sexta-feira, 9 de outubro de 2015

TESTOSTERONA

A testosterona é um hormônio produzido naturalmente pelo nosso organismo e é o principal hormônio ligado ao ganho de massa muscular e a diminuição da gordura corporal.
Ela ainda estimula o metabolismo que faz com que o corpo use a gordura acumulada como fonte de energia. De forma contrária, a deficiência desse hormônio está associado à perda de massa muscular, perda de força, acúmulo de gordura corporal, sintomas de cansaço, indisposição e perda do desejo sexual.
A quantidade de testosterona no corpo é um fator limitante para o ganho de massa muscular porque não é possível ganhar mais músculos se os níveis de testosterona não estão equilibrados. A testosterona apesar de ser um "hormônio masculino" é encontrado tanto em homens como em mulheres, ainda que a quantidade de testosterona no corpo das mulheres seja muito menor.
Em homens o comportamento sexual é muito dependente da testosterona. Estudos indicam que ela é a responsável pelo aumento no desejo sexual. Foi descrito que o aumento dos níveis de testosterona nos homens heterossexuais fez com que o seu interesse pelo sexo oposto aumentasse, e o aumento dos níveis de testosterona para homossexuais intensificou o seu desejo homossexual - ela não converteu um homossexual em um heterossexual, como se acreditou no início.
Homens que perderam seu interesse sexual e a capacidade de ter ereção reverteram esse quadro com tratamentos de reposição de testosterona.A testosterona é um dos hormônios mais importantes do sexo masculino. Esse hormônio não apenas controla o desenvolvimento das características sexuais do homem e as funções de reprodução do seu corpo (desejo sexual, ereção, desenvolvimento e maturação do espermatozoide) como também desempenha papel decisivo na sua saúde e bem-estar físico e mental como um todo.
Sabe-se que a deficiência de testosterona pode causar grande variedade de sinais, levando a algumas doenças características do sexo masculino e à redução das ações desse hormônio necessárias à saúde do homem.
Muitos não sabem a quem procurar para saber mais sobre o assunto. Pode-se marcar uma consulta com um médico. No entanto, também existem vários especialistas que se ocupam de problemas masculinos específicos, como urologistas e endocrinologistas.O efeito dos hormônios na personalidade das mulheres é bem conhecido, principalmente na fase da TPM. Mas, e os homens? Eles também são afetados pela produção hormonal? Sim, a testosterona, principal hormônio presente no organismo masculino, influencia o comportamento, o desempenho sexual e também algumas características físicas. A endocrinologista Ruth Clapauch, da Sociedade Brasileira de Endocrinologia, explica que os níveis de testosterona no sangue do homem caem naturalmente com o passar da idade, aproximadamente 1% ao ano a partir dos 40. "Dessa forma, é importante incluir a dosagem de testosterona em seus exames de rotina a partir dessa idade, pois uma baixa dosagem nesse período pode ser um sinal de alerta para problemas com a deficiência desse hormônio no futuro", diz. No geral, os níveis adequados de testosterona variam entre 300 a 900 nanogramas por decilitro de sangue.

Entretanto, alguns homens podem sofrer com taxas reduzidas desse hormônio mais cedo do que o esperado, causando uma série de alterações e sintomas pelo corpo todo, sendo necessária a reposição hormonal. "Obesidade e doenças crônicas, como bronquite e problemas cardíacos, são fatores que podem acarretar na alteração do hormônio", explica a endocrinologista. Entenda como a deficiência de testosterona pode afetar seu organismo e, na dúvida, converse com seu médico:

Baixo interesse sexual

Esse é o sintoma mais específico para desconfiar de baixos níveis de testosterona no organismo. "Inclusive, pode ser possível perceber uma perda da potência sexual, ou mesmo uma disfunção erétil", explica a endocrinologista Ruth Clapauch, da Sociedade Brasileira de Endocrinologia. Um sinal mais claro para a deficiência desse hormônio pode ser a falta de ereções matinais - aquelas ereções "involuntárias", que se tem ao acordar. O endocrinologista Pedro Saddi, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), afirma que homens com essa característica também têm maiores chances de sofrer com infertilidade. Entretanto, os baixos níveis de testosterona por si só raramente são a única razão para ereções mais fracas - outros problemas como doenças cardíacas e diabetes, também podem estar associados.  Testosterona é uma hormona esteroide do grupo dos andrógenos e encontrada em mamíferos, répteis,[1] aves,[2] e outros vertebrados. Em mamíferos, a testosterona é segregada principalmente pelos testículos dos machos e pelos ovários das fêmeas, embora seja também segregada em pequenas quantidades pelas glândulas suprarrenais. A testosterona é a principal hormona sexual masculina e um esteroide anabolizante.
Nos homens, a testosterona é fundamental para o desenvolvimento dos tecidos reprodutores masculinos, como os testículos ou a próstata, e na promoção de características sexuais secundárias, como o aumento da musculatura, massa óssea e o crescimento de pêlos no corpo.[3] A testosterona é ainda essencial para a saúde e bem-estar[4] e na prevenção de osteoporose.[5]
Em média, a quantidade de testosterona nos homens é entre sete a oito vezes superior do que em mulheres.[6] Embora a produção diária da hormona seja vinte vezes superior nos homens, o consumo metabólico é igualmente superior.[7] [8] As mulheres são também mais sensíveis à hormona.[9]
A testosterona pode ser observada na maior parte dos vertebrados. Os peixes produzem uma forma ligeiramente diferente denominada 11-Cetotestosterona.[10] A hormona equivalente nos insetos é a ecdisona.[11]

