terça-feira, 6 de outubro de 2015

MACROBIOTICA

macrobiótica é um regime alimentar e de vida. O estilo de vida macrobiótico preconiza a plena vida, implementando o velho aforismo "alma sã em corpo são". O japonês George Ohsawa (1893-1966) é o principal responsável pela divulgação dessa cultura no ocidente. Considera, esta arte/ciência, que o alimento principal para os seres humanos são os cereais integrais, comidos cozidos, assados, tostados,germinados, enfim, em inúmeras formas de preparo e apresentação. Como complemento aos cereais integrais na dieta macrobiótica, são consumidos legumes e frutas frescas.[1]
Alguns típicos ingredientes macrobióticos: tofumissôchá-verdeumeboshi, arroz integral, sal marinho e nori

Equilíbrio sódio-potássio[editar | editar código-fonte]

Para esclarecer melhor quem está acostumado com a visão científica desses assuntos, um tópico importante a ser destacado é que se dá muita atenção ao equilíbrio sódio-potássio na escolha e no preparo da alimentação. A proporção dos mesmos deve se aproximar, na alimentação, da proporção existente nas células do organismo humano. Isso não quer dizer que precisaremos de uma tabelinha analítica da ocorrência desses dois elementos nos diversos alimentos. A habilidade em discernir essas características vem com a prática, através da observação e meditação sobre os conceitos de Yin e Yang, principais colunas do pensamento dialético oriental.

Etimologia[editar | editar código-fonte]

"Macrobiótica" deriva do termo grego makrobíotos, que significa "de vida longa".[2]

Macrobiótica no Brasil[editar | editar código-fonte]

Flávio Zanatta, discípulo de George Ohsawa, foi o introdutor da macrobiótica no Brasil. No Rio de Janeiro, criou a Associação Macrobiótica do Rio de Janeiro, que publicou, em 1967, o livro do professor George Ohsawa "A Filosofia da Medicina Ocidental - macrobiótica zen". Um dos alunos de Flávio Zanatta foi José Castor de Albuquerque Maranhão, que, posteriormente, introduziu a alimentação macrobiótica na cultura de Brasília. Castor Maranhão fundou o primeiro restaurante voltado para cuidados com a saúde em Brasília: o Restaurante Macrobiótico Portal, em meados da década de 1970. Castor Maranhão, no início dadécada de 1980, realizou os primeiros cursos de agricultura orgânica no Distrito Federal, tendo incentivado muitos jovens que, hoje, têm importante atuação nessa área. O governador do Distrito Federal José Aparecido conferiu-lhe a Comenda Mérito da Alvorada em reconhecimento por seus préstimos à população brasiliense.
Nascido no Recife, em Pernambuco, em 8 de junho de 1923, virou brasiliense de coração e se radicou em Brasília, onde, por muitos anos, atuou como jornalista preocupado com a urgência de medidas em defesa do meio ambiente. Faleceu em 4 de novembro de 2008, aos 85 anos de idade, deixando uma grande contribuição para o movimento ecológico, holístico e terapêutico alternativo, entre as quais o Jornal da Saúde, que fundou em 1992, focalizando a relação nutrição/saúde e a importância da preservação do meio ambiente, méritos reconhecido por pessoas de renome internacional como o doutor Marcio Bomtempo. Foi presidente do Instituto de Tecnologia Alternativa do Distrito Federal e, graças à sua atuação, foi estabelecido o Instituto de Saúde Mental na Granja do Riacho Fundo, no Distrito Federal.

Referências

  1. Ir para cima FERREIRA, A. B. H. Novo dicionário da língua portuguesa. 2ª edição. Rio de Janeiro. Nova Fronteira. 1986. p. 1 060.
  2. Ir para cima FERREIRA, A. B. H. Novo dicionário da língua portuguesa. 2ª edição. Rio de Janeiro. Nova Fronteira. 1986. p. 1 060.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Fontes[editar | editar código-fonte]

