Lançado em 2004, o PAD foi concebido e elaborado de forma participativa durante o ano de 2003, unindo a participação social, proteção ambiental, envolvimento institucional e gestão comunitária local. Possui como premissas básicas o compromisso do Governo Federal de garantir à população do semi-árido o acesso à água de boa qualidade, além de ser amparado por documentos importantes como a Declaração do Milênio, a Agenda 21 e deliberações da Conferência Nacional do Meio Ambiente.
O PAD está estruturado em seis componentes: gestão, pesquisa, sistemas de dessalinização, sustentabilidade ambiental, mobilização social e sistemas de produção. O componente da gestão é responsável pela formação de recursos humanos, elaboração de diagnósticos técnicos e ambientais, manutenção e operacionalização dos sistemas, além de dar o apoio ao gerenciamento e manutenção dos sistemas. O componente pesquisa é direcionado à otimização dos sistemas de produção com o aprofundamento dos conhecimentos em plantas halófitas, nutrição animal e piscicultura.
Com o compromisso de garantir o uso sustentável dos recursos hídricos, promovendo a convivência com o semiárido a partir da sustentabilidade ambiental e social, o PAD beneficia cerca de 100 mil pessoas em 154 localidades do Nordeste, ampliando suas ações para garantir o acesso à água de qualidade nas comunidades difusas do semiárido. Chama-se água doce a água dos rios, lagos e a maioria dos lençóis subterrâneos, com uma salinidade próxima de zero, por oposição à água do mar (que tem geralmente uma salinidade próxima de 35 gramas de sais dissolvidos por litro) e à água salobra, como a dos estuários, que tem uma salinidade intermédia.
A água doce é procedente de um processo de precipitação (chuva, granizo, neve) ou do degelo de geleiras.
Distribuição da água doce na Terra[editar | editar código-fonte]
- Gelos e geleiras — 77,39%
- Águas subterrâneas — 22,03%
- Água superficial, incluindo lagos, rios, pântanos e represas — 0,37%
- Humidade do solo — 0,18%
- Vapor atmosférico — 0,03%
As águas dos lagos, rios, represas e as águas subterrâneas são considerados "água disponível para consumo humano", correspondentes a 22,4% do total da água doce existente na Terra. Dessa água doce disponível, as águas subterrâneas correspondem a cerca de 97~98%, e os rios e lagos correspondem a 2% apenas. A "água disponível para consumo humano" não é necessariamente água potável (ou própria para beber).
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