quinta-feira, 8 de outubro de 2015

PALEONTOLOGIA

A Paleontologia é uma ciência que estuda os animais e vegetais que viveram no passado, através dos fósseis. A paleontologia busca informações nos fósseis, tais como: idade do fóssil, condições de vida e morte do ser fossilizado, características, influências ambientais, entre outras.

Técnicas usadas 

Esta ciência dispõe de diversas técnicas e recursos para obter informações importantes sobre o fóssil. Uma das técnicas mais importantes é a do Carbono 14, que identifica com muita precisão a idade do fóssil.

Importância

A Paleontologia é muito importante também como ciência auxiliar da Sociologia, Biologia, Arqueologia e História. No caso destas últimas duas ciências, fornece informações importantes sobre a vida na Pré-História.

A Paleontologia também produz muitos conhecimentos importantes sobre a época e a vida dos Dinossauros.

Criação 

A Paleontologia foi criada em 1812 pelo naturalista francês George Cuvier, um grande pesquisador de animais extintos.

Você sabia?

- Comemora-se em 15 de junho o Dia do Paleontólogo.A Paleontologia (do grego palaiós, antigo + óntos, ser + lógos, estudo) é a ciência natural que estuda a vida do passado da Terra e o seu desenvolvimento ao longo do tempo geológico, bem como os processos de integração da informação biológica no registro geológico, isto é, a formação dos fósseis.[1] O cientistaresponsável pelos estudos dessa ciência é denominado de paleontólogo.
A vida na Terra surgiu há aproximadamente 3,5 bilhões de anos e, desde então, restos de animais e vegetais ou indícios das suas actividades ficaram preservados nas rochas. Estes restos e indícios são denominados fósseis e constituem o objecto de estudo da Paleontologia.
A Paleontologia desempenha um papel importante nos dias de hoje. Já não é a ciência hermética, restrita aos cientistas e universidades. Todos se interessam pela história da Terra e dos seus habitantes durante o passado geológico, para melhor conhecerem as suas origens.
O objeto imediato de estudo da Paleontologia são os fósseis, pois são eles que, na atualidade, encerram a informação sobre o passado geológico do planeta Terra. Por isso se diz frequentemente que a Paleontologia é, simplesmente, a ciência que estuda os fósseis. Contudo, esta é uma definição redutora, que limita o alcance da Paleontologia, pois os seus objetivos fundamentais não se restringem ao estudo dos restos fossilizados dos organismos do passado. A Paleontologia não procura apenas estudar os fósseis, procura também, com base neles, entre outros aspectos, conhecer a vida do passado geológico da Terra.
Uma vez que os fósseis são objectos geológicos com origem em organismos do passado, a Paleontologia é a disciplina científica que estabelece a ligação entre as ciências geológicas e as ciências biológicas. Conhecimentos acerca da Geografia são de suma importância para a paleontologia, entre outros, através desta pode relacionar-se o posicionamento e distribuição dos dados coligidos pelo globo.

Importância[editar | editar código-fonte]

A informação sobre a vida do passado geológico está contida nos fósseis e na sua relação com as rochas e os contextos geológicos em que ocorrem. O mundo biológico que hoje conhecemos é o resultado de milhares de milhões de anos de evolução. Assim, só estudando paleontologicamente o registo fóssil - o registo da vida na Terra - é possível entender e explicar a diversidade, a afinidade e a distribuição geográfica dos grupos biológicos actuais. Este tipo de estudo tornou-se viável através dos trabalhos de Georges Cuvier, que, mediante a aplicação das suas leis da Anatomia Comparada, comprovou o fenómeno da extinção e da sucessão biótica. Estas leis permitiram as reconstruções paleontológicas dos organismos que frequentemente eram encontrados no registo fossilífero somente de forma fragmentada, ou mesmo, apenas algumas partes fossilizadas. Desta maneira, os resultados dos trabalhos de Georges Cuvier possibilitaram, posteriormente, a elaboração de sequências evolutivas, que foram fundamentais para a defesa do evolucionismo.[2] .
Com base no princípio de que "o presente é a chave do passado", enunciado por Charles Lyell, partindo do conhecimento dos seres vivos atuais e ainda do seu estudo biológico, é possível extrapolar-se muita informação sobre os organismos do passado, como o modo de vida, tipo trófico, de locomoção e de reprodução, entre outros, e isso é fundamental para o estudo e a compreensão dos fósseis.
A partir dos fósseis, uma vez que são vestígios de organismos de grupos biológicos do passado que surgiram e se extinguiram em épocas definidas da história da Terra, pode fazer-se a datação relativa das rochas em que ocorrem e estabelecer correlações (isto é, comparações cronológicas, temporais) entre rochas de locais distantes que apresentem o mesmo conteúdo fossilífero. O estudo dos fósseis e a sua utilização como indicadores de idade das rochas são imprescindíveis, por exemplo, para a prospecção e exploração de recursos geológicos tão importantes como o carvão e o petróleo.