Efeitos comportamentais[editar | editar código-fonte]

A testosterona e seus metabólitos, assim como outros hormônios sexuais, apresentam um forte efeito nos comportamentos sociais de diversas espécies, dentre elas os humanos. A testosterona desempenha um papel central na manifestação e desenvolvimento de comportamentos agonistas, especialmente a agressão[12] .
Estudos experimentais têm mostrado que os níveis suprafisiológicos de testosterona aumentam a manifestação da agressão, enquanto estudos correlacionais associam a testosterona com maior impulsividade, maior responsividade de circuitos neurais relacionados a agressão social e raiva. Além disso, mais do que a agressão, a testosterona é fortemente relacionada com o comportamento dominante e a competitividade[12] [13] . 

Valores de Referência da Testosterona em Humanos[editar | editar código-fonte]

Valores de referência médios considerados dentro da normalidade em homens e mulheres. 

Testosterona Total[editar | editar código-fonte]

Referência de Níveis de Testosterona em Homens:
0 a 5 meses: 75-400 ng/dL
6 meses a 9 anos: < 7-20 ng/dL
10 a 11 anos: < 7-130 ng/dL
12 a 13 anos: < 7-800 ng/dL
14 anos: < 7-1.200 ng/dL
15 a 16 anos: 100-1.200 ng/dL
17 a 18 anos: 300-1.200 ng/dL
19 anos acima: 240-950 ng/dL

Referência de Níveis de Testosterona em Mulheres[editar | editar código-fonte]

0 a 5 meses: 20-80 ng/dL
6 meses a 9 anos: < 7-20 ng/dL
10 a 11 anos: < 7-44 ng/dL
12 a 16 anos: < 7-75 ng/dL
17 a 18 anos: 20-75 ng/dL
19 anos acima: 8-60 ng/dL

Testosterona Livre[editar | editar código-fonte]

Homens: 9 a 30 ng/dL
Mulheres: 0.3 a 1,9 ng/dL
Valores de referência não foram estabelecidas para pacientes com menos de 16 anos de idade

Testosterona Biodisponível[editar | editar código-fonte]

Homens
Até os 19 anos: valores não estabelecidos
20 a 29 anos: 83-257 ng/dL
30 a 39 anos: 72-235 ng/dL
40 a 49 anos: 61-213 ng/dL
50 a 59 anos: 50-190 ng/dL
60 a 69 anos: 40-168 ng/dL
70 anos ou mais: não estabelecido
Mulheres (não-ooforectomizadas)
Até os 19 anos: valores não estabelecidos
20 a 50 anos (em estrogênio oral): 0.8-4,0 ng/dL
20 a 50 anos (não em estrogênio oral): 0,8-10 ng/dL
50 anos ou mais : valores não estabelecidos

Bloqueio da testosterona pela finasterida e bromoprida[editar | editar código-fonte]

finasterida utilizada para combater a queda de cabelos, concorre com a testosterona em suas ligações e pode promover a sua redução gradual. Por outro lado, a bromoprida, utilizada para melhorar a digestão, promove a elevação da prolactina, que também bloqueia a testosterona, chegando perto de seu limite inferior, com consequências importantes no organismo masculino.[carece de fontes] Nos Estados Unidos, onde o marketing direto de medicamentos é permitido ("Pergunte ao seu médico sobre nosso novo produto!") as drogas são promovidas nas mais variadas formas, de comprimidos e injeções à cremes e gel.
Desde 2001, receitas de testosterona nos Estados Unidos para homens acima dos 40 anos mais do que triplicaram. Atualmente 1,7 milhão de homens são orientados a usar os suplementos hormonais. "A questão é: há realmente um problema a ser tratado?", indaga a médica Lisa Schwartz, do Dartmouth College. Conforme brinca o comediante Stephen Colbert, Baixa T é "uma condição de saúde identificada por uma fermacêutica que antigamente era conhecida como envelhecer".
Médicos concordam que uma pequena proporção de homens (cerca de 0,5%) precisa de terapia com testosterona. Entre eles estão homens com doenças genéticas ou cujos testículos, onde a testosterona é produzida, não funcionam mais após tratamentos com quimioterapia. E foi para casos como esses que a Food and Drug Administration (FDA) autorizou a venda dos medicamentos nos Estados Unidos.
Em homens o comportamento sexual é muito dependente da testosterona.

