terça-feira, 1 de março de 2016

GEOLOGIA

O geólogo estuda a origem da formação, da estrutura, da composição e das transformações da crosta terrestre. Ele investiga a ação das forças naturais sobre o planeta e seus efeitos, como a erosão e a desertificação. Analisa fósseis e minerais e a topografa dos terrenos. Localiza e acompanha a exploração de jazidas de minério, depósitos subterrâneos de água e reservas de petróleo, carvão mineral e gás natural. Todas as grandes obras de infraestrutura - hidrelétricas, barragens, linhas de metrô, pontes, túneis e viadutos - exigem a atuação de um geólogo para fazer a análise do solo e das rochas e elaborar estudo de impacto ambiental. 


Mercado de trabalho

A indústria de petróleo é a principal empregadora desse profissional no Brasil, mas o geólogo também encontra oportunidades no setor de mineração. Outras áreas que crescem em importância são as de hidrogeologia (captação de água de aquíferos) e ambiental. Nesta última, o geólogo presta consultoria em projetos relacionados a gestão ambiental, traçando planos para o gerenciamento de resíduos e tratamento de efluentes em grandes e médias empresas. O mercado de petróleo se concentra especialmente no Rio de Janeiro, mas a Petrobras também está presente em cidades como Vitória (ES), Aracaju (SE), Natal (RN) e Santos (SP). A mineração é mais forte nos estados de Minas Gerais, Pará e Bahia. O setor de geologia ambiental é marcante nos grandes centros urbanos, como Belo Horizonte, São Paulo, Rio de Janeiro e Porto Alegre. Já o trabalho com águas subterrâneas e a prestação de consultoria ambiental tem demanda no país todo.

As melhores escolas

5 estrelas
DF Brasília UnB. MG Belo Horizonte UFMG. Ouro Preto Ufop Eng. Geológica ②. PA Belém UFPA. RJ Rio de Janeiro UFRJ. RS Porto alegre UFRGS. SP Campinas Unicamp. Rio Claro Unesp. São Paulo USP.
4 estrelas
BA Salvador UFBA. PE Recife UFPE. PR Curitiba UFPR. RJ Rio de Janeiro UERJ. RN Natal UFRN. RS São Leopoldo Unisinos $$$$.
3 estrelas
CE Fortaleza UFC. MT Cuiabá UFMT. RJ Seropédica UFRRJ. SE São Cristóvão UFS. ___________________________________________________________ *CPC (MEC) | ① ② ③ ④ ⑤ **MENSALIDADE | ($) até R$ 400,00 ($$) de R$ 400,01 a R$ 700,00 ($$$) de R$ 700,01 a R$ 1.000,00 ($$$$) de R$ 1.000,01 a R$ 1.500,00 ($$$$$) acima de R$ 1.500,01 (n/i) valor não informado | ausência de mensalidade: curso gratuito

Curso

O bacharelado começa com matérias básicas, como química, matemática, física e biologia, mas já no primeiro ano o aluno tem atividades de campo para se familiarizar com os conteúdos próprios da Geologia. Em seguida, entram no currículo algumas disciplinas específicas, como petrografia (descrição e análise de rochas), sedimentologia e paleontologia. A partir do terceiro ano, a ênfase é dada à formação profissional, com aulas de geologia econômica, sensoriamento remoto, tratamento de minérios e geologia urbana, entre outras. Parte considerável da formação do aluno ocorre em aulas práticas extraclasse. Nos trabalhos de campo, o estudante faz mapeamentos e coleta material que serão mais tarde analisados em laboratório. Em algumas escolas, exige-se, no último ano, um trabalho de conclusão de curso, que pode ser feito em campo ou em uma empresa, de acordo com o tema escolhido. Na UFPel (RS) e na ufop (MG), o curso é denominado Engenharia Geológica. 

Duração média: 5 anos. 

Outro nome: Eng. Geológica. 


A Ufopa, em Santarém (PA), oferece bacharelado interdisciplinar (BI) em Ciência da Terra, que habilita o trabalho em funções técnicas em geociência ou administrativas em governos e empresas. Após cursar três anos de disciplinas generalistas, o estudante pode também ingressar em outro bacharelado - Geologia, Ciências Atmosféricas ou Geofísica - com até dois anos de duração, obtendo dois diplomas.

O que você pode fazer

Engenharia geológica

Fazer o levantamento geológico e geotécnico de áreas para a construção de represas, túneis e estradas. Estudar a recuperação de áreas degradadas por atividades de mineração.

Geofísica

Pesquisar os fenômenos elétricos, térmicos, magnéticos, gravitacionais ou sísmicos do planeta.

Geologia ambiental

Planejar a ocupação de territórios e avaliar o risco geológico (erosões, enchentes e deslizamentos) a que essas regiões possam estar submetidas. Recuperar solos contaminados.

Geologia forense

Aplicar técnicas de geologia para elucidação de crimes.

Geologia do petróleo

Localizar e explorar reservas petrolíferas e de gás natural, dentro da área de recursos energéticos.

