hoque térmico é a mudança rápida de temperatura do corpo. Pode acontecer, por exemplo, quando a gente sai do banho quente e vai imediatamente pendurar a toalha no quintal num dia bem frio ou ainda ao brincar embaixo do sol forte e entrar de uma só vez na piscina de água gelada.
É importante saber que o organismo leva um tempo para se adaptar à temperatura diferente da qual estava acostumado. E isso exige bastante esforço dos vasos sanguíneos e do coração.
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No calor, as veias estão dilatadas (mais largas). No momento em que a temperatura abaixa de repente, se tornam estreitinhas, dificultando a passagem de sangue. Isso aumenta a pressão sanguínea e o esforço que o coração tem de fazer para levar sangue ao corpo todo. É nessa hora que sentimos tontura e mal-estar.
O contrário também ocorre quando, no frio, os vasos sanguíneos aumentam de tamanho de uma vez por causa do calor brusco. Nesse caso, porém, ficamos avermelhados e passamos a transpirar rapidamente.
CUIDADOS - Para evitar o choque térmico, é preciso tomar alguns cuidados. Se brincar na beira da piscina, represa ou na praia e quiser se refrescar, não mergulhe de uma vez. O organismo vai estar quente e a água, gelada. O ideal é ficar na sombra, molhar aos poucos as partes do corpo e só entrar depois, quando sua temperatura baixar.
Além disso, ficar em ambiente com ar-condicionado ou sair do banho quente e tomar vento gelado pode causar resfriado. Isso acontece porque os pelos do nariz (chamados cílios) - que têm a função de limpar o ar que respiramos ao se movimentarem - paralisam com a mudança de temperatura (de quente para bem frio). Desse modo, não conseguem ‘varrer' para fora do corpo intrusos, como poluição, bactérias e vírus, que podem provocar doenças.
PARALISIA - Quem nunca ouviu os adultos falarem que não é para sair na friagem depois do banho quente porque a boca entorta? A paralisia do rosto - chamada nevralgia - pode acontecer quando a temperatura do corpo muda muito e rapidamente. Existem pessoas com mais tendência do que as outras para tê-la, mas não se sabe ao certo o motivo. A maioria dos casos tem cura, desde que receba cuidados médicos.
Consultoria da professora de Pediatria Denise de Oliveira Schoeps, da Faculdade de Medicina do ABC
Tem de descansar após as refeições
Deve-se evitar entrar no mar, piscina ou represa depois de ingerir alimentos. O problema não é a água - que na verdade não faz mal - , mas o esforço físico. É difícil ficar sem nadar e brincar nesses lugares; só que fazer isso após as refeições pode provocar mal-estar.
É que depois de comer, parte do sangue se concentra mais no sistema digestivo para auxiliá-lo a digerir a comida. Com isso, a circulação de sangue fica mais lenta nas outras partes do corpo, como pernas, braços e cérebro.
Ao praticar atividades, o organismo é obrigado a enviar mais sangue para os músculos que estão em movimento. Desse modo, diminui a quantidade que ajudaria na digestão, podendo provocar enjoos e vômito.
Além disso, é preciso atenção redobrada na água, pois você pode desmaiar e se afogar. A dica é esperar cerca de duas horas após as refeições. No caso de comidas pesadas, como a feijoada, o tempo de descanso deve ser maior.
Tomar banho depois de comer não faz mal, desde que seja rapidinho e a água esteja morna. Caso a ducha seja gelada demais, o sangue será desviado do aparelho digestivo para a pele para aquecer o corpo. Assim, o alimento permanece mais tempo no estômago, podendo ocasionar incômodos.
Cuidados na água
- Ao chegar à praia procure sempre pelo guarda-vidas. Ele saberá orientá-lo sobre os locais mais seguros para brincar.
- Saia imediatamente da piscina ou do mar se começar a chover forte; você pode ser atingido por um raio.
- Observe e respeite as placas de advertência que indicam as áreas de perigo na praia e na represa. Na piscina, verifique a profundidade antes de entrar. Esteja sempre
acompanhado por um adulto nesses lugares.