Testosterona e Tribulus Terrestris[editar | editar código-fonte]

tribulus terrestris é bastante utilizado como um "estimulador" da produção de testosterona.
A ideia é que o tribulus ajude a sintetizar mais testosterona dentro dos testículos.
A explicação se dá devido ao fato de que na composição do extrato de tribulus sejam encontrados sapominas esteroidais e protodioscina.
Não há até o momento estudo científico provando a influência da planta Tribulus sobre os níveis de testosterona.
No entanto, um extrato de tribulus padronizado,contendo protodioscina e sapominas esteroidais, pode estimular a produção de testosterona.

Referências

  1. Ir para cima Cox RM, John-Alder HB. (December 2005). "Testosterone has opposite effects on male growth in lizards (Sceloporus spp.) with opposite patterns of sexual size dimorphism". J. Exp. Biol. 208 (Pt 24): 4679–87.DOI:10.1242/jeb.01948PMID 16326949.
  2. Ir para cima Reed WL, Clark ME, Parker PG, Raouf SA, Arguedas N, Monk DS, Snajdr E, Nolan V, Ketterson ED. (May 2006). "Physiological effects on demography: a long-term experimental study of testosterone's effects on fitness". Am. Nat.167 (5): 667–83. DOI:10.1086/503054PMID 16671011.
  3. Ir para cima Mooradian AD, Morley JE, Korenman SG. (February 1987). "Biological actions of androgens". Endocr. Rev. 8 (1): 1–28. DOI:10.1210/edrv-8-1-1PMID 3549275.
  4. Ir para cima Bassil N, Alkaade S, Morley JE. (June 2009). "The benefits and risks of testosterone replacement therapy: a review". Ther Clin Risk Manag 5 (3): 427–48. PMID 19707253.
  5. Ir para cima Tuck SP, Francis RM. (2009). "Testosterone, bone and osteoporosis". Front Horm Res 37: 123–32. DOI:10.1159/000176049PMID 19011293.
  6. Ir para cima Torjesen PA, Sandnes L. (March 2004). "Serum testosterone in women as measured by an automated immunoassay and a RIA". Clin. Chem. 50 (3): 678; author reply 678–9. DOI:10.1373/clinchem.2003.027565PMID 14981046.
  7. Ir para cima Southren AL, Gordon GG, Tochimoto S, Pinzon G, Lane DR, Stypulkowski W. (May 1967). "Mean plasma concentration, metabolic clearance and basal plasma production rates of testosterone in normal young men and women using a constant infusion procedure: effect of time of day and plasma concentration on the metabolic clearance rate of testosterone". J. Clin. Endocrinol. Metab. 27 (5): 686–94. DOI:10.1210/jcem-27-5-686PMID 6025472.
  8. Ir para cima Southren AL, Tochimoto S, Carmody NC, Isurugi K. (November 1965). "Plasma production rates of testosterone in normal adult men and women and in patients with the syndrome of feminizing testes". J. Clin. Endocrinol. Metab. 25(11): 1441–50. DOI:10.1210/jcem-25-11-1441PMID 5843701.
  9. Ir para cima Dabbs M, Dabbs JM. Heroes, rogues, and lovers: testosterone and behavior. New York: McGraw-Hill, 2001. ISBN 0-07-135739-4
  10. Ir para cima Nelson, Randy F.. An introduction to behavioral endocrinology. Sunderland, Mass: Sinauer Associates, 2005. p. 143. ISBN 0-87893-617-3
  11. Ir para cima De Loof A. (October 2006). "Ecdysteroids: the overlooked sex steroids of insects? Males: the black box". Insect Science 13 (5): 325–338. DOI:10.1111/j.1744-7917.2006.00101.x.
  12. ↑ Ir para:a b de Almeida, Rosa M; Cabral, J C; Narvaes, R. . "Behavioural, hormonal and neurobiological mechanisms of aggressive behaviour in human and nonhuman primates". Physiology & Behavior.DOI:10.1016/j.physbeh.2015.02.053. Visitado em 02/04/2015.
  13. Ir para cima Archer, John. . "The influence of testosterone on human aggression". British Journal of PsychologyDOI:10.1111/j.2044-8295.1991.tb02379.x. Visitado em 02/04/2015.Níveis baixos de testosterona são mais frequentes do que imaginávamos. Até recentemente pensava-se que ocorriam apenas em homens portadores de deficiências congênitas, ou naqueles com falência da função testicular resultante de tumores na hipófise ou traumatismo na bolsa escrotal.
