O dromedário (Camelus dromedarius) é um animal mamífero nativo da região nordeste da África e da parte ocidental da Ásia, pertencente à família Camelidae[1] , sendo um parente próximo dos camelos.
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[esconder]Características físicas[editar | editar código-fonte]
O dromedário ou camelo árabe distingue-se do camelo bactriano, nativo da Ásia Central, pela presença de apenas uma bossa ou corcova, enquanto o camelo tem duas. A bossa ou corcova do dromedário não armazena água (ao contrário da lenda popular), mas sim gordura, acumulada pelo animal em períodos de alimentação abundante, que lhe permite sobreviver em condições de escassez. A água é acumulada em sua corrente sanguínea, onde seus glóbulos vermelhos podem aumentar em até duzentos e cinquenta por cento seu volume para acumulá-la.
Outras adaptações à vida no deserto incluem: uma pelagem esparsa e suave que permite refrigeração, variando do branco-sujo ao bege-claro ou castanho-escuro; suas patas, que têm base larga, com uma área que impede que se enterrem na areia; além de longos cílios que protegem os olhos do animal durante tempestades de areia.
Risco de extinção na natureza[editar | editar código-fonte]
O dromedário encontra-se praticamente extinto na natureza. A maior parte da população existente no Médio Oriente vive domesticada[2] . O único local do mundo onde ainda restam populações selvagens é nas zonas áridas da Austrália, que tem condições de clima e paisagem relativamente semelhantes. Os dromedários australianos são descendentes de animais introduzidos pelos pioneiros que exploraram o centro do país e que depois passaram ao estado selvagem. O dromedário foi domesticado como meio de transporte à semelhança do cavalo. Na Arábia Saudita e no norte da África, os dromedários são montados com a rahla, uma sela especial adaptada às características do dorso do animal.Eles se diferem fisicamente por três coisas: o número de corcovas, a altura e o tipo de pêlo. Além disso, o hábitat deles não é o mesmo. Ambos são originários de um ancestral comum - que viveu na América do Norte há 40 milhões de anos - mas agora vivem em diferentes regiões do planeta. O camelo (Camelus bactrianus) é encontrado apenas na Ásia Central, ao passo que o dromedário (Camelus dromedarius), conhecido como camelo árabe, espalha-se não só por parte do continente asiático como também pela África. Na verdade, é ele que se vê naqueles filmes passados no deserto do Saara. Parentes bem próximos, esses dois mamíferos ruminantes são as únicas espécies da família Camelidae e são usados pelo homem como meio de transporte em regiões desérticas. Rápidos e resistentes, os dromedários podem correr a 16 km/h por até 18 horas seguidas.
Já os camelos viajam bem mais lentamente, a cerca de 5 km/h, mas em compensação são capazes de levar pesadas cargas em viagens de até 50 quilômetros de distância. Em comum ambos têm a capacidade de ficar durante vários dias sem beber água - há registro de animais que agüentaram até 17 dias sem um golinho sequer. Por serem "primos" não muito distantes, camelos e dromedários podem cruzar entre si, gerando crias que também são capazes de se reproduzir.
Parecidos, mas nem tantoNúmero de corcovas, altura e pêlos entregam quem é quem
Saliência em dobro
A distinção mais visível entre os dois animais está no dorso. Enquanto os camelos têm duas corcovas 1, os dromedários só possuem uma 2. As corcovas são formadas por importantes depósitos de gordura
Questão de porte
Outra diferença está na altura de ambos. Os camelos possuem patas mais curtas 3, enquanto os dromedários têm pernas mais longas 4
Traje longo ou curto
Enquanto o dromedário apresenta o corpo coberto por uma pelagem curta 5, o camelo tem pêlos longos e vistosos 6, principalmente nas coxas, na garupa e na cabeça. Nos meses de inverno, essa pelagem pode chegar ao chão
Um camião (português europeu) ou caminhão (português brasileiro) é um veículo terrestre para transporte de bens. Ao contrário dos automóveis, onde é comum serem construídos em uma estrutura única (à excepção das minivans), sendo a maioria deles feitos sobre uma estrutura forte chamada de chassis, os caminhões são construídos em várias dimensões, desde o tamanho de um automóvel pick-up com mala aberta ao tamanho de camiões pesados de autoestrada com semiatrelados.
