segunda-feira, 5 de outubro de 2015

PARALISIA

paralisia é o estado ou situação de imobilidade, seja ela total ou parcial. A poliomielite (vulgarmente tratada por paralisia infantil) caracteriza-se por ser uma doença que pode paralisar completamente os músculos das pernas, impedindo a pessoa de andar.
A paralisia é causada pelo mal funcionamento de algumas áreas do sistema nervoso central, que deixa de transmitir impulsos para a ativação muscular. A sede do distúrbio pode estar nas células do encéfalo ou da medula, ou nos nervos que vão ao músculo.
poliomielite é um tipo de paralisia em que os músculos mostram-se relaxados e fracos e a sede da perturbação está nos nervos ligado ao músculo.
O tratamento depende de medicamentos, exercícios, massagens, aplicações elétricas, fisioterapia etc.A paralisia muscular ocorre quando um grupo muscular não se contrai promovendo o movimento normal deste segmento. Quando um grupo muscular reduz ou perde a capacidade de contração a pessoa não é capaz de operar adequadamente a parte afetada do corpo e resulta na perda total ou parcial de realizar um determinado tipo de movimento. Este problema muitas vezes pode ser indicativo de uma doença mais grave do nervo (neuropatia) ou do músculo (miopatia) ou de ambos. Frequentemente é sintoma de doenças graves no corpo como uma lesão séria, overdose de drogas ou coma. A paralisia muscular pode ser decorrente da falta de alguns elementos importantes para o bom funcionamento dos nervos e músculos como vitaminas do complexo B, potássio, manganês, magnésio entre outros. Dependendo do motivo, a paralisia poderá ser temporária enquanto o fator causador estiver presente ou permanente se os nervos e músculos estiverem danificados.

Tipos

Existem diversos tipos de paralisias musculares, sendo que ela pode ser dividida em duas categorias (quanto ao segmento afetado em): parcial ou total. A paralisia muscular parcial afeta somente uma parte do corpo e é o principal sintoma de vítimas de derrames ou lesão raquimedular. Já a paralisia muscular total afeta o corpo inteiro e é frequente em pessoas com lesões na medula espinhal graves em lesões completas da coluna cervical ou doenças da medula espinal como a seringomielia ou esclerose lateral amiotrófica que destroem as células nervosas da medula e progressivamente levam a paralisia total dos segmentos afetados. Quando a paralisia muscular afeta os quatro membros tanto a metade superior como a inferior do corpo se denomina tetraplegia, já nas situações em que somente a metade inferior do corpo é afetada há a paraplegia. A paralisia muscular também pode ser temporária ou permanente.

Causas

A paralisia muscular pode ser causada por doenças do próprio músculo ou do sistema nervoso, como danos nos nervos, medula espinhal, lesão do nervo ou lesão cerebral.
Doenças do sistema nervoso que causam paralisia muscular são:
As doenças dos músculos que levam a paralisia muscular são:
  • Miopatias congênitas
  • Dermatomiosite e poliomiosite
  • Distrofia muscular
  • Miopatia induzida por drogas
  • Miopatia associada ao álcool.

 tratamento e cuidados

Mesmo com o tratamento algumas paralisias musculares podem permanecer parcialmente ou totalmente.
O prognóstico depende da causa e da gravidade da paralisia muscular. As opções de tratamento são adaptadas às necessidades específicas do paciente e também as causas do problema. A conduta será baseado no diagnóstico e dependendo da causa, o tratamento deverá ser conduzido por uma esquipe multidisciplinar que envolve neurologista, neurocirurgião, ortopedista, fisiatra, psicólogo, fisioterapeuta, educador físico, terapeuta ocupacional, especialista em dor e outros profissionais dependendo da deficiência que o paciente apresente. Pode se tornar um deficiente com grande, moderada ou leve dependência para as atividades da vida diária e para o trabalho.
Pode necessitar de acompanhamento permanente desta equipe multidisciplinar associado a:
  • Medicamentos
  • Fisioterapia
  • Hidroterapia
  • Terapia ocupacional
  • Cirurgias
  • Estimulação elétrica funcional
  • Órteses e próteses
  • Bloqueios com Botox
  • Bloqueios nervosos ou radiculares.

 convivendo (prognóstico)

Após o devido tratamento médico, algumas atitudes no cotidiano podem ser interessantes. São elas:
  • Siga os tratamentos prescritos
  • Fazer atividade física orientada pelos médicos e fisioterapeutas
  • Caso a paralisia muscular leve a dificuldades para mastigar ou engolir, opte por alimentos moles ou use sonda nasogástrica
  • Caso a paralisia prejudique as pálpebras e leve a dificuldades para abrir e fechar os olhos pode ser necessário usar uma proteção em cima dos olhos
  • Talas (Órteses) ajudam a prevenir contratura muscular
  • Imobilidade a longo prazo pode causar sérias complicações. Por isso é importante que a pessoa mude de posição frequentemente, cuide da sua pele e faça exercícios de amplitude de movimento a fim de manter algum tônus muscular
  • Use colchão tipo “casca de ovo” que pode ser o mais adequado
  • Procure não engordar.

 diagnóstico e exames

É preciso buscar ajuda médica imediatamente diante da paralisia muscular. Caso observe o enfraquecimento dos músculos, que pode se manifestar através da dificuldade para realizar tarefas corriqueiras, dificuldades para andar, subir ou descer escaladas ladeiras, carregar peso, dirigir, escrever ou qualquer atividade da vida diária, procure um médico.

