Os oceanos são grandes extensões de água salgada que ocupam as depressões da superfície da Terra. A oceanografia é a ciência específica que estuda os oceanos e suas características.
A teoria do aparecimento dos oceanos está diretamente ligada à formação da atmosfera no período pré-cambriano. O planeta neste período encontrava-se muito quente e o vapor da água presente na atmosfera deu origem então a grande volume de chuvas que se acumularam nas áreas mais baixas do relevo.
Importância dos oceanos
Os oceanos são extremamente importantes para o planeta, pois a vida se originou neles. São eles os grandes produtores de oxigênio, fato este que ocorre através das microalgas oceânicas, também regulam a temperatura do planeta, interferem na dinâmica atmosférica e diferenciam tipos climáticos. Os oceanos também são uma importante via de transporte.
A biodiversidade encontrada nos oceanos é riquíssima e equivalente à de ecossistemas terrestres. Além disso, é uma fonte de extração de minerais e destino dos que procuram turismo e lazer.
Os cinco oceanos
Ainda que sejam interligados, os oceanos não realizam grande troca de água entre eles, isso ocorre porque as águas que compõem cada um dos oceanos possui características próprias como temperatura, insolação solar, salinidade (quantidade de sais dissolvidos na água) e movimentos das ondas, marés e correntes marítimas.
Sendo assim, os oceanos, ou seja, a imensa massa de água salgada que cobre o planeta Terra, foram divididos em cinco porções:
Oceano Antártico
Oceano Ártico
Oceano Atlântico
Oceano Índico
Oceano Pacífico
Um oceano (de Ωκεανός, "Okeanos" em grego) é o componente principal da superfície da Terra, constituído por água salgada. Forma a maior parte da hidrosfera: aproximadamente 71% da superfície da Terra (uma área de uns 361 milhões de quilômetros quadrados). Mais do que a metade desta área tem profundidades maiores que 3.000 metros.
Embora a noção de “oceano global”, como um corpo contínuo de água, seja importante para a oceanografia1 , o oceano terrestre é, para efeitos práticos, normalmente dividido em várias partes, demarcadas por continentes e grandes arquipélagos. A tabela abaixo mostra a divisão mais comum, em cinco oceanos; é a oficialmente adotada, desde 2000, pela Organização Hidrográfica Internacional, da qual Brasil e Portugal são membros. Regiões menores dos oceanos são conhecidas como mares, golfos e estreitos.
| # | Oceano | Comentários |
|---|---|---|
| 1 | Oceano Pacífico | Separa Ásia e Oceania das Américas2 |
| 2 | Oceano Atlântico | Separa as Américas da Eurásia e da África |
| 3 | Oceano Índico | Banha o sul da Ásia e separa África e Austrália2 3 |
| 4 | Oceano Glacial Antártico | Circunda a Antártida; em alguns casos é considerado a simples extensão sul dos outros três oceanos4 5 |
| 5 | Oceano Glacial Ártico | Banha os entornos do Polo Norte, entre as porções norte da América do Norte e Eurásia. Em alguns casos, é considerado um mar do Atlântico. |
Índice
[esconder]Relevo e profundidade[editar | editar código-fonte]
Algumas feições notáveis da geomorfologia oceânica:
- Plataforma continental: são porções submersas dos continentes, com baixo declive, indo do litoral até cerca de 200 metros de profundidade. É uma região mais favorável à produção biológica.
- Planície abissal: São grandes planos nas profundezas do oceano, com profundidade média em torno de 4.000 metros.
- Talude continental: é a zona de declive acentuado entre as planícies abissais e a plataforma continental.
- Fossa abissal: São fraturas tectônicas, as áreas mais profundas dos oceanos.
- Dorsal submarina: são grandes cadeias de montanhas submersas no oceano, originando-se do afastamento das placas tectônicas. Ao se afastarem, as placas tectônicas fazem com que o magma suba domanto e se solidifique, formando a crosta oceânica.
- Falésias: são formas de relevo litorâneo abruptas, com declive acentuado e alturas variadas, origina-se da ação das ondas do mar sobre as rochas.
Os pontos mais profundos de cada oceano terrestre são:
| Oceano | Profundidade | Localização |
|---|---|---|
| Oceano Antártico | 7.235 metros (23.730 pés) | Fossa Sandwich do Sul |
| Oceano Ártico | 5.450 metros (17.881 pés) | Litke Deep, Bacia da Eurásia |
| Oceano Atlântico | 8.648 metros (28.374 pés) | Fossa de Porto Rico |
| Oceano Índico | 7.725 metros (25.344 pés) | Fossa de Java |
| Oceano Pacífico | 11.037 metros (36.254 pés) | Fossa das Marianas |
| As entradas em negrito são os extremos da Terra. | ||
Características físicas[editar | editar código-fonte]
Os oceanos são ambientes totalmente diferentes do terrestre. Assim, esse ambiente é dominado por fenômenos muito peculiares que não ocorrem em terra, como as marés, as ondas, as correntes marinhas,vórtices, etc.
