segunda-feira, 19 de outubro de 2015

INSUMO

Insumo é um substantivo masculino da área da economia e indústria, que significa cada um dos elementos essenciais para a produção de um determinado produto ou serviço.
Insumo deriva do termo em latim insumere, que significa despender, no sentido de "fazer uso de".  Em inglês, a palavra insumo é traduzida por input, ou seja, aquilo que é introduzido no processo de produção de um produto final (output).
Um insumo pode ser visto de duas vertentes: como fator de produção ou como matéria-prima. Os insumos considerados factores de produção podem ser: máquinas, horas de trabalho, capital, etc.
Muitas pessoas têm dúvidas em relação à diferença entre insumo e matéria-prima. A matéria-prima é considerada um insumo, mas um insumo é mais do que uma matéria prima. A matéria-prima é o material base ou mais importante de um produto. Mas para transformar a matéria-prima no produto final é preciso outros insumos que são usados nesse processo.
Na área da saúde, um insumo farmacêutico é uma substância química ou complemento que é utilizado na produção de um medicamento, sendo um dos primeiros passos da indústria farmacêutica.
Quanto mais complexo for o produto final, mais insumos são necessários. Por exemplo: um carro, precisa de vários insumos, como aço, borracha, plástico, vidro, componentes eletrônicos, etc.
Se um insumo tiver muita procura e a oferta não for muito grande, o seu valor aumenta. Por esse motivo, o preço de um produto que tenha um insumo de elevado valor, também vai ter um preço alto.
Alguns sinônimos de insumo podem ser: factores, input, materiais, matéria-prima, etc.

Insumos agrícolas

Os insumos agrícolas são insumos de produção que são utilizados na obtenção de produtos agrícolas, sejam vegetais ou animais.
Podem ser categorizados em:
  • Insumos mecânicos: Todos os equipamentos e máquinas usadas para a preparação e manutenção dos produtos. Ex: tratores, sistemas de irrigação, etc.
  • Insumos biológicos: Elementos que são de origem vegetal ou animal. Ex: Adubos, plantas, etc;
  • Insumos minerais ou químicos: Produtos provenientes de rochas ou fabricados em laboratórios. Ex: fertilizantes, agrotóxicos, etc.Insumo é um substantivo masculino provindo do latim, “insumere”, que tem o significado de despender, empregar, fazer uso de alguma coisa, agregar.
    Insumo é uma palavra muito utilizada nas áreas econômicas e industriais, referindo aos elementos essenciais para a produção de um determinado produto ou serviço. O insumo geralmente é classificado de duas maneiras: como fator de produção ou como matéria prima. O insumos considerados na categoria fator de produção são classificados tanto como máquinas e equipamentos ou como trabalho e capital investido. Já na categoria de matéria prima, podemos considerar como insumos qualquer material empregado para a produção.
    Insumo, portanto, é tudo aquilo que está disponível para uso ou desenvolvimento dos produtos industriais, desde os que podemos encontrar na própria natureza, como aqueles que foram fabricados pelo homem. Os insumos perdem suas características e propriedades para se transformar em parte do produto final.
    Podemos considerar que, mesmo estando a matéria prima na categoria de insumo, nem tudo que seja insumo é uma matéria prima. A matéria prima é a base ou um conjunto de materiais necessários para criar um produto. Os insumos, além de serem considerados matéria prima, também podem ser utilizados no processo de fabricação sem serem categorizados como matéria prima.
    Todas as áreas em de atividade humana possuem algum tipo de insumo. Quando nos referimos à saúde, por exemplo, um insumo utilizado no ramo farmacêutico sempre trata-se de uma substância química ou de um complemento utilizado para produção do medicamento, fazendo parte do processo de fabricação da indústria farmacêutica.
    É interessante notar que, dependendo da complexidade das características para a finalização do produto, a quantidade de insumos mais será acrescida para sua fabricação, a exemplo de um veículo, que utiliza inúmeros insumos, como aço, borracha, vidro, plástico, componentes eletrônicos, couro e outros.
    Uma das características interessantes quando se fala em insumos é que são regidos conforme a regra de oferta e procura, influenciando no preço final de qualquer produto. Quando um insumo tem mais procura e oferta, o seu valor é proporcionalmente aumentado e, consequentemente, esse valor é repassado para a produção, acrescendo o valor final do que foi produzido.
    A palavra insumo, em inglês, é bastante conhecida por sua utilização até mesmo na área de informática: input, termo que pode ser traduzido como aquilo que é introduzido no processo de produção de um produto final (output).

