Senso crítico significa a capacidade de questionar e analisar de forma racional e inteligente. Através do senso crítico, o homem aprende a buscar a verdade questionando e refletindo profundamente sobre cada assunto.
A palavra “crítica” vem do Grego “kritikos”, que significa “a capacidade de fazer julgamentos”. No sentido filosófico, o senso crítico prende-se com o desenvolvimento de uma consciência reflexiva baseada no “eu” (autocrítica) e no mundo.
A consciência do papel social de cada indivíduo promove a capacidade de pensar sobre as verdades impostas pela sociedade dominante. Dessa forma, alguém com senso crítico aguçado não aceita a imposição de qualquer tradição, dogma ou comportamento sem antes questionar.
A capacidade de refletir sobre os assuntos está relacionada com a educação recebida por cada indivíduo. Existe uma ideologia dominante (conjunto de crenças, valores e opiniões) veiculada na política, religião, meios de comunicação ou outros grupos, que procura manipular as pessoas para que não questionem; para que aceitem o que lhes for imposto sem ponderar ou investigar a verdade.
Senso comum
Senso comum é um conjunto de opiniões, crenças, tradições e modos de viver que se desenvolvem em uma sociedade e faz parte da herança cultural de cada povo. São as tradições que passam de geração em geração e são aceitas como verdades, sem questionamentos.Senso crítico é uma expressão que reúne dois termos: senso vem do latim “sensus”, com o sentido de “significado”, “percepção”, e crítico do grego “kritikos”, cujo significado é “capacidade de fazer julgamento”.
O que é senso crítico?
Senso crítico, então, significa a capacidade de questionar e analisar de forma racional e inteligente. Ao utilizar o senso crítico, o indivíduo usa de suas faculdades para pensar e questionar o que observa, aprimorando sua capacidade intelectual, conseguindo assim estudar, pesquisar e resolver os fatos e condições da melhor maneira possível.
Questionando e refletindo sobre os assuntos, o homem aprendeu, durante sua história, a buscar a verdade, a conscientizar-se de sua realidade dentro do ambiente em que vive.
A filosofia estabelece que o senso crítico é atrelado ao desenvolvimento de uma consciência reflexiva no mundo em que vive, baseada nas experiências do ego, através de uma autocrítica e de uma crítica da sociedade em que está baseado.
Essa consciência de um papel social desempenhado é que vai estabelecer a capacidade de pensar sobre as “verdades” que são impostas pela classe dominante da sociedade, muitas vezes desalinhadas com as verdades incontestáveis da realidade. É essa capacidade de refletir que faz com que muitos indivíduos não aceitem a imposição de regulamentos, leis, dogmas, tradição ou comportamentos determinados por uma classe dominante, cujo objetivo é sufocar as ideias e pensamentos que a contrariem.
Um bom exemplo de senso crítico pode ser observado em sistemas ditatoriais, em que a educação é direcionada para ideologias que não atendem totalmente as necessidades do ser humano, sendo utilizadas para conter ideias inovadoras e progressistas.
Essa mesma condição pode ser observada na religião, onde dogmas estabelecer algumas verdades que são impostas e que são proibidas de questionamento.
Senso comum
O senso comum, diferentemente do senso crítico, são as opiniões inconclusivas, sem um fundamento mais aprofundado, ou seja, são tradições e maneiras de viver que se desenvolvem numa sociedade, fazendo parte da herança cultural de uma população.
O senso comum é a maneira que a maioria das pessoas encontra para reagir conforme o que a sociedade pede delas, sem necessitar de julgamentos ponderados e inteligentes, analisados e coerentes com uma percepção mais aguçada.O senso comum está cercado de opiniões não conclusivas, não fundamentadas e isso podemos observar facilmente ocorrer em nosso cotidiano. Segundo o Dicionário Virtual Priberam, o conceito senso comum é a “faculdade que a generalidade dos homens possui de raciocinar com acerto”, e o senso crítico como “faculdade de apreciar e julgar com ponderação e inteligência”.
Por essas concepções, já podemos observar que existe relação entre eles: enquanto no senso comum, eu raciocínio com a possibilidade de acertar, no senso crítico eu sou mais analítico, ponderado e utilizo de raciocínio inteligente para chegar a uma conclusão. No senso comum, eu não preciso me submeter a uma experiência para chegar a conclusão de algo, mas sim, suposições.
Essas suposições encontramos em crenças,tradições, etc. e está fortemente presente em nossas vidas. Um forte exemplo disso vem lá de nossa infância quando nossos pais nos proibiam de comer manga e tomar leite. Segundo a lenda, a ingestão dos dois elementos causa uma forte intoxicação e pode provocar a morte.
E essa história nada mais é do que realmente um mito , pois sabe-se que foi inventada com o intuito de proibir os escravos de tomarem leite, já que este tinha um valor comercial altíssimo e não poderia ser desperdiçado.
Como chegaram a essa conclusão? Através do senso crítico, da análise,da pesquisa, de estar presente durante os fatos, e pelo desejo de chegar a conclusões pois foi preciso vivenciar tal ato, pesquisar sobre tal assunto para finalmente concluir que a mistura dos dois ingredientes resulta numa excelente vitamina e não numa poção mortal. Esse é só um exemplo chulo que podemos encontrar em nosso cotidiano. É a classe Dominante quem dita as regras. E que regras são essas? Juntamente ao senso comum, vemos outra ponta do iceberg(grande bloco de gelo).: A ideologia. Quem cria a idéia de moda, beleza, conduta, etiqueta? Os meios de comunicação, as igrejas num modo geral e as facções políticas que são “fábricas” especializadas em manipular as pessoas para compartilhar das mesmas idéias, dos mesmos ideais.
Podemos ainda citar que no Brasil no auge da ditadura, o ensino de Filosofia e Sociologia foram extirpados das grades curriculares justamente por formar pensadores. E naquele momento, não era isso que o país queria. Queriam pessoas que simplesmente aceitassem sua condição social e não a questionassem.
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