- A água nunca deve ultrapassar a linha do seu umbigo. Os menorzinhos precisam usar coletes salva-vidas. No mar, não confie em boias e pranchinhas, pois podem arrastá-lo para o fundo sem que perceba.
- Nunca finja precisar de socorro. Um dia pode ser verdade e ninguém vai acreditar em você.
Lucas do Amaral Cruz, 11 anos, de São Bernardo, sentiu calafrio ao estender a toalha no quintal logo após sair do banho quente. Desde então, o menino preocupa-se em não fazer isso novamente. "Minha mãe sempre diz que depois do banho não devo sair no frio, porque pode dar choque térmico."Neste verão, chegar a um ambiente com ar-condicionado potente após uma caminhada na rua é sensação de alívio na certa. Por outro lado, se submeter a variações abruptas de temperatura pode trazer riscos a saúde. São os perigos do choque térmico, situação a que o corpo fica exposto quando, por exemplo, se mergulha bruscamente na água gelada depois de ficar muito tempo sob o sol.
Sair de um ambiente quente para um frio, ou vice-versa, exige que o organismo faça algumas adaptações para se adequar ao novo meio. Segundo o clínico geral Salomão Turek, do Hospital Adventista Silvestre, podem haver alterações da pressão arterial nesse processo.
Devido a mecanismos de circulação em vasos periféricos e centrais, a pressão sanguínea tende a cair quando a pessoa sai de um ambiente frio para o quente. Nesse caso, pessoas que já têm hipotensão podem ter a condição acentuada e sentir sintomas como mal estar e vertigem.
Em contrapartida, a pressão costuma aumentar quando o choque térmico é do quente para o frio. Assim, quem sofre de hipertensão pode ficar com a pressão ainda mais alta, o que eleva o risco de acidentes vasculares cerebrais e de outros problemas relacionados a picos hipertensivos.
— No entanto, para a maioria das pessoas, as alterações de pressão são imperceptíveis, já que o equilíbrio do organismo é rapidamente restabelecido em quem tem boa saúde — afirma Turek.
De acordo com o cardiologista Daniel Kopiler, coordenador da reabilitação do Instituto Nacional de Cardiologia, crianças e idosos são mais propensos a sofrer tais variações, pois têm mecanismos de adaptação da pressão ainda em formação ou desgastados, respectivamente.
Paralisia facial
O choque térmico também pode causar paralisia facial periférica, atingindo um dos lados do rosto. Mais associado à exposição ao frio, o problema surge quando a mudança brusca de temperatura leva a um processo inflamatório do nervo facial. No entanto, segundo Daniel Kopiler, a chance de isso acontecer é baixa.
Quem sofre de alergias respiratórias pode ter o quadro agravado pelo choque térmico, por causa do ressecamento das mucosas das vias aéreas.
— Ainda pode haver diminuição da imunidade, que propicia estados virais — completa o cardiologista.
O que fazer
Pouco sol e muita água: Para Salomão Turek, a melhor forma de prevenir o choque térmico é evitar a exposição ao sol. Beber líquido com frequência é fundamental.
Na rua: Quem trabalha na rua deve usar roupas que deixem o suor evaporar e se proteger do sol o máximo possível.
Na praia e na piscina: O ideal é molhar pulsos, pés e rosto antes de mergulhar na água gelada.
Com o ar-condicionado: Regule o aparelho para a temperatura de 21 graus, que é agradável e fará com que a transição do quente para o frio seja menos impactante.
Leia mais: http://extra.globo.com/noticias/saude-e-ciencia/choque-termico-um-dos-perigos-do-verao-11248800.html#ixzz3oH9wsCITChoque térmico refere-se ao fenômeno que em geral leva à quebra de um material devido a uma variação brusca da temperatura.
O vidro e a cerâmica são exemplos de materiais suscetíveis a esse tipo de colapso devido a sua baixa resistência aos choques mecânicos (alta dureza e baixa ductibilidade), sua baixa condutividade térmica e seu elevado coeficiente de expansão térmico.
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