sexta-feira, 4 de setembro de 2015

CORRIMENTO FEMININO

Toda mulher apresenta conteúdo vaginal. A diferença entre o conteúdo normal e o corrimento está na alteração do volume, da cor e do odor, além dos sintomas que causam. O conteúdo vaginal normal tem odor inespecífico e varia de mulher para mulher. O volume normal varia de pessoa para pessoa e de acordo com as fases do ciclo menstrual e as fases da vida da mulher. Na segunda metade do ciclo, o volume aumenta, podendo às vezes sujar as vestes íntimas. Na juventude, antes da primeira menstruação, e após a menopausa, o conteúdo é quase nulo por conta dos baixos níveis dos hormônios femininos no organismo. Na gravidez, no geral aumenta.
Serão sinais de corrimento:
  • O aumento do volume do conteúdo vaginal
  • Quando umedecer as vestes íntimas todos os dias, às vezes passando para as roupas externas
  • Quando variar a cor de branco opalescente e cristalino (de acordo com a fase do ciclo) para amarelo tipo pus, amarelo-acinzentado, amarelo-esverdeado, branco-amarelado etc
  • Quando o odor se tornar fétido principalmente após relação sexual e no final do ciclo menstrual.
Os sintomas são principalmente:
  • Coceira vulvovaginal
  • Ardor
  • Dor pélvica
  • Dor e ardor ao urinar
  • Dor durante a relação sexual.

Causas

Na maioria das vezes o corrimento é provocado por alterações do equilíbrio da flora vaginal. Algumas bactérias são próprias da vagina e fazem a defesa contra infecções. Estas são algumas condições que predispõem a este desequilíbrio:
  • Hábitos de higiene desfavoráveis
  • Relações sexuais sem uso de preservativo
  • Alérgenos (perfumes, geleias contraceptivas, tecidos, sabão , duchas vaginais, banho de espuma, etc)
  • Agentes infecciosos, como vaginose bacteriana, candidíasetricomoníase,clamídiagonorreia e HPV
  • Problemas dermatológicos, como dermatite atópica, psoríase, etc
  • Alteração do PH vaginal: o ph ácido da vagina normal fica entre 3,5 e 4,5. Esses níveis constituem uma barreira de defesa contra germes
  • Condições que alteram o PH e ou a flora bacteriana, como diabetes, queda imunológica por estresse ou doença, uso de antibioticoterapia, duchas vaginais, gestação, ciclo menstrual etc
  • Causas inespecíficas, como ausência de bacilos de Doderlein, bactéria que faz uma barreira de defesa do aparelho genital
  • Atrofia vaginal, que é o afinamento e ressecamento das paredes vaginais durante menopausa
  • Infecção pélvica após cirurgia.

Fatores de risco

 sintomas

Sintomas de Corrimento vaginal

A cor do conteúdo vaginal pode mudar durante o ciclo menstrual sem que isso caracterize uma doença. Na maior parte do tempo ela é branca, mas no meio do ciclo menstrual, costuma ter aspecto de clara de ovo. Também é possível que ela apareça ligeiramente amarelada na calcinha por conta de reações químicas que a secreção sofre quando entra em contato com o ambiente externo.
Já o corrimento vaginal suspeito provoca uma espécie de mancha branco-acinzentada ou amarelo-esverdeada na calcinha e, além do cheiro forte, do ardor e da coceira, pode estar associado a uma dor na região pélvica. Confira os diferentes tipos de corrimento vaginal e o que eles podem indicar:

Marrom ou cor de sangue escuro

Pode indicar ciclos menstruais irregulares, ou com menos frequência, câncer cervical ou do endométrio. Pode vir acompanhado de dores abdominais e sangramentos.

Amarelo semelhante a pus

Pode indicar gonorreia, e pode vir acompanhado de sangramento entre os períodos; dor e sangramento ao urinar, com curta duração podendo por isto passar despercebido.

Amarelo-esverdeado ou acinzentado, bolhoso, fluido e com mau cheiro

Pode indicar tricomoníase, principalmente se houver dor e desconforto em baixo ventre e durante a relação sexual e coceira vaginal intensa.

Cor de rosa

Eliminação do revestimento interno do útero após o parto, também chamado de lóquios.

Espesso e branco esverdeado, com grumos

Se o corrimento for semelhante a leite talhado indica infecção vaginal por fungo (cândida), que podem vir acompanhada de inchaço, sensibilidade vulvovaginal intensa, irritação e ardor ao redor da vulva, coceira intensa e relações sexuais dolorosas e dor ao urinar. Costuma melhorar durante as menstruações.

Amarelo-acinzentado fluido, com odor de peixe podre

Se esse corrimento ocorrer após as relações sexuais e ou menstruações indica vaginose bacteriana, que vem acompanhada de coceira ou ardência, vermelhidão e inchaço da vagina e vulva.

 diagnóstico e exames

Buscando ajuda médica

Procure ajuda médica se perceber que seu conteúdo vaginal está diferente do normal. Qualquer alteração na cor, consistência ou odor que persistir deve ser investigada.
Vá ao ginecologista imediatamente se:
  • Sentir dor abdominal e febre superior a 38 graus, juntamente com um corrimento vaginal
  • Estiver grávida e apresentar corrimento vaginal incomum.
Marque uma consulta se:
  • Estiver com coceira vaginal incomum
  • Sentir dor durante a relação sexual ou micção
  • Continuar a ter sintomas de corrimento após tratamento.

