Temporal é um adjetivo na língua portuguesa, utilizado no sentido de "ser transitório" ou "algo que passa com o tempo". É considerado ooposto de atemporal.
Etimologicamente, a palavra temporal se originou a partir do latim temporalis, que significa "referente ao tempo". Por este motivo, o termo temporal está intrinsecamente relacionado com o tempo, ou seja, ao que tem uma durabilidade e que não é considerado imortal, mas sim temporário.
Saiba mais sobre o significado deAtemporal.
O adjetivo temporal ainda pode significar tudo aquilo que pertence ao mundo material, no sentido de coisas e bens materiais, agindo como uma oposição aos chamados "bens espirituais", por exemplo.
No ramo da anatomia, diz-se que temporal é o nome das partes laterais da cabeça, também designadas por têmporas. Diz-se também de qualquer outra parte do corpo que se encontra ligado ou conectado de alguma forma com as têmporas.
A palavra temporal, assumindo a classe gramatical de substantivo, também pode significar uma grande tempestade, caracterizada por ventos fortes, relâmpagos, raios e chuva.
Poder temporal
O chamado Poder Temporal é todo tido de influência e poder político-governamental exercido pelo ser humano e que não seja de natureza divina ou espiritual.
Durante a Idade Média, a Igreja Católica, através do Vaticano e centrando seu poder na figura do Papa, exercia um grande poder temporal em quase toda a Europa. A igreja era dona de enormes porções de terra, sendo considerada uma gigantesca "senhora feudal".
Além do poder temporal, o Papa ainda possui o chamado "poder eterno" ou "poder espiritual", sendo este referente ao título de "representante divino" que lhe era concedido.
O Papa deixou de ter poder temporal no começo do século XIX, restringindo a sua influência apenas para a cidade-Estado do Vaticano. Designa-se por poder temporal a influência de poder, tanto de governação como político, que exerce o Vaticano sobre as pessoas, em especial o poder do Vigário de Cristo - oPapa - em contraste com o seu poder espiritual sobre a Igreja Católica e outros grupos, também chamado de poder eterno.
Este poder ou actividade permitiu o autogoverno dos Estados Pontifícios, que actualmente se limitam ao Estado do Vaticano. No seu apogeu, os Estados Pontifícios tornaram-se um Estado com a sua própria moeda e legislatura, em pé de igualdade com qualquer outra nação da Europa. Há quem chame este estado nacional, governado por uma autoridade religiosa, uma "teocracia", comparando-se assim com alguns regimes islâmicos que vivem também uma forma de teocracia.
Alguns historiadores classificam a coroação de Carlos Magno, em 800, como o momento no qual a Igreja Católica começou a implementar uma política internacional do poder temporal.
O poder temporal sempre foi discutido em política, filosofia e teologia, sobretudo nos países onde o Vaticano exerce esse poder em vários graus, sendo que este poder é aplicado de formas distintas que variam com a personalidade do Papa, o contexto histórico internacional, e o apoio popular do povo católico.
Um exemplo do uso questionável dessa influência do poder sobre o mundo deu-se na época da Inquisição. Para alguns críticos, na época da Inquisição Católica, o poder temporal era exercido com mais influência e, portanto, estava mais distante dos Evangelhos e da Cúria Romana. A resposta mais popular a esse tipo de crítica é que o objetivo final dessa política é, ou foi, a extensão do Evangelho a todos os povos.
Por razões práticas, de Realpolitik, o poder temporal do Papa terminou em 20 de setembro de 1870, quando o exército italiano entrou em Roma e completou o movimento denominado Risorgimento. Formalmente, o poder temporal terminou em 1929 com o Tratado de Latrão que estabeleceu a convivência da Cidade do Vaticano com a Itália.
Nenhum comentário:
Postar um comentário