Divisões[editar | editar código-fonte]

A Paleontologia divide-se, conceitualmente, em diversas áreas, como por exemplo a Paleobiologia, uma área que estuda os conceitos evolutivos e ecológicos e foca-se menos na identificação de fósseis.[1] É no seio da Paleobiologia que se insere a Paleozoologia, o estudo dos fósseis de animais, e a Paleobotânica, o estudo dos fósseis de plantas.[1] Basicamente, qualquer disciplina biológica aplicada aos organismos do passado geológico, por via do estudo dos fósseis, constitui uma subdisciplina paleobiológica: Paleoecologia (que estuda os ecossistemas do passado), Paleobiogeografia, Paleoanatomia, Paleoneurologia,Paleomastozoologia etc.
Outras disciplinas paleobiológicas transversais, que não estão limitadas a um dado grupo taxonómico, são, por exemplo:
  • Micropaleontologia- que estuda os fósseis de organismos ou parte deles que necessitam de microscópio para serem visualizados;[1]
  • Paleoicnologia - que estuda os vestígios fósseis, por exemplo, pegadas;[1]
  • Tafonomia - que ainda se divide em Bioestrationomia, Diagênese e Tectônica, estuda a integração da informação biológica no registo geológico, ou seja, a formação dos fósseis[1] e das jazidas fossilíferas e do registo paleontológico;
  • Biocronologia - que estuda o desenvolvimento temporal (a cronologia) dos eventos paleobiológicos, bem como as relações temporais entre entidades paleobiológicas (os organismos do passado) e/ou tafonómicas (os fósseis);
  • Sistemática - que estuda a classificação de espécies fósseis.[1]
Ainda se faz uma subdivisão da Paleobotânica e da Micropaleontologia constituindo a Paleopalinologia, que se dedica ao estudo de pólen e esporos, importantes para a datação.[1]

Diferença da Arqueologia[editar | editar código-fonte]

Os arqueólogos diferenciam-se dos paleontólogos porque não trabalham com restos de seres vivos - é uma ciência social. Um arqueólogo estuda as culturas e os modos de vida humana do passado a partir da análise de vestígios materiais. Um paleontólogo, entre outras coisas, é um biólogo ou geólogo, e estuda restos ou vestígios de diversas formas de vida (animal, vegetal, etc.) através da análise do que restou delas e da sua actividade biológica: pisadas, coprólitos, bioturbações, fósseis ósseos, etc.
A Paleontologia estuda todos os organismos que viveram na Terra, incluindo a evolução primata-homem, mas não o ser humano como o conhecemos hoje, pois o estudo e seguimento da vida antropo-cultural restringe-se a disciplinas ligadas à Arqueologia, à Paleoantropologia, à Biologia e à Medicina. Normalmente, a Paleontologia estuda organismos mortos há mais de 11 000 anos; quando os vestígios ou restos possuem menos de 11 000 anos, podem ser denominados de subfósseis. De uma maneira muito simplificada, um paleontólogo estuda os restos ou vestígios de seres vivos desde o início da vida na Terra até hoje, incluindo os restos de hominídeos.