Na consulta médica

Você provavelmente consultará ginecologistas para investigar seu corrimento vaginal. Estar preparado para a consulta pode facilitar o diagnóstico e otimizar o tempo, para que você consiga fazer outras perguntas ao médico. Dessa forma, você já pode chegar à consulta com algumas informações:
  • Uma lista com todos os seus sintomas e a quanto tempo eles apareceram
  • Histórico médico, incluindo outras condições que você tenha e medicamentos ou suplementos que você tome com regularidade
  • Leve suas dúvidas por escrito, começando pela mais importante.
Se essa é a primeira vez que você apresenta corrimento vaginal, o médico irá avaliar o conteúdo da sua vagina. Evite o uso de tampões ou duchas antes da consulta, para que o seu médico consiga avaliar o corrimento vaginal.
O médico provavelmente fará uma série de perguntas, tais como:
  • Quando o corrimento começou?
  • Qual a cor do corrimento vaginal?
  • Existe algum cheiro?
  • Você tem alguma coceira, dor ou queimação na vulva ou em torno da vagina?
  • Você faz sexo sem proteção?
  • Você está grávida?
  • Sua menstruação está vindo regularmente?
  • Você faz ducha íntima ou usa sprays de higiene íntima?
  • Que medicamentos ou suplementos vitamínicos você toma regularmente?

Diagnóstico de Corrimento vaginal

O diagnóstico dependerá da análise do corrimento vaginal e informações coletadas na consulta médica. Poderá ser feito, com base em seu histórico, análise visual do conteúdo, aspecto da vulva e vagina. O médico poderá ainda, colher uma amostra do corrimento e enviar ao laboratório para uma análise mais específica de acordo com a suspeita clínica.

 tratamento e cuidados

Tratamento de Corrimento vaginal

O tratamento dependerá da infecção que for constatada. No geral, as infecções são tratadas com medicamentos de aplicação local em forma de creme, gel ou comprimidos vaginais, podendo ser complementado com administração oral.
Em algumas infecções vaginais, principalmente doenças sexualmente transmissíveis (DSTs), o parceiro ou parceira deverá ser examinado(a) e receber tratamento e se necessário.

 convivendo (prognóstico)

Convivendo/ Prognóstico

Durante o tratamento para corrimento vaginal, devem ser adotadas alguma atitudes:
  • Use absorventes externos, pois os internos podem absorver os cremes
  • Evite o uso de sabonetes perfumados para limpar a região. Utilize sabão neutro
  • Evite relações sexuais, caso sejam dolorosas. Caso contrário use um lubrificante à base de água para reduzir a irritação
  • Se a área genital ficar inchada ou dolorida, experimente fazer um banho de assento em água ligeiramente morna (quase fria),pois a água quente piora a irritação ou então coloque um pano frio e úmido sobre a área. Não esfregue para tentar aliviar a coceira.

 prevenção

Prevenção

  • Tenha uma dieta equilibrada. Coma frutas frescas e lavadas, legumes e verduras em sua maioria cruas. Coma por dia no mínimo 5(melhor 9) espécies de frutas e legumes (somando os dois). Alguns estudos indicam que o consumo de iogurtes ricos em lactobacilos pode ajudar na prevenção das infecções, mas ainda não foi cientificamente comprovado. No entanto, ter uma dieta adequada ajuda o organismo a combater doenças com maior eficiência
  • Controle o diabetes e hipertensão
  • Evite o uso desnecessário de antibióticos
  • Evite o abuso de álcool e fumo
  • Tenha bons hábitos de higiene íntima
  • Após a micção, limpe a vulva em um movimento de frente para trás, evitando assim a propagação de bactérias e outros agentes infecciosos do ânus para a vagina ou trato urinário
  • Após a defecação faça higiene limpando-se sempre da frente para trás e com água e sabão sempre que possível
  • Não utilize sanitário fora de sua casa sem proteção
  • Use roupas íntimas de algodão e evite tecidos sintéticos, pois ajuda a manter a área arejada e evita a proliferação de bactérias e fungos
  • Evite roupas apertadas
  • Prefira dormir sem roupa íntima, para que a região “respire”
  • Mantenha hábitos de sexo seguro. Use camisinha
  • Não faça duchas íntimas e nem use desodorantes ou perfumes na área genital, pois podem alterar o equilíbrio normal da flora vaginal
  • Pratique exercícios físicos
  • Visite seu ginecologista anualmente
  • Faça seu papanicolau anualmente ou à critério do seu ginecologista.

 fontes e referências

  • Revisado por: Lindinalva Giovani, ginecologista do laboratório Cedic Cedilab, em Cuiabá - CRM SP 36269
  • ______. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Programa Nacional de DST e AIDS. Manual de Bolso das Doenças Sexualmente Transmissíveis. Brasília. 2006.
  • ______. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica. Controle dos cânceres do colo do útero e da mama. Caderno de Atenção Básica; n° 13. Série A. Normas e Manuais Técnicos. Brasília. 2006.Corrimento vaginal é o nome dado ao líquido ou muco que sai da vagina. Ele é uma preocupação comum entre as mulheres de todas as idades, levando muitas delas às consultas ginecológicas. Certa quantidade de secreção vaginal é normal, a menos que ocorra com coceira, ardor ou outros sintomas desagradáveis, como o mau cheiro. 

