Anemia é sempre sinal de que há alguma coisa errada. Indica que o sangue tem menos células vermelhas – eritrócitos – e está deficiente em hemoglobina, o pigmento que transporta oxigênio. Isso afeta o organismo inteiro, debilitando todos os sistemas.
Existem cerca de 100 variedades de anemia, mas as causas se resumem a três. A primeira é a perda de sangue aguda ou crônica, comum quando há verminoses intestinais, já que os parasitas perfuram constantemente o revestimento interno do intestino e de outros órgãos para se agarrar e/ou se alimentar de sangue, e quando mudam de lugar deixam pequenas hemorragias acontecendo. A segunda causa de anemia é um aumento da destruição de células vermelhas. E a terceira é a redução na produção de células vermelhas, por uma das seguintes causas: deficiência de um ou mais nutrientes (sobretudo vitamina B12, ácido fólico e ferro, que são necessários para a síntese das células vermelhas, e que os vermes adoram); desordens na medula óssea; deficiência de certos hormônios; inibição da formação das células devido a certas drogas, ou devido a toxinas produzidas por doença – particularmente infecção crônica, câncer generalizado e falência renal.
Na anemia o sangue leva muito pouco oxigênio aos tecidos, o que estimula o pulmão a aumentar a taxa respiratória para colher mais oxigênio, e o coração a pulsar mais para aumentar o volume de sangue circulante (o que faz com que seu tamanho também aumente). A aceleração do fluxo de sangue costuma provocar dor de cabeça. Sintomas de deficiência de oxigênio nos tecidos incluem latejamento nos ouvidos, tontura, desmaios e respiração curta. Psicoses e alucinações podem ocorrer quando as deficiências do sangue reduzem a oxigenação do cérebro.
Parasitas competem com o hospedeiro por nutrientes importantes para o sangue, como ferro e vitamina B12, entre outros. No começo isso faz a pessoa ter mais fome, depois o organismo não faz força nem para comer. Outro sintoma característico é a perversão do paladar – os anêmicos lambem cal, comem papel e terra; antigamente as feiras do nordeste vendiam tabletes de barro para satisfazer esses apetites.
Anemia ferropriva, ou por deficiência de ferro, é a mais comum. O ferro vem da alimentação e é absorvido no intestino. Um adulto precisa de menos de 4 gramas de ferro em circulação, e deve repor 10 a 15 mg por dia. A deficiência ocorre quando não há ferro suficiente na comida, ou não há boa absorção pelos intestinos, ou há perda anormal de sangue – em parasitoses intestinais, mulheres com menstruações hemorrágicas e homens com úlcera péptica, por exemplo. Língua lisa, unhas fracas e quebradiças, cabelo sem brilho. Trata-se facilmente com sulfato ferroso.
A anemia perniciosa tem esse nome porque se desenvolve lentamente, como resultado de uma deficiência de vitamina B12 – que é vermelha e se encontra em animais, mas não em vegetais.
A deficiência de B12 é mais comum em vegetarianos mal nutridos, em pessoas parasitadas pelo Diphyllobothrium latum (parasita de peixes), nas que sofrem de má absorção no intestino delgado e nas que têm divertículos intestinais ou obstruções parciais onde haja pouca oferta de B12 para muita demanda de vermes e/ou bactérias.
Os sintomas de anemia perniciosa incluem fraqueza, palidez de cera, língua lisa e brilhante, distúrbios gastrointestinais e problemas neurológicos. Pode atingir um ponto muito grave antes de ser diagnosticada, porque vai aumentando com o tempo. Se houver danos neurológicos, serão irreversíveis; se não for tratada, mata.
A tolerância de cada pessoa à anemia varia muito, e depende em parte da velocidade com que ela se desenvolve. Se for lentamente, a pessoa pode resistir a estágios graves de anemia com pouca ou nenhuma queixa, enquanto a anemia galopante provoca sintomas fortes e pode ser fatal.
O tratamento depende do diagnóstico. Vai
detectar e remover fatores tóxicos, suprir os nutrientes faltantes, impedir
a destruição das células vermelhas e às vezes restaurar o volume de sangue com transfusões.
detectar e remover fatores tóxicos, suprir os nutrientes faltantes, impedir
a destruição das células vermelhas e às vezes restaurar o volume de sangue com transfusões.