Resumo da história da vida[editar | editar código-fonte]

A história evolutiva da vida remonta há mais de 3,5 bilhões de anos. A Terra foi formada há cerca de 4.57 bilhões de anos e após a colisão que formou a Lua, uma grande quantidade de vapores de água foi liberadas pelos vulcões e milhões de anos depois, com o resfriamento gradual da atmosfera terrestre o vapor se condensou e se precipitou na forma de chuva. [3] A evidência mais clara da existência da vida na Terra data de cerca de 3 bilhões de anos, embora existam relatos do fóssil de uma bactéria de 3.4 bilhões de anos e de evidências geológicas da existência de vida há 3.8 bilhões de anos.[4] Alguns cientistas admitem a hipótese da panspermia, onde a vida na Terra tenha iniciado através de meteoritos que abrigavam formas de vida primárias,[5] mas a maioria das pesquisas concentra-se em várias explicações de como a vida poderia ter aparecido de forma independente na Terra.[6]
Esta textura em forma de "pele de elefante" é um vestígio fóssil de um tapete microbiano de não-estromatólitos
A imagem mostra a localização, no Leito Burgsvik na Suécia, em que a textura foi identificado pela primeira vez.[7]
Por cerca de 2 bilhões de anos os tapete microbiano, colônias de várias camadas de diferentes tipos de bactérias, eram forma de vida dominante na Terra.[8] A evolução da fotossíntese aeróbica os habilitou a desempenhar um papel importante na oxigenação da atmosfera[9] há 2,4 bilhões de anos. Esta mudança na atmosfera aumentou sua eficácia como berçário da evolução.[10] Enquanto os eucariontes, células com estruturas internas complexas, poderiam estar presentes no início, a sua evolução acelerada quando eles adquiriram a capacidade de transformar o oxigênio a partir de um veneno. Essa inovação pode ser herança dos eucariontes primitivos que transformavam o oxigênio saturado de bactérias através da Endossimbiose e transformando-os em organelos chamados mitocôndria.[11] A evidência mais antiga de complexos eucariontes com organelos como a mitocôndria data de cerca de 1,85 bilhões de anos.
A vida multicelular é composta apenas por células eucarióticas e sua evidência mais antiga é do Grupo fóssil de Francevillian de 2,1 bilhões de anos,[12] embora a especialização das células para diferentes funções aparece pela primeira vez entre 1,43 bilhões de anos (um possível Fungi) e 1,2 bilhões de anos (provavelmente umaalga vermelha. A reprodução sexuada pode representar um pré-requisito à especialização das células, como um organismo multicelular assexuado pode estar em risco de ser tomado por células desonestas que retêm a capacidade de se reproduzir.[13] [14]
Opabinia fez a maior contribuição individual para despertar o interesse na explosão cambriana.

História da paleontologia[editar | editar código-fonte]

Ilustração de uma mandíbula de um elefante indiano e de ummamute (topo) do artigo de 1796 deCuvier.
Embora a paleontologia tenha se estabelecido por volta de 1800, pensadores antigos já tinham registros da observação de fósseis. O filósofo grego Xenófanes (570–480 AC) concluiu através da observação de fósseis de conchas do mar encontradas em áreas de terra que na antiguidade tais locais estavam sob a água.[15]