    Esta coluna irá analisar os sinais normais e anormais de secreção vaginal, incluindo as causas mais comuns de corrimento anormal. 

    Antes de discutir corrimento vaginal, é importante ter um entendimento básico da anatomia reprodutiva feminina. O corrimento vaginal, geralmente, não é perceptível até que saia da vagina, que é a passagem do útero ao exterior do corpo. No fundo da vagina fica o colo do útero, enquanto na extremidade inferior (para fora) fica a vulva, que inclui os lábios vaginais e o clitóris.
    Um exame físico é a maneira mais exata de determinar a causa do corrimento vaginal anormal
    A secreção vaginal é composta de células da pele da vagina e do colo uterino, sob a influência dohormônio feminino estrogênio. Mulheres que passaram pela menopausa e meninas antes da primeira menstruação, normalmente, têm secreção vaginal mínima, como resultado de menores níveis de estrogênio. 

    Em mulheres que estão na pré-menopausa, é normal ter um pouco de secreção, um muco espesso e inodoro, diariamente. No entanto, a quantidade e consistência da descarga variam de uma para outra, assim como a quantidade, que também pode variar em diferentes momentos durante o ciclo menstrual. Pode tornar-se mais perceptível em certos momentos, como na gravidez, com o uso de pílulas anticoncepcionais / adesivos / anel vaginal, perto da ovulação e, ainda, na semana antes do período menstrual. 

    Normalmente, a secreção vaginal contém células epiteliais, bactérias, muco e fluido produzido pela vagina e colo do útero. Uma descarga normal, muitas vezes, tem um ligeiro odor e pode causar uma ligeira irritação da vulva. Esta descarga ajuda a proteger o trato genital e urinário contra infecções e proporciona lubrificação dos tecidos vaginais para as relações sexuais. 

    Quando procurar ajuda médica 

    Ter secreção vaginal é comum e normal. No entanto, diante dos seguintes sintomas, o corrimento vaginal não é normal e deve ser avaliado pela ginecologista: 

    - Coceira na vulva e entrada da vaginal 
    - Vermelhidão, ardor, dor ou inchaço da pele vulvar 
    - Coloração amarela-esverdeada, cinza ou que lembre nata de leite 
    - Mau cheiro 
    - Presença de sangue fora do período menstrual 
    - Dor durante o coito ou micção 
    - Dor abdominal ou pélvica 

    Causas 

    As causas mais comuns de corrimento vaginal incluem: 

    - Infecção vaginal (causada por fungos ou infecção bacteriana) 
    - Reação do organismo a corpo estranho (como um tampão ou preservativo esquecido) ou substância (tais como espermicida) 
    - Alterações que ocorrem após a menopausa podem causar secura vaginal, especialmente durante o sexo, bem como um corrimento aquoso ou outros sintomas. 
    Exame clínico 

    Não é possível saber se o corrimento vaginal é normal ou não com certeza sem um exame ginecológico. Um exame físico é a maneira mais exata de determinar a causa do corrimento vaginal anormal. Não inicie o tratamento em casa antes de ser examinada pela ginecologista, pois o tratamento por conta própria pode tornar mais difícil fazer um diagnóstico preciso. 

    Antes do exame, a médica pode fazer perguntas, tais como: 

    - Você tem dor nas costas, abdome ou pelve? 
    - Você tem um novo parceiro sexual? 
    - Quando foi sua última menstruação? 
    - Você toma algum medicamento? 
    - Esteve recentemente utilizando duchas íntimas ou algum outro produto na região íntima? 

    Durante o exame, a médica vai examinar toda a área externa genital e irá realizar um exame interno, em pacientes que já não são mais virgens, com um aparelho chamado espéculo vaginal ("bico de pato"). 

    Tratamento 

    Em alguns casos, é possível fazer um diagnóstico e iniciar o tratamento imediatamente, com base no exame. Em outros casos, pode ser necessário realizar alguns exames antes do tratamento, que pode ser por meio de comprimidos, cremes ou óvulos vaginais. A duração do tratamento depende do tipo de corrimento e da gravidade. 

    Os parceiros sexuais de mulheres com uma infecção transmitida sexualmente, como a clamídia, gonorréia ou trichomoníase, devem receber tratamento concomitante. Para outras infecções, como fungos (candidíase) ou vaginose bacteriana, o parceiro sexual não precisa, necessariamente, de tratamento. Se for necessário, você deve evitar ter relações sexuais até que ele seja concluído. 