Hidrogeologia

Descobrir depósitos de água subterrâneos e planejar sua exploração de forma a garantir a pureza das águas.

Mineralogia

Estudar minerais e gemas, descrevendo e quantificando suas propriedades para uso industrial ou em joias.

Paleontologia

Localizar sítios que guardam fósseis, de modo a proteger o patrimônio paleontológico nacional.Geologia, do grego γη- (ge-, "a terra") e λογος (logos, "palavra", "razão")[1] , é a ciência que estuda a Terra, sua composição, estrutura, propriedades físicas, história e os processos que lhe dão forma. É uma das ciências da Terra. A geologia foi essencial para determinar a idade da Terra, que se calculou ter cerca de 4,6 bilhões de anos, e a desenvolver a teoria denominada tectônica de placas, segundo a qual a litosfera terrestre, que é rígida e formada pela crosta e o manto superior, dispõe-se fragmentada em várias placas tectônicas, as quais se deslocam sobre a astenosfera, que tem comportamento plástico. O geólogo ajuda a localizar e a gerir os recursos naturais, como o petróleo e o carvão, e os metais, como o ouro, ferro, cobre e urânio, por exemplo. Muitos outros materiais possuem interesse económico: as gemas, muitos minerais com aplicação industrial, como asbesto, pedra pomes, perlita, mica, zeólitos, argilas, quartzo, ouelementos como o enxofre e cloro.
Astrogeologia é o termo usado para designar estudos similares de outros corpos do sistema celeste.
A palavra "geologia" foi usada pela primeira vez por Jean-André Deluc, em 1778, sendo introduzida de forma definitiva por Horace-Bénédict de Saussure, em1779.
A geologia relaciona-se directamente com muitas outras ciências, em especial com a geografia e a astronomia. Por outro lado, a geologia serve-se também de ferramentas fornecidas pela químicafísica e matemática, entre outras ciências, enquanto que a biologia e a antropologia servem-se da Geologia para dar suporte a muitos dos seus estudos.
No Brasil, a profissão da geologia é regulamentada pelo Confea - Conselho Federal de Engenharia e Agronomia e fiscalizada pelos Conselhos Regionais, instalados em todos os estados brasileiros.

História[editar | editar código-fonte]

Na ChinaShen Kuo (1031 - 1095) formulou uma hipótese de explicação da formação de novas terras, baseando-se na observação de conchas fósseis de um estrato numa montanha localizada a centenas de quilómetros do oceano. O sábio chinês defendia que a terra formava-se a partir da erosão das montanhas e pela deposição de silte.
A obra Peri lithon, de Teofrasto (372-287), estudante de Aristóteles, permaneceu por milénios como obra de referência na ciência. A sua interpretação dos fósseis apenas foi revogada após a Revolução Científica. A sua obra foi traduzida para latim e para outras línguas europeias.
O médico Georg Agricola (1494-1555) escreveu o primeiro tratado sobre mineração e metalurgiaDe re metallica libri XII, em 1556, no qual se podia encontrar um anexo sobre as criaturas que habitavam o interior da Terra (Buch von den Lebewesen unter Tage). A sua obra cobria temas como a energia eólicahidrodinâmica, transporte e extracção de minerais, como o alumínio e enxofre.
Nicolaus Steno (1638-1686) foi o autor de vários princípios da geologia, como o princípio da sobreposição das camadas, o princípio da horizontalidade original e o princípio da continuidade lateral, três princípios definidores da Estratigrafia.
O Geólogo, Pintura do século XIX por Carl Spitzweg.
James Hutton é visto frequentemente como o primeiro geólogo moderno. Em 1785 apresentou uma teoria intitulada Teoria da Terra (Theory of the Earth) à Sociedade Real de Edimburgo. Na sua teoria, explicou que a Terra seria muito mais antiga do que tinha sido suposto previamente, a fim de permitir "que houvesse tempo para ocorrer erosão das montanhas de forma a que os sedimentos originassem novas rochas no fundo do mar, que ulteriormente foram levantadas e constituíram os continentes". Hutton publicou uma obra com dois volumes, acerca desta teoria, em 1795.
Em 1811George Cuvier e Alexandre Brongniart publicaram a sua teoria sobre a idade da Terra, baseada na descoberta, por Cuvier, de ossos de elefante, em Paris. Para suportar a sua teoria, os autores formularam o princípio da sucessão estratigráfica.
Em 1830Sir Charles Lyell publicou, pela primeira vez, a sua famosa obra Princípios da Geologia. Contínuas revisões foram publicadas posteriormente, até à sua morte, em1875. Lyell promoveu com sucesso durante a sua vida a doutrina do uniformitarismo, que defende que os processos geológicos são lentos e ainda ocorrem nos dias hoje. No sentido oposto, a teoria do catastrofismo defendia que as estruturas da Terra formavam-se em eventos catastróficos únicos, permanecendo inalteráveis após esses acontecimentos.
Durante o século XIX, a geologia debateu-se com a questão da idade da Terra. As estimativas variavam entre alguns milhões e os 100.000 milhões de anos. No século XX, o maior avanço da geologia foi o desenvolvimento da teoria da tectónica de placas, nos anos 60. A teoria da deriva dos continentes foi inicialmente proposta por Alfred WegenerArthur Holmes, em 1912, mas não foi totalmente aceite até a teoria da tectónica de placas ser desenvolvida.

