segunda-feira, 7 de março de 2016

MUSICOTERAPIA

O musicoterapeuta usa a música e seus elementos - som, ritmo, melodia e harmonia - para a reabilitação física, mental e social de indivíduos ou grupos. Emprega instrumentos musicais, canto e ruídos para tratar pessoas com distúrbios da fala e da audição ou deficiência mental. Atua, também, na área de reabilitação motora, no restabelecimento das funções de acidentados ou de convalescentes de acidentes vasculares cerebrais. Auxilia estudantes com dificuldade de aprendizado e contribui para melhorar a qualidade de vida de idosos e pacientes de doenças crônicas. Também promove a reabilitação de dependentes químicos e a reintegração de menores infratores. Pode trabalhar em hospitais, clínicas, instituições de reabilitação ou centros de geriatria e gerontologia.

Mercado de Trabalho

O mercado para este profissional tende a crescer no país especialmente na área de reabilitação, na qual o musicoterapeuta atua em equipes multidisciplinares com outros profissionais da saúde, como psicólogos, fisioterapeutas e fonoaudiólogos, tanto no setor privado quanto público. No Rio de Janeiro, diversos municípios oferecem vagas em concurso público para esse profissional. Também há oportunidade de trabalho em ONGs e nas alas de pediatria, geriatria e oncologia de hospitais. Outro nicho é o auxílio a alunos com dificuldade de aprendizado em escolas privadas.

As melhores escolas

5 estrelas
GO Goiânia UFG.
4 estrelas
MG Belo Horizonte UFMG Mús. (musicoterapia). PR Curitiba Unespar. RS São Leopoldo EST n/i. SP São Paulo FMU $$. ___________________________________________________________ *CPC (MEC) | ① ② ③ ④ ⑤ **MENSALIDADE | ($) até R$ 400,00 ($$) de R$ 400,01 a R$ 700,00 ($$$) de R$ 700,01 a R$ 1.000,00 ($$$$) de R$ 1.000,01 a R$ 1.500,00 ($$$$$) acima de R$ 1.500,01 (n/i) valor não informado | ausência de mensalidade: curso gratuito

Curso

Não é preciso ter conhecimento formal de música para ingressar no bacharelado, mas é recomendado ter alguma familiaridade com a linguagem musical. O currículo mescla disciplinas das áreas de música e neurociências e inclui o aprendizado de alguns instrumentos a ser utilizados no atendimento a pacientes. História da música, percepção musical e neuropsiquiatria são algumas das matérias. Nas específicas, o estudante conhece os fundamentos da musicoterapia e suas principais técnicas e processos. O estágio e uma monografia são obrigatórios para obter o diploma. As grandes universidades costumam manter clínicas e hospitais-escola, onde o bacharelando coloca em prática a teoria aprendida, em atendimento à comunidade. 

Duração média: 4 anos. Musicoterapia é a utilização da música através de seus elementos constituintes (ritmo, melodia e harmonia) por um(a) musicoterapeuta qualificado em um processo destinado a facilitar e promover comunicação, relacionamento, aprendizado, mobilização, expressão, organização e outros objetivos terapêuticos relevantes, com o fim de atender às necessidades físicas, emocionais, mentais, sociais e cognitivas do paciente. A musicoterapia busca desenvolver potenciais e/ou restaurar funções do indivíduo para que ele ou ela alcance uma melhor qualidade de vida através da prevenção, reabilitação ou tratamento de doenças.[1]

Indicações[editar | editar código-fonte]

Os musicoterapeutas trabalham com uma grande quantidade de pacientes. Entre estes, estão incluídas pessoas com dificuldades motorasautistas, pacientes com deficiência mentalparalisia cerebral, dificuldades emocionais, pacientes psiquiátricos, gestantes e idosos. O trabalho musicoterápico pode ser desenvolvido dentro de equipas de saúde multidisciplinares, em conjunto com médicospsicólogosfonoaudiólogos,terapeutas ocupacionaisfisioterapeutas e educadores que ajuda no tratamento na musicoterapia. Também pode ser um processo autônomo realizado em consultório. Recentemente, uma das maiores aplicações de sucesso reconhecido da musicoterapia tem sido o tratamento da dor crônica e estresse pós-traumático.

História[editar | editar código-fonte]

O uso da música como método terapêutico vem desde o início da história humana. Alguns dos primeiros registros a esse respeito podem ser encontrados na obra de filósofos gregos pré-socráticos. Asistematização dos métodos utilizados só começou, no entanto, após a Segunda Guerra Mundial (1939-1945), com pesquisas realizadas nos Estados Unidos. O primeiro curso universitário de musicoterapia foi criado em 1944 na Michigan State University.