    Muitas mulheres preferem não visitar a médica. No entanto, o auto-tratamento pode retardar o diagnóstico correto, ser oneroso, ou até mesmo causar sintomas piores. Na maioria dos casos, um exame físico deve ser realizado antes de qualquer tratamento. Em particular, você não deve realizar duchas vaginais para se livrar dessa secreção porque pode piorar o quadro. 

    As mulheres que desenvolvem infecções bacterianas ou por fungos de repetição frequentemente podem ser aconselhadas pela ginecologista a usar um tratamento preventivo. 

    Hábitos 

    Corrimento vaginal anormal pode ser mais propenso a se desenvolver em mulheres que tem certos hábitos, tais como: 

    - Duchas vaginais 
    - Absorventes íntimos diários 
    - Desodorantes íntimos, lenços umedecidos 
    - Banhos de banheira frequentes e outros produtos de banho muito perfumados e coloridos 
    - Roupas sintéticas e apertadas 

    Práticas saudáveis incluem: 

    - Higiene com água morna e sabonete próprio para lavar genitália, usando apenas as mãos, sem buchas. 
    - Uso de calcinhas de algodão, evitando as de lycra 
    - Evitar o uso de lenços umedecidos ou papel higiênico perfumado e colorido.
    Não deixe de consultar o seu médico. Encontre aqui médicos indicados por outras pessoas.O corrimento vaginal normal possui consistência aquosa e não possui cheiro, nem cor. No entanto, quando o corrimento apresenta alguma coloração, sendo acompanhado de mau cheiro e de outros sintomas como coceira na vagina, dor ou ador na região íntima feminina, é provável que haja uma infecção e uma consulta com o ginecologista é necessária.
    Veja os principais tipos de corrimento vaginal e o que eles podem significar:

    Corrimento branco com coceira

    O corrimento branco, espesso, que tende a aderir às paredes vaginais e que é acompanhado de coceira e queimação na vulva e na vagina, provavelmente é causada por fungos, sendo chamado de candidíase.
    Os sintomas podem piorar durante a semana que antecede a menstruação e ocorre, sobretudo, em mulheres diabéticas, grávidas ou que estejam fazendo uso de antibióticos.

    Corrimento branco, acinzentado ou amarelado com mau cheiro

    O corrimento branco, acinzentado ou amarelado, com mau cheiro semelhante ao de peixe, pode ser uma infecção bacteriana, como ocorre na clamídia.

    Corrimento branco, acinzentado ou amarelado espumoso

    O corrimento branco, acinzentado ou amarelado espumoso pode ser causado por protozoário como o Trichomonas vaginalis.
    A secreção, geralmente, ocorre logo após a menstruação e pode ter um odor desagradável, e a coceira é intensa.

    Corrimento marrom líquido ou com sangue

    O corrimento líquido, marrom e, por vezes, com sangue, pode ser causado por câncer de vagina, do colo do útero ou do endométrio.

    Corrimento com sangue após a relação

    O corrimento com sangue após a relação pode ser uma infecção viral causada pelo vírus HPV , por exemplo.

    Como identificar o corrimento vaginal

    Para identificar o corrimento, a mulher deve observar o fundo da sua calcinha em uso e o papel higiênico, após a limpeza da vulva depois de urinar.
    A fim de identificar o agente causador do corrimento, o ginecologista poderá solicitar exames, como o papanicolau, por exemplo, para que o tratamento seja mais direcionado e mais efetivo. Mas, na maioria das vezes, o ginecologista pode chegar ao diagnóstico somente ao observar os sinais clínicos da mulher.

    Tratamento para corrimento vaginal

    O tratamento para o corrimento vaginal varia conforme o agente causador. Existem as possibilidades de tomar um medicamento uma só vez, ou tomar um antibiótico durante 3, 7 ou 14 dias, dependendo da gravidade da doença e do tipo de micro-organismo envolvido. Com exceção da candidíase, ambos os parceiros devem ser tratados ao mesmo tempo, para evitar a reinfecção.O corrimento vaginal é uma combinação de fluídos e células continuamente eliminados através do canal vaginal, no intuito de limpar e proteger a vagina. A cor e a consistência do corrimento vaginal varia – desde corrimento branco grumoso até corrimento fluído entre os seus ciclos menstruais – a depender do seu estágio de vida reprodutiva.
    Uma pequena quantidade de corrimento vaginal fisiológico deve ser considerada comum. Entretanto, caso o corrimento vaginal tenha um odor fétido ou venha acompanhado de dor / prurido, isso pode ser um sinal de alguma doença.

     Causas mais comuns de corrimento vaginal

    A maioria das causas de corrimento vaginal – tais como candidíase vaginal ou vaginose bacteriana – é relativamente benigna, porém pode causar muito desconforto.
    O corrimento vaginal acentuado também pode ser um sintoma comum entre algumas doenças sexualmente transmissíveis. Como essas infecções podem ser transmitidas para os parceiros sexuais – ou podem se disseminar através do útero, ovários e tubas uterinas – o diagnóstico e o tratamento precoce são importantes.
    Em alguns casos, o corrimento vaginal amarronzado ou até mesmo tingido por coloração vermelha pode ser um sinal de câncer de colo uterino. Pacientes com múltiplos parceiros sexuais e com sangramento após a relação sexual devem ficar atentas a esses sinais e deve procurar seu ginecologista para esclarecer eventuais dúvidas.