Campos da geologia e disciplinas relacionadas[editar | editar código-fonte]

Uma descrição ilustrada de um sinclinal eanticlinal frequentemente estudados na Geologia estrutural e Geomorfologia.
Existem muitos campos diferentes dentro da disciplina geologia, e seria difícil listá-los a todos. De qualquer forma, entre eles incluem-se:

Importantes princípios da geologia[editar | editar código-fonte]

A geologia rege-se por princípios que permitem, por exemplo, ao observar a disposição actual de formações, estabelecer a sua idade relativa e a forma como foram criadas.
Princípio da Sobreposição das Camadas
Segundo este princípio, em qualquer sequência a camada mais jovem é aquela que se encontra no topo da sequência. As camadas inferiores são progressivamente mais antigas. Este princípio pode ser aplicado em depósitos sedimentares formados por acresção vertical, mas não naqueles em que a acresção é lateral (por exemplo em terraços fluviais). O princípio da sobreposição das camadas é válido para as rochas sedimentares e vulcânicas que se formam por acumulação vertical de material, mas não pode ser aplicado a rochas intrusivas e deve ser aplicado com cautela às rochas metamórficas.
Princípio da Horizontalidade Original
O princípio da horizontalidade original afirma que a deposição de sedimentos ocorre em leitos horizontais. A observação de sedimentos marinhos e não marinhos numa grande variedade de ambientes suporta a generalização do princípio.
Princípio das Relações de Corte
Este princípio, introduzido por James Hutton, afirma que uma rocha ígnea intrusiva, ou falha que corte uma sequência de rochas, é mais jovem que as rochas por ela cortadas. Esse princípio permite a datação relativa de eventos em rochas metamórficas, ígneas e sedimentares, sendo fundamental para o trabalho em terrenos orogênicos jovens e antigos. Este princípio é válido para qualquer tipo de rocha cortada por umas das estruturas acima relacionadas.
Princípio dos Fragmentos Inclusos
Este princípio de datação relativa diz que os fragmentos de rochas inclusas em corpos ígneos (intrusivos ou não) são mais antigos que as rochas ígneas nas quais estão inclusos. Este princípio, juntamente com o princípio das relações de corte, é fundamental em áreas formadas por grandes corpos intrusivos, permitindo a datação relativa não só de rochas estratificadas, mas também de rochas ígneas e metamórficas.
Princípio da Sucessão Faunística
O Princípio da Sucessão Faunística, ou Princípio da Identidade Paleontológica, diz que os grupos de fósseis (animais ou vegetais) ocorrem no registro geológico segundo uma ordem determinada e invariável, de modo que, se esta ordem é conhecida, é possível determinar a idade relativa entre camadas a partir de seu conteúdo fossilífero. Esse princípio, inicialmente utilizado como um instrumento prático, foi posteriormente explicado pela Teoria da Evolução, de Charles Darwin. Diversos períodos marcados por extinção de grande parte da vida, evidenciados nas rochas devido à escassez do conteúdo fossilífero, são conhecidos na história da Terra e levaram ao desenvolvimento da Teoria do Catastrofismo.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

CRESCIMENTO

Todos os seres vivos aumentam de tamanho desde o seu nascimento até atingirem as dimensões máximas características de cada espécie, que dependem igualmente das condições ambientais. É a esse processo de aumento natural de tamanho que se chama crescimento individual.
Em ecologia chama-se crescimento populacional ao aumento do número de indivíduos de uma espécie que vivem em determinado ecótopo. Este processo é estudado pela dinâmica das populações.

Crescimento individual[editar | editar código-fonte]

Qualquer célula viva aumenta de tamanho, por absorção e metabolização de nutrientes, desde o momento em que separa da sua célula-irmã até atingir um tamanho a partir do qual a célula, ou se divide para dar origem a duas células-filhas (ver ciclo celular), ou exerce a sua função específica (no caso de ser uma célula diferenciada) até ao momento da sua morte.
Os seres vivos multicelulares aumentam de tamanho por divisão celular nos seus tecidos e também por crescimento individual das suas células.
Aumento da massa corpórea, pela multiplicação celular (hiperplasia) e aumento do volume celular (hipertrofia), que pode ser identificada em unidade tais como g/dia, g/mês, kg/mês, kg/ano, cm/mês, cm/ano, isto é, aumento da "unidade de massa" em determinada "unidade de tempo".
O crescimento infantil é normalmente medido por três parâmetros: altura; peso e perímetro cefálico. Todos este parâmetros encontram-se tabelados sendo definidos por curvas de probabilidade estatística chamadas percentis, correspondendo o percentil 50 ao crescimento normal. Para Portugal, a tabela de crescimento para meninas até aos 24 meses é a seguinte: [1].