    Hoje, está claro que pode acontecer diminuição acentuada dos níveis de testosterona em condições como obesidade grau III, infecção pelo HIV, estresse psicológico, doenças debilitantes ou como efeito colateral de medicamentos como os derivados da cortisona, por exemplo.
    Queda na produção de testosterona provoca os seguintes efeitos no homem:
    * perda de massa óssea e aumento do risco de fraturas;
    * perda de força e diminuição da massa muscular;
    * aumento da massa gordurosa;
    * diminuição da libido;
    * redução da fertilidade;
    * fadiga;
    * aumento da resistência à insulina e do risco de diabetes;
    * depressão;
    * comprometimento das funções cognitivas.
    A secreção de testosterona começa a declinar nos homens a partir dos 30 anos. Estudos mostram que, na faixa dos 40 aos 70 anos, a queda é de 0,8% ao ano.
    O impacto dessa redução fisiológica é mal conhecido e varia entre os indivíduos. Apesar da variabilidade, em homens sintomáticos cujos níveis sanguíneos de testosterona estejam baixos, o diagnóstico de hipogonadismo deve ser aventado.
    Quando o hipogonadismo surge na infância não é difícil reconhecê-lo: o menino não sofre as transformações características da puberdade. Mas, quando se instala na vida adulta, o reconhecimento se torna problemático, porque os sintomas costumam ser vagos e características como distribuição da barba, massa muscular e desenvolvimento dos genitais, são mantidas por muito tempo apesar da falência da função testicular.
    Um grupo canadense desenvolveu um questionário para auxiliar no diagnóstico:
    1) Você notou diminuição do desejo sexual?
    2) Você notou diminuição da energia?
    3) Você notou diminuição da força muscular e/ou da resistência física?
    4) Você perdeu peso?
    5) Você perdeu a alegria de viver?
    6) Você vive triste e desanimado?
    7) Sua ereção está menos consistente?
    8) Tem sido mais difícil manter a ereção durante o ato sexual?
    9) Você adormece depois do jantar?
    10) Sua performance no trabalho deteriorou recentemente?
    Resposta positiva nos itens 1 ou 7, ou três respostas positivas nos demais itens, sugere hipogonadismo (embora não obrigatoriamente)
    A confirmação do diagnóstico requer a presença de níveis sanguíneos de testosterona abaixo do intervalo normal. Resultados abaixo de 200 ng/dL são considerados confirmatórios.
    Mas, há casos de homens com níveis normais apesar de terem sintomas de hipogonadismo. Nessas situações, há necessidade de exames laboratoriais mais detalhados.
    Não há evidência de que níveis baixos de testosterona interfiram com a mortalidade masculina, mas certamente pioram a qualidade de vida. A reposição de testosterona pode ser feita com injeções intramusculares, subcutâneas, adesivos ou com gel de testosterona. Adesivos transdérmicos são mais práticos de usar, porém mais dispendiosos do que as formas injetáveis.
    Os níveis sanguíneos de testosterona devem ser determinados mensalmente, porque a disfunção sexual costuma ser corrigida assim que eles atingem a metade inferior da faixa da normalidade, mas os efeitos positivos sobre as massas óssea e muscular podem exigir níveis mais elevados para se fazerem sentir.
    História prévia de câncer de próstata ou mama constituem contraindicações formais para a reposição de testosterona. Contraindicações relativas são: sintomas urinários obstrutivos provocados por aumento benigno da próstata, apnéia do sono, insuficiência cardíaca grave e número elevado de glóbulos vermelhos.
    Homens recebendo reposição devem ser submetidos a controle do PSA, toque retal e à avaliação da série vermelha do sangue, três meses depois de iniciar o tratamento. Daí em diante, as avaliações devem ser repetidas a cada seis meses.
    Como as consequências a longo prazo da reposição são mal conhecidas, a maioria dos autores a indica apenas no caso de homens sintomáticos. Pela mesma razão, se depois de três meses não houver melhora da qualidade de vida, a interrupção do tratamento é recomendada.

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