Aumento da Temperatura[editar | editar código-fonte]
Em 20 de julho de 2009, cientistas do Centro Nacional de Dados Climáticos dos Estados Unidos, informaram à imprensa que os oceanos estão com a temperatura média de 17 °C, a mais alta desde 1880, quando iniciou-se os registos.6
Biologia[editar | editar código-fonte]
Segundo a hipótese de Oparin, a vida surgiu no oceano e evoluiu durante bastante tempo neste ambiente, vindo a ocupar o ambiente terrestre apenas em épocas mais recentes (veja escala de tempo geológico eExperiência de Miller-Urey). Dessa forma, os organismos mais primitivos na linha da vida encontram-se no oceano, como as esponjas e cnidários. Veja Biologia Marinha para uma descrição sucinta dos organismos marinhos.
Origem[editar | editar código-fonte]
No meio ambiente terreno a água na forma como a conhecemos encontra-se num estado intermediário entre o estado gasoso vapor e o sólido gelo, quando exposta as intempéries, o calor da crosta terrestre, os raios solares, aos ventos, a pressão atmosférica, promove a evaporação e precipitação desse liquido sobre o próprio mar e os continentes, dando início ao ciclo das águas, responsável pela sedimentação do fundo do mar e a salinização dos oceanos.
Exploração[editar | editar código-fonte]
O estudos dos oceanos da Terra é chamado oceanografia. As viagens na superfície do oceano com o uso de botes datam de tempos pré-históricos, mas só nos últimos tempos as explorações submarinas se tornaram possíveis e comuns.
O ponto mais profundo do oceano são as Fossas Marianas, localizadas no oceano Pacífico, próximos às Ilhas Marianas, com uma profundidade máxima de 11.037 metros, de acordo com a inspeção feita em 1960, pelo batiscafo da Marinha britânica "Challenger 2", que deu seu nome à parte mais profunda da fossa, "Challenger Deep".
Oceanos extraterrestres[editar | editar código-fonte]
A Terra é o único planeta conhecido com a água líquida em sua superfície e é certamente o único no nosso próprio sistema solar. No entanto, existem as hipóteses de:
- Algumas luas possuirem água líquida escondidas sob a superfície, como Europa e, com menos certeza, Calisto e Ganimedes;
- Luas e planetas terem tido água líquida em sua superfície, no passado -- como parece ser o caso da camada sobre o pólo norte de Marte (resultados recentes da missão Mars Exploration Rovers indicam que Marte teve água parada por um longo período em pelo menos um local, mas sua extensão não é conhecida);
- Luas e planetas possuirem outros líquidos, que não água, em sua superfície, como foi observado em Titã (embora sua extensão seja pequena e lagos possa ser um termo mais preciso)
A missão espacial Cassini-Huygens descobriu inicialmente apenas o que parece ser leitos de lagos secos e canais de rios vazios, o que sugere que Titã tinha perdido a superfície de líquidos que possa ter tido. O vôo mais recente da Cassini por Titã oferece imagens de radar que sugerem fortemente lagos de hidrocarbonetos próximos das regiões polares mais frias. Uma hipótese é que Titã tenha um oceano de água subterrâneo sob o gelo e a mistura de hidrocarbonetos que formam a sua crosta externa.
Geysers foram encontrados na lua de Saturno Encelado, embora isto pode não envolver corpos de água em estado líquido. Outras luas geladas podem uma vez ter tido oceanos internos que já tenham congelado, tais como Tritão. Os planetas Urano e Netuno podem também possuir grandes oceanos de água líquida sob sua atmosfera espessa, embora a sua estrutura interna não é bem compreendida.
Os astrônomos acreditam que Vênus teve água em estado líquido e, talvez, oceanos em sua história muito recente. Se eles existiram, todos depois desapareceram devido ao recobrimento de sua superfície.