Crescimento das plantas[editar | editar código-fonte]

As "plantas" multicelulares, incluindo as plantas verdes, os fungos e as algas, têm a facilidade de aumentarem o volume do seu corpo ou "cormo" por simples divisão celular dos seus tecidos.

Crescimento das plantas vasculares[editar | editar código-fonte]

As plantas vasculares - plantas verdes com órgãos diferenciados, que incluem as espermatófitas (as plantas que produzem sementes) e as pteridófitas - apresentam dois tipos de crescimento:

PUXA ENCOLHE

puxa-encolhe 
pu.xa-en.co.lhe 
sm sing e pl Reg (Nordeste) pop Impertinência, indecisão irritante, chove não molha.Pode parecer esquisito, mas isso acontece porque os tecidos já são encolhidos por natureza. Na verdade, a grande mudança ocorre durante o processo de fabricação, quando as roupas passam por máquinas que esticam suas fibras, que são naturalmente encolhidas. Isso quer dizer que todo o vestuário das lojas está com seus fios estressados e sob tensão. "Mas com o tempo eles tendem a relaxar, recuperando o formato original", diz o engenheiro Paulo Alfieri, da Faculdade de Engenharia Industrial (FEI), em São Bernardo do Campo (SP). Com o bate-bate da máquina ou do tanque, as fibras relaxam rapidinho. Para evitar esse efeito tão indesejável, as fábricas apostam nas roupas pré-encolhidas, quando o tecido já vai para a loja lavado ou comprimido por máquinas especiais. Esses processos não funcionam 100%, mas pelo menos garantem que o tecido não encolha tanto quando chegar ao guarda-roupa.
Entretanto, o único jeito de eliminar de vez o problema é usar fibras sintéticas, como as de náilon ou de poliéster, que são bem mais estáveis e possuem mais maleabilidade. A desvantagem é que as fibras sintéticas não são macias como os tecidos naturais. Para reduzir o desconforto, vários fabricantes misturam fibras naturais e sintéticas na mesma peça. É o caso das roupas do tipo Lycra, que fundem algodão com elastano. "Imagine que uma blusa feita com esses dois tecidos tenha encolhido, digamos, 5% na largura. Se o elastano permitir que a roupa estenda cerca de 35%, ela volta normalmente ao tamanho que tinha antes", afirma Paulo.
Estica e puxaNa primeira lavagem, as fibras estiradas artificialmente se reaproximam
Redução natural
Publicidade
Roupas feitas com algodão, por exemplo, saem da fábrica com as fibras estiradas. Nessa situação, suas moléculas deslizam umas sobre as outras, repuxando toda a estrutura. Depois de lavadas, as fibras tendem a voltar ao seu estado natural, com as moléculas mais juntinhas. O resultado é que as roupas acabam encolhendo. A mesma coisa acontece com todos os outros tecidos naturais, como linho e lã, e alguns artificiais, como viscose e raiom
Imunidade sintética
Tecidos sintéticos como o náilon ou o poliéster praticamente não encolhem. O segredo é que esses tecidos se comportam basicamente como plásticos: suas fibras são construídas a partir de derivados do petróleo e podem facilmente ser moldadas na fábrica. Mais maleáveis e estáveis, as roupas de tecidos sintéticos chegam ao guarda-roupa com um tamanho já fixado. Seu encolhimento é desprezível, mas elas são bem menos macias que os tecidos naturais

LIBERALISMO

Liberalismo é uma filosofia política ou uma visão de mundo fundada sobre ideais que pretendem ser os da liberdade individual e da igualdade.[1] Os liberais defendem uma ampla gama de pontos de vista, dependendo de sua compreensão desses princípios mas, em geral, apoiam ideias como eleições democráticas, direitos civis, liberdade de imprensa, liberdade de religião,[2] livre comércio[3] e propriedade privada.[4] [5] [6]

Índice  [esconder]
1 Definições
2 Dificuldades conceituais
3 História
4 Impacto e influência
5 Ver também
6 Referências
7 Bibliografia
8 Ligações externas
Definições[editar | editar código-fonte]
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Política
Poderes[Expandir]
Formas de governo[Expandir]
Regimes e sistemas[Expandir]
Tipos de poder[Expandir]
Classes de estado[Expandir]
Conceitos[Expandir]
Processos[Expandir]
Divisões administrativas[Expandir]
Cargos[Expandir]
Disciplinas[Expandir]
Espectro político[Expandir]
Ideologias[Expandir]
Atitudes[Expandir]
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A palavra "liberal" deriva do latim, liber ("livre", ou "não-escravo"), e está associada com a palavra liberdade ou libertário.

O individualismo metodológico ensina que os indivíduos constituem a unidade básica de compreensão, juízo e ação na realidade. O individualismo jurídico significa que as relações de direitos e deveres têm como agente as pessoas humanas. Coletividades não podem possuir direitos ou deveres a não ser pela coincidência desses com os indivíduos que a compõem.