Na idade moderna européia, o estudo sistemático dos fósseis emergiu como parte das mudanças da filosofia natural que ocorreu durante o Iluminismo. Ao final do século 18 o trabalho de Georges Cuvier estabeleceu a anatomia comparada como uma disciplina científica.[16] O aumento no conhecimento dos registros fósseis também desempenhou um papel crescente no desenvolvimento da geologia, em particular da estratigrafia.[17]
A primeira metade do século 19 via a atividade geológica e paleontológica tornar-se cada vez organizada, com o crescimento das sociedades geológicas e dos museus[18] [19] e um aumento dos geólogos e especialistas em fósseis. [20] Interesse aumentado por razões que não eram puramente científicas, como a geologia e paleontologia que ajudaram a encontrar e explorar os recursos naturais, como o carvão.[21]
Isto contribuiu para um rápido aumento do conhecimento sobre a história da vida na Terra e avançar na definição da escala de tempo geológico, em grande parte baseada em evidências fósseis. Em 1822, Henri Marie Ducrotay de Blanville, editor do Journal de Phisique, cunhou o termo "paleontologia" para se referir ao estudo de organismos vivos através de fósseis.[22] Como o conhecimento da história da vida continuou a melhorar, tornou-se cada vez mais óbvio que havia algum tipo de ordem sucessiva para o desenvolvimento da vida. Isto encorajou teorias evolucionistas como a transmutação das espécies.[23] Depois de Charles Darwin publicar A Origem das Espécies, em 1859, muito do foco da paleontologia voltou-se para a compreensão dos caminhos evolucionários, incluindo a evolução humana, e a teoria da evolução.[23]
Haikouichthys, com cerca de 518 milhões de anos pode ser o mais antigo peixe conhecido.[24]
A segunda metade do século 19 viu uma grande expansão da atividade paleontológica, especialmente na América do Norte.[25] Fósseis encontrados na China, perto do fim do século 20 têm sido particularmente importantes, pois têm fornecido novas informações sobre a evolução do animais, como os peixesdinossauros e a evolução da aves.[26] As últimas décadas do século 20 tiveram um interesse renovado na extinção em massa e seu papel na evolução da vida na Terra.[27] Havia também um grande interesse na explosão cambriana que, aparentemente, viu o desenvolvimento das estruturas corporais da maior parte dos filos animais. A descoberta de fósseis da biota Ediacarana e o aumento do conhecimento da paleobiologia sobre a história da vida antes do cambriano.[28] Os vertebrados permaneceram num grupo obscuro até o aparecimento do primeiro peixe com mandíbulas no Ordoviciano Superior.[29] [30] A crescente conscientização do trabalho pioneiro de Gregor Mendel sobre a genética levou em primeiro lugar ao desenvolvimento da genética populacional e, em seguida, à síntese evolutiva moderna, que explica a evolução como o resultado de eventos como a mutação e a transferência horizontal de genes, que fornecem a variação genética, com a deriva genética e a seleção natural, levando a mudanças nesta variação ao longo do tempo.[31] Em poucos anos, o papel e o funcionamento do DNA na herança genética foram descobertos, levando ao que hoje é conhecido como o Dogma Central da Biologia Molecular.[32]