Infecção
Infecção é a presença exacerbada, dentro do corpo, de um ou vários agentes infecciosos (bactérias, vírus, fungos, protozoários e vermes), e a conseqüente reação do corpo a eles e às toxinas que produzem. Muitas vezes a saúde não é alterada pela infecção; quando é, o conjunto de sintomas passa a ser considerado doença infecciosa. Ao mesmo tempo em que é prejudicado, o corpo do hospedeiro serve de território para o hóspede se multiplicar e infectar outras pessoas.
Agentes infecciosos entram pelo ar, pela água, pela comida, pela saliva de mosquitos, carrapatos e animais raivosos, pelas feridas abertas, pelas trocas sexuais. Há reservatórios inesgotáveis deles em todos os animais. É impossível evitá-los, e também não há por que – afinal, ter contato com os outros habitantes do planeta faz parte da vida, e nem tudo é um conto de fadas: a praia mais maravilhosa tem mosquitos, a maioria dos buracos tem minhoca, a maioria das goiabas também, dentes ficam cariados, chove de repente, o trânsito é violento e quem a gente queria não veio. A vida está sempre sujeita a riscos, infectar-se é só mais um.
Os parasitas passaram milhões de anos batalhando seu lugarzinho à sombra e desenvolveram métodos sensacionais de se acomodar ao hospedeiro. Tanto assim que a doença parasitária propriamente dita, que causa sintomas e prejuízos evidentes para a saúde, só acontece por um desequilíbrio na relação hospedeiro-parasita: é quando a pensão vira casa da sogra, geralmente porque a gente vai deixando, vai deixando... E aí fica difícil de lidar. Há tênias que duram muito mais que o casamento, amebas de uma vida inteira, giárdias de estimação...
Mas vírus, vermes, fungos, bactérias, rickéttsias, príons, todos eles têm que enfrentar opositores naturais dentro do corpo. Anticorpos e antitoxinas são formados especificamente para interagir com aquele invasor naquele momento, e é muito raro a infecção virar doença infecciosa numa pessoa saudável. Na infecção, o que conta é simplesmente a capacidade de reação do organismo. Tudo pode se resumir a muito pouco, se o organismo está forte; ou levar à morte, se não está.
Inflamação
O lugar fica quente, vermelho, endurecido e dói? Temos uma inflamação. Seja devido a infecção, frio ou calor excessivos, contusões, ácidos, alcalinos, irradiação, a causa não importa: qualquer alteração do tecido pode provocar inflamação.
Ela tenta destruir, diluir ou isolar tanto o agente agressivo quanto o tecido lesado. O calor vem do fluxo de sangue aumentado; o rubor é dos vasos sanguíneos dilatados; o entumescimento é gerado por essa dilatação mais a formação de exsudato, que é uma mistura de líquido, células e fragmentos celulares; e a dor é conseqüência da pressão do edema e das substâncias químicas liberadas nos processos inflamatórios.
Inflamação crônica é aquela em que a causa do dano ao tecido, seja lá qual for, nem mata a vítima nem se deixa neutralizar pelas defesas do corpo. Acaba havendo uma relação simbiótica entre invasor e hospedeiro, porque os fagócitos não conseguem digerir e eliminar os irritantes que engoliram.
Muitas vezes há lesão dos tecidos; é preciso que a inflamação cesse para que possam entrar os mecanismos de regeneração e organização que compõem a cura. Na regeneração, as células sobreviventes ficam se dividindo até fechar a ferida; na organização, novos vasos sanguíneos e células formadoras de tecido conectivo crescem na área danificada para produzir tecido conectivo vascularizado e tecido cicatricial. Até mesmo lesões mínimas como acne infectada produzem organização e cicatrização.
Febre
A febre é a forma mais comum de reação do organismo a uma infecção. A presença de uma grande população de micróbios desencadeia intenso movimento no corpo inteiro, em todos os tecidos. O calor interno aumenta e acelera a produção, circulação e atividade das células brancas, de defesa. Basta uma pequena elevação da temperatura para acabar com a maioria dos vírus e bactérias – e é por isso que não se deveria dar nada para baixar a febre abaixo de 38,5 graus nos primeiros 3 dias, só chá e mais chá e compressas frias ou rodelas de batata crua na cabeça para absorver a quentura. Febre preocupante, só se for alta ou durar mais que três dias.A anemia, que a diminuição do número de glóbulos vermelhos no sangue, é um dos distúrbios mais frequentes na medicina. Apesar de ser uma condição comum, ela é muitas vezes mal diagnosticada, mal tratada e quase sempre mal explicada aos pacientes.