A propriedade privada é a instituição jurídica que reconhece a exclusividade de uso de um bem material pelo seu possuidor.

Governo limitado é a consequência da redução do poder político. Para os liberais, todo poder coercitivo deve ser justificado, sendo a liberdade humana uma presunção universal.

Por ordem espontânea compreende-se o conjunto de instituições que são criadas pela ação humana sem a premeditação humana. A linguagem e o mercado são exemplos de ordem que emergem da sociedade independente do controle de um indivíduo ou de um grupo. Grandes contribuições foram feitas sobre a teoria de ordem espontânea pelo economista Friedrich Hayek.

Estado de direito é a aplicação política da igualdade perante a lei. As leis pairam igualmente acima de todos os grupos da sociedade, independente de cor, sexo ou cargo político. Não deve, portanto, representar determinado arbítrio, mas ser objetivamente imparcial.

Livre mercado é o conjunto de interações humanas sobre os recursos, sem ser restrito pela imposição política de interesses particulares. Difere-se, assim, de sistemas protecionistas ou mercantilistas. Enquanto explicava o funcionamento do mercado, a economia clássica de Adam Smith, David Ricardo, Anne Robert Jacques Turgot e Jean-Baptiste Say também caracterizava-se pela oposição às formas de restrições ao comércio.

O liberalismo começou a se fortalecer em meados do século XIX, após as décadas de 1830-1840, teve sua maior representação na França. Se juntou mais tarde à ideia no Nacionalismo, onde foi usado como pilar da Unificação da Alemanha (1864-1870 - Otto von Bismarck) e a Unificação da Itália (1848 - Mazzini e Garibaldi) .

Dificuldades conceituais[editar | editar código-fonte]
São três as razões da dificuldade de se precisar consensualmente o conceito de liberalismo:

“a história do liberalismo acha-se intimamente vinculada à história da democracia”, a tal ponto, que é difícil separar “o que existe de democrático e o que existe de liberal nas atuais democracias liberais”, porque, de fato, segundo a teoria política, o liberalismo é o critério que distingue as democracias liberais das suas outras formas não-liberais (populista, totalitária);
o liberalismo manifesta-se em tempos e espaços bastante diversos, o que dificulta a possibilidade de situá-lo num plano sincrônico e pontuar “o momento liberal capaz de unificar histórias diferentes”;
e, por fim, não obstante o modelo liberal inglês ter-se sobressaído em relação ao modelo derivado da Revolução Francesa, não podemos falar de uma “história-difusão” do Liberalismo, em razão das especificidades estruturais, culturais e sociais com as quais o Liberalismo deparou-se em cada sociedade.[7]
História[editar | editar código-fonte]
A história do liberalismo abrange a maior parte dos últimos quatro séculos, começando na Guerra Civil Inglesa e continua após o fim da Guerra Fria. O liberalismo começou como uma doutrina principal e esforço intelectual em resposta as guerras religiosas, segurando a Europa durante os séculos XVI e XVII, embora o contexto histórico para a ascensão do liberalismo remonta a Idade Média. A primeira encarnação notável da agitação liberal veio com a Revolução Americana, e do liberalismo plenamente explodiu como um movimento global contra a velha ordem durante a Revolução Francesa, que marcou o ritmo para o futuro desenvolvimento da história humana.

Liberais clássicos, que em geral destacaram a importância do livre mercado e as liberdades civis, dominaram a história liberal no século após a Revolução Francesa. O início da Primeira Guerra Mundial e a Grande Depressão, porém, aceleraram a tendência iniciada no final do século XIX na Grã-Bretanha para um novo liberalismo que enfatizou um maior papel para o Estado melhorar as condições sociais devastadoras. No início do século XXI, as democracias liberais e as suas características fundamentais de direitos civis, liberdades individuais, sociedades pluralistas e o estado de bem-estar haviam prevalecido na maioria das regiões do mundo. O liberalismo defendia a descentralização política.

Impacto e influência[editar | editar código-fonte]
Os elementos fundamentais da sociedade contemporânea têm raízes liberais. As primeiras ondas do liberalismo popularizaram o individualismo econômico, ao mesmo tempo em que expandiam os governos constitucionais e a autoridade parlamentar.[8] Um dos maiores triunfos liberais envolveu a substituição da natureza caprichosa dos governos monárquicos e absolutistas por um processo de tomada de decisão codificado em leis escritas.[8] Liberais procuraram e estabeleceram de fato uma ordem constitucional que prezava pelas liberdades individuais, como a liberdade de expressão e a de associação, um poder judiciário independente e julgamento por um júri público, além da abolição dos privilégios aristocráticos.[8]

