêm organelas, como os protozoários. Entre os mais chegados ao ser humano está o Candida albicans, que causa micoses. Já o Penicillium roqueforti serve para fabricar queijos como gorgonzola e, claro, roquefort. Com outro fungo do gênero Penicillium, o notatum (foto), faz-se a penicilina, um os antibióticos que mais salvam vidasOs micro-organismos (pré-AO 1990: microorganismos), microrganismos ou micróbios são organismos que só podem ser vistos ao microscópio. Incluem os vírus, as bactérias, os protozoários, as algas unicelulares, fungos (as leveduras unicelulares assim como os demais fungos pluricelulares) e os ácaros. Diferente do que muitos pensam, seres microscópicos não são necessariamente seres unicelulares, um exemplo disso são os próprios ácaros. 1
Esta designação não tem valor taxonômico, uma vez que engloba organismos de diferentes reinos, mas é utilizada na ciência e na tecnologia (como na fabricação de alimentos fermentados). A disciplina que estuda os microorganismos é a microbiologia.
Muitos micro-organismos são agente patogénicos, mas muitos são benéficos para outras espécies, vivendo como simbiontes, ou para o meio ambiente, como as bactérias que decompõem a matéria orgânica dentro do ciclo biogeoquímico1 Podem encontrar-se microorganismos em todos os habitats, desde o fundo dosoceanos, passando pelo solo terrestre, e até na atmosfera2

Vírus[editar | editar código-fonte]

Os vírus são partículas formadas por uma cápsula proteica que protege o material genético (DNA ou RNA); só estando no interior de uma célula viva são capazes de realizar o metabolismo e a reprodução, por isso não são considerados seres vivos por alguns autores, embora mostrem uma evolução genética e sejam, em muitos casos, capazes de reconhecer o seu hospedeiro. 1 Uma vez que eles parasitam um ser vivo, são normalmente patogénicos, matando as células onde se reproduzem, para libertar as novas partículas virais. Vírus são responsáveis por doenças do ser humano como a dengue, o sarampo e o AIDS. Nos animais, são responsáveis por epidemias como a peste suína3 , a febre aftosa dos bovinos4 e a doença de Newcastle, que ataca aves5 .
Devido à sua rápida reprodução, algumas espécies de vírus têm sido usados em estudos de genética e de biologia molecular, incluindo a produção de organismos geneticamente modificados1

Bactérias[editar | editar código-fonte]

As bactérias são organismos unicelulares que não possuem carioteca(um núcleo celular organizado);são procariontes. Podem encontrar-se no fundo dos oceanos, no sistema digestivo de muitos seres vivos como animais, o ser humano e no sistema radicular de várias espécies de plantas. 1
Estes micro-organismos têm uma grande importância para a biosfera, pois são os principais responsáveis pela reciclagem de nutrientes, em especial do nitrogênio e do enxofre6 Para além disso, muitas espécies de animais e vegetais dependem das bactérias para a sua sobrevivência: os mamíferos ruminantes e outros animais só podem alimentar-se exclusivamente de vegetais graças a bactérias simbiontes nos seustubos digestivos. O ser humano alberga no intestino várias espécies de bactérias, umas comensais, outras simbióticas, como os lactobacilos que produzem a enzima beta galactase que facilitar a digestão dalactose do leite e as bifidobactérias, que podem inibir a actividade de outras bactérias deletérias para o organismo. 7 Entre as plantas, deve salientar-se a simbiose entre as leguminosas e o Rhyzobium, bactéria fixadora do nitrogênio do ar, que o transforma em nitratos e nitritos, importantes nutrientes para essas plantas. 6
Muitas espécies de bactérias são utilizadas industrialmente, por exemplo na produção de insulinaiogurte e vinagre6

Fungos[editar | editar código-fonte]

Os fungos são organismos heterotróficos, ou seja, alimentam-se de matéria orgânica e, por isso, existem várias espécies parasitas de animais e plantas; podem encontrar-se em vários tipos de habitats, desde que a humidade e quantidade de matéria orgânica sejam adequadas. 1
Entre os fungos unicelulares com importância económica deve mencionar-se a levedura-da-cerveja, Saccharomyces cerevisae, utilizada não só na fermentação da cerveja e outras bebidas alcoólicas (converte oaçúcar existente na matéria prima em álcool), mas também na fabricação de pão8

Protozoários[editar | editar código-fonte]

Os protozoários são micro-organismos heterotróficos, típicos dos ecossistemas aquáticos.
Algumas espécies de protozoários são agentes de doenças infecciosas, como a malária, causada pelos plasmódios, e a disenteria amébica, causada pela Entamoeba histolytica1

Referências

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