O Método Canguru é um modelo de assistência ao recém-nascido prematuro e sua família, internado na Unidade de Tratamento Intensivo Neonatal, voltado para o cuidado humanizado que reúne estratégias de intervenção biopsicossocial.
Como é feito o Método Canguru ?
O bebê prematuro é colocado em contato pele a pele com sua mãe ou com seu pai. Isto ocorre de forma gradativa. Inicialmente os pais tocam seu filho, para depois colocá-lo na posição canguru. Este contato do recém-nascido com os seus pais inicia de forma precoce e crescente, por livre escolha da família, pelo tempo que os pais se sentirem confortáveis.
O Método Canguru também permite que os pais tenham uma maior participação nos cuidados neonatais. Ocorre em três etapas:
Primeira etapa: inicia no pré-natal na gestação de alto risco, e, após, na internação do recém-nascido prematuro na Unidade Neonatal. Os pais devem ser acolhidos na Unidade Neonatal, receber informações sobre as condições de saúde do seu filho, os cuidados dispensados, as rotinas, o funcionamento da unidade e a equipe que cuidará de seu filho. Os pais devem ter livre acesso à Unidade e serem encorajados a tocar no bebê. A participação do pai é muito importante. Ele deve ser estimulado a participar em todas as atividades desenvolvidas na unidade. Os estímulos ambientais prejudiciais da unidade neonatal, como ruídos, iluminação e odores devem ser atenuados.
Segunda etapa: nesta etapa o bebê permanece de maneira contínua com sua mãe e a posição canguru deve ser realizada o maior tempo possível. A mãe participa ativamente dos cuidados do prematuro, e deve estar apta para colocar o bebê na posição canguru.
Terceira etapa: é a etapa em que o bebê vai para casa e é acompanhado, juntamente com sua família, no ambulatório e/ou em casa até atingir o peso de 2.500 g.
A transferência para a terceira etapa exige alguns critérios:
– A mãe deve estar segura, motivada, orientada e os familiares conscientes dos cuidados necessários para o bebê em casa;
– A mãe e a família devem assumir o compromisso de realizar a posição canguru pelo maior tempo possível;
– O peso mínimo é de 1.600 g;
– O acompanhamento ambulatorial deve ser assegurado até o peso de 2.500 g;
– O ganho de peso deve estar adequado durante três dias antes da alta;
– O bebê deve estar em amamentação exclusiva no seio materno ou, em situações especiais, a mãe e a família devem estar habilitados a realizar a complementação;
– Após a alta, a primeira consulta deve ser realizada em até 48h, e as demais no mínimo uma vez por semana;
– O atendimento na unidade hospitalar de origem deve ser garantido até a alta da terceira etapa.
– A mãe deve estar segura, motivada, orientada e os familiares conscientes dos cuidados necessários para o bebê em casa;
– A mãe e a família devem assumir o compromisso de realizar a posição canguru pelo maior tempo possível;
– O peso mínimo é de 1.600 g;
– O acompanhamento ambulatorial deve ser assegurado até o peso de 2.500 g;
– O ganho de peso deve estar adequado durante três dias antes da alta;
– O bebê deve estar em amamentação exclusiva no seio materno ou, em situações especiais, a mãe e a família devem estar habilitados a realizar a complementação;
– Após a alta, a primeira consulta deve ser realizada em até 48h, e as demais no mínimo uma vez por semana;
– O atendimento na unidade hospitalar de origem deve ser garantido até a alta da terceira etapa.
O que é a posição canguru?
A posição canguru consiste em manter o recém-nascido de baixo peso em contato pele a pele, na posição vertical, junto ao peito dos pais ou de outros familiares. A equipe de saúde deve estar adequadamente treinada para orientar de maneira segura os pais a realizar a posição canguru.
Quais os benefícios desse método ?
O Método Canguru traz inúmeros benefícios para os pais, a família, os bebês prematuros e para a equipe de saúde:
– Favorece o vínculo mãe- filho;
– Diminui o tempo de separação mãe-filho;
– Estimula o aleitamento materno;
– Favorece um melhor desenvolvimento neurocomportamental e psico-afetivo do recém-nascido de baixo peso;
– Favorece a estimulação sensorial adequada do recém-nascido;
– Reduz o estresse e a dor do recém-nascido de baixo peso;
– Proporciona um melhor relacionamento da família com a equipe de saúde;
– Possibilita maior competência e confiança dos pais no cuidado com seu filho.