  • A Filosofia da Medicina Ocidental-macrobiótica Zen
    • Autor: George Ohsawa
    • Editora: Associação Macrobiótica do Rio de Janeiro
    • Ano: 1967
  • Macrobiótica as Bases Cientificas
    • Autor: Flávio Zanatta
    • Editora: Leitura S/a
    • Ano: 1973
  • Como Preparar um Alimentação Macrobiótica (Volume 1)
    • Autor: Flávio Zanatta e José Edmundo Pinheiro
Wiki letter w.svgEste artigo é um esboço. Você pode ajudar a Wikipédia expandindo-o.A Macrobiótica não é exclusivamente uma dieta, um regime, mas sim um estilo de vida que tem como objectivo último ajudar-nos a desenvolver o nosso potencial humano, ao seguirmos as leis da natureza dum ponto de vista biológico (através da alimentação), ecológico (fazendo escolhas diárias que contribuem para uma melhor qualidade de vida ambiental), social e espiritual (tratando os outros com amor e compaixão e assumindo a nossa responsabilidade como um pequeno elo numa vasta cadeia de seres e fenómenos).
A origem da palavra é grega, “macro” – grande – e “bio” – vida e não significa apenas “grande vida” mas também a capacidade de vivermos a vida duma forma grandiosa e magnífica. A esse nível, a alimentação é importante, essencial, porque nos dá a base biológica, a saúde para gozarmos a vida em todo o seu esplendor e para termos sensibilidade para com o meio que nos rodeia. Nós somos literalmente o que comemos, os alimentos criam o nosso sangue que vai nutrir as células, os órgãos, o cérebro. Sem alimentos a vida não é possível.
A palavra Macrobiótica foi utilizada por filósofos gregos como Hipócrates e na era moderna primeiro no séc. XVIII por um professor de medicina alemão, médico pessoal de Goethe, chamado Christoph Von Hufeland que escreveu o livro “Macrobiótica, ou a Arte de prolongar a Vida” onde prescreveu recomendações muito semelhantes às da “macrobiótica moderna”. Nos finais do séc. XIX, um médico do exército japonês, Sagen Ishisuka, que se curou duma doença de rins intratável pela medicina moderna, adoptando um regime alimentar baseado em cereais integrais e vegetais, fundou a primeira organização macrobiótica denominada na altura Sokuiokai e foi extremamente famoso no Japão nos finais do séc. XIX e início do séc. XX.
Para Ishizuka todos os problemas de saúde e sociais tinham como origem uma má nutrição, particularmente um desequilíbrio entre sódio e potássio nos alimentos e, para ele, todos os problemas podiam ser corrigidos adoptando uma prática alimentar de acordo com a constituição biológica humana, em especial a utilização de cereais integrais e vegetais como alimentos principais.
O trabalho de Ishizuka foi continuado e desenvolvido por George Ohsawa que nos anos 30 trouxe os seus ensinamentos para a Europa, em especial para a França e Bélgica; Ohsawa escreveu dezenas de livros e foi relativamente conhecido em França, mas duma forma geral, o que se conhece mais da abordagem de George Ohsawa é uma prática alimentar macrobiótica extremamente restritiva que não se adapta bem (na minha opinião) à vida moderna. Isto, apesar de Ohsawa ter uma concepção extremamente alargada do regime macrobiótico, recomendando desde dietas muito simples, monodietas, até regimes com uma quantidade aceitável de produtos animais e pequena quantidade de bebidas alcoólicas.
Ohsawa prescrevia segundo a condição individual – para ele, praticar macrobiótica era comer segundo as necessidades em constante mutação de cada um – para algumas pessoas jejuar é a terapia, para outros comer bastante variedade e divertir-se é a solução mais indicada. No entanto, na prática diária, os cereais integrais e os vegetais continuam a ser os alimentos mais adaptados à espécie humana, e consequentemente aqueles que mais ajudam a criar e a manter a saúde.
Os ensinamentos de George Ohsawa foram na geração seguinte disseminados pelos seus discípulos orientais particularmente Michio e Aveline Kushi, Herman e Cornelia Aihara, Tomio e Bernardete Kikuchi, Shizuko Yamamoto, Clim Yoshimi, entre outros e na geração actual especialmente por estudiosos europeus e americanos. Michio Kushi, residente nos Estados Unidos desenvolveu um modelo alimentar mais simples de compreender e mais adaptado à vida moderna denominado “Alimentação Macrobiótica Padrão” (Standard Macrobiotic Diet), o modelo alimentar mais utilizado pela maioria dos praticantes macrobióticos modernos.
Nas linhas que me restam para concluir este artigo, vou tentar identificar aqueles que me aparecem ser os aspectos mais importantes da alimentação e estilo de vida macrobióticos.
Devemos comer segundo as nossas características biológicas – o Homem é por natureza um ser designado para comer maioritariamente alimentos de origem vegetal, em particular cereais e vegetais, apesar de ter a capacidade para ingerir de tudo.
A alimentação deve reflectir o enquadramento geográfico e climático pelo se deve adaptar aos diferentes climas e habitats; deve também ser tradicional, ou seja devemos escolher um estilo alimentar que venha a ser seguido há séculos (os cereais, os vegetais e as leguminosas foram a base alimentar da espécie humana durante milhares de anos e só recentemente esses hábitos foram alterados).
A noção de bipolaridade, ou a teoria de “yin” e “yang” é uma parte essencial deste estilo de vida – a ideia de que todos os fenómenos, alimentos incluídos, têm qualidades energéticas, metafísicas e de que a harmonia relativa é conseguida quando “equilibramos” estes dois pólos, yin e yang, nas nossas vidas.
Temos o livre arbítrio para escolhermos comer e viver como quisermos, mas há uma responsabilidade inerente a cada uma das escolhas que fazemos; não existem alimentos proibidos mas existe um critério a partir do qual podemos escolher duma forma mais responsável e consciente.
Essencialmente, na prática da Macrobiótica, a saúde e a felicidade começam em cada um de nós, e as nossas vidas são em grande parte, um reflexo das nossas escolhas e prioridades.George Ohsawa, o criador da dieta, garantiu curar uma doença séria através da dieta macrobiótica, baseada na filosofia chinesa Yin e Yang. A dieta tem como princípios um estilo de vida em harmonia com a natureza e uma alimentação simples, equilibrada e balanceada.
Sendo assim, a dieta associa a comida e a suas propriedades com efeitos maiores nas nossas vidas do que pensamos, atingindo não apenas nossa saúde física, mas também no nosso bem-estar mental.
A dieta está relacionada à alimentos naturais, com pouco ou nenhum processamento. A comida é comparada com as características da filosofia chinesa, o Yin e Yang, representando sempre os opostos. O Yin o doce, frio e passivo e o Yang é o salgado, quente e agressivo. Na dieta macrobiótica, o Yin e o Yang devem estar sempre em equilíbrio para uma vida saudável.
Lembrando que esta dieta pode levar a perda de peso, no entanto, requer mudanças profundas, relacionadas aos hábitos alimentares, por isso, adotar a dieta macrobiótica exige grande dedicação e compromisso para um estilo de vida.
Nessa dieta a preferência é por comidas cultivadas localmente, plantadas e preparadas da maneira tradicional. Veja abaixo os alimentos permitidos e proibidos da dieta:
Alimentos permitidos:
Grãos, vegetais, feijões, soja fermentada, sopa, peixes, nozes, sementes e frutas
Alimentos proibidos
Carne, alimentos lácteos, açúcar, café, chá cafeinado, bebida estimulante, álcool, chocolate, farinha refinada, pimentas muito picantes, produtos químicos e conservantes, aves e batatas.