A anemia não é uma doença, é um sinal de doença. Se o paciente é diagnosticado com anemia, o próximo passo é investigar a causa, pois com certeza há alguma doença por trás provocando a queda no número glóbulos vermelhos no sangue. Não basta o médico prescrever ferro e achar que está tudo resolvido.
Neste artigo vamos explicar o que é a anemia, como ela surge, quais são as causas mais comuns e quais são os seus sintomas. Vamos explicar também o que são o hematócrito e a hemoglobina, e qual é a relação entre anemia e leucemia.
O QUE É ANEMIA?
Popularmente a anemia é conhecida como falta de sangue. Na verdade, este conceito não está de todo errado, mas podemos ser um pouco mais precisos. Anemia é a redução do número de glóbulos vermelhos (também chamados de hemácias ou eritrócitos) no sangue. As hemácias são as células que transportam o oxigênio, levando-o para todos os órgãos e tecidos do corpo.
Para ficar mais fácil de entender, vamos explicar do que é feito o sangue:
O plasma sanguíneo é a parte líquida, correspondendo a 55% do volume total de sangue. O plasma é basicamente água (92%), com alguns nutrientes diluídos, como proteínas, anticorpos, enzimas, glicose, sais minerais, hormônios, etc.
Os outros 45% do sangue são compostos por células: hemácias, leucócitos e plaquetas. Destas células, 99% são hemácias.
A anemia surge quando o percentual de hemácias no sangue fica reduzido, deixando-o mais diluído (as causas serão explicados mais à frente).
O diagnóstico da anemia é feito basicamente pela dosagem das hemácias no sangue, realizada através de em um exame de sangue chamado hemograma (leia: ENTENDA OS RESULTADOS DO SEU HEMOGRAMA). Na prática, a dosagem das hemácias é feita através dos valores do hematócrito e da hemoglobina.
Para entender como se diagnostica uma anemia é preciso estar familiarizado com os termos hematócrito e hemoglobina. Vamos a eles, então.
O QUE SÃO O HEMATÓCRITO E A HEMOGLOBINA?
a) Hematócrito
O hematócrito é o percentual do sangue que é ocupado pelas hemácias (glóbulos vermelhos). O hematócrito normal fica ao redor de 40 a 45%, indicando que 40 a 45% do sangue são compostos por hemácias.
As hemácias são produzidas na medula óssea e têm uma vida de apenas 120 dias. As hemácias velhas são destruídas pelo baço (órgão situado à esquerda na nossa cavidade abdominal). Isso significa que após quatro meses nossas hemácias já foram todas renovadas. A produção e a destruição das hemácias são constantes, de modo a se manter sempre um número estável de hemácias circulantes no sangue.
b) Hemoglobina
A hemoglobina é uma molécula portadora de ferro que fica dentro da hemácia. A hemoglobina é o componente mais importante da hemácia por ser ela a responsável pelo transporte de oxigênio pelo sangue.
O ferro é um elemento essencial da hemoglobina. Pessoas com carência de ferro não conseguem produzir hemoglobinas, que por sua vez são necessárias para a produção das hemácias. Portanto, uma diminuição das hemoglobinas obrigatoriamente leva a uma diminuição das hemácias, ou seja, à anemia.
Na prática, a dosagem de hemoglobina acaba sendo a mais precisa na avaliação de uma anemia, uma vez que o hematócrito pode ser influenciado por uma sangue mais ou menos diluído.
DIAGNÓSTICO DA ANEMIA
O diagnóstico de anemia é feito quando os valores da hemoglobina e do hematócrito estão abaixo do valor de referência:
– Hematócrito normal = 41% a 54% nos homens ou 35% a 47% nas mulheres
– Hemoglobina normal = 13 a 17 g/dL nos homens ou 12 a16 g/dL nas mulheres
– Hemoglobina normal = 13 a 17 g/dL nos homens ou 12 a16 g/dL nas mulheres
Portanto, estamos diante de uma anemia quando os valores se encontram abaixo dos fornecido acima. É importante salientar que os valores de referência podem variar de um laboratório para o outro, e resultados um pouco abaixo do normal devem ser interpretados pelo seu médico, uma vez que não necessariamente indicam doença. Mulheres com grande fluxo menstrual podem ter valores menores que estes, sem causar qualquer dano à saúde. Uma leve anemia em mulheres pode não ter relevância clínica.
Bom, explicado o básico, vamos ao que interessa.
CAUSAS DE ANEMIA
A anemia tem três causas básicas:
– Pouca produção de hemácias pela medula óssea.