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

Silva, Carlos Marques da (2005). Exposição Plumas em Dinossáurios - Afinal nem todos se extinguiram - Guia do(a) Professor(a). Lisboa, Museu Nacional de História Natural - Universidade de Lisboa. 50pp. Disponível na internet em arquivo pdf..
López, Sixto Rafel Fernández (2000) - Temas de Tafonomía. Departamento de Paleontología, Universidad Complutense de Madrid, 167pp.
Carvalho, Ismar de Souza. Paleontologia. Volume 1, 2ª Edição. Rio de Janeiro: Editora Interciência, 2004. 1119pp. ISBN 85-7193-107-0

Referências

  1. ↑ Ir para:a b c d e f g h Carvalho, Ismar de Souza. Paleontologia. Volume 1, 2.ª Edição. Rio de Janeiro: Editora Interciência, 2004. ISBN 85-7193-107-0
  2. Ir para cima Faria, Felipe. Georges Cuvier: do estudo dos fósseis à paleontologia, 2012. [S.l.: s.n.], 2012. ISBN 978-85-7326-487-6
  3. Ir para cima Formação dos Oceanos. Visitado em 17 de setembro de 2013.
  4. Ir para cima Schopf, J.. (2006). "Fossil evidence of Archaean life". Philos Trans R Soc Lond B Biol Sci 361 (1470): 869–85. DOI:10.1098/rstb.2006.1834PMID 16754604.
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    Crick, F. H.. (1973). "Directed Panspermia". Icarus 19 (3): 341–348. DOI:10.1016/0019-1035(73)90110-3Bibcode1973Icar...19..341C.
  6. Ir para cima Peretó, J.. (2005). "Controversies on the origin of life" (PDF). Int. Microbiol. 8 (1): 23–31. PMID 15906258.
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  16. Ir para cima McGowan, Christopher. 'The Dragon Seekers'. [S.l.]: Persus Publishing, 2001. 3–4 p. ISBN 0-7382-0282-7
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  20. Ir para cima Lula jurássica desenhada com a própria tinta - texto de Ricardo Costa sobre o património jurássico de Peniche
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  23. ↑ Ir para:a b Buckland W & Gould SJ. Geology and Mineralogy Considered With Reference to Natural Theology (History of Paleontology). [S.l.]: Ayer Company Publishing, 1980. ISBN 978-0-405-12706-9
  24. Ir para cima Shu, D-G., Conway Morris, S., Han, J., et al.. (January 2003). "Head and backbone of the Early Cambrian vertebrate Haikouichthys". Nature 421 (6922): 526–529. DOI:10.1038/nature01264PMID 12556891.Bibcode2003Natur.421..526S.
  25. Ir para cima Everhart, Michael J.. 'Oceans of Kansas: A Natural History of the Western Interior Sea'. [S.l.]: Indiana University Press, 2005. p. 17. ISBN 0-253-34547-2
  26. Ir para cima In: Gee, H.. Rise of the Dragon: Readings from Nature on the Chinese Fossil Record. Chicago, Ill. ;London: University of Chicago Press, 2001. 276 p. ISBN 0-226-28491-3 Página visitada em September 21, 2008.
  27. Ir para cima Bowler, Peter J.. 'Evolution:The History of an Idea'. [S.l.]: University of California Press, 2003. 351–352 p. ISBN 0-520-23693-9
  28. Ir para cima Marshall, C.R.. (2006). "Explaining the Cambrian "Explosion" of Animals". Annu. Rev. Earth Planet. Sci. 34: 355–384. DOI:10.1146/annurev.earth.33.031504.103001Bibcode2006AREPS..34..355M.
  29. Ir para cima Conway Morris, S.. (August 2, 2003). "Once we were worms". New Scientist 179 (2406): 34.
  30. Ir para cima Sansom I.J., Smith, M.M., and Smith, M.P.. In: Ahlberg, P.E.. Major Events in Early Vertebrate Evolution. [S.l.]: Taylor and Francis, 2001. 156–171 p. ISBN 0-415-23370-4
  31. Ir para cima Bowler, Peter J.. 'Evolution:The History of an Idea'. [S.l.]: University of California Press, 2003. 325–339 p. ISBN 0-520-23693-9
  32. Ir para cima Crick, F.H.C. (1955). On degenerate templates and the adaptor hypothesis (PDF). Visitado em October 4, 2008.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Commons possui uma categoriacontendo imagens e outros ficheiros sobre Paleontologia

  • Arqueologia
  • Cronologia da paleontologia
  • Fóssil
  • História da Paleontologia
  • Museu Histórico e Paleontológico de Monte Alto
  • Museu de Paleontologia de Marília
  • Museu Nacional da UFRJ
  • SedimentaçãoA paleontologia é a ciência que se encarrega de estudar os seres orgânicos desaparecidos através da análise dos seus restos fósseis. O termo tem origem grega: palaios (“antigo”), onto (“ser”) e logos (“ciência”).
    A paleontologia faz parte das ciências naturais e tem em comum diferentes métodos com a biologia e a geologia. Os seus principais objectos de estudo são a reconstrução dos seres vivos já extintos, a origem e a evolução destes, as relações entre eles e o seu entorno, as suas migrações, os processos de extinção e a fossilização dos seus restos.
    Esta ciência divide-se em vários ramos, nomeadamente a paleozoologia (mais conhecida por paleontologia, que se dedica ao estudo dos animais extintos), a paleogeografia (estuda a geografia e a topografia do passado), a paleobotânica (trata dos seres vegetais e da sua taxonomia) e a paleoclimatologia (relacionada com a meteorologia).
    Para reconstruir os fósseis, inclusive as partes desaparecidas, e poder conhecer o aspecto que os seres extintos (como os dinossauros) tiveram em vida, a paleontologia faz-se valer de vários princípios. O uniformitarismo biológico permite-lhe interpretar os fósseis com a aceitação de certas leis físicas e biológicas. A anatomia comparada, por sua vez, permite localizar os fósseis dentro de um quadro geral dos seres vivos.
    Os paleontólogos também têm recurso à morfologia funcional para analisar as relações entre a forma e a função, e ao princípio de correlação orgânica, que postula que as partes dos seres orgânicos se complementam e determinam os restantes.
    Cabe destacar que os paleontólogos contam com métodos mecânicos (como técnicas de percussão e de abrasão) e métodos químicos para a extracção e a limpeza dos fósseis.