Vantagens da Dieta Macrobiótica

A dieta possui como vantagens o consumo de alimentos naturais, além do alto consumo de frutas e vegetais. A dieta também evita o consumo de bebidas açucaradas, como refrigerante e bebidas alcoólicas.

Desvantagens da Dieta Macrobiótica

A dieta possui elevado consumo de carboidratos e cereais, o que não irá ajudar no processo de emagrecimento. Além de possuir um baixo consumo de proteínas. Não é aconselhado fazê-la com o intuito de perda de peso, devido sua complexidade e alto grau de dedicação, o que levará a poucos resultados com relação ao emagrecimento.

Dieta Macrobiótica x Dieta e Saúde

  • Aprenderei a me alimentar corretamente?
    Dieta Macrobiótica: Nessa dieta muitos alimentos são proibidos. Com tanta restrição, você não aprenderá a se alimentar corretamente.
    Dieta e Saúde: Com o Dieta e Saúde você aprende que consumir todos os tipos de alimentos é essencial para uma boa alimentação. Além disso, você aprende o valor desses alimentos na sua dieta e aprende a balancear as quantidades consumidas.
  • É fácil de seguir?
    Dieta Macrobiótica: A Dieta Macrobiótica requer mudanças drásticas em seus hábitos alimentares, não sendo fácil adotá-la. É preciso optar por comidas cultivadas e preparadas da maneira tradicional e não é permitido o consumo de diversos alimentos, incluindo produtos industrializados. Você está preparado para abrir mão de seus alimentos preferidos?
    Dieta e Saúde: Você aprende de forma mais fácil e natural a controlar sua alimentação, respeitando e adaptando a sua rotina. Sem mudanças radicais e proibições, o que garante um emagrecimento saudável e duradouro. Você reeduca de verdade sua alimentação porque consegue ver seus erros e seus acertos e esse aprendizado é a para a vida toda.
  • O que terei a minha disposição?
    Dieta Macrobiótica: Como na maioria das dietas restritivas, para fazer a Dieta Macrobiótica, você conta com a lista de regras e restrições de cardápio. Você não tem o apoio de ferramentas para te auxiliar no processo do emagrecimento e não consegue avaliar se está perdendo peso da maneira correta sem comprometer sua saúde.
    Dieta e Saúde: Diversas ferramentas que irão auxiliar no seu processo de emagrecimento. Por exemplo, o Contador de Pontos, a Análise Nutricional, aComunidade e o Suporte Nutricional, assim você acompanha se está emagrecendo do jeito certo, ou seja, com saúde!.
  • Farei a dieta sozinho?
    Dieta Macrobiótica: Normalmente quando você faz uma dieta da moda, lê o cardápio e as regras e faz tudo sozinho o que torna mais difícil se manter firme, com a Dieta Macrobiótica não é diferente.
    Dieta e Saúde: Com o Dieta e Saúde você não está sozinho. Somos a maior Comunidade online de emagrecimento do país. Você compartilha experiências, dicas, dificuldades com outras pessoas que têm o mesmo objetivo que você, tornando o processo de emagrecimento motivador.
  • Quem irá me acompanhar?
    Dieta Macrobiótica: Assim como a maioria das dietas da moda, a Dieta Macrobiótica é normalmente feita sem o acompanhamento de profissionais para tirar suas dúvidas e oferecer orientação.
    Dieta e Saúde: Nossa Dieta dos Pontos é feita por pessoas para pessoas. Você poderá contar com nosso suporte via chat ou e-mail com especialistas nas áreas de nutrição e atividade física.
  • O que vou comer?
    Dieta Macrobiótica: Na Dieta Macrobiótica é permitido o consumo de grãos, vegetais, feijões, soja fermentada, sopa, peixes, nozes, sementes e frutas. Por outro lado, você não poderá comer carnes, aves, alimentos lácteos, açúcar, café, bebida estimulante, álcool, chocolate, farinha refinada, batata, produtos químicos e conservantes.