– Elevada destruição de hemácias pelo corpo.
– Perda de hemácias e ferro através de sangramentos.
– Elevada destruição de hemácias pelo corpo.
– Perda de hemácias e ferro através de sangramentos.
O CONCEITO MAIS IMPORTANTE QUE DEVE SER APRENDIDO É QUE ANEMIA NÃO É UMA DOENÇA, MAS SIM UM SINAL DE DOENÇA. Ao se deparar com um hemograma evidenciando uma anemia, o médico deve investigar qual das três causas acima é a responsável pelo quadro. Não basta prescrever ferro e achar que está tudo bem.
Exemplos de causas de anemia que não se resolvem apenas com reposição de ferro:
1- Um câncer de intestino pode causar sangramentos e perda de hemácias, levando à anemia. Esta anemia é causada por perda de sangue e, apesar do paciente realmente ter carência de ferro, uma simples reposição não irá estancar o sangramento, nem tratar o tumor. Na verdade, repor ferro sem investigar a causa da anemia pode melhorar os valores do hematócrito temporariamente, levando à falsa impressão de resolução do problema, o que só irá atrasar o diagnóstico final.
2- Uma infecção que atinge a medula óssea impede a produção de hemácias, levando à anemia. Anemia neste caso ocorre por falta de produção de hemácias na medula. Do mesmo modo, repor ferro não irá tratar a causa.
3- Um medicamento que seja tóxico para as hemácias e cause sua destruição antes de 120 dias, também leva à anemia. Anemia por rápida destruição das hemácias também não vai ser tratada com ferro.
Portanto, o simples diagnóstico de anemia não encerra a investigação. Pelo contrário, ele é apenas o primeiro passo para se obter o diagnóstico final. Se o paciente tem uma anemia, existe uma causa por trás.
A reposição de ferro só está indicada nos casos de anemia por carência ferro, chamada de anemia ferropriva. Ainda assim, a reposição não elimina a necessidade de se investigar o que está causando a perda de ferro. O paciente pode perder sangue por úlceras no estômago, tumores no intestino, sangramento vaginal, etc. Para saber mais sobre anemia por carência de ferro, leia: ANEMIA FERROPRIVA | Carência de ferro.
Abaixo, uma demonstração do número de doenças que podem causar anemia e ficarão sem diagnóstico se não forem investigadas:
– Neoplasias (leia: CÂNCER | Sintomas e tipos).
– Insuficiência renal (leia: INSUFICIÊNCIA RENAL CRÔNICA).
– Leucemias (leia: LEUCEMIA – Sintomas e Tratamento).
– Linfomas (leia: O QUE É UM LINFOMA ?).
– Mieloma múltiplo (leia: ENTENDA O MIELOMA MÚLTIPLO).
– Doenças do trato gastrointestinal.
– Hipotireoidismo (leia: HIPOTIREOIDISMO – TIREOIDITE DE HASHIMOTO).
– Deficiências de vitaminas como B12 e ácido fólico (leia: MITOS E VERDADES SOBRE VITAMINAS).
– Toxicidade da medula óssea por drogas.
– Doenças do fígado (leia: AS DIFERENÇAS ENTRE AS HEPATITES).
– Infecções.
– Lúpus (leia: LÚPUS ERITEMATOSO SISTÊMICO).
– Síndrome hemolítica urêmica.
– SIDA (AIDS) (leia: SINTOMAS DO HIV E AIDS (SIDA)).
– Alcoolismo (leia: EFEITOS DO ÁLCOOL | Tratamento do alcoolismo).
– Sangramento digestivo (leia: SANGUE NAS FEZES E HEMORRAGIA DIGESTIVA).
– Insuficiência renal (leia: INSUFICIÊNCIA RENAL CRÔNICA).
– Leucemias (leia: LEUCEMIA – Sintomas e Tratamento).
– Linfomas (leia: O QUE É UM LINFOMA ?).
– Mieloma múltiplo (leia: ENTENDA O MIELOMA MÚLTIPLO).
– Doenças do trato gastrointestinal.
– Hipotireoidismo (leia: HIPOTIREOIDISMO – TIREOIDITE DE HASHIMOTO).
– Deficiências de vitaminas como B12 e ácido fólico (leia: MITOS E VERDADES SOBRE VITAMINAS).
– Toxicidade da medula óssea por drogas.
– Doenças do fígado (leia: AS DIFERENÇAS ENTRE AS HEPATITES).