Especialistas que podem diagnosticar uma paralisia muscular são:
  • Clínico geral
  • Ortopedista
  • Neurologistas
  • Neurocirurgiões
  • Fisiatras
  • Geriatras ou Pediatras.
Estar preparado para a consulta pode facilitar o diagnóstico e otimizar o tempo. Dessa forma, você já pode chegar à consulta com algumas informações:
  • Uma lista com todos os sintomas e há quanto tempo eles apareceram
  • Histórico médico, incluindo outras condições que o paciente tenha e medicamentos ou suplementos que ele tome com regularidade
  • Se possível, peça para uma pessoa te acompanhar.
O médico provavelmente fará uma série de perguntas, tais como:
  • Quais partes do seu corpo foram afetadas?
  • A paralisia está afetando um lado ou ambos os lados do seu corpo?
  • A paralisia muscular está se desenvolvendo de cima para baixo ou ao contrário?
  • Você está com dificuldades para segurar?
  • Você tem problemas para mover os músculos?
  • Você tem dificuldades para sair da cadeira ou subir escadas?
  • Você sente dor?
  • Há dormência, formigamento ou perda de sensibilidade?
  • Você tem dificuldades para controlar sua bexiga ou intestino?
  • Você sente falta de ar?
  • Que outros sintomas você sente?
  • A perda muscular está piorando?
  • Se sim, este progresso está sendo rápido ou lento?
  • Existe algo que você faz que melhora a paralisia?
  • Existe algo que você faz que piora a paralisia?

A localização da paralisia muscular, a quantidade de áreas afetadas e outros sintomas podem ajudar o médico a diagnosticar a causa da paralisia muscular. Após uma avaliação física, seu médico poderá pedir os seguintes exames:
  • Biópsia do músculo
  • Biópsia do nervo
  • Ressonância magnética
  • Eletroneuromiograia
  • Hemograma
  • Punção lombar
  • Mielografia.

 fontes e referências

  • Texto revisado pelo Dr. Gilberto Hiroshi Ohara, médico ortopedista do Centro de Qualidade de Vida de São Paulo. Formado pela Universidade de São Paulo (USP) de Ribeirão Preto, SP, especializado em cirurgia de mão pela Santa Casa de São Paulo. Membro titular da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia – SBOT. CRM:28428/SP.
  • Instituto Nacional de Saúde dos Estados Unidos.27/08/2015 10h44 - Atualizado em 27/08/2015 12h02

    Entenda a paralisia de Bell

    Parar de sorrir, de piscar, de franzir a testa são sintomas da paralisia.
    Paralisia de Bell é provocada, na maioria das vezes, pelo vírus do herpes.

    Do G1, em São Paulo
    Parar de sorrir, de piscar, de franzir a testa de uma hora para a outra. Esses são alguns sinais da paralisia de Bell. O que pode causar essa paralisia? Como diferenciar de um AVC? O Bem Estardesta quinta-feira (27) falou sobre as causas da paralisia e seus tratamentos. Participaram do programa a consultora e pediatra Ana Escobar e o otorrinolaringologista especializado em paralisia facial Ricardo Ferreira Bento.
    A paralisia de Bell é causada por uma inflamação no nervo facial e não tem relação com problemas no cérebro, diferente da paralisia facial decorrente do AVC, que ocorre quando a lesão no cérebro relacionada ao acidente atinge áreas cerebrais que comandam os nervos da face.
    O médico e professor de yoga Rodrigo Yacubian Fernandes teve paralisia facial durante as férias com a família. “Acordei, fui ao banheiro e percebi que meu rosto estava esquisito, fraco. Para escovar o dente foi um incômodo”, conta.
    Ele percebeu que não estava tendo um AVC e conseguiu manter a calma. “Não tinha mais nada me incomodando. Dor de cabeça, não tinha dificuldade de movimentação dos braços, pernas”. Foi ai que ele desconfiou de outro problema: a paralisia de Bell.

    A paralisia de Bell é provocada, na maioria das vezes, pelo vírus do herpes. Ele fica adormecido no corpo. Quando nossa imunidade cai, por algum motivo, o vírus desperta e ataca o nervo facial, que controla os músculos do rosto. O nervo inflama e para de transmitir os impulsos nervosos que fazem os músculos se mexerem.
    O jogador de futsal Falcão também teve o rosto paralisado em plena Copa do Mundo, em 2012. Mesmo assim ele continuou na competição. “Começou com uma dor de cabeça, foi aumentando, pegava do pescoço e dava a volta na cabeça. Fui dormir tratando como uma dor de cabeça. No dia seguinte, quando fui morder [a comida] no café, já mordi o lábio, depois olhei no espelho e vi a piscada diferente”.
    Apesar da paralisia, ele entrou em campo na final contra a Argentina e ajudou o Brasil a ser campeão. Até hoje ele tenta entender o que aconteceu com o corpo dele. Ele acha que foi o estresse. “Eu relacionei ao estresse e ao nervosismo, pressão. Quando melhorei consegui reverter a situação em 15 dias.”

    Paralisia x AVC
    A paralisia atinge o nervo facial que comanda os chamados mímicos da face, que nos permitem franzir a testa, sorrir e piscar. Apenas um lado do rosto fica paralisado. Ela não acomete os músculos mastigatórios.
    Tomar corticoides ajuda a encurtar os dias de inflamação. No entanto, em 85% dos casos o problema desaparece sozinho, sem que seja necessário nenhum tratamento. Basta o nervo desinchar.
    Já em casos de AVC, o problema se dá no cérebro. Ele pode ocorrer como um bloqueio das artérias do cérebro ou na forma hemorrágica, quando o sangue vasa para fora da artéria. Fique atento aos sintomas de AVC: a parte da face pode ‘cair’, como o olho ou a boca; a pessoa não consegue colocar os braços estendidos na frente do corpo e paralelos; a pessoa não fala de maneira clara, enrola a língua ou fala sem sentido. Identificando esses sintomas, vá até o hospital.
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