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[esconder]História[editar | editar código-fonte]
Caminhões e carros têm um antepassado comum: o "fardier" movido a vapor de Nicolas-Joseph Cugnot construído em 1769. Contudo, caminhões a vapor não eram comuns até 1800. As estradas nesta altura eram construídas para cavalos e carruagens, limitando o movimento deste veículos, geralmente de uma fábrica até uma estação de comboio. O primeiro semiatrelado surgiu em 1881, puxado por um trator a vapor Dion. Caminhões movidos a vapor foram vendidos na França e Estados Unidos até a véspera da Primeira Guerra Mundial, e o início da Segunda Guerra Mundial no Reino Unido.
Combustão interna[editar | editar código-fonte]
O primeiro motor de combustão interna foi construído em 1898 por Gottlieb Daimler. Outros, tais como Peugeot, Benz e Renault construíram os seus próprios. Geralmente eram construídos com motores de dois cilindros, com uma capacidade de carregar 1500 a 2000 kg. Em 1904, 700 caminhões pesados foram construídos nos Estados Unidos, 1000 em 1907, 6000 em 1910 e 25000 em 1914.
Após a Primeira Guerra Mundial, vários avanços foram feitos: pneus totalmente em borracha foram trocados por pneus pneumáticos, acionadores de partida elétricos, travões elétricos, motores de 6 cilindros e iluminação elétrica. A Ford e a Renault também entraram no mercado de camiões pesados.
Motores a diesel[editar | editar código-fonte]
Embora já inventados em 1890, os motores a diesel não foram comuns em caminhões na Europa até os anos 20. Nos Estados Unidos, demorou ainda mais para estes motores serem aceitos: motores a gasolina ainda eram usados em caminhões pesados até nos anos 70, enquanto na Europa tinham sido completamente substituídos vinte anos antes.
Caminhões para transporte rodoviário [1] [editar | editar código-fonte]
Nomes utilizados no Brasil:
- Caminhão plataforma - transporte de contêineres e grandes cargas
- Caminhão baú - Carroceria semelhante a um contêiner que protege a carga do tempo
- Caminhão tremonha ou com caçambas - transporta cargas à granel
- Caminhão aberto - transporte de mercadorias não perecíveis e pequenos volumes. A carga pode ser coberta com encerados
- Caminhão refrigerado - transporte de gêneros perecíveis com controle de temperatura
- Caminhão-tanque - transporte de derivados de petróleo e líquidos similares a granel. Os que transportam água são chamados de caminhões pipa.
- Caminhão graneleiro ou silo - transporte de graneis sólidos
- Caminhões especiais: carretas, guindastes sobre a carroceria (munck), cegonhas (transporte de automóveis), etc.
- Semirreboque: carroceiras sem propulsão própria, São acoplados equipamentos tipo cavalos-mecânicos ou caminhões-trator
Ver também[editar | editar código-fonte]
Referências
- ↑ RODRIGUES, Paulo Roberto Ambrosio - Introdução aos Sistemas de Transporte no Brasil e à Logística Internacional - Edições Aduaneiras Ltda - 2000 - São Paulo - Pg. 36 - ISBN 85-7129-239-6
- Outras
O primeiro passo para quem quer trabalhar com fretes, ou seja, dirigir um caminhão, é ter uma Carteira Nacional de Habilitação (CNH) na categoria “E”.
De acordo com o Departamento Nacional de Trânsito (DENATRAN), a categoria “E” é descrita como “condutor de combinação de veículos em que a unidade tratora se enquadre nas categorias B, C ou D e cuja unidade acoplada, reboque, semi-reboque ou articulada, tenha seis mil quilogramas ou mais de peso bruto total, ou cuja lotação exceda a oito lugares, ou, ainda, seja enquadrado na categoria trailer. Para habilitar-se na categoria E, o condutor deve estar habilitado na categoria “D” há, pelo menos, um ano na categoria C, e não ter cometido nenhuma infração grave ou gravíssima, nem ser reincidente em infrações médias nos últimos doze meses.”.
Quanto custa? A taxa para emissão da CNH pode variar de estado para estado. Além disso, você terá o custo da autoescola. O futuro motorista de caminhão precisa pagar algumas taxas referentes ao processo e passar por avaliações psicológica, física e mental. A etapa seguinte prevê um curso teórico na autoescola e uma prova para avaliar os conhecimentos adquiridos. Se aprovado, o interessado frequentará aulas práticas de condução veicular e posteriormente passará pelo exame de direção.
O segundo passo é conhecer melhor os tipos de caminhões e carretas existentes no mercado. Para entender um pouco mais sobre isso, geralmente utiliza-se a classificação do Conselho Nacional de Trânsito (CONTRAN), que estabelece um peso máximo por eixo do veículo, evitando assim a deterioração prematura do asfalto.