Estas mudanças radicais na autoridade política marcaram a transição do absolutismo para a ordem constitucional.[8] A expansão e promoção dos mercados livres foi outra grande conquista liberal. Antes que eles pudessem estabelecer novas estruturas de mercado, no entanto, os liberais tiveram que destruir as antigas estruturas econômicas do mundo. Nesse sentido, os liberais acabaram com as políticas mercantilistas, monopólios reais e diversas outras restrições sobre as atividades econômicas.[8] Eles também tentaram abolir as barreiras internas ao comércio, eliminando as guildas, tarifas locais e as proibições sobre a venda de terras.[8]

As ondas posteriores do pensamento e da luta liberal foram fortemente influenciados pela necessidade de expandir os direitos civis. Na década de 1960 e 1970, a causa da segunda onda do feminismo nos Estados Unidos desenvolveu-se, em grande parte, por organizações feministas liberais como a Organização Nacional das Mulheres.[9] Além de defender a igualdade de gênero, os liberais também defendiam a igualdade racial a fim de promover os direitos civis, sendo que um movimento mundial dos direitos civis no século XX alcançou vários desses objetivos. Entre os vários movimentos regionais e nacionais, o movimento dos direitos civis dos negros nos Estados Unidos durante a década de 1960 realçou fortemente a cruzada liberal pelos direitos iguais. Descrevendo os esforços políticos do período, alguns historiadores têm afirmado que "a campanha pelo direito de votar marcou ... a convergência de duas forças políticas em seu zênite: a campanha negra por igualdade e o movimento pela reforma liberal", comentando ainda sobre como "a luta para garantir o voto aos negros coincidiu com o apelo liberal pela maior ação federal para proteger os direitos de todos os cidadãos ".[10] O projeto da Grande Sociedade lançado pelo presidente dos Estados Unidos Lyndon Johnson previa a criação do Medicare e do Medicaid, o estabelecimento do Programa Head Start e o Job Corps, como parte da política contra a pobreza, uma série de eventos rápidos que alguns historiadores têm chamado de a Hora Liberal.[11]

Outra importante conquista liberal inclui a ascensão do internacionalismo liberal, que é considerado o responsável pelo estabelecimento de organizações globais, como a Liga das Nações e, após a Segunda Guerra Mundial, as Nações Unidas.[12] A ideia de exportar o liberalismo para o mundo inteiro e construir uma ordem internacionalista harmoniosa e liberal tem dominado o pensamento dos liberais desde o século 18.[13] "Todos os lugares em que o liberalismo floresceu no mercado interno, tem sido acompanhada por visões do internacionalismo liberal", escreveu um historiador.[13] Mas a resistência ao internacionalismo liberal era profunda e amarga , com críticos argumentando que a crescente interdependência mundial poderia resultar na perda da soberania nacional e que as democracias representavam uma ordem corrupta incapaz de alcançar uma boa governança doméstica ou global.[14]

Ver também[editar | editar código-fonte]
Libertarismo
Liberalismo clássico
Liberalismo social
Liberalismo económico
Neoliberalismo
Conservadorismo
Referências
Ir para cima ↑ Russell 2000, pp. 577–8; Young 2002, p. 39.
Ir para cima ↑ "O Liberalismo situa-se no plano político-religioso. Defende a absoluta liberdade individual, tanto de pensamento como de ação, na vida privada e pública.", Dom Dadeus Grings. Dialética da política: história dialética do cristianismo. EDIPUCRS; GGKEY:3PUD50DKR6P. p. 257.
Ir para cima ↑ "(...) o liberalismo incorporou ideias como o livre comércio, a democracia e a autodeterminação nacional.", William Outhwaite. Dicionário do pensamento social do século XX. Jorge Zahar Editor; 1996. ISBN 978-85-7110-345-0. p. 421.
Ir para cima ↑ Kathleen G. Donohue. Freedom from Want: American Liberalism and the Idea of the Consumer (New Studies in American Intellectual and Cultural History) Johns Hopkins University Press [S.l.] Consultado em 2007-12-31. Three of them - freedom from fear, freedom of speech, and freedom of religion - have long been fundamental to liberalism.
Ir para cima ↑ The Economist, Volume 341, Issues 7995-7997 The Economist [S.l.] Consultado em 2007-12-31. For all three share a belief in the liberal society as defined above: a society that provides constitutional government (rule by laws, not by men) and freedom of religion, thought, expression and economic interaction; a society in which ...
Ir para cima ↑ Corentin de Salle. A Tradição da Liberdade - Grandes Obras do Pensamento Liberal. Movimento Liberal Social; ISBN 978-989-97083-1-0. p. 18.
Ir para cima ↑ BOBBIO, Noberto. Dicionário de política. Brasília, Ed. UNB, 5ª ed., 2000.
↑ Ir para: a b c d e f Gould, p. 3.
Ir para cima ↑ Worell, p. 470.
Ir para cima ↑ Mackenzie e Weisbrot, p. 178.
Ir para cima ↑ Mackenzie and Weisbrot, p. 5.
Ir para cima ↑ Sinclair, p. 145.
↑ Ir para: a b Schell, p. 266.
Ir para cima ↑ Schell, pp. 273–80.
Bibliografia[editar | editar código-fonte]
Farr, Thomas. World of Faith and Freedom. New York: Oxford University Press US, 2008. ISBN 0-19-517995-1
Mackenzie, G. Calvin and Weisbrot, Robert. The liberal hour: Washington and the politics of change in the 1960s. New York: Penguin Group, 2008. ISBN 1-59420-170-6
Pierson, Paul. The New Politics of the Welfare State. New York: Oxford University Press, 2001. ISBN 0-19-829756-4
Schell, Jonathan. The Unconquerable World: Power, Nonviolence, and the Will of the People. New York: Macmillan, 2004. ISBN 0-8050-4457-4
Sinclair, Timothy. Global governance: critical concepts in political science. Oxford: Taylor & Francis, 2004. ISBN 0-415-27662-4
Worell, Judith. Encyclopedia of women and gender, Volume I. Amsterdam: Elsevier, 2001. ISBN 0-12-227246-3
Venturelli, Shalini. Liberalizing the European media: politics, regulation, and the public sphere. New York: Oxford University Press, 1998. ISBN 0-19-823379-5
Ligações externas[editar | editar código-fonte]
liberalismo. in Infopédia, Porto: Porto Editora, 2003-2012 (Consult. 2012-07-25).
Liberalismo, afilosofia.no.sapo.pt
O que é o Liberalismo
Online Library of Liberty
Liberalismo: o direito e o avesso, por Carlos Estevam Martins. Dados vol.46 no.4 Rio de Janeiro, 2003. ISSN 0011-5258.
Stanford Encyclopedia of Philosophy.Liberalism.Liberalismo pode ser definido como um conjunto de princípios e teorias políticas, que apresenta como ponto principal a defesa da liberdade política e econômica. Neste sentido, os liberais são contrários ao forte controle do Estado na economia e na vida das pessoas.