    Leia mais: Conceito de paleontologia - O que é, Definição e Significado http://conceito.de/paleontologia#ixzz3nzQ2XTOd
    Este site é voltado a divulgação de assuntos relacionados à arqueologia, principalmente à arqueologia pré-histórica (ou seja, estudos de sociedades humanas não-letradas – sem escrita moderna). Mas devido a alta confusão que muitas pessoas ainda fazem da Arqueologia com a Paleontologia achei necessário publicar este texto. Além do mais,  é comum que eventualmente falemos de estudos paleontológicos, especialmente em casos nos quais vestígios paleontológicos estão associados aos vestígios arqueológicos. Então se faz importante conhecer esta ciência.
    A Paleontologia é uma ciência muito confundida com a arqueologia. É muito comum encontrar alguém que acha que na Arqueologia se estuda os dinossauros, por exemplo. No entanto, a Arqueologia tem o objetivo de estudar a humanidade; já a paleontologia estuda as outras espécies (animais, vegetais, etc). É a Paleontologia que, de fato, estuda osdinossauros. Na verdade, a Paleontologia abrange muito mais do que apenas os dinossauros.

    O que é Paleontologia?

    Podemos pensar na Paleontologia como a ciência que tem como objetivo entender a história da vida na Terra através do estudo de vestígios preservados de seres vivos. Alguns pensam na Paleontologia como o estudo dos fósseis, mas nem todos os vestígios encontrados passam por processos de fossilização (e mesmo assim estão preservados).
    File:Fossil - Schleie (Tinca).jpg
    Fóssil de peixe do gênero Tinca. Fonte: Wikimedia
    Fóssil de planta conífera (Camaecyparis sp) Fonte: Fossil museum.
    A Paleontologia estuda os vestígios de seres vivos preservados desde… bem, se possível desde o período da origem da vida na Terra até, geralmente 10 mil anos atrás. Mas nada impede atuação de um paleontólogo em análises de vestígios mais recentes. Seus estudos incluem a análise de vestígios botânicos, zoológicos, e muito raramente (muito mesmo) de outros tipos de seres vivos caso estes estiverem bem preservados. Outro tipo de vestígio estudado são os icnofósseis, que são os vestígios preservados de atividades dos organismos, como pegadas fossilizadas. Graças aos estudos da paleontologia podemos entender os processos de evolução das espécies, suas formas de adaptação a diferentes ambientes ao longo de milhões de anos, até a interação destas espécies com a humanidade (em conjunto aos estudos arqueológicos).

    Diferenças básicas entre a Arqueologia e a Paleontologia

    Enquanto o objetivo principal da Arqueologia é o estudo da humanidade, desde suas origens enquanto o gênero Homo, a Paleontologia objetiva estudar as outras espécies.
    A Arqueologia, (apesar de sua enorme interdisciplinaridade com as ciências da terras, ciências biológicas, ciências sociais, e exatas) é classificada, genericamente, como uma ciência humana, ou ciência social, pois seu objetivo é o estudo da humanidade e suas sociedades. Os estudos de Arqueologia acabam por contribuir com outras ciências, eventualmente, mas principalmente com o estudo da humanidade mesmo.
    Já a Paleontologia é uma fusão entre as ciências da terra e as ciências biológicas. Apesar dos métodos da Paleontologia estarem muito mais relacionados aos métodos geocientíficos, para atingir seu objetivo final são necessárias aplicações de métodos biocientíficos. Além disso, ela contribui de maneira multidisciplinar para ambas as ciências, principalmente no que se refere à história do planeta Terra e à evolução das espécies.
    Os vestígios analisados pela Arqueologia vão desde ossos (as vezes até fósseis) humanos ou animais (desde que relacionados às atividades humanas), sepultamentos, instrumentos de pedra polida e lascada, utensílios cerâmicos, artefatos de madeira (raramente preservados), estruturas de fogueira, representações rupestres, estruturas de moradia (naturais ou construídas), vestígios botânicos (desde que relacionados às atividades humanas), artefatos históricos de qualquer lugar ou período… enfim, qualquer coisa relacionada à existência da humanidade em qualquer lugar, em qualquer período. Isto requer uma gama de interdisciplinaridade gigantesca com todas as áreas da ciência.
    Os vestígios analisados pela Paleontologia se resumem basicamente nos fósseis, pois é um dos únicos tipos de vestígio de ser vivo que se preserva por milhões de anos. Em períodos mais recentes é possível estudar ossos que continuam preservados sem passar por processos de fossilização (no caso dos animais), ou até mesmo o pólen e os amidos que se preservam razoavelmente bem no sedimento (no caso das plantas).