    Vaginose bacteriana

    É um tipo de inflamação do canal vaginal proveniente da proliferação de diversos tipos de bactérias que habitam naturalmente o canal vaginal, gerando um desbalanço da flora vaginal considerada normal. Esse corrimento não é causado por um único microorganismo.
    As mulheres em idade reprodutiva são comumente afetadas pela vaginose bacteriana, porém mulheres de qualquer idade podem apresentar esse tipo de corrimento. Os médicos não sabem a causa exata do surgimento da vaginose bacteriana, porém certas atividades, tais como relação sexual desprotegida ou uso de duchas vaginais, aumentam o risco do aparecimento desse corrimento.

    Sintomas

    A vaginose bacteriana pode apresentar uma série de sinais e sintomas, dentre os quais:
    • Corrimento vaginal branco fluído;
    • Corrimento com odor fétido (que piora principalmente após a relação sexual – odor semelhante a peixe);
    • Ardor durante a micção;
    • Irritação do canal vaginal.
    Entretanto muitas mulheres com vaginose bacteriana não apresentam nenhum sinal ou sintoma (cinquenta a setenta e cinco por cento das mulheres com vaginose bacteriana são assintomáticas).
    Agende sua Consulta

    Quando procurar um médico

    Você deverá procurar um médico ginecologista caso apresente novos sintomas vaginais ou se:
    • Você nunca teve infecção vaginal. Procurar um médico irá auxiliar a
      determinar a causa e identificar os sinais e sintomas dos principais tipos de corrimento vaginal;
    • Você já teve infecção vaginal, porém esses sintomas atuais parecem diferentes;
    • Você teve múltiplos parceiros sexuais ou um parceiro sexual recente. Você pode ter obtido uma doença sexualmente transmissível. Os sinais e sintomas de algumas doenças sexualmente transmissíveis podem ser similares à vaginose bacteriana;
    • Você tentou o tratamento pensando em corrimento por candidíase com um número ilimitado de medicações anti-fúngicas e os seus sintomas persistem ou você está apresentando febre ou você está com odor vaginal fétido.

    Causas

    A vaginose bacteriana resulta do crescimento de diversas bactérias que frequentam habitualmente o canal vaginal. Usualmente, as “boas” bactérias (lactobacilos) estão em maior número do que as bactérias “ruins” (anaeróbias) dentro da vagina. Caso as bactérias anaeróbias estejam em número aumentado, elas causam um desbalanço da flora vaginal, resultando na vaginose bacteriana.

    Fatores de risco

    Os principais fatores de risco para o surgimento de vaginose bacteriana são:
    • Múltiplos parceiros sexuais ou novo parceiro sexual: a conexão entre atividade sexual e vaginose bacteriana não está inteiramente definida, porém a vaginose bacteriana acontece com maior frequência entre mulheres que apresentam múltiplos parceiros sexuais ou um novo parceiro sexual. A vaginose bacteriana também parece ter uma frequência aumentada entre casais homoafetivos;
    • Duchas vaginaisa prática de lavar o canal vaginal ou utilizar agentes de limpeza (duchas) altera a flora vaginal normal. Isso pode causar um crescimento acentuado de bactérias anaeróbias e, consequentemente, vaginose bacteriana. Como o canal vaginal apresenta um processo natural de limpeza, o uso de duchas vaginais não é necessário;
    • Diminuição natural de lactobacilos: caso seu ambiente vaginal não produza um número suficiente de lactobacilos, você apresentará um maior risco de desenvolver esse tipo de corrimento.

    Complicações

    Geralmente a vaginose bacteriana não causa complicações. Sob certas circunstâncias, a vaginose bacteriana pode causar:
    • Partos prematurosem gestantes, a vaginose bacteriana está correlacionada com uma maior incidência de partos prematuros e baixo peso do recém-nascido ao nascimento;
    • Doenças sexualmente transmissíveis: a presença de vaginose bacteriana demonstra que a mulher apresenta maior susceptibilidade a contrair doenças sexualmente transmissíveis, tais como HIV, herpes genital, clamídia, gonorreia ou HPV;
    • Aumento do risco de infecção cirúrgica após cirurgia ginecológica: a presença de vaginose bacteriana pode estar associada com um risco aumentado de infecção pós-cirúrgica, principalmente em procedimentos como histerectomia ou dilatação e curetagem uterina;
    • Doença inflamatória pélvicaé uma infecção ascendente que acomete o útero e as tubas uterinas e que pode aumentar o risco de infertilidade.