Origem 

O pensamento liberal teve sua origem no século XVII, através dos trabalhos sobre política publicados pelo filósofo inglês John Locke. Já no século XVIII, o liberalismo econômico ganhou força com as idéias defendidas pelo filósofo e economista escocês Adam Smith.

Podemos citar como princípios básicos do liberalismo:

- Defesa da propriedade privada;

- Liberdade econômica (livre mercado);

- Mínima participação do Estado nos assuntos econômicos da nação (governo limitado);

- Igualdade perante a lei (estado de direito).

Neoliberalismo

Na década de 1970 surgiu o neoliberalismo, que é a aplicação dos princípios liberais numa realidade econômica pautada pela globalização e por novos paradigmas do capitalismo.Liberalismo é o nome dado à doutrina que prega a defesa da liberdade política e econômica. Neste sentido, os liberais são contrários ao forte controle do estado na economia e na vida das pessoas. Em outras palavras, o liberalismo defende a ideia de que o Estado deve dar liberdade ao povo, e deve agir apenas se alguém lesar o próximo (conhecido como Princípio do Dano). No mais, em boa parte do tempo, as pessoas são livres para fazer o que quiserem, o que traz a ideia de livre mercado.
O liberalismo surgiu da concepção de um grupo de pensadores imersos na realidade da Europa dos séculos XVII e XVIII. Vigorava ainda a filosofia do absolutismo em praticamente todos os governos europeus, pois o rei, como legítimo representante de Deus na terra, teria natural primazia sobre todos os assuntos que envolvessem a nação. As ideias iluministas vão gradualmente implodir tal sistema de excessiva intervenção do estado, auxiliadas pelo espírito empreendedor e autônomo daburguesia, abrindo espaço para outras possibilidades na relação entre os homens e o mundo. O burguês, que se lançava ao mundo para o comércio e usava a somente a própria iniciativa para alcançar seus objetivos, destoava de todo um período anterior onde os homens colocavam-se subservientes ao pensamento religioso.
Então, como uma reação natural à ordem anterior de coisas, vários pensadores se mobilizam no esforço de dar sentido àquele mundo que se transformava. Surge um ponto fundamental do pensamento liberal quando é concebida  a ideia de que o homem tinha toda sua individualidade formada antes de perceber sua existência em sociedade. Para o liberalismo, o indivíduo estabelecia uma relação entre seus valores próprios e a sociedade.
Além de construir uma imagem positiva do individuo, o liberalismo vai defender a ideia de igualdade entre todos. O direito que o homem tem de agir pelo uso da sua própria razão, segundo o liberalismo, só poderia garantir-se pela defesa das liberdades. No aspecto político, o liberalismo vai demonstrar que um regime monárquico, comandado pelas vontades individuais de um rei, não pode colaborar na garantia à liberdade, pois a vontade do rei subjuga o interesse social, impedindo os princípios de liberdade e igualdade.
O pensamento liberal reinou hegemônico até o início do século XX. As mudanças trazidas pelas duas revoluções industriais, a Primeira Guerra Mundial e a Revolução Russa de 1917, e mais tarde, daquebra da bolsa de Nova Iorque em 1929, fizeram com que a doutrina liberal entrasse em declínio. Mais recentemente, na década de 90, surge o neoliberalismo, resgatando boa parte do ideal liberal clássico.