    Dieta e Saúde: Nada de dar adeus aos seus pratos preferidos! Com a Dieta dos Pontos do Dieta e Saude você é quem decide o que vai comer. Por meio dos pontos dos alimentos, você saberá fazer sempre as melhores escolhas.Existe por vezes a ideia de que a Macrobiótica e o vegetarianismo se regem pelos mesmos princípios, o que não é verdade - o regime macrobiótico, sendo predominantemente de origem vegetal, não é necessariamente vegetariano, pois o uso de produtos animais (principalmente peixe) é aceitável. Os seus seguidores consideram-na uma alimentação adequada ao meio ambiente, acompanhando o ritmo das estações do ano e respeitando a evolução físico-psíquica e biológica de cada um, bem como o seu próprio nível de discernimento. Esta dieta tem por base as leis naturais que regem o universo e é o reflexo da ordem do universo. 
    Os cereais integrais, particularmente o arroz, os vegetais, as leguminosas e algas marinhas são os alimentos básicos da cozinha macrobiótica, obedecendo a sua preparação ao princípio universal Yin-Yang, adequado ao equilíbrio do Homem-Natureza e ao ritmo das estações. Outros alimentos, tais como as frutas e produtos animais, são incluídos em maior ou menor quantidade consoante a época do ano, clima, circunstância e condição ou actividade individuais. 

    Equilíbrio entre alimentos yin os yang 
    A palavra Macrobiótica foi utilizada por filósofos gregos como Hipócrates e na era moderna primeiro no século XVIII por Christoph Von Hufeland, professor de medicina alemão e médico pessoal de Goethe, que escreveu o livro "Macrobiótica, ou a Arte de prolongar a Vida", onde prescreveu recomendações muito semelhantes às da "macrobiótica moderna". 
    Nos finais do séc. XIX um médico do exército japonês, Sagen Ishisuka, que se curou duma doença de rins intratável pela medicina moderna adoptando um regime alimentar baseado em cereais integrais e vegetais, fundou a primeira organização macrobiótica e foi extremamente famoso no Japão nos finais do século XIX e início do século XX. Para Ishizuka todos os problemas de saúde e sociais tinham como origem uma má nutrição, particularmente um desequilíbrio entre sódio e potássio nos alimentos e, para ele, todos os problemas podiam ser corrigidos adoptando uma prática alimentar de acordo com a constituição biológica humana, em especial a utilização de cereais integrais e vegetais como alimentos predominantes. 
    O trabalho de Ishizuka foi continuado e desenvolvido por George Ohsawa, escritor americano de ascendência nipónica, que acreditou ter sido a alimentação macrobiótica a responsável pela cura da tuberculose de que sofria. Nos anos 30 este escritor trouxe os seus ensinamentos para a Europa, em especial para a França e Bélgica. Ohsawa prescrevia segundo a condição individual, pois para ele praticar macrobiótica era comer de acordo com as necessidades em constante mutação de cada um. 
    Nascia assim uma nova era da nutrição, em estreita relação com a filosofia Zen. Chamaram-lhe dieta macrobiótica (do grego, macro = grande e bio = vida) por acreditarem que aqueles que a seguissem teriam uma longa vida sem doenças. 
    A dieta macrobiótica está assente num conceito da filosofia chinesa, segundo a qual existem na natureza duas forças opostas que se complementam: yin (força feminina) e yang (força masculina). Os discípulos da macrobiótica acreditam que a saúde e a harmonia do corpo e do espírito dependem do equilíbrio entre estas duas forças. 
    Uma vez que os alimentos nos são oferecidos pela natureza, também eles são portadores das forças yin e yang. Os macrobióticos procuram um aumento do bem-estar físico através da ingestão de alimentos que tenham um bom equilíbrio das duas forças, ou seja, que não tenham uma predominância de nenhuma delas. Os alimentos que têm este equilíbrio são denominados alimentos neutros, e representam a base da alimentação macrobiótica. 