    E os Dinossauros?

    Reconstituição de Tiranossauro rex. Fonte: Estatuas Limited Edition.
    Até aqui já deve ter ficado claro que a Paleontologia é muito mais do que simplesmente estudar os dinossauros. Quem estudas os dinossauros são os paleontólogos especializados na Era Mezosóica (que durou entre cerca de 200 milhões e 65 milhões de anos atrás – quando houve a grande extinção dos dinossauros), e até mesmo eles precisam entender mais do que apenas os dinossauros, estendendo sua gama de conhecimento à geologia destes períodos e a diversidade zoológica e botânica existentes também nestes períodos.

    É possível unir os estudos da Arqueologia com a Paleontologia?

    Com certeza!
    Em sítios arqueológicos é comum a presença de restos alimentares constituídos de fauna pré-histórica. Nestes casos, não é necessário um estudo paleontológico, mas um estudo zooarqueológico. A zooarqueologia é uma sub-área da arqueologia preocupada em compreender a relação da humanidade com as espécies animais. Há também a arqueobotânica, que busca compreender a relação da humanidade com os vegetais.
    File:Smilodon Skeleton.jpg
    Esqueleto de Tigre Dentes de Sabre (Gênero Smilodon). Fonte: Wikimedia.
    No entanto, para que haja uma compreensão completa da fauna e da flora de uma região, não bastam os estudos zooarqueológicos e arqueobotânicos. São necessários também estudos paleontológicos, os quais são realizados em áreas onde não existem, necessariamente, vestígios arqueológicos. No Brasil, por exemplo, são raríssimos os vestígios que comprovem qualquer tipo de interação da humanidade com a extinta megafauna(grandes mamíferos, como: tigre-dente-de-sabre, preguiça gigante, tatus gigantes, mamute, mastodonte, etc). Apenas graças a Paleontologia é possível saber que, até cerca de 10 mil anos atrás estas espécies viveram nos mesmos ambientes que grupos humanos pré-históricos, e como eram os seus modos de vida.
    Outro exemplo muito bom da união da Arqueologia com a Paleontologia é aPaleoantropologia. Paleoantropologia é, a grosso modo, o estudo da evolução humana. Ou seja, é a disciplina responsável pelo estudos de vestígios fósseis e de artefatos de espécies ancestrais humanas.
    Reconstituição de diversos hominíneos já extintos. Fonte: The Olduvai Gorge.

    Como se tornar um Paleontólogo no Brasil?