    Diagnóstico

    Para realizar o diagnóstico de vaginose bacteriana é necessário:
    • Questionar seus antecedentes patológicos: especificamente sobre infecções genitais anteriores ou doenças sexualmente transmissíveis;
    • Realizar um exame pélvico ginecológico: durante a realização desse exame, seu médico irá avaliar sua genitália externa, procurando por sinais de infecção genital. Posteriormente ele deverá realizar o toque bimanual para avaliar os órgãos pélvicos e a questão da dor à mobilização das estruturas localizadas na região pélvica;
    • Realizar coleta de secreção do canal vaginal: serve para avaliar a presença de bactérias anaeróbias em número aumentado dentro do canal vaginal. A utilização do microscópio é essencial para procura das “clue cells” (células vaginais cobertas por bactérias) e a realização de pH vaginal demonstra um escore acima de 4,5 (característica do corrimento vaginal causado pela vaginose bacteriana).

    Tratamento

    Para o tratamento da vaginose bacteriana, seu médico deverá prescrever uma das medicações abaixo indicadas:
    • Metronidazolessa medicação pode ser tomada por via oral. Também está disponível na forma de creme vaginal. Para evitar alterações gástricas, dores abdominais ou náuseas durante a ingestão dessa medicação, é recomendado abstinência alcoólica durante o tratamento;
    • Clindamicina: essa medicação está disponível na forma de creme vaginal. Pode enfraquecer o látex do preservativo, facilitando a ruptura do mesmo durante o ato sexual realizado durante o período do tratamento e até três dias após a parada da medicação.
    Geralmente não é necessário o tratamento dos parceiros sexuais. É extremamente importante que gestantes com vaginose bacteriana sejam diagnosticadas e tratadas de forma precoce.
    Apesar do tratamento ser efetivo, é comum a recorrência desse tipo de corrimento vaginal em cerca de três a doze meses após o término do tratamento. Os pesquisadores estão avaliando regimes de tratamento para vaginose bacteriana de repetição. Caso você tenha novos sintomas após o término do tratamento, converse com seu médico sobre outras opções de tratamento. Um exemplo é o uso extendido de metronidazol.
    Uma opção para evitar a recorrência dessa doença é a terapia de colonização por lactobacilos – possivelmente realizada por meio da ingestão de iogurtes ou comidas contendo um número aumentado de lactobacilos. Sempre avaliar os riscos e os benefícios de utilizar uma terapia próbiota.

    Prevenção

    Algumas medidas podem ser realizadas para reduzir a incidência de vaginose bacteriana:
    • Minimize a irritação do canal vaginalrealize a limpeza da genitália externa e seque bastante a região após o banho. O uso de sabonetes íntimos de forma diária não deve ser realizado. Evite utilizar roupas que aumentam a umidade da vagina;
    • Não realize duchas vaginais: o canal vaginal não precisa de mais limpeza, além do banho regular. O uso de duchas vaginais altera a flora vaginal normal e pode aumentar o risco de infecções vaginais;
    • Evite o contato com doenças sexualmente transmissíveis: utilize preservativo durante as relações sexuais.


    Tricomoníase

    Tricomoníase é uma infecção transmitida pelo contato sexual e ocasiona um corrimento vaginal abundante, de coloração variada, bolhoso e de odor fétido. Outros sinais e sintomas incluem prurido e/ou irritação vulvar, vermelhidão da mucosa vaginal, dor na relação sexual, dor pélvica e dor ao urinar. Os homens portadores de tricomoníase geralmente não apresentam sintomas. Gestantes portadoras de tricomoníase apresentam um risco aumentado de desenvolver trabalho de parto prematuro.
    A tricomoníase é causada por um protozoário denominado Tricomonas vaginalis e sua transmissão é virtualmente sempre ocasionada pelo contato sexual.
    Para prevenir a reinfecção pelo mesmo organismo, ambos os parceiros devem ser tratados. O tratamento mais comum da tricomoníase envolve a tomada de uma megadose de Metronidazol. Você pode reduzir o risco de infecção utilizando preservativo corretamente em todas as relações sexuais.

    Sintomas

    Muitas mulheres e homens com tricomoníase não apresentam sintomas, pelo menos não nos primeiros dias. Os sinais e sintomas da tricomoníase na mulher incluem:
    • Corrimento vaginal abundante e de odor fétido – sua coloração pode ser variada, desde esbranquiçada até esverdeada;
    • Vermelhidão da genitália, ardor e prurido genital;
    • Dor ao urinar ou dor na relação sexual (dispareunia).
    Os sintomas podem piorar durante a menstruação. Vale lembrar que existem mulheres portadoras de tricomoníase que são assintomáticas. Os homens raramente apresentam sintomas, porém, quando isso acontece, a dor ao urinar é o mais usual.

    Quando procurar um médico

    Procure seu médico caso você tenha um corrimento vaginal em grande quantidade de odor fétido que acarreta dor ao urinar ou dor durante a relação sexual.

    Causas

    A tricomoníase é causada por um protozoário chamado Tricomonas vaginalis. Ele se propaga durante as relações sexuais. O período de incubação desde a exposição até o surgimento dos sintomas pode variar de quatro a vinte e oito dias.

    Fatores de risco

    Os principais fatores de risco são:
    • Múltiplos parceiros sexuais;
    • Histórico de outras doenças sexualmente transmissíveis;
    • Episódio prévio de tricomoníase.