    - Alimentos neutros, ou seja, com um bom equilíbrio yin/yang: 
    Cereais integrais (arroz, aveia, cevada, milho, centeio, trigo, trigo sarraceno, painço, etc.) 
    Sementes (de gergelim ou sésamo, de girassol, de abóbora, linhaça, etc.) 
    Legumes 

    - Alimentos yin: 
    Álcool 
    Açúcar 
    Mel 
    Café 
    Chá 
    Ervas aromáticas e especiarias 
    Óleo, azeite, gorduras sólidas e vinagre 
    Sumos de legumes e de frutas frescas 

    - Existe ainda um grupo de alimentos que, apesar de yin, não o são de forma tão marcada, quanto os anteriores. São por isso chamados de alimentos yin intermédios, e situam-se entre os alimentos yin e os alimentos neutros: 
    Fruta fresca 
    Frutos secos 
    Algas 
    Cogumelos 
    Legumes de folha verde 
    Leguminosas (feijões, incluindo a soja, ervilhas, lentilhas) 
    Iogurte 
    Kefir 

    - Alimentos yang: 
    Carnes vermelhas 
    Caça 
    Ovos 
    Queijos curados 
    Sal 
    Miso e tamari 

    - Alimentos que se situam entre os predominantemente yang e os neutros são os alimentos yang intermédios: 
    Carnes brancas 
    Pescado (peixe, crustáceos, moluscos) 
    Queijos pouco curados (frescos) 
    Leite e natas 

    Ao aderir a uma dieta macrobiótica é suposto evoluir-se ao longo de 7 níveis. Os primeiros níveis para um principiante consistem, basicamente, em eliminar os alimentos yin e yang e manter um consumo preferencial de alimentos neutros e intermédios. 
    Gradualmente vão-se eliminando também os alimentos intermédios até alcançar o nível 7, que consiste em comer apenas arroz integral (definido como o alimento perfeito). Este extremo da macrobiótica é raramente conseguido, e pelas deficiências nutricionais que apresenta (pobre em calorias totais, proteínas, gorduras, vitamina B12, vitamina D, ferro) não deve ser incentivado. Várias mortes foram causadas por esta forma radical da macrobiótica. 
    Do ponto de vista nutricional a dieta macrobiótica, nos seus princípios básicos e em níveis pouco avançados, apresenta benefícios inegáveis para a saúde. Por ser pobre em calorias e gorduras saturadas e rica em fibras pode ajudar a reduzir o risco de obesidade, colesterol elevado, hipertensão arterial, diabetes, prisão de ventre e, provavelmente, alguns tipos de cancro. 
    No entanto, à medida que se eliminam determinados alimentos (leite e derivados, leguminosas, produtos derivados da soja e frutas), as carências podem tornar-se graves. 
    Nas crianças e adolescentes podem verificar-se atrasos de crescimento, subnutrição e raquitismo. A anemia também é vulgar. As mulheres grávidas e a amamentar deverão ter cuidado e evitar os extremos da alimentação macrobiótica, para não comprometerem a sua saúde e o perfeito desenvolvimento da criança. Anemia, atraso do crescimento do bebé e osteoporose são algumas das prováveis consequências de um regime macrobiótico levado demasiado a sério.


    Referências:

    http://www.e-macrobiotica.com/

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    Inserido em: 2002.10.13 Última actualização: 2006.11.11

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