– Diminui o tempo de separação mãe-filho;
– Estimula o aleitamento materno;
– Favorece um melhor desenvolvimento neurocomportamental e psico-afetivo do recém-nascido de baixo peso;
– Favorece a estimulação sensorial adequada do recém-nascido;
– Reduz o estresse e a dor do recém-nascido de baixo peso;
– Proporciona um melhor relacionamento da família com a equipe de saúde;
– Possibilita maior competência e confiança dos pais no cuidado com seu filho.
Como o Método Canguru estimula o aleitamento materno ?
Um dos pilares do método canguru é o estímulo ao aleitamento materno, incentivando a presença constante da mãe junto ao recém-nascido, e o contato precoce com seu filho. Estudos realizados em hospitais que praticam o Método Canguru demonstraram que o volume de leite diário é maior nas mães que realizam o contato pele a pele com seu bebê. É sabido, também, que as mães que fazem o contato pele a pele mantêm a amamentação de seus bebês por mais tempo.
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O que é o método mãe canguru
“A técnica foi criada de forma muita simples. Em um hospital estavam faltando leitos e os pediatras perceberam que colocar dois prematuros no mesmo berço aumentava os riscos de infecções cruzadas. Como alternativa, eles começaram a colocá-los no meio dos seios de suas mães. O resultado foi surpreendente”, conta a pediatra Luciana Herrero, especialista internacional em amamentação.
Atualmente utilizada em Unidades de Tratamento Intensivo (UTI) neonatal, a técnica de mãe canguru, que acomoda o bebê verticalmente contra o peito da mulher comcontato pele a pele, apresenta uma série de benefícios físicos, psicológicos e emocionais.
Estudos indicam que em muitos casos, o método pele a pele apresenta mais resultados do que a própria incubadora porque, além de manter a temperatura ideal, ainda estimula a amamentação e a vinculação afetiva de mãe e bebê.
Benefícios para o bebê
Respiração: além de a posição vertical permitir que as vias áreas fiquem desobstruídas evitando apneia e paradas respiratórias, o método ainda estimula a respiração correta do bebê. “É como se a mãe, ao respirar, ensinasse o bebê a fazer o mesmo”, explica a pediatra.
Refluxo: a posição vertical também contribui na prevenção do refluxo.
Temperatura: o contato pele a pele com a mãe permite que a temperatura do recém-nascido esteja sempre controlada, fator essencial para sua recuperação.
CRÉDITO: THINKSTOCK
Bebê deve ficar de fraldas, touca e meia
Amamentação: mais tempo perto da mãe também contribui para a amamentação. Além de estar familiarizado com a pele, o bebê tende a mamar mais do que quando está na incubadora. O fato de ingerir mais leite materno do que fórmulas torna a prática ainda mais benéfica.
Sistema imunológico: além dos anticorpos adquiridos através da amamentação, a técnica também contribui para o desenvolvimento do sistema imunológico através do afeto.
Conexões neurológicas: estimulado pelo toque e pela respiração, temperatura e circulação do corpo da mãe, as conexões neurológicas também são afetadas positivamente pela técnica.
Mãe canguru: como fazer
Nos hospitais, as técnicas são adotadas quando o prematuro está com o quadro de saúde estável e pode ficar por alguns minutos longes dos aparelhos respiratórios. “Quando o recém-nascido já consegue ficar sem os aparelhos, a gente já pode deixar ele no colo da mãe.”, reforça Luciana. Com a melhora do quadro, eles podem ficar em alojamento conjunto e continuar com as técnicas.
Mesmo após a alta do bebê prematuro, a técnica pode continuar sendo empregada. “Nos prematuros o método salva vida, mas qualquer mãe com filho pequeno pode se doar para a construção física, psicológica e emocional tão intensa dos primeiros 6 meses de vida”, recomenda a especialista.
Nos hospitais os pais são orientados por pediatras e enfermeiros. Já em casa, o bebe só de fralda é amarrado verticalmente no corpo da mãe, ficando como um canguruzinho em um útero externo.
Ministério da saúde defende o projeto
Adotado como diretriz pelo Ministério da Saúde, no Brasil, o Sistema Único de Saúde (SUS) é exemplo. Diversas maternidades estão recebendo capacitações constantes.
No sistema privado, no entanto, o avanço ocorre de maneira mais lenta. “Nos hospitais particulares a implantação do método depende muito do pediatra neonatalogista responsável pela unidade”, comenta a pediatra.
Pai pode fazer mãe canguru?
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Assim como a mãe, pai deve ficar pele a pele com o bebê
Para Luciana, o contato do bebê com os outros membros da família é essencial. “O pai pode e deve ficar com o bebê no colo, trocando calor. Além dos benefícios para a criança, eles ainda estarão criando o vínculo entre pai e filho que é tão importante”, finaliza.
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