    Complicações

    As gestantes portadoras de tricomoníase podem apresentar:
    • Trabalho de parto prematuro;
    • Recém-nascido com baixo peso ao nascimento;
    • Transmissão vertical da doença para o bebê (passagem do protozoário pelo canal de parto).
    As pacientes portadoras de tricomoníase apresentam maior facilidade em contrair infecção causada pelo HIV, o vírus causador da AIDS.

    Diagnóstico

    O diagnóstico da tricomoníase pode ser feito pela observação de uma amostra de corrimento vaginal da mulher ou amostra urinária do homem sob a visualização do microscópio. O crescimento do protozoário em cultura também pode ser um excelente exame para diagnóstico da doença. Novos testes diagnósticos estão sendo processados, como por exemplo, a detecção de um antígeno específico da tricomoníase.

    Tratamento

    O tratamento mais comumente empregado para tricomoníase é a administração de alta dosagem de Metronidazol ou Tinidazol. O tratamento por via oral é muito mais efetivo do que o tratamento por cremes vaginais.
    O tratamento deve ser realizado no casal e o mesmo deverá utilizar preservativo durante as relações sexuais por pelo menos uma semana (período necessário para a cura da infecção). Não há necessidade de confirmação diagnóstica do parceiro.
    Os principais efeitos colaterais do tratamento são:
    • Náuseas;
    • Vômitos;
    • Dores de cabeça;
    • Gosto metálico na boca;
    • Mal estar.
    A ingestão de bebidas alcoólicas deve ser evitada por até 24 horas após o término do tratamento com Metronidazol ou por até 72 horas após o término do tratamento com Tinidazol, porque pode ocasionar náuseas severas e até vômitos.

    Prevenção

    O método de prevenção para tricomoníase é o mesmo das outras doenças sexualmente transmissíveis, ou seja, uso correto de preservativos durante as relações sexuais.

    Candidíase vaginal

    A candidíase vaginal é um tipo de vaginite – inflamação do canal vaginal – caracterizado por irritação vaginal, prurido genital intenso e corrimento vaginal esbranquiçado ou amarelado. A candidíase vaginal acomete a vagina e o tecido de abertura do canal vaginal (vulva). A cândida albicans é o agente etiológico mais comum (90% dos casos).
    A candidíase é muito comum. Pelo menos 75% das mulheres terão uma infecção por cândida durante todo o período da sua vida. A maioria das mulheres apresenta dois ou mais episódios.
    A infecção por cândida não é considerada uma doença sexualmente transmissível, apesar do fungo que causa a doença poder ser disseminado por contato oral-genital. O tratamento é simples e geralmente efetivo, exceto nos casos de candidíase vaginal de repetição – quatro ou mais episódio em um ano. Nesse caso, você deverá realizar um tratamento de longa duração (tratamento de manutenção).

    Sintomas

    A infecção por cândida pode apresentar um quadro clínico de intensidade variável. Os sinais e sintomas podem ser:
    • Prurido e irritação no canal vaginal e na vulva;
    • Sensação de queimação, especialmente durante a relação sexual ou durante a micção;
    • Vermelhidão e escoriação na vulva;
    • Dor vaginal;
    • Corrimento vaginal abundante, inodoro, de coloração esbranquiçada e com aspecto de leite talhado.
    Os casos de candidíase vaginal severa são caracterizados por:
    • Sinais e sintomas severos, tais como extensa vermelhidão, prurido e ardor genital que levam a fissuras ou escoriações genitais;
    • Candidíase vaginal de repetição – 4 ou mais episódios por ano;
    • Infecção causada por outro tipo de cândida (cândida não albicans);
    • Candidíase na gestação;
    • Candidíase em pacientes com diabetes mellitus descontrolada;
    • Candidíase em pacientes com baixa imunidade (em decorrência do uso de medicações ou de outras doenças).

    Quando procurar um médicomelhor pomada para candidiase feminina

    A sua consulta médica deverá ser agendada se:
    • Você apresentar sinais e sintomas sugestivos de candidíase vaginal pela primeira vez;
    • Você não tem certeza se está com corrimento vaginal ocasionada por cândida;
    • Você não apresentou melhora do corrimento vaginal, mesmo após o uso de cremes vaginais anti-fúngicos;
    • Você começa a desenvolver outros sintomas.

