sábado, 29 de agosto de 2015

HIGIENE

Na antiguidade os banhos e os hábitos com a higiene eram muito comuns no Egito e na China.
Os egípcios, em torno de 2.500 a.c., já construiam banheiros dentro das pirâmides. Mais do que limpar o corpo, eles presumiam, que a água purificava a alma.
Os Gregos e os Romanos construiram sistemas hidráulicos para canalizar as águas, conduzindo-as para algumas das residências dos nobres, para os palácios e para as fontes de uso público.
Mas com o passar do tempo os hábitos de higiene foram diminuindo e, por este motivo, facilitando muito a disseminação de diversas doenças.
Durante a idade média os hábitos de higiene foram abandonados, principalmente por conta da religião. Para a igreja o ritual do banho era tratado como orgia pecaminosa, sendo mais do que suficiente tomar banho uma vez por ano.

Modelos de vasos sanitários do século XIX.
Os banhos eram raros e nas famílias pobres eram tomados em uma tina onde a mesma água banhava a família inteira, começando pelo homem, depois filhos e por último a mulher.
A partir do século XVII, foram retomadas, por questões de saúde, os cuidados com a higiene pessoal. Em 1775, em Londres, Alexander Cunnings desenvolveu um sifão para os sanitários a fim de eliminar os odores.
Assim foram trocados os penicos e os buracos  por vasos sanitários, e no final deste século os arquitetos já começam a projetar os banheiros dentro das residências.

Ama orientando a higiene íntima.

No século XIX a decoração, móveis e os objetos nos banheiros passam a ter estética própria e começaram a ser utilizados materiais mais nobres como o mármore, louça e metais, entre outros. Os sistemas de canalização voltam a se utilizados, novamente, mesmo que de forma precária.
No Brasil, a evolução das formas de higiene da nossa população, desde a época do descobrimento até o Brasil colônia foi pouco significativa.
Porquê? Simples: devido ao calor dos trópicos, a grande abundância de água e a convivência com os indígenas que tomavam diáriamente muitos banhos nos rios, para se refrescar e para fazer a sua higiene pessoal, influenciou o comportamento dos colonizadores portugueses, que não sentiram a necessidade de implementar sistemas hidráulicos capazes de conduzir a água até as cidades e as suas casas; era mais fácil construir as casas na beira dos rios.
Os sistemas hidráulicos para a distribuição da água só começaram a ser construidos, tanto na Europa quanto na colônia portuguesa, em meados do século XIX. O transporte da água era feito em tonéis e o preço pago por ela era muito caro.
Banheiro dos anos 50 e 60.
Os banheiros e até mesmo as louças eram coloridos, os tons mais usados eram os tons pasteis: rosa, verde, amarelo e azul eram as cores preferidas. A cor branca era brega, nessa época, e quase não era usada, a não ser pelas pessoas que não tinham muito dinheiro. A cor branca era a solução mais em conta. Usavam-se muitos azulejos decorados e peças de acabamento para as pias e pisos vitrificados.

Banheiro dos anos 70 e 80.
A partir dos anos 70 a quantidade de banheiros torna-se status para uma habitação e as suítes ficam em alta. Além do lavabo e do banheiro de hospedes a sociedade queria um banheiro por habitante da casa. O banheiro passa a ser também um lugar com jardins internos, iluminação natural, grandes espelhos, duchas, saunas etc.
Já os anos 80 foram marcados pelos banheiros para uso coletivo (familiar)  após a queda dos tabus. E, a partir desta época, devido a grande importância dada ao corpo à forma física e a saúde muitos banheiros passaram a ter aparelhos de ginastica na sua decoração.

Banheira dos anos 90.
Novas tecnologias foram aprimoradas e popularizadas, tais como, as banheiras de fibra de vidro do início da década de 90. A sala de banho torna-se mais pessoal e, em muito casos, individual, para atender ao novo perfil de consumidor, que busca beleza, conforto e boa relação custo-benefício. A indústria segmenta suas linhas, dispondo em seus catálogos desde as mais simples às mais sofisticadas. O ambiente torna-se monocromático e as formas mais limpas. O branco agora é sinônimo de saúde. O cromado é usado para dar sofisticação aos espaços, e o dourado aparece como detalhe. O segmento começa a se preocupar com a cadeia produtiva e com a opinião do consumidor, passando a dar aos acabamentos e peças sanitárias tratamento de elemento de decoração.

Banheiros a partir do ano 2000.
Existe muito mais vivacidade e complexidade na decoração: armários de varios tipos e tamanhos, janelas e vidros específicos, variados estilos de chuveiros e inúmeros outros acessórios opcionais, como relógios, rádios, suportes para toalhas e sabonetes, box de vidro ou acrílico, lareira, chease, cadeiras e TVs, entre outros.
O banheiro se torna um ambiente para passar o tempo, descansar e se arrumar. Novas tecnologias, revestimentos e utilidades vêm sendo lançadas no mercado a fim de suprir as necessidades dos consumidores de ter um ambiente moderno, sofisticado e confortável.

Gostou do post? Participe da newsletter do Curiosos. Preencha seu e-mail e comece a receber as novidades do mundo dos curiosos.Na Europa dos séculos 16 e 17, não era nada fácil tomar um simples banho. As cidades não tinham esgotos ou água encanada, mas o problema não era apenas esse. Também havia a peste, uma doença seríssima transmitida pelos ratos que infestavam as cidades medievais. A peste era apenas mais uma doença no meio de centenas que castigavam as pessoas da época. A maioria era causada pela falta de higiene.
Como a ciência e a medicina ainda não podiam explicar a origem das doenças, muitos pensavam que a água facilitava o contágio. Mas a água não servia para limpar e desinfetar? Pois é. Só que, naquele tempo, as pessoas acreditavam que doenças como a peste entravam no corpo através da pele, carregadas pelo ar. E os banhos eram perigosos por abrir os poros da pele e deixar as malvadas entrar!

Com o tempo, a coitadinha da água começou a ser culpada por tudo: tomar banho tornava as pessoas fraquinhas, e muitas doenças poderiam entrar nocorpo.
Com medo de adoecer, as pessoas passaram então a se esfregar com paninhos perfumados e só um pouquinho de água. Banho, que era bom, nem pensar!

Não era à toa que elas não tinham um cheirinho nada bom! Com o tempo, os perfumes foram ficando cada vez melhores, para disfarçar o fedor. Dizem que é por isso que os perfumes europeus, especialmente os franceses, são os melhores do mundo! 

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