NEPOLITISMO

Nepotismo (do latim neposneto ou descendente) é o termo utilizado para designar o favorecimento de parentes (ou amigos próximos) em detrimento de pessoas mais qualificadas, especialmente no que diz respeito à nomeação ou elevação de cargos.
Originalmente a palavra aplicava-se exclusivamente ao âmbito das relações do papa com seus parentes (particularmente com o cardeal-sobrinho - (em latimcardinalis nepos[1] ; em italianocardinale nipote[2] ), mas atualmente é utilizado como sinónimo da concessão de privilégios ou cargos a parentes no funcionalismo público. Distingue-se do favoritismo simples, que não implica relações familiares com o favorecido.
Nepotismo ocorre quando, por exemplo, um funcionário é promovido por ter relações de parentesco com aquele que o promove, havendo pessoas mais qualificadas e mais merecedoras da promoção. Alguns biólogos sustentam que o nepotismo pode ser instintivo, uma maneira de seleção familiar. Parentes próximos possuem genes compartilhados e protegê-los seria uma forma de garantir que os genes do próprio indivíduo tenham uma oportunidade a mais de sobreviver.
Um grande nepotista foi Napoleão Bonaparte. Em 1809, 3 de seus irmãos eram reis de países ocupados por seu exército.
No Brasil, a Carta de Caminha é lembrada como o primeiro caso de tentativa de nepotismo documentada no Brasil, embora esta constatação tenha sido refutada[3] . De acordo com a interpretação original, ao final da carta Caminha teria pedido ao rei um emprego ao seu genro.[4]
Devido a isto, a palavra pistolão, muito empregada no Brasil para referenciar um parente ou conhecido que obteve ganhos devido a nepotismo ou favoritismo, teve origem na palavra epístola (carta), devido à carta de apresentação supostamente feita pelo escrivão Pero Vaz de Caminha ao Rei D. Manuel I.[carece de fontes]

Referências

  1. Ir para cima Cardinale, Hyginus Eugene. 1976. The Holy See and the International Order. Maclean-Hunter Press. p. 133.
  2. Ir para cima Burckhardt, Jacob, and Middlemore, Samuel George Chetwynd. 1892. The Civilisation of the Renaissance in Italy. Sonnenschein. p. 107.
  3. Ir para cima "A Certidão de Nascimento de um País - Senado.gov.br".
  4. Ir para cima O Globo - Sobre nepotismo

Ver também[editar | editar código-fonte]

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Nepotismo é o favorecimento dos vínculos de parentesco nas relações de trabalho ou emprego. As práticas de nepotismo substituem a avaliação de mérito para o exercício da função pública pela valorização de laços de parentesco. Nepotismo é prática que viola as garantias constitucionais de impessoalidade administrativa, na medida em que estabelece privilégios em função de relações de parentesco e desconsidera a capacidade técnica para o exercício do cargo público. O fundamento das ações de combate ao nepotismo é o fortalecimento da República e a resistência a ações de concentração de poder que privatizam o espaço público.

Em 18 de outubro de 2005, o Conselho Nacional de Justiça editou a Resolução nº 07, banindo definitivamente as práticas de nepotismo do Poder Judiciário brasileiro. A norma especifica os casos em que o favorecimento de parentes na nomeação para cargos de provimento em comissão ou função gratificada representam nepotismo, salvaguardando situações nas quais o exercício de cargos públicos por servidores em situação de parentesco não viola a impessoalidade administrativa, seja pela realização de concurso público, seja pela configuração temporal das nomeações dos servidores.

O nepotismo está estreitamente vinculado à estrutura de poder dos cargos e funções da administração e se configura quando, de qualquer forma, a nomeação do servidor ocorre por influência de autoridades ou agentes públicos ligados a esse servidor por laços de parentesco. Situações de nepotismo só ocorrem, todavia, quando as características do cargo ou função ocupada habilitam o agente a exercer influência na contratação ou nomeação de um servidor. Dessa forma, na nomeação de servidores para o exercício de cargos ou funções públicas, a mera possibilidade de exercício dessa influência basta para a configuração do vício e para configuração do nepotismo.

A posterior edição de Enunciados Administrativos e a consolidação de interpretações realizadas pelo Plenário do Conselho também compõem o conjunto normativo que dispõe sobre o nepotismo no Conselho Nacional de Justiça.  O nepotismo cruzado, o nepotismo entre Poderes da República e aquele realizado por via da requisição de servidores são formas sutis de identificação da utilização de cargos públicos para manifestações de patrimonialismo e privatização do espaço público.

Após três anos da edição da Resolução nº 07, o Supremo Tribunal Federal, no julgamento da Ação Declaratória de Constitucionalidade nº 12, consolidou o entendimento de que a proibição do nepotismo é exigência constitucional, vedada em todos os Poderes da República (STF, Súmula Vinculante nº 13, 29 de agosto de 2008).