    Se já é difícil virar arqueólogo, devido aos poucos cursos que existem no Brasil por enquanto, se tornar um paleontólogo é um pouco mais complicado, pois cursos de Paleontologia (sejam de graduação ou pós-graduação) não existem neste país. Existem, porém, algumas alternativas que permitem um aluno estudar paleontologia e se tornar um profissional da área, mesmo sem obter um título de paleontólogo.
    GRADUAÇÃO
    O melhor caminho para iniciar uma carreira de paleontólogo no Brasil, uma vez que tal graduação não existe aqui, é cursar GEOLOGIA, ou GEOCIÊNCIAS. Existem inúmeras universidade no Brasil onde você poderá estudar Geologia. Se houver um núcleo de estudos de paleontologia é melhor ainda! Se não tiver, aí o aluno poder correr atrás de estudar alguns métodos das biociências por conta própria, ou fazendo estágios nos departamentos de biologia (zoologia e botânica). Estes núcleos de paleontologia, em alguns casos, oferecem opções de linha de pesquisa de mestrado ou doutorado em Paleontologia.
    Outra opção de curso é a BIOLOGIA, ou então BIOCIÊNCIAS. No entanto, o aluno ou aluna deverá estar consciente que no curso de biologia aprenderá sobre áreas muito mais abrangentes, as quais ele poderá não ter muito interesse no futuro, e quase nenhuma aplicação em estudos paleontológicos. Caberá ao estudante estudar as disciplinas das geociências à parte. De fato, muitos paleontólogos brasileiros são formados, principalmente, em biologia.
    PÓS-GRADUAÇÃO (Mestrado e Doutorado)
    Como já foi dito, não existe nenhum mestrado ou doutorado em Paleontologia no Brasil. O que existem são programas de pós-graduação cujas linhas de pesquisa são na área de Paleontologia. O aluno que optar seguir estas linhas de pesquisa poderá atuar como paleontólogo no Brasil. Listo abaixo os programas de pós-graduação onde o aluno poderá realizar pesquisas em Paleontologia. Alguns deles são sugeridos pela Sociedade Brasileira de Paleontologia (SBP), no entanto muitos dos cursos, ou linhas de pesquisas, sugeridos pela SBP em seu site já não existem mais, infelizmente. Os cursos listados abaixo são apenas os que, de acordo com seus próprios sites, possuem alguma linha de pesquisa voltada à Paleontologia.
    1. Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS): Programa de Pós-Graduação em GeociênciasO programa possui uma área de concentração em Paleontologia, com linhas de pesquisa em MicropaleontologiaPaleobotânica e Paleontologia e paleobiogeografia de vertebrados; paleopatologia.
    2. Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) – Museu Nacional:Programa de Pós-graduação em Geociências (Patrimônio Geopaleontológico)O programa possui áreas de concentração em Patrimônio Geológico e Patrimônio Paleobiológico, que envolvem ás áreas de Geologia, Paleontologia, Biologia, Oceanografia, Geografia, Ciências Ambientais, Engenharia, Arqueologia etc.
    3. Universidade do Vale do Rio dos Sinos, Rio Grande do Sul (UNISINOS): Programa de Pós-graduação em GeologiaO programa possui área de concentração em Sistemática e Biologia Evolutiva, com linha de pesquisa Paleontologia Aplicada.
    4. Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ): Programa de Pós-Graduação em GeologiaO programa possui área de concentração em Paleontologia e Estratigrafia.
    5. Universidade Federal do Ceará (UFCE): Programa de Pós-Graduação em GeologiaO programa possui linha de pesquisa em Paleontologia e Geologia Histórica
    6. Universidade Federal de Santa Maria, Rio Grande do Sul (UFSM): Programa de Pós-Graduação em Biodiversidade Animal
    O programa possui área de concentração em Sistemática e Biologia Evolutiva, com linha de pesquisa Paleozoologia.
    7. Universidade de São Paulo (USP) – Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto: Programa de Pós-graduação em Biologia ComparadaO site ainda está em construção, mas aparentemente o programa possui área de concentração em Biologia Comparada de Animais, com linha de pesquisa emPaleozoologia (com ênfase em Tetrápodes).
    8. Universidade Federal da Bahia (UFBA): Programa de Pós-graduação em Geologia
    O programa possui uma área de concentração em Geologia Marinha, Costeira e Sedimentar, e uma das linhas de pesquisa se chama Micropaleontologia e recifes de corais (aparentemente atuando principalmente com foraminíferos).
    9. Universidade de Brasília (UnB): Programa de Pós-Graduação em Geologia
    O programa possui área de concentração em Bioestratigrafia e Paleoecologia
    10. Universidade Federal de Viçosa, Minas Gerais (UFV): Programa de Pós-Graduação em Biologia Animal
    O programa possui linha de pesquisa em Zoologia e Sistemática de vertebrados(aparentemente com ênfase em mamíferos pleistocênicos).
    11. Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ): Programa de Pós-graduação em Análise de Bacias e Faixas Móveis
    O programa possui área de concentração em Análises de Bacias, com linhas de pesquisa:Estratigrafia e correlação geológicaEstudos geológicos e paleoecológicos do Quaternário no sudeste brasileiro.
    12. Universidade de Guarulhos, São Paulo (UnG): Programa de Pós-graduação em Análise Geoambiental – MestradoO programa possui linha de pesquisa em Indicadores de Transformações Ambientais (atuando com ênfase em paleobotânica).
    13. Universidade de São Paulo (USP) – Instituto de Geociências: Programa de pós-graduação em Geoquímica e Geotectônica
    O programa possui área de concentração em 
    Geotectônica, permitindo aos alunos aplicarem estudos paleontológicos em suas pesquisas.
    14. Universidade de São Paulo (USP) – Instituto OceanográficoPrograma de Pós Graduação em Oceanografia
    O programa possui área de concentração em Oceanografia Geológica, com linha de pesquisa em Evolução dos fundos marinhos e paleoceanografia.

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