    Insumos agrícolas

    Insumos agrícolas são os materiais necessários para a obtenção de produtos agrícolas destinados à alimentação humana, sejam eles vegetais ou animais. Entre os insumos agrícolas, podemos categorizar:
    • Insumos mecânicos, que são os equipamentos e máquinas utilizados na preparação desses produtos, como por exemplo, máquinas colheitadeiras, tratores, sistemas de irrigação, etc.
    • Insumos biológicos, reunindo os elementos que são de origem vegetal ou animal e que servem para a produção desde seu plantio, como os adubos orgânicos.
    • Insumos minerais ou químicos, compreendendo os produtos provenientes do reino mineral ou produzidos em laboratórios, como os agrotóxicos e fertilizantes.Tradicionalmente, os economistas, e particularmente desde Jean Baptiste Say, os fatores de produção têm sido apontados em todo o processo produtivo como sendo: a terra (terras cultiváveis, floresta, minas), trabalho (o homem) e o capital (máquinas, equipamentos, instalações, matéria-prima).[3]
      Mas aqueles economistas, já incluíam no conceito económico de terra, não apenas o solo, o que era arável, mas todos os fatores naturais de produção. Assim, para além do solo, incluíam o subsolo, a capacidade energética do mar, os cursos de água, do vento, da luz solar, etc. Por esta razão, alguns autores preferem referir-se aos fatores naturais de produção, abrangendo nesta noção a terra, o solo e também outras forças naturais.
      O homem tem de empregar trabalho, com maior ou menor esforço, para aproveitamento dos fatores naturais, ou seja, é necessário revolver a terra, semeando, plantando, fertilizando, colhendo, e também caçando, pescando, domesticando animais, etc. Deste modo, o trabalho insere-se entre os fatores produtivos.
      Para melhor aproveitar a natureza, o homem, tem de construir instrumentos, que embora não lhe ofereçam satisfações diretas, irão a breve trecho, facilitar o aproveitamento. Os instrumentos usados para um melhor aproveitamento da natureza constituem o capital. Assim, também este capital, verdadeiramente fundamental, se inclui entre os fatores produtivos.[4]
      The number and definition of factors varies, depending on theoretical purpose, empirical emphasis, or school of economics.[5] [6]

      Fatores da organização, das instituições sociais e dos riscos[editar | editar código-fonte]

      Aos três fatores apontados: terratrabalho e capital o economista inglês Alfred Marshall, acrescentou um fator que designou por organização.[4] A organização é uma realização social através da qual se agrupam meios variados para atingir os objetivos, podendo ser imaginados como insumos necessários para produzir o serviço ou o produto final.[7]
      No princípio, não se mostraram os economistas muito favoráveis a admitir entre os fatores produtivos as instituições sociais. No entanto, é incontestável a importância destas instituições, tendo em conta que o nível moral das populações se reflete na produtividade do trabalho, na formação do capital e nos hábitos de consumo. Também, no domínio do risco e o domínio da incerteza a dificuldade em entender que estes sãofatores produtivos, aos quais corresponderão, o prémio de seguro e o lucro, duas formas de remuneração bem particulares.[4]

      Referências

      1. Ir para cima Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa, Lisboa, 2005, Tomo IX, p. 3730
      2. Ir para cima Sullivan, Arthur; Steven M. Sheffrin. Economics: Principles in action. Upper Saddle River, New Jersey 07458: Pearson Prentice Hall, 2003. p. 4. ISBN 978-0-13-063085-8
      3. Ir para cima Sandroni, Paulo, Novíssimo Dicionário de Economia, Editora Best Seller, 1999, "Fatores de produção", p. 235.
      4. ↑ Ir para:a b c Martínez, Soares, Economia Política, 8ª ed., Coimbra:Almedina, 1998, pp 407-410 ISBN 972-40-1146-1
      5. Ir para cima Milton Friedman. Price Theory. [S.l.]: Transaction Publishers, 2007. p. 201. ISBN 978-0-202-30969-9
      6. Ir para cima Parkin, Michael; Esquivel, Gerardo. Macroeconomía (em es). Fifth ed. Mexico: Addison Wesley, 1999. p. 160. ISBN 968-444-441-9
      7. Ir para cima Marques, Wagner Luiz, Recursos Humanos, 2ª ed., Brasil, p. 75

      Bibliografia[editar | editar código-fonte]

      • Castañeda, José, Lecciones de Teoria Economica, 5ª reimpr., Madrid, 1982, pp.241-392.
      • Samuelson, Paul Anthony e Nordhaus, William, Economia, 12ª ed.,trad, port., Lisboa,1992, pp.126 e s.
      • Salozábal, José Maria, Curso de Economia, 4ª ed.,Bilbau, 1985, pp.77 e s., 197 e s.
      • Weber, Adolfo, Tratado de Economia Política, trad. esp., 4 vols., Barcelona, 1935-1941, II, pp. 9-20 e 61-72

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