Os tipos de caminhões podem ser:
Veículo Urbano de Carga (VUC): A característica mais marcante desse tipo é o tamanho: Largura máxima de 2,2m – comprimento máximo de 6,3m – e limite de emissão de poluentes. Sua capacidade é de até três toneladas, e esse caminhão de menor porte é indicado para áreas urbanas. Em São Paulo, por exemplo, onde existe a Zona de Máxima Restrição à Circulação de Caminhões (ZMRC), os VUC’s são liberados para transitar em qualquer horário do dia ou da noite, em qualquer dia da semana.
Toco ou caminhão semipesado: Mede, no máximo, 14 metros, tem Peso Bruto Máximo (PBT) de 16ton, e capacidade máxima de 6 toneladas. Tem um eixo simples na carroceria, ou seja, um frontal e um traseiro de rodagem simples.
Truck ou caminhão pesado: Também possui comprimento máximo de 14m. Seu PBT é de 23 toneladas, sendo a capacidade variável de 10 a 14 toneladas. Esse caminhão possui um eixo duplo na carroceria, sendo que um deles deve, necessariamente, receber a força motriz. Isso é importante para o veículo carregar mais peso e melhorar seu desempenho.
As carrocerias
Em relação às carretas, podemos dizer que elas são compostas por duas partes: o chamado cavalo, que reúne a cabine do motorista, o motor e as rodas de tração, e os semi-reboques, que são diferentes tipos de módulos de carga.
Cavalo mecânico: é formado pela cabine, motor e rodas de tração. Tem apenas um eixo simples.
Cavalo mecânico trucado ou LS: Igual ao cavalo mecânico, porém possui um eixo duplo traseiro para carregar mais peso.
Carreta dois eixos: um cavalo mecânico e um semi-reboque com dois eixos cada. PBT máximo de 33 toneladas, comprimento máximo de 18,15m.
Carreta três eixos: um cavalo mecânico e um semi-reboque com três eixos. PBT máximo de 41,5 toneladas e comprimento máximo de 18,15m.
Cavalo trucado: é um cavalo mecânico trucado e um semi-reboque com três eixos. PBT máximo de 45 toneladas e comprimento máximo de 18,15m.
Bitrem ou treminhão: Possui sete eixos, e tem como PBT máximo 57 toneladas.
Rodotrem: Esse tipo de caminhão é constituído por dois semi-reboques compostos por nove eixos, que permite um PBT máximo de 74 toneladas. Entre os dois semi-reboques, temos um veículo intermediário conhecido como Dolly.
Tipos de eixos:
Eixo simples com rodagem singela (2 pneus): PBT 6 toneladas
Eixo simples com rodagem dupla (4 pneus): PBT 10 toneladas
Eixo duplo com rodagem singela (4 pneus tipo extralargo): PBT 17 toneladas
Os tipos de eixos são vários e permitem várias combinações. Essas citadas acima são as mais comuns.
Para os interessados em se tornar motoristas autônomos – também conhecidos como TAC, a Agência Nacional dos Transportadores Terrestres (ANTT) explica que de acordo com a Lei nº 11.442 de 5 de janeiro de 2007, artigo 2º, para exercer a atividade de transporte rodoviário de cargas em vias públicas, no território nacional, por conta de terceiros e mediante remuneração, o Transportador Autônomo de Carga (TAC) dependerá de prévia inscrição no Registro Nacional de Transportadores Rodoviários de Cargas (RNTRC) da ANTT.
Para se regularizar, ele deverá comparecer em uma das unidades regionais da agência ou em um posto credenciado e comprovar requisitos como ter Cadastro de Pessoas Físicas (CPF ativo); Carteira de Identidade (RG); estar em dia com sua contribuição sindical e ser proprietário, co-proprietário ou arrendatário de, no mínimo, um veículo ou uma combinação de veículos de tração e de cargas com Capacidade de Carga Útil – CCU, igual ou superior a quinhentos quilos, registrados em seu nome no órgão de trânsito como “aluguel”, na forma regulamentada pelo Conselho Nacional de Trânsito – CONTRAN.
Ainda, o futuro autônomo deverá ser aprovado em um curso específico ou ter ao menos três anos de experiência na atividade. O curso específico para o TAC terá que ser ministrado por instituição de ensino credenciada nas Secretarias Estaduais de Educação ou em cursos ministrados pelo Serviço Nacional de Aprendizagem em Transporte, Sistema “S” – determinado na resolução da 3056/2009, artigo 16. No site da ANTT (http://rn3.antt.gov.br) é possível obter maiores informações sobre telefones e endereços das entidades credenciadas.
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