O ácido úrico está entre as substâncias naturalmente produzidas pelo organismo. Ele surge como resultado da quebra das moléculas de purina – proteína contida em muitos alimentos – por ação de uma enzima chamada xantina oxidase. Depois de utilizadas, as purinas são degradadas e transformadas em ácido úrico. Parte dele permanece no sangue e o restante é eliminado pelos rins.
Os níveis de ácido úrico no sangue podem subir 1) porque sua produção aumentou muito, 2) porque a pessoa está eliminando pouco pela urina, 3) por interferência do uso de certos medicamentos.
Como consequência dessa taxa de ácido úrico elevada (hiperuricemia), formam-se pequenos cristais de urato de sódio semelhantes a agulhinhas, que se depositam em vários locais do corpo, de preferência nas articulações, mas também nos rins, sob a pele ou em qualquer outra região do corpo.
Estudos recentes realizados no Instituto do Coração de São Paulo mostram que níveis elevados de ácido úrico no sangue aumentam o risco de desenvolver acidentes cardiovasculares.
Sintomas
O depósito dos cristais de urato nas articulações, em geral, provoca surtos dolorosos de artrite aguda secundária, especialmente nos membros inferiores (joelhos, tornozelos, calcanhares, dedos do pé), mas pode comprometer qualquer articulação. Nem todas as pessoas com hiperuricemia desenvolverão gota, um tipo de artrite secundária, de caráter genético e hereditário, que acomete mais os homens adultos.
Nos rins, a hiperuricemia é responsável pela formação de cálculos renais (litíase renal) e insuficiência renal aguda ou crônica (nefropatia úrica).
Diagnóstico
O diagnóstico de certeza é dado por um exame que mede a concentração de ácido úrico no sangue e exige oito horas de jejum para ser realizado.
Tratamento e prevenção
Portadores desse distúrbio metabólico devem evitar o estresse físico, o uso de diuréticos e de anti-inflamatórios, assim como devem evitar a ingestão excessiva de alimentos e bebidas ricos em purina (carne vermelha, frutos do mar, peixes, como sardinha e salmão, e miúdos).
Como leite e derivados parecem melhorar a eliminação do ácido úrico, devem ser incluídos na dieta que, acima de tudo, precisa ser saudável e favorecer o controle da obesidade e da hipertensão.
Além da alimentação pouco calórica, quando necessário, podem ser indicados medicamentos para inibir a produção de ácido úrico (alopurinol) ou para aumentar sua excreção (probenecide e sulfinpirazona). Algumas pessoas precisam dos dois tipos porque têm excesso de produção e dificuldade de excreção dessa substância.
Recomendações
* Beba bastante água para ajudar o organismo a eliminar o ácido úrico;
* Prefira os alimentos não industrializados; adote uma dieta saudável, rica em frutas, verduras, leite e derivados;
* Evite o consumo de bebidas alcoólicas, especialmente de cerveja que é rica em purina;
* Não se automedique. Consulte um médico para orientar o tratamento e peça ajuda ao nutricionista para eleger uma dieta que ajude a controlar a taxa de ácido úrico e a manter o peso em níveis adequados.Quem já não escutou que se sua pele está descamando pode ser por causa do ácido úrico? Embora isto possa acontecer em pacientes que tem suas articulações inflamadas pelo excesso desta substância, as consequências do excesso de ácido úrico no nosso organismo são bem mais abrangentes e severas.
Considerado um produto final do metabolismo das purinas (substância encontrada em proteínas animais e vegetais que ingerimos na alimentação) não nos traz nenhum problema se circular pelo nosso sangue em níveis adequados, até 5,7 mg/dl em mulheres e até 7 mg/dl em homens. Até porque cumprem também determinadas funções específicas.
O problema começa quando seus níveis sanguíneos se elevam exageradamente, condição chamada de hiperuricemia, podendo se acumular em determinadas articulações sendo as mais frequentes as do hálux (dedão do pé), tornozelo, calcanhar e joelho, levando a um quadro inflamatório local bastante doloroso, ficando a região muito inchada, vermelha e com aumento da temperatura da pele da região afetada. Chamamos esta situação de gota, mais frequente em homens do que em mulheres.
Mas por que os níveis de ácido úrico podem se elevar no sangue? Bem, esta resposta é um pouco complexa, mas vamos tentar resumir esta história. Normalmente a quantidade de ácido úrico que circula no sangue é o resultado final do total que foi produzido dentro do corpo (gerado pelo metabolismo das proteínas que ingerimos) menos a quantidade que foi excretada pelos rins. Isto mesmo, boa parte do ácido úrico que produzimos é jogada fora pela urina e graças à este mecanismo que ele não se acumula dentro do corpo, nos protegendo dos danos causados pelo seu excesso. Algumas pessoas geneticamente predispostas não conseguem cumprir com eficiência este passo de excretar o ácido úrico pela urina, sendo chamados pela medicina de hipoexcretores.
Já outras pessoas produzem o próprio ácido úrico de maneira exagerada dentro do organismo, sendo classificados como hiperprodutores. Para completar o problema alguns fatores extras podem atuar nas duas pontas, ou seja, aumentar a produção e diminuir a excreção do ácido úrico, como é o caso da ingesta de bebidas alcoólicas e deficiência de algumas enzimas específicas envolvidas na sua produção e metabolismo. Qualquer que seja o mecanismo envolvido citado acima, a consequência final será o acúmulo excessivo de ácido úrico em nosso organismo, principalmente nas articulações e no próprio rim, aumentando também a chance de formar cálculos nos rins, quadro bastante desconfortável e aumentando a chance de alterar o bom funcionamento deste importante órgão.