    Causas

    A candidíase vaginal é causada por um fungo denominado cândida. A cândida é um microorganismo que está normalmente presente dentro do seu canal vaginal, em conjunto com diversas outras bactérias. Sua vagina contém naturalmente uma diversidade de fungos e bactérias. Os lactobacilos contrabalanceiam a proliferação dos fungos dentro da vagina (eles produzem ácido lático a partir do glicogênio e esse mecanismo mantém a acidez do canal vaginal adequada – pH em torno de 4,5). Se houver um desbalanço na proliferação de cândida, isso resulta em um quadro de candidíase vaginal. A proliferação exacerbada de cândida pode ocasionar irritação vaginal, sensação de queimação e outros sinais e sintomas clássicos de infecção fúngica.
    A proliferação acentuada de cândida pode ocorrer por:
    • Uso de antibiótico – resulta no decréscimo de lactobacilos no canal vaginal e mudança do pH que permite um ambiente favorável para propagação dos fungos;
    • Gestação;
    • Diabetes mellitus descontrolada;
    • Obesidade;
    • Uso de glicocorticoides e imunossupressores;
    • Vestuário inadequado (roupas de lycra e mal ventiladas);
    • Doenças auto-imunes ou alteração da imunidade (mesmo que temporária);
    • Uso de ducha ou sabonete íntimo diário.
    Geralmente a candidíase vaginal é ocasionada pela proliferação de cândida albicans. Às vezes, entretanto, um tipo diferente de cândida pode ocasionar o corrimento. O tratamento clássico para candidíase vaginal é adequado para cândida albicans, porém geralmente não é eficaz como terapia para cândida não albicans.
    A infecção por cândida pode ser transmitida por forma sexual, especialmente através do contato genital-oral. Entretanto, a candidíase não é considerada uma doença sexualmente transmissível porque pode acometer mulheres que nunca tiveram relação sexual (faz parte da flora vaginal).

    Fatores de risco

    Os fatores de risco que aumentam a incidência de candidíase são:
    • Uso de antibiótico: é comum o surgimento de candidíase vaginal em mulheres que estão utilizando antibiótico, pois essa medicação acaba matando as bactérias do canal vaginal, alterando o pH vaginal e, consequentemente, favorecendo o crescimento dos fungos;
    • Níveis elevados de estrogênioparece haver uma correlação entre a candidíase vaginal e doses elevadas de estrogênio. Isso pode ser demonstrado pelo aumento da incidência de candidíase em mulheres grávidas, usuárias de pílulas anticoncepcionais de alta dosagem ou usuárias de terapia de reposição hormonal;
    • Diabetes mellitus descontrolada: a incidência de candidíase vaginal entre mulheres portadoras de diabetes descontrolada (com níveis irregulares de açúcar no sangue) é maior quando comparada à mulheres que não têm diabetes;
    • Alteração do sistema imunológico: mulheres portadoras de baixa imunidade – tais como usuárias de corticoide ou com infecção pelo HIV – apresentam quadros de candidíase vaginal com maior frequência;
    • Atividade sexual: apesar de não ser considerada doença sexualmente transmissível, uma forma de contrair a candidíase é por meio da relação sexual.

    Diagnóstico

    Para realizar o diagnóstico de candidíase vaginal, seu médico deverá seguir alguns passos da propedêutica inicial:
    • Realizar questionamentos a respeito do seu passado médicoinclui informações sobre corrimentos vaginais pregressos ou doenças sexualmente transmissíveis;
    • Realizar o exame pélvico ginecológico: seu médico deverá realizar avaliação da genitália externa a procura de sinais como vermelhidão ou escoriação vulvar. Depois deverá ser realizado o exame especular (introdução de um aparelho denominado espéculo dentro do canal vaginal) para avaliar a presença de corrimento vaginal e analisar suas características. O corrimento em geral apresenta características típicas: branco, grumoso, inodoro com aspecto caseoso (nata de leite) ou similar a queijo cottage. Uma amostra do corrimento pode ser coletada para análise de hifas sob visualização microscópica;
    • Cultura de secreção vaginalem casos de candidíase vaginal de difícil tratamento ou com grande recorrência, seu médico deverá enviar uma amostra do corrimento vaginal para análise. Deve ser realizada uma pesquisa para diferenciar os diferentes tipos de cândida presentes na amostra.

    Tratamento

    O tratamento de candidíase vaginal depende do tipo de infecção: complicada ou não complicada.
    Candidíase vaginal não complicada
    Para sintomas leves ou moderados e nos casos de episódios infrequentes em mulheres saudáveis e não gestantes, o médico deverá prescrever:
    • Uso de terapia vaginal de pequena duração: uma única aplicação ou um regime de aplicação diário por três dias realizado por cremes antifúngicos, supositórios ou óvulos pode ser efetivo para o tratamento da candidíase vaginal. As medicações de escolha fazem parte da família dos “azois”, sendo os principais: clotrimazol, miconazol, tioconazol ou butoconazol.
    • Uso de terapia oral de dose únicaseu médico poderá prescrever tratamento por via oral em dose única (um único comprimido) de Fluconazol.
    Realize o seguimento ginecológico periódico caso seu tratamento tenha sido finalizado e os seus sintomas não tenham sumido ou caso os sintomas retornem logo após o término do tratamento.

    Candidíase vaginal complicada

    O tratamento para candidíase vaginal complicada deve ser introduzido de forma precoce:
    • Uso de terapia vaginal de longa duração: o tratamento vaginal para candidíase vaginal complicada inclui o uso de medicações da família dos “azois” na forma de supositórios, cremes ou óvulos por um período de cerca de quatorze dias;
    • Uso de terapia oral de múltiplas doses: a utilização de um comprimido de Fluconazol por semana durante seis meses é recomendada nos casos de candidíase vaginal de repetição. Não é recomendado para gestantes.

Um comentário:

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