Extrassolares[editar | editar código-fonte]
Além do sistema solar, já foram detectados planetas com valores adequados d e distância à sua estrela central, massa e tamanho para abrigar oceanos ou outras massas de água líquida, mas até o momento pouco se sabe sobre sua composição química. Merecem destaque os planetas que orbitam a estrela Gliese 581: o terceiro, Gliese 581 c, tem a distância certa de seu sol para permitir água líquida na sua superfície (mas seu efeito estufa poderia torná-lo demasiado quente para os oceanos existirem na superfície); já em Gliese 581 d, o efeito estufa pode trazer temperaturas adequadas para a superfície dos oceanos; Gliese 581 g, por outro lado, parece ser o mais similar à Terra.7
Astrônomos polemizam se HD 209458 b tem vapor de água em sua atmosfera. Acredita-se que Gliese 436 b possa ter "gelo quente". Nenhum desses planetas são suficientemente frios para possuírem água líquida, mas se as moléculas de água ali existem, eles são também suscetíveis de serem encontradas em planetas a uma temperatura adequada.8 Descobriram-se evidências de que o planeta GJ 1214 b, detectado pelo trânsito, tem oceanos feitos de forma exótica de gelo VII, que compõem 75% da massa de todo o planeta.9
Notas e referências
- ↑ Spilhaus, Athelstan F.. (July 1942). "Maps of the whole world ocean" 32 (3): 431–5. American Geographical Society.
- ↑ a b Pacific Ocean - University of Delaware Ceoe.udel.edu. Visitado em 8-11-2012.
- ↑ Indian Ocean -- Britannica Online Encyclopedia Britannica.com. Visitado em 8-11-2012.
- ↑ Ocean Sciencedaily.com. Visitado em 8-11-2012.
- ↑ Limits of Oceans and Seas, 3rd edition International Hydrographic Organization (1953). Visitado em 7 February 2010.
- ↑ Veja. Temperatura dos oceanos bate recorde. Visitado em 22/08/2009.
- ↑ Paula Rothman (30/09/2010). Achado primeiro planeta possivelmente habitável Portal Exame. Visitado em 30/09/2010.
- ↑ Hot "ice" may cover recently discovered planet
- ↑ David A. Aguilar (2009-12-16). Astronomers Find Super-Earth Using Amateur, Off-the-Shelf Technology Harvard-Smithsonian Center for Astrophysics. Visitado em January 23, 2010.
Ver também[editar | editar código-fonte]
Ligações externas[editar | editar código-fonte]
- Texto da Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar (em português)
- Poder Naval OnLine - O Direito do Mar (em português)
| Os cinco oceanos | ||||
Antártico | Ártico | Atlântico | Índico | Pacífico |
Muitas pessoas utilizam as palavras Mar e Oceano como se elas fossem sinônimas, mas você sabia que elas expressam significados diferentes? A confusão entre esses dois termos é compreensível, pois a diferença entre eles é muito pequena, pois ambos referem-se a grandes extensões de águas salgadas.
A primeira e principal diferença básica entre mar e oceano é a sua extensão territorial. Os oceanos ocupam grandes extensões e são delimitados por porções de terra (na verdade, são as terras emersas que são delimitadas pelos oceanos), enquanto os mares são bem menores e costumam ser delimitados pelos continentes em boa parte de suas entradas.
Outro aspecto importante para se notar é a profundidade. Os Oceanos são tão profundos que até hoje o homem não conseguiu chegar e nem transportar um aparelho para a localidade mais profunda deles, com milhares de metros. Por outro lado, os mares possuem uma profundidade que costuma ficar em algumas centenas de metros.
Na verdade, a maioria dos mares faz parte dos Oceanos. Eles são justamente aqueles trechos mais próximos dos acidentes geográficos terrestres, possuindo uma grande importância para inúmeros povos. Um exemplo é o Mar Mediterrâneo, uma extensão do Oceano Atlântico.
Veja a localização do Mar Mediterrâneo e sua integração com o Oceano Atlântico
Veja a localização do Mar Mediterrâneo e sua integração com o Oceano Atlântico
Existem três tipos principais de mares: os abertos, que são abertos e possuem uma ampla ligação com os oceanos (como no exemplo acima); os continentais, que possuem uma ligação muito restrita com os oceanos, e os fechados, que se ligam às águas oceânicas apenas indiretamente (através de canais e rios).
Algumas coisas que você provavelmente não sabia sobre os mares e oceanos
- Os oceanos Glacial Ártico e Glacial Antártico, na verdade, são mares, pois são rasos e não muito extensos. Eram chamados de oceanos antigamente, tanto é que livros mais antigos ainda trazem essa informação que não é mais correta.
- Com isso, existem apenas três oceanos no mundo: Pacífico, Atlântico e Índico.
- O Mar Morto não é um mar, mas um grande lago de água salgada.
- A expressão “sete mares” surgiu em lendas da Idade Média e, na verdade, refere-se a oceanos. Muitas pessoas utilizam essa expressão atualmente para dividir os oceanos de uma forma diferente: o pacífico e o atlântico dividem-se em dois cada um. A eles se somam o Índico, o Glacial Ártico e o Glacial Antártico.
- O Oceano Pacífico recebeu esse nome por conta da aparente tranquilidade de suas águas. Hoje, no entanto, os navegadores sabem que ele é mais perigoso que o Atlântico.
- O nome do Oceano Atlântico vem do deus dos mares na Grécia Antiga, chamado Atlas.
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