Agora que ficou mais claro o porquê do ácido úrico se elevar dentro do corpo veja como deve ser feita sua correção. A princípio, exames laboratoriais específicos devem ser solicitados pelo médico para diagnosticar corretamente esta condição clínica e, inclusive, diferenciar se o paciente faz parte do grupo dos hiperprodutores ou do grupo dos hipoexcretores, já que para cada caso existem medicamentos adequados para ajudar a controlar o excesso do ácido úrico no sangue.
Sabe-se também que vários fatores paralelos podem contribuir e muito para a elevação do ácido úrico, como obesidade, hipertensão arterial, síndrome metabólica, consumo excessivo de álcool, doenças renais crônicas e uso de diuréticos, tiazídicos, e salicilatos em baixas doses. Todos estes fatores contribuintes devem ser corrigidos com os tratamentos.
O cuidado na alimentação das pessoas com hiperuricemia deve ser uma prioridade, já que vários alimentos são fontes de purinas que entram na formação do ácido úrico. Os mais contraindicados são:
- Condimentos como caldos de galinha ou carne
- Vísceras como: coração de galinha, rim, fígado, moelas, miolo.
- Alimentos embutidos: salsicha, presunto, mortadela, linguiça.
- Ovas de peixe e molhos à base de carne.
- Peixes: sardinha, anchova, cavala, arenque, manjuba.
- Mexilhão - Bebidas alcoólicas: principalmente a cerveja.
Alguns alimentos devem ter seu consumo diminuídos, mas não necessariamente eliminados, como: carnes, peixes, aves, mariscos.
Embora alguns alimentos fontes de proteínas vegetais sempre foram excluídos do cardápio das pessoas com excesso de ácido úrico, estudos recentes concluíram que não são desencadeadores do quadro de Gota, sendo eles: espinafre, couve-flor, cogumelos comestíveis, lentilha, feijões e ervilhas. Ou seja, não precisa eliminá-los do cardápio, mas seu exagero não é prudente.
Outros vilões na alimentação também parecem contribuir para o risco do desenvolvimento da Gota, segundo estudos atuais: a frutose, utilizada pela indústria alimentícia nas bebidas açucaradas como refrigerantes e sucos artificiais. A gordura saturada em excesso (banha de porco, cortes gordurosos de carne vermelha e de porco, manteiga, bacon, queijos amarelos) e o exagero nos carboidratos refinados (açúcar, pão branco, bolos, bolachas, massas, arroz branco, etc) parecem contribuir para o risco da gota.
Existem alimentos e nutrientes que parecem conferir uma certa proteção contra o desencadeamento da gota e deveriam fazer parte da estratégia alimentar dos pacientes com maior risco:
- Vegetais (legumes e verduras)
- Proteína láctea, do leite
- Vitamina C (sem excesso pelo risco de cálculo renal em altas doses)
- Café e chá (sem exageros pelos riscos do excesso da cafeína)
Como resumo vale ressaltar que os cuidados na alimentação são cruciais para a prevenção ou para o melhor controle da gota, doença ainda muito incidente em nosso meio e bastante debilitante. O ácido úrico é uma substância formada pelo organismo através da decomposição da purina presente em alguns alimentos, como carne, feijão ou marisco.
Geralmente, o ácido úrico não causa nenhum problema e é facilmente eliminado pelos rins, porém, quando existe algum problema renal, por exemplo, o ácido úrico pode se acumular nos tecidos, dando origem a Gota e provocando inflamação e dor nas articulações.
O ácido úrico tem cura, pois os seus desiquilíbrios podem ser controlados através de uma alimentação equilibrada, rica em água e pobre em alimentos com muitas proteínas.
Fotos do ácido úrico
Exame de ácido úrico
O exame de ácido úrico, normalmente, é pedido pelo médico quando o paciente apresenta dor nas articulações ou quando existem suspeitas de doenças mais graves, como lesão renal ou leucemia.
O exame de ácido úrico pode ser feito através do exame do sangue ou através da analise da urina, sendo que os valores de referência são:
Valor de referência de ácido úrico no sangue:
- Mulher: 2,4 - 6,0 mg/dL
- Homem: 3,4 - 7,0 mg/dL
Valor de referência de ácido úrico na urina:
- Homem e mulher: 0,24 - 0,75 g/dia.
O mais comum é que os valores do paciente estejam acima dos valores de referência e, por isso, deve-se iniciar o tratamento para ácido úrico alto. Mais raro, é o surgimento deácido úrico baixo pois está relacionado com problemas congênitos, como Doença de Wilson.
Sintomas de ácido úrico alto
Os principais sintomas de ácido úrico alto são a dor, o inchaço, a vermelhidão e a dificuldade em movimentar uma articulação, especialmente nos dedos das mãos, joelhos, tornozelos, calcanhar e dedos dos pés.
Além disso, um sintoma comum e ácido úrico alto é o aparecimento constante de pedras nos rins, que causam dor intensa no fundo das costas e dificuldade para urinar, por exemplo.
Como tratar o ácido úrico alto
O tratamento para ácido úrico alto deve ser orientado por um reumatologista, mas, geralmente, inclui o uso de remédios para ácido úrico como Alopurinol, Probenecida ou Sulfinpirazona, e o uso de anti-inflamatórios, como Indometacina ou Ibuprofeno, para aliviar as dores nas articulações.
Durante o tratamento, também é muito importante fazer uma dieta para ácido úrico, evitando evitar o consumo de alimentos ricos em purina, como as carnes vermelhas, peixes e frutos do mar, assim como dar preferência a alimentos naturais ao invés dos industrializados.
Nenhum comentário:
Postar um comentário