– Infecções.
– Lúpus (leia: LÚPUS ERITEMATOSO SISTÊMICO).
– Síndrome hemolítica urêmica.
– SIDA (AIDS) (leia: SINTOMAS DO HIV E AIDS (SIDA)).
– Alcoolismo (leia: EFEITOS DO ÁLCOOL | Tratamento do alcoolismo).
– Sangramento digestivo (leia: SANGUE NAS FEZES E HEMORRAGIA DIGESTIVA).
Na verdade, qualquer doença que curse com inflamação crônica pode inibir a função da medula óssea e cursar com queda das hemácias, uma situação que chamamos de anemia de doença crônica. Portanto, qualquer doença mais arrastada pode causar anemia.
ANEMIAS PRIMÁRIAS
Na maioria dos casos, a anemia surge devido a alguma doença, como nos exemplos citados acima. Todavia, existem também as anemias primárias, ou seja, causadas por defeitos próprios na produção das hemácias. As anemias primárias são aquelas que não são causadas por outras doenças, elas são a própria doença.
Estas anemias são normalmente doenças de origem genética. As mais comuns são:
– Anemia falciforme (leia: ANEMIA FALCIFORME – ANEMIA DREPANOCÍTICA).
– Talassemia.
– Anemia sideroblástica.
– Esferocitose.
– Hemoglobinúria paroxística noturna.
– Deficiência de G6PD.
– Talassemia.
– Anemia sideroblástica.
– Esferocitose.
– Hemoglobinúria paroxística noturna.
– Deficiência de G6PD.
Apenas para reforçar os conceitos: na anemia primária, o paciente tem um defeito genético que o impede de produzir hemácias saudáveis. O paciente nasce com esse problema. Nas anemias secundárias, o paciente passa a apresentar anemia depois de contrair algum problema de saúde ao longo da sua vida.
Anemia vira leucemia?
NÃO! nenhuma anemia causa leucemia, assim como nenhuma anemia vira leucemia. Na verdade, anemia não só não vira leucemia como nenhum outro tipo de câncer. Entretanto, como já foi explicado, a anemia pode ser um sinal da existência de um câncer, entre eles a própria leucemia. Portanto, a leucemia leva à anemia e não o contrário.
SINTOMAS DA ANEMIA
Como as hemácias são as transportadoras de oxigênio do nosso corpo, a falta delas leva aos sintomas de uma oxigenação deficiente dos nossos tecidos. O principal sintoma da anemia é o cansaço. A anemia pode ser tão grave que tarefas simples como pentear o cabelo ou mudar de roupa tornam-se extenuantes.
Quanto mais rápido se instala a anemia, mais cansaço e fraqueza o paciente sente. Anemias que se instalam lentamente dão tempo ao paciente se adaptar e podem só causar sintomas em fases bem avançadas. Apenas como exemplo, se o paciente perde sangue rapidamente e sua hemoglobina cai de 13 para 9,0 g/dL em dois ou três dias, o paciente sentirá um cansaço grande. Se por outro lado houver um sangramento pequeno mas constante, fazendo com que a hemoglobina caia de 13 para 8,0 g/dL em três ou quatro meses, o paciente pode não notar muito cansaço a não ser que tente fazer esforços mais intensos.
Outro sinal de anemia é a palidez cutânea, muitas vezes identificadas até por leigos. Em pacientes de pele negra, a palidez cutânea é difícil de ser identificada.
Um jeito simples de identificar a anemia é olhar a conjuntiva, a membrana que recobre o olho e a região de dentro da pálpebra. Em pessoas normais ela é bem vermelhinha. Já em anêmicos ela é quase da cor da pele.
Além do cansaço e da palidez cutânea, outros sintomas da anemia incluem palpitações, falta de ar, dor no peito, sonolência, tonturas e hipotensão. Nos idosos pode haver algum grau de perda da atenção e dificuldades no raciocínio.
Para saber mais sobre os sintomas da anemia, leia: SINTOMAS DA ANEMIA.
Conclusão
Como se pôde notar, a anemia é uma situação complexa que pode indicar dezenas de doenças diferentes.
O importante é procurar ajuda médica sempre que houver suspeita de anemia.
O importante é procurar ajuda médica sempre que houver suspeita de anemia.
Não se satisfaça apenas com o diagnóstico de anemia e a prescrição de ferro para tratamento. Pergunte ao seu médico qual é a causa da sua anemia e o que está sendo feito para diagnosticá-la e tratá-la.

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