Processo[editar | editar código-fonte]

O processo da musicoterapia pode se desenvolver de acordo com vários métodos. Alguns são receptivos, quando o musicoterapeuta toca música para o paciente. Este tipo de sessão normalmente se limita a pacientes com grandes dificuldades motoras ou em apenas uma parte do tratamento, com objetivos específicos. Na maior parte dos casos a musicoterapia é ativa, ou seja, o próprio paciente toca os instrumentos musicais, canta, dança ou realiza outras atividades junto com o terapeuta. A forma como o musicoterapeuta interage com os pacientes depende dos objetivos do trabalho e dos métodos que ele utiliza. Em alguns casos, as sessões são gravadas e o terapeuta realiza improvisações ou composições sobre os temas apresentados pelo paciente.
Alguns musicoterapeutas procuram interpretar musicalmente a música produzida durante a sessão. Outros preferem métodos que utilizem apenas a improvisação sem a necessidade de interpretação. Os objetivos da produção durante uma sessão de musicoterapia são não-musicais, por isso não é necessário que o paciente possua nenhum treinamento musical para que possa participar deste tratamento. O musicoterapeuta, por outro lado, devido às habilidades necessárias à condução do processo terapêutico, precisa ter proficiência em diversos instrumentos musicais. Os mais usados são o violão, o piano (ou outros instrumentos com teclado) e instrumentos de percussão.

Musicoterapeuta[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Musicoterapeuta
O profissional responsável por conduzir o processo musicoterápico é chamado musicoterapeuta. A formação desse profissional é feita em cursos de graduação em musicoterapia ou como especialização para profissionais da área de música ou saúde (músicosprofessores de músicamédicos ou psicólogos). Em alguns países, a musicoterapia também pode ser parte de uma formação em arteterapia, que envolve, além da música, técnicas de artes plásticas e dança.
A formação do musicoterapeuta inclui teoria musicalcantopercussão, prática em ao menos um instrumento harmônico (piano ou violão) e instrumentos melódicos (principalmente flauta doce).
Também faz parte, da formação do musicoterapeuta, o conhecimento de métodos de educação musical (como o Método Orff ou o Método Kodály), noções de expressão artística, expressão corporal, dança, técnicas grupais, assim como psicologiafilosofiaanatomia e fisiologia humana e neurologia.
O dia do musicoterapeuta é comemorado no Brasil em 15 de setembro.

Estilos musicais[editar | editar código-fonte]

A intervenção terapêutica pode vir associada a outras técnicas como relaxamento progressivotreinamento autógenoreikiioga ou acupuntura. Apesar de haver um subentendido consenso sobre os benefícios damúsica clássica ou a música psicodélica eletrônica de sons contínuos ou no caso de acupuntura e ioga indiana associada à meditação assim como a música da China, é correto saber que o efeito da música sobre o paciente depende de sua história de convívio com os diversos estilos musicais por um processo de condicionamento estético e/ou vivência por ventura associadas.
Por outro lado, os musicoterapeutas, na sua formação, estudam os efeitos dos ritmos repetidos, a associação de ritmos ao transe e êxtase místico e/ou o seu efeito sobre as emoções humanas, conhecimento este relativamente bem conhecido por exemplo por produtores da música de filmes (música de suspenseaçãosensualidade etc.) e peças teatrais, incluindo a ópera.
Fones de ouvido podem ser utilizados na musicoterapia

Ver também[editar | editar código-fonte]

PortalWikipédia possui o
Portal da Música Erudita

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Rolando Benenzon, Manual de musicoterapia, Paidós Ibérica, Barcelona, 1985.
  • Marcello Sorce Keller, "Some Ethnomusicological Considerations about Magic and the Therapeutic Uses of Music", International Journal of Music Education, 8/2(1986), 13- 16.
  • Léon Bence y Max MéreauxGuía muy práctica de musicoterapia, Editorial Gedisa, Barcelona, 1988.
  • Leão, Eliseth R.; Silva, Maria J.P. Música e dor crônica músculoesquelética: o potencial evocativo de imagens mentais. Rev. Latino-Am. Enfermagem vol.12 no.2 Ribeirão Preto Mar./Apr. 2004 disponível em pdf
  • Hilliard, Russell E. Music Therapy in Hospice and Palliative Care: a Review of the Empirical Data eCAM 2005;2(2